Poemas neste tema
Emoções e Sentimentos
Ronilson Rocha
Sexo genérico
No ar, um cheiro doce de amor,
No chão, roupas jogadas ao léu,
Na cama, corpos suados cruzam com ardor,
Levando as nossas almas ao céu...
Sussurros e gemidos ecoam pelo recinto,
Olhares se encontram arrefecidos,
Estamos perdidos neste labirinto,
repleto de sentimentos desconhecidos...
De onde vem este estranho sentimento,
que nos faz remexer os quadris com destreza,
a esperar o gozo a qualquer momento?
Ou toda esta luxúria é coisa combinada,
Nada mais que um simples truque da natureza,
que nos impele a ter nossa espécie preservada...
No chão, roupas jogadas ao léu,
Na cama, corpos suados cruzam com ardor,
Levando as nossas almas ao céu...
Sussurros e gemidos ecoam pelo recinto,
Olhares se encontram arrefecidos,
Estamos perdidos neste labirinto,
repleto de sentimentos desconhecidos...
De onde vem este estranho sentimento,
que nos faz remexer os quadris com destreza,
a esperar o gozo a qualquer momento?
Ou toda esta luxúria é coisa combinada,
Nada mais que um simples truque da natureza,
que nos impele a ter nossa espécie preservada...
902
Zé do Neca
Homenagem ao teu sexo
Quando nossos corpos se tocam
Mesmo por cima da roupa
Sinto o calor que vem do teu corpo
Misturando ao calor do meu
São gotas do suor
Gotas de quem esperou por esse momento
Agora, as roupas vão caindo
Revelando o sexo nervoso
Sexo endurecido
Sexo umedecido
Mãos que seguram sexo
Mãos que penetram sexo
Línguas que lambem
Sexo que arrepia
Sexos que se encontram
Enfim
Sexo que agasalha
Sexo que desbrava
Acabamos
Me deito sobre teus pêlos
Sinto o cheiro do meu sexo,
No teu
Sinto o teu cheiro misturado
Ao meu
Cheiro do gozo supremo
Cheiro do sexo
Que eu adoro
Mesmo por cima da roupa
Sinto o calor que vem do teu corpo
Misturando ao calor do meu
São gotas do suor
Gotas de quem esperou por esse momento
Agora, as roupas vão caindo
Revelando o sexo nervoso
Sexo endurecido
Sexo umedecido
Mãos que seguram sexo
Mãos que penetram sexo
Línguas que lambem
Sexo que arrepia
Sexos que se encontram
Enfim
Sexo que agasalha
Sexo que desbrava
Acabamos
Me deito sobre teus pêlos
Sinto o cheiro do meu sexo,
No teu
Sinto o teu cheiro misturado
Ao meu
Cheiro do gozo supremo
Cheiro do sexo
Que eu adoro
1 229
Zé do Neca
Homenagem ao teu sexo
Quando nossos corpos se tocam
Mesmo por cima da roupa
Sinto o calor que vem do teu corpo
Misturando ao calor do meu
São gotas do suor
Gotas de quem esperou por esse momento
Agora, as roupas vão caindo
Revelando o sexo nervoso
Sexo endurecido
Sexo umedecido
Mãos que seguram sexo
Mãos que penetram sexo
Línguas que lambem
Sexo que arrepia
Sexos que se encontram
Enfim
Sexo que agasalha
Sexo que desbrava
Acabamos
Me deito sobre teus pêlos
Sinto o cheiro do meu sexo,
No teu
Sinto o teu cheiro misturado
Ao meu
Cheiro do gozo supremo
Cheiro do sexo
Que eu adoro
Mesmo por cima da roupa
Sinto o calor que vem do teu corpo
Misturando ao calor do meu
São gotas do suor
Gotas de quem esperou por esse momento
Agora, as roupas vão caindo
Revelando o sexo nervoso
Sexo endurecido
Sexo umedecido
Mãos que seguram sexo
Mãos que penetram sexo
Línguas que lambem
Sexo que arrepia
Sexos que se encontram
Enfim
Sexo que agasalha
Sexo que desbrava
Acabamos
Me deito sobre teus pêlos
Sinto o cheiro do meu sexo,
No teu
Sinto o teu cheiro misturado
Ao meu
Cheiro do gozo supremo
Cheiro do sexo
Que eu adoro
1 229
Maria Carlos Loureiro
Primeiro foram os dedos
Primeiro foram os dedos
que travaram conhecimento.
Depois os olhos pousaram-me
na mão e levaram-na a percorrer
a curva da cintura. E a sua boca
procurou a minha boca
sem sobressaltos e deixou-a depois
para percorrer o meu corpo.
É assim a descoberta do poeta,
apesar de tudo se passar na sua cabeça,
dando origem a mais um poema.
que travaram conhecimento.
Depois os olhos pousaram-me
na mão e levaram-na a percorrer
a curva da cintura. E a sua boca
procurou a minha boca
sem sobressaltos e deixou-a depois
para percorrer o meu corpo.
É assim a descoberta do poeta,
apesar de tudo se passar na sua cabeça,
dando origem a mais um poema.
796
Rogério Viana
Haikais
Gula. Ensandecida. Louca
Ela engoliu-me todo
com sua faminta boca.
Ninfomaníaca.
Sua demoníaca mania
me levou do céu ao inferno.
É devassa essa mulher
que seu sonhos expõem
quando abre a vidraça?
Ela engoliu-me todo
com sua faminta boca.
Ninfomaníaca.
Sua demoníaca mania
me levou do céu ao inferno.
É devassa essa mulher
que seu sonhos expõem
quando abre a vidraça?
1 569
Rogério Viana
Haikais
Gula. Ensandecida. Louca
Ela engoliu-me todo
com sua faminta boca.
Ninfomaníaca.
Sua demoníaca mania
me levou do céu ao inferno.
É devassa essa mulher
que seu sonhos expõem
quando abre a vidraça?
Ela engoliu-me todo
com sua faminta boca.
Ninfomaníaca.
Sua demoníaca mania
me levou do céu ao inferno.
É devassa essa mulher
que seu sonhos expõem
quando abre a vidraça?
1 569
Eliana Mora
Prece
Preciso do veludo
dos teus cílios
da maciez
e da audácia
do
teu cheiro
da embriaguez
que vem
da tua
boca
Preciso te tocar
Preciso voltar
a ouvir
o som
do teu
corpo
dos teus cílios
da maciez
e da audácia
do
teu cheiro
da embriaguez
que vem
da tua
boca
Preciso te tocar
Preciso voltar
a ouvir
o som
do teu
corpo
948
Eliana Mora
O caminho das nuvens
Senti na pele
os dedos teus
colando em mim
um surfe estranho
a voltejar
em minhas ondas
olhando enfim para as
paisagens tão
redondas
ouvindo o som
do que de longe
já conheces
E tomas posse
do terreno
demarcado
que amanhece
todo dia
em cama fria
Porém que túmido
servil
e orvalhado
sabe mostrar das noites
frias
resultado
Terreno morno
que se tranca a esperar
que possas vir
[de alguma nuvem
despencar]
Para sorver na noite
a fonte
do esplendor
Colhermos juntos
tão sentido
e doce
amor
os dedos teus
colando em mim
um surfe estranho
a voltejar
em minhas ondas
olhando enfim para as
paisagens tão
redondas
ouvindo o som
do que de longe
já conheces
E tomas posse
do terreno
demarcado
que amanhece
todo dia
em cama fria
Porém que túmido
servil
e orvalhado
sabe mostrar das noites
frias
resultado
Terreno morno
que se tranca a esperar
que possas vir
[de alguma nuvem
despencar]
Para sorver na noite
a fonte
do esplendor
Colhermos juntos
tão sentido
e doce
amor
778
Mary Celeste Bueno
Primavera
A estação libidinosa,
Plena do gosto da vida,
Imprevisível, garrida,
Lânguida e leve, goza.
Plantas, animais e gente,
Cheínhos de seiva e luz,
Erguem-se falicamente,
Ao que o destino os conduz.
Tempo de dor e prazer
Dias de sol e de chuva:
Um novo ciclo amanhece...
Sob a influência da Lua
Assim como tudo, acontece
São as sementes do ser.
Plena do gosto da vida,
Imprevisível, garrida,
Lânguida e leve, goza.
Plantas, animais e gente,
Cheínhos de seiva e luz,
Erguem-se falicamente,
Ao que o destino os conduz.
Tempo de dor e prazer
Dias de sol e de chuva:
Um novo ciclo amanhece...
Sob a influência da Lua
Assim como tudo, acontece
São as sementes do ser.
373
Isabel Machado
Alforria
Beba do meu leite
para o meu e seu
deleite
Ponha em tua boca
a minha força
mame como filho
desmamado
há quatro dias quatro noites
ávido
impávido
insano
Sugue a minha teta
enquanto as mãos
desbravam a terra
que já é sua
em completa escravidão
Faça a festa nesta teta
e a buceta
– doidivanas lacrimada –
se abre em festa
implorando o sol
do meio-dia
Chegue, menino-senhor,
em cantoria...
Beba da fonte
da alforria...
para o meu e seu
deleite
Ponha em tua boca
a minha força
mame como filho
desmamado
há quatro dias quatro noites
ávido
impávido
insano
Sugue a minha teta
enquanto as mãos
desbravam a terra
que já é sua
em completa escravidão
Faça a festa nesta teta
e a buceta
– doidivanas lacrimada –
se abre em festa
implorando o sol
do meio-dia
Chegue, menino-senhor,
em cantoria...
Beba da fonte
da alforria...
1 190
Notívaga Noturna
Casados
Ele é casado, e aí?
Eu também sou.
E o que é que eu faço,
Se sinto um baita tesão por ele?
Fico quieta?
Permaneço estática?
Permaneço a dona de casa?
Tal qual a "patroa" mal comida e mal amada?
Fico lavando cueca?
Ou me entrego a essa paixão?
E se ele me nega?
Se ele não me nega mas...
E se ela me pega com ele?
E se ele me pega com ele?
Como é que eu apago isso?
Como é que eu desligo o que eu sinto?
Como é que se mata tesão se não for na cama?
Eu me masturbo, pronto.
Faço de conta.
Mas depois volta.
E vem mais, mais forte.
Ainda mais forte, feito um vento norte.
Eu também sou.
E o que é que eu faço,
Se sinto um baita tesão por ele?
Fico quieta?
Permaneço estática?
Permaneço a dona de casa?
Tal qual a "patroa" mal comida e mal amada?
Fico lavando cueca?
Ou me entrego a essa paixão?
E se ele me nega?
Se ele não me nega mas...
E se ela me pega com ele?
E se ele me pega com ele?
Como é que eu apago isso?
Como é que eu desligo o que eu sinto?
Como é que se mata tesão se não for na cama?
Eu me masturbo, pronto.
Faço de conta.
Mas depois volta.
E vem mais, mais forte.
Ainda mais forte, feito um vento norte.
1 045
Notívaga Noturna
Casados
Ele é casado, e aí?
Eu também sou.
E o que é que eu faço,
Se sinto um baita tesão por ele?
Fico quieta?
Permaneço estática?
Permaneço a dona de casa?
Tal qual a "patroa" mal comida e mal amada?
Fico lavando cueca?
Ou me entrego a essa paixão?
E se ele me nega?
Se ele não me nega mas...
E se ela me pega com ele?
E se ele me pega com ele?
Como é que eu apago isso?
Como é que eu desligo o que eu sinto?
Como é que se mata tesão se não for na cama?
Eu me masturbo, pronto.
Faço de conta.
Mas depois volta.
E vem mais, mais forte.
Ainda mais forte, feito um vento norte.
Eu também sou.
E o que é que eu faço,
Se sinto um baita tesão por ele?
Fico quieta?
Permaneço estática?
Permaneço a dona de casa?
Tal qual a "patroa" mal comida e mal amada?
Fico lavando cueca?
Ou me entrego a essa paixão?
E se ele me nega?
Se ele não me nega mas...
E se ela me pega com ele?
E se ele me pega com ele?
Como é que eu apago isso?
Como é que eu desligo o que eu sinto?
Como é que se mata tesão se não for na cama?
Eu me masturbo, pronto.
Faço de conta.
Mas depois volta.
E vem mais, mais forte.
Ainda mais forte, feito um vento norte.
1 045
C. R. Nazareth
Filhas de Vênus
A orgulhosa Vênus, deusa do prazer sem igual,
empresta a suas filhas sensuais a chama imortal.
Seja no gelado deserto ou no calor tropical,
a todas confere desejo e prazer sem igual.
A todas confere da paixão o calor
e a todas excita, conduzindo ao profundo ardor.
Assim, não importa o lugar do mundo aonde se vá,
a doce explosão da volúpia lá estará.
Cálido arrebatamento através dos corpos balançando,
na ânsia do jorrar, o auge do prazer alcançando.
Em meio aos gemidos, seja morena ou loira, é uma arte,
uma filha de Vênus é imperatriz em toda parte.
empresta a suas filhas sensuais a chama imortal.
Seja no gelado deserto ou no calor tropical,
a todas confere desejo e prazer sem igual.
A todas confere da paixão o calor
e a todas excita, conduzindo ao profundo ardor.
Assim, não importa o lugar do mundo aonde se vá,
a doce explosão da volúpia lá estará.
Cálido arrebatamento através dos corpos balançando,
na ânsia do jorrar, o auge do prazer alcançando.
Em meio aos gemidos, seja morena ou loira, é uma arte,
uma filha de Vênus é imperatriz em toda parte.
2 125
C. R. Nazareth
Filhas de Vênus
A orgulhosa Vênus, deusa do prazer sem igual,
empresta a suas filhas sensuais a chama imortal.
Seja no gelado deserto ou no calor tropical,
a todas confere desejo e prazer sem igual.
A todas confere da paixão o calor
e a todas excita, conduzindo ao profundo ardor.
Assim, não importa o lugar do mundo aonde se vá,
a doce explosão da volúpia lá estará.
Cálido arrebatamento através dos corpos balançando,
na ânsia do jorrar, o auge do prazer alcançando.
Em meio aos gemidos, seja morena ou loira, é uma arte,
uma filha de Vênus é imperatriz em toda parte.
empresta a suas filhas sensuais a chama imortal.
Seja no gelado deserto ou no calor tropical,
a todas confere desejo e prazer sem igual.
A todas confere da paixão o calor
e a todas excita, conduzindo ao profundo ardor.
Assim, não importa o lugar do mundo aonde se vá,
a doce explosão da volúpia lá estará.
Cálido arrebatamento através dos corpos balançando,
na ânsia do jorrar, o auge do prazer alcançando.
Em meio aos gemidos, seja morena ou loira, é uma arte,
uma filha de Vênus é imperatriz em toda parte.
2 125
Maria Suely de Oliveira
Desilusão
A dor adorna e adormece o desejo
O corpo cala e se espreguiça
O afeto foge
O coração passeia na noite
Reinstala a memória
De afagos sedutores
O estridente som da cuíca anuncia:
Não se deve caçar homens na primavera
O sexo explode insaciável e fecundo
Amores devassos não tecem laços
O corpo cala e se espreguiça
O afeto foge
O coração passeia na noite
Reinstala a memória
De afagos sedutores
O estridente som da cuíca anuncia:
Não se deve caçar homens na primavera
O sexo explode insaciável e fecundo
Amores devassos não tecem laços
980
Maria Suely de Oliveira
Desilusão
A dor adorna e adormece o desejo
O corpo cala e se espreguiça
O afeto foge
O coração passeia na noite
Reinstala a memória
De afagos sedutores
O estridente som da cuíca anuncia:
Não se deve caçar homens na primavera
O sexo explode insaciável e fecundo
Amores devassos não tecem laços
O corpo cala e se espreguiça
O afeto foge
O coração passeia na noite
Reinstala a memória
De afagos sedutores
O estridente som da cuíca anuncia:
Não se deve caçar homens na primavera
O sexo explode insaciável e fecundo
Amores devassos não tecem laços
980
Agostina Akemi Sasaoka
Entranhas
O sorriso caiu.
Entre as pétalas de mim:
o cio.
Esperma aos farelos.
A lua bóia na taça de sangue.
Entre os sopros selvagens,
tórridos toques
(sinceros como um cadáver).
Com os dedos enfiados no vento,
quero lamber a liberdade.
Já esfacelei minhas lágrimas...
Enquanto o sol
baba sobre mim,
vou varrendo minha sombra
com restos de beijos...
A esperança dormiu.
Entre os subúrbios de mim:
a dor.
Bolhas de areia,
cacos de suor...
Há bolor nas estrelas.
Eis-me pecado!
Eis-me boca!
Pouca coisa:
alfinetes incendiados.
O amor vai pingando sobre o telhado,
amargo enquanto vocábulo:
deserto parido.
A vida é um estupro:
nasci para morrer.
Renascer das cinzas,
das sobras,
das teias...
Vou lutar até o orgasmo.
A noite
arrotou.
Assim seja,
assim sangre...
Entre a poeira de mim:
o prazer.
Caroço de paixão.
Vou morrer...
Vou morrer... Mas é só para te humilhar.
Vem...
Degola meu cheiro.
Não sou mulher,
sou distanásia.
Entre as pétalas de mim:
o cio.
Esperma aos farelos.
A lua bóia na taça de sangue.
Entre os sopros selvagens,
tórridos toques
(sinceros como um cadáver).
Com os dedos enfiados no vento,
quero lamber a liberdade.
Já esfacelei minhas lágrimas...
Enquanto o sol
baba sobre mim,
vou varrendo minha sombra
com restos de beijos...
A esperança dormiu.
Entre os subúrbios de mim:
a dor.
Bolhas de areia,
cacos de suor...
Há bolor nas estrelas.
Eis-me pecado!
Eis-me boca!
Pouca coisa:
alfinetes incendiados.
O amor vai pingando sobre o telhado,
amargo enquanto vocábulo:
deserto parido.
A vida é um estupro:
nasci para morrer.
Renascer das cinzas,
das sobras,
das teias...
Vou lutar até o orgasmo.
A noite
arrotou.
Assim seja,
assim sangre...
Entre a poeira de mim:
o prazer.
Caroço de paixão.
Vou morrer...
Vou morrer... Mas é só para te humilhar.
Vem...
Degola meu cheiro.
Não sou mulher,
sou distanásia.
927
Agostina Akemi Sasaoka
Entranhas
O sorriso caiu.
Entre as pétalas de mim:
o cio.
Esperma aos farelos.
A lua bóia na taça de sangue.
Entre os sopros selvagens,
tórridos toques
(sinceros como um cadáver).
Com os dedos enfiados no vento,
quero lamber a liberdade.
Já esfacelei minhas lágrimas...
Enquanto o sol
baba sobre mim,
vou varrendo minha sombra
com restos de beijos...
A esperança dormiu.
Entre os subúrbios de mim:
a dor.
Bolhas de areia,
cacos de suor...
Há bolor nas estrelas.
Eis-me pecado!
Eis-me boca!
Pouca coisa:
alfinetes incendiados.
O amor vai pingando sobre o telhado,
amargo enquanto vocábulo:
deserto parido.
A vida é um estupro:
nasci para morrer.
Renascer das cinzas,
das sobras,
das teias...
Vou lutar até o orgasmo.
A noite
arrotou.
Assim seja,
assim sangre...
Entre a poeira de mim:
o prazer.
Caroço de paixão.
Vou morrer...
Vou morrer... Mas é só para te humilhar.
Vem...
Degola meu cheiro.
Não sou mulher,
sou distanásia.
Entre as pétalas de mim:
o cio.
Esperma aos farelos.
A lua bóia na taça de sangue.
Entre os sopros selvagens,
tórridos toques
(sinceros como um cadáver).
Com os dedos enfiados no vento,
quero lamber a liberdade.
Já esfacelei minhas lágrimas...
Enquanto o sol
baba sobre mim,
vou varrendo minha sombra
com restos de beijos...
A esperança dormiu.
Entre os subúrbios de mim:
a dor.
Bolhas de areia,
cacos de suor...
Há bolor nas estrelas.
Eis-me pecado!
Eis-me boca!
Pouca coisa:
alfinetes incendiados.
O amor vai pingando sobre o telhado,
amargo enquanto vocábulo:
deserto parido.
A vida é um estupro:
nasci para morrer.
Renascer das cinzas,
das sobras,
das teias...
Vou lutar até o orgasmo.
A noite
arrotou.
Assim seja,
assim sangre...
Entre a poeira de mim:
o prazer.
Caroço de paixão.
Vou morrer...
Vou morrer... Mas é só para te humilhar.
Vem...
Degola meu cheiro.
Não sou mulher,
sou distanásia.
927
Agostina Akemi Sasaoka
Entranhas
O sorriso caiu.
Entre as pétalas de mim:
o cio.
Esperma aos farelos.
A lua bóia na taça de sangue.
Entre os sopros selvagens,
tórridos toques
(sinceros como um cadáver).
Com os dedos enfiados no vento,
quero lamber a liberdade.
Já esfacelei minhas lágrimas...
Enquanto o sol
baba sobre mim,
vou varrendo minha sombra
com restos de beijos...
A esperança dormiu.
Entre os subúrbios de mim:
a dor.
Bolhas de areia,
cacos de suor...
Há bolor nas estrelas.
Eis-me pecado!
Eis-me boca!
Pouca coisa:
alfinetes incendiados.
O amor vai pingando sobre o telhado,
amargo enquanto vocábulo:
deserto parido.
A vida é um estupro:
nasci para morrer.
Renascer das cinzas,
das sobras,
das teias...
Vou lutar até o orgasmo.
A noite
arrotou.
Assim seja,
assim sangre...
Entre a poeira de mim:
o prazer.
Caroço de paixão.
Vou morrer...
Vou morrer... Mas é só para te humilhar.
Vem...
Degola meu cheiro.
Não sou mulher,
sou distanásia.
Entre as pétalas de mim:
o cio.
Esperma aos farelos.
A lua bóia na taça de sangue.
Entre os sopros selvagens,
tórridos toques
(sinceros como um cadáver).
Com os dedos enfiados no vento,
quero lamber a liberdade.
Já esfacelei minhas lágrimas...
Enquanto o sol
baba sobre mim,
vou varrendo minha sombra
com restos de beijos...
A esperança dormiu.
Entre os subúrbios de mim:
a dor.
Bolhas de areia,
cacos de suor...
Há bolor nas estrelas.
Eis-me pecado!
Eis-me boca!
Pouca coisa:
alfinetes incendiados.
O amor vai pingando sobre o telhado,
amargo enquanto vocábulo:
deserto parido.
A vida é um estupro:
nasci para morrer.
Renascer das cinzas,
das sobras,
das teias...
Vou lutar até o orgasmo.
A noite
arrotou.
Assim seja,
assim sangre...
Entre a poeira de mim:
o prazer.
Caroço de paixão.
Vou morrer...
Vou morrer... Mas é só para te humilhar.
Vem...
Degola meu cheiro.
Não sou mulher,
sou distanásia.
927
Ricardo R. Almeida
O deslizar
Deslizo
A sua imagem pelo meu pensamento
O seu cheiro pelo meu sangue
A sua voz, as suas palavras pelo meu desejo
Deslizo
As minhas mãos por entre as suas coxas
A minha boca pelos seus lábios
O meu corpo pelo seu
Deslizo
Tudo o que pode haver no mundo
E que no entanto somos só nós dois
A dançar como imagens oníricas
Deslizar de sonhos
de espaços intermináveis
De amores, paixões incontroláveis
Infinitas
Deslizo
Trêmulo, nervoso pelo meu desejo
De não deixá-la deslizar
Por entre as minhas mãos
A sua imagem pelo meu pensamento
O seu cheiro pelo meu sangue
A sua voz, as suas palavras pelo meu desejo
Deslizo
As minhas mãos por entre as suas coxas
A minha boca pelos seus lábios
O meu corpo pelo seu
Deslizo
Tudo o que pode haver no mundo
E que no entanto somos só nós dois
A dançar como imagens oníricas
Deslizar de sonhos
de espaços intermináveis
De amores, paixões incontroláveis
Infinitas
Deslizo
Trêmulo, nervoso pelo meu desejo
De não deixá-la deslizar
Por entre as minhas mãos
923
Ricardo R. Almeida
O deslizar
Deslizo
A sua imagem pelo meu pensamento
O seu cheiro pelo meu sangue
A sua voz, as suas palavras pelo meu desejo
Deslizo
As minhas mãos por entre as suas coxas
A minha boca pelos seus lábios
O meu corpo pelo seu
Deslizo
Tudo o que pode haver no mundo
E que no entanto somos só nós dois
A dançar como imagens oníricas
Deslizar de sonhos
de espaços intermináveis
De amores, paixões incontroláveis
Infinitas
Deslizo
Trêmulo, nervoso pelo meu desejo
De não deixá-la deslizar
Por entre as minhas mãos
A sua imagem pelo meu pensamento
O seu cheiro pelo meu sangue
A sua voz, as suas palavras pelo meu desejo
Deslizo
As minhas mãos por entre as suas coxas
A minha boca pelos seus lábios
O meu corpo pelo seu
Deslizo
Tudo o que pode haver no mundo
E que no entanto somos só nós dois
A dançar como imagens oníricas
Deslizar de sonhos
de espaços intermináveis
De amores, paixões incontroláveis
Infinitas
Deslizo
Trêmulo, nervoso pelo meu desejo
De não deixá-la deslizar
Por entre as minhas mãos
923
Ricardo R. Almeida
O deslizar
Deslizo
A sua imagem pelo meu pensamento
O seu cheiro pelo meu sangue
A sua voz, as suas palavras pelo meu desejo
Deslizo
As minhas mãos por entre as suas coxas
A minha boca pelos seus lábios
O meu corpo pelo seu
Deslizo
Tudo o que pode haver no mundo
E que no entanto somos só nós dois
A dançar como imagens oníricas
Deslizar de sonhos
de espaços intermináveis
De amores, paixões incontroláveis
Infinitas
Deslizo
Trêmulo, nervoso pelo meu desejo
De não deixá-la deslizar
Por entre as minhas mãos
A sua imagem pelo meu pensamento
O seu cheiro pelo meu sangue
A sua voz, as suas palavras pelo meu desejo
Deslizo
As minhas mãos por entre as suas coxas
A minha boca pelos seus lábios
O meu corpo pelo seu
Deslizo
Tudo o que pode haver no mundo
E que no entanto somos só nós dois
A dançar como imagens oníricas
Deslizar de sonhos
de espaços intermináveis
De amores, paixões incontroláveis
Infinitas
Deslizo
Trêmulo, nervoso pelo meu desejo
De não deixá-la deslizar
Por entre as minhas mãos
923
Notívaga Noturna
Tesão por um homem casado
Te olho de lado,
Doido-apaixonado.
Vem, vê !!!
Sente o calor
que do meu corpo
se espalha,
tal qual febre,
se me imagino
a te abraçar.
Sente esta vontade
tarada-maluca,
descontrolada
completa
trêmula e
suada.
Percebe este desejo...
de te ter
de ter-te
a ter a mim a
terminado em ti
e a ti
em mim
a se exterminar.
Quero. Muito-demais.
Apertar teu corpo.
Com meu corpo
e mãos,
matar esse perfume,
feminino,
de quem te tem,
e de mim,
masculino,
deixar só o teu,
teu perfume,
mas só o de ti, em mim.
Só o perfume de ti,
Em mim, contiguo, contigo.
Muito além dessa mulher que te tem.
Doido-apaixonado.
Vem, vê !!!
Sente o calor
que do meu corpo
se espalha,
tal qual febre,
se me imagino
a te abraçar.
Sente esta vontade
tarada-maluca,
descontrolada
completa
trêmula e
suada.
Percebe este desejo...
de te ter
de ter-te
a ter a mim a
terminado em ti
e a ti
em mim
a se exterminar.
Quero. Muito-demais.
Apertar teu corpo.
Com meu corpo
e mãos,
matar esse perfume,
feminino,
de quem te tem,
e de mim,
masculino,
deixar só o teu,
teu perfume,
mas só o de ti, em mim.
Só o perfume de ti,
Em mim, contiguo, contigo.
Muito além dessa mulher que te tem.
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Notívaga Noturna
Tesão por um homem casado
Te olho de lado,
Doido-apaixonado.
Vem, vê !!!
Sente o calor
que do meu corpo
se espalha,
tal qual febre,
se me imagino
a te abraçar.
Sente esta vontade
tarada-maluca,
descontrolada
completa
trêmula e
suada.
Percebe este desejo...
de te ter
de ter-te
a ter a mim a
terminado em ti
e a ti
em mim
a se exterminar.
Quero. Muito-demais.
Apertar teu corpo.
Com meu corpo
e mãos,
matar esse perfume,
feminino,
de quem te tem,
e de mim,
masculino,
deixar só o teu,
teu perfume,
mas só o de ti, em mim.
Só o perfume de ti,
Em mim, contiguo, contigo.
Muito além dessa mulher que te tem.
Doido-apaixonado.
Vem, vê !!!
Sente o calor
que do meu corpo
se espalha,
tal qual febre,
se me imagino
a te abraçar.
Sente esta vontade
tarada-maluca,
descontrolada
completa
trêmula e
suada.
Percebe este desejo...
de te ter
de ter-te
a ter a mim a
terminado em ti
e a ti
em mim
a se exterminar.
Quero. Muito-demais.
Apertar teu corpo.
Com meu corpo
e mãos,
matar esse perfume,
feminino,
de quem te tem,
e de mim,
masculino,
deixar só o teu,
teu perfume,
mas só o de ti, em mim.
Só o perfume de ti,
Em mim, contiguo, contigo.
Muito além dessa mulher que te tem.
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