Sociedade e Mundo
Teobaldo Virgínio
Rota longa
da rosa de espuma
na hora madrugada
promissora da brisa.
Rota longa rota longa
Irei com a pétala ressequida
da tórrida paisagem
para além das distâncias secas.
Rota longa rota longa
Rota longa de espuma
vou irei espalhar minhas pétalas ressequidas
na hora madrugada
das correntes desatadas.
Rota longa rota longa
Vou irei sem detença
para além das distâncias secas
em busca do abraço ancorado
na outra margem da curva líquida.
Rota longa rota longa
Vou irei na hora alta desta vigília
e a manhã clara acontecerá.
Rota longa rota longa
Vou irei contra todas as cadeias protestantes do meu rumo
em cada protesto que embarco
na ondulação que se desatraca.
Teobaldo Virgínio
Rota longa
da rosa de espuma
na hora madrugada
promissora da brisa.
Rota longa rota longa
Irei com a pétala ressequida
da tórrida paisagem
para além das distâncias secas.
Rota longa rota longa
Rota longa de espuma
vou irei espalhar minhas pétalas ressequidas
na hora madrugada
das correntes desatadas.
Rota longa rota longa
Vou irei sem detença
para além das distâncias secas
em busca do abraço ancorado
na outra margem da curva líquida.
Rota longa rota longa
Vou irei na hora alta desta vigília
e a manhã clara acontecerá.
Rota longa rota longa
Vou irei contra todas as cadeias protestantes do meu rumo
em cada protesto que embarco
na ondulação que se desatraca.
Francisco José Tenreiro
Ciclo do álcool
Quando seu Silva Costa
Chegou na ilha
Trouxe uma garrafa de aguardente
Para o primeiro comércio.
A terra era tão vasta
Havia tanto calor
Que a água
Parecia não ter potência
Para acalmar a sede da sua garganta.
Seu Silva Costa
Bebeu metade...
E sua garganta ganhou palavra
Para o primeiro comércio.
2
A lua batendo nos palmares
Tem carícias de sonho
Nos olhos de Sam Márinha.
Silêncio!
O mar batendo nas rochas
È o eco da ilha.
Silêncio!
Lá no longe
Soluçam as cubatas
Batidas dum luar sem sonho.
Silêncio!
No canto da rua
Os brancos estão fazendo negócio
A golpes de champagne!
3
Mãe Negra contou:
"eu disse:
filhinho
beba isso coisa não...
Filhinho riu tanto tanto!..."
Nhá Rita calou-se.
Só os olhos e as rugas
Estremeceram um sorriso longínquo.
- E depois Mãe-Negra?
"Oh!
Filhinho
Entrou no vinhateiro
Vinhateiro entrou nele..."
Os olhos de nhá Rita
Estão avermelhando de tristeza.
"Hum!
Filhinho
Ficou esquecendo sua mãe!.
Orlando Mendes
Exortação
escritos há mais de um mês, destrói-os.
Rasga-os ou queima-os de preferência
(consta ser universalmente mais ortodoxo)
e se a chama te chamuscar unhas e pele
e as sujar a cinza, não queixes a dor
e lava-te. Destrói-os. Guarda-os todavia
fiéis na memória, palavra por palavra,
para que possas transmiti-los a um amigo
quando depois do venal acto de amor
forem também vender a irresistível suspeita
da tua voz trémula e dos teus outros actos.
Mas não deixes de escrever. Peço-te que não.
Sukrato
Não me lavem o rosto
Não; já disse não!
Deixai-me ver,
sentir, viver tudo em mim
mas não me lavem os olhos!
Deixai-me crer por mim
aceitar a realidade
mas não me barrem a caminhada
não me lavem os olhos!
Deixai-me sofrer realidade
ao sonhar fraternidade
mas... por favor...
não me lavem os olhos!
Sukrato
Não me lavem o rosto
Não; já disse não!
Deixai-me ver,
sentir, viver tudo em mim
mas não me lavem os olhos!
Deixai-me crer por mim
aceitar a realidade
mas não me barrem a caminhada
não me lavem os olhos!
Deixai-me sofrer realidade
ao sonhar fraternidade
mas... por favor...
não me lavem os olhos!
António Maria Lisboa
Que Pensar destes Poemas
Que pensar destes poemas: mundo sem classificações, esquemas, meios diversos e opostos de ser e conhecer, de se comportar e fazer comportar, de amar e ser amado, pulverizando as escalas, aparências, arbitrariedades dialécticas do Bem e do Mal, da sua reversibilidade, da sua interconexão? - Porque funde num só corpo: porque contém a Lei e contém o que destrói a Lei, é o Paradoxo a forma do Saber Oculto.
Oswaldo Osório
Holanda
chegámos
chegámos com barcos guildas nos olhos e desejo de vencer
chegámos intermináveis e actuais às docas
betão aço cargueiros e braços precisados
chegámos numa dimensão nova
(ah as roças de S.Tomé serviçal meu irmão)
e pusemos todo o nosso esforço
lubrificámos máquinas
alimentámos caldeiras
navegámos por oceanos de fogo e fiordes de gelo
mas foi nos mares da terra nova
no tempo em que de Boston a América mandava seus barcos baleeiros
para nos contratar
que ganhámos o bronze da nossa pele
The Best Sailors of the World
sob bandeiras estrangeiras brigámos guerras que não eram nossas
para agora amarmos ao ritmo de torno novo
e múltiplas bocas ao nos verem dizem
Let them get by
chegámos às docas companheiros
nas docas com barcos guildas nos olhos e nossa terra nos nossos sonhos
chegámos intermináveis para o match
e pusemos todo o nosso esforço na luta
pusemos esperança na nossa força de trabalho
e quando nos vêem chegar dizem
Let them get by
aqui ou ali passaremos sempre porque chegámos companheiros
a esperança transformada em actos nos nossos punhos
a seca o sol o sal o mar a morna a morte a luta o luto
ao nos verem passar dizem que ultrapassaremos os sonhos
e o match é em nossa terra que vai terminar
Oswaldo Osório
Holanda
chegámos
chegámos com barcos guildas nos olhos e desejo de vencer
chegámos intermináveis e actuais às docas
betão aço cargueiros e braços precisados
chegámos numa dimensão nova
(ah as roças de S.Tomé serviçal meu irmão)
e pusemos todo o nosso esforço
lubrificámos máquinas
alimentámos caldeiras
navegámos por oceanos de fogo e fiordes de gelo
mas foi nos mares da terra nova
no tempo em que de Boston a América mandava seus barcos baleeiros
para nos contratar
que ganhámos o bronze da nossa pele
The Best Sailors of the World
sob bandeiras estrangeiras brigámos guerras que não eram nossas
para agora amarmos ao ritmo de torno novo
e múltiplas bocas ao nos verem dizem
Let them get by
chegámos às docas companheiros
nas docas com barcos guildas nos olhos e nossa terra nos nossos sonhos
chegámos intermináveis para o match
e pusemos todo o nosso esforço na luta
pusemos esperança na nossa força de trabalho
e quando nos vêem chegar dizem
Let them get by
aqui ou ali passaremos sempre porque chegámos companheiros
a esperança transformada em actos nos nossos punhos
a seca o sol o sal o mar a morna a morte a luta o luto
ao nos verem passar dizem que ultrapassaremos os sonhos
e o match é em nossa terra que vai terminar
Oswaldo Osório
Holanda
chegámos
chegámos com barcos guildas nos olhos e desejo de vencer
chegámos intermináveis e actuais às docas
betão aço cargueiros e braços precisados
chegámos numa dimensão nova
(ah as roças de S.Tomé serviçal meu irmão)
e pusemos todo o nosso esforço
lubrificámos máquinas
alimentámos caldeiras
navegámos por oceanos de fogo e fiordes de gelo
mas foi nos mares da terra nova
no tempo em que de Boston a América mandava seus barcos baleeiros
para nos contratar
que ganhámos o bronze da nossa pele
The Best Sailors of the World
sob bandeiras estrangeiras brigámos guerras que não eram nossas
para agora amarmos ao ritmo de torno novo
e múltiplas bocas ao nos verem dizem
Let them get by
chegámos às docas companheiros
nas docas com barcos guildas nos olhos e nossa terra nos nossos sonhos
chegámos intermináveis para o match
e pusemos todo o nosso esforço na luta
pusemos esperança na nossa força de trabalho
e quando nos vêem chegar dizem
Let them get by
aqui ou ali passaremos sempre porque chegámos companheiros
a esperança transformada em actos nos nossos punhos
a seca o sol o sal o mar a morna a morte a luta o luto
ao nos verem passar dizem que ultrapassaremos os sonhos
e o match é em nossa terra que vai terminar
Orlando Mendes
Noiva
para uma grinalda na carapinha desfrisada.
Eu te daria um colar de missangas coloridas
para uma cruz de outra carne a fogo marcada
sobre o seio esquerdo ao rasgar da virgindade.
Eu te daria um trevo de quatro folhas verdes
para que te nascesse o primeiro filho varão.
Eu te daria se não fosses a noiva de todos
fazendo bandeira com uma capulana garrida
às nove da noite naquela rua de areia
suburbana. Uma rosa encarnada se desfolha
na fonte do teu corpo em cada lua nova como
se fosses a virgem noiva a quem eu daria
flores de laranjeira, um colar e um trevo
que te darei talvez para usares quando não
puderes ser noiva de todos fazendo bandeira
às nove horas da noite naquela rua de areia.
Armando Artur
Pelo dever
de resistir e caminhar
pelos destroços da nossa utopia,
eis-nos aqui de novo, acocorados,
aqui onde o tempo pára
e as coisas mudam.
E PARA QUE O NOSSO SONHO RENASÇA
com a levitação do vento e do grão,
eis-nos aqui de novo,
passivos como os espelhos,
no tear da nossa existência.
ESTE SEMPRE SERÁ
O nosso amanhecer.
E a nossa perseverança
é como a da erva daninha
que lentamente desponta na pedra nua
David Mestre
África
navegar a floresta neste sol neste amor
neste vegetal cobrir-me de verde e ser
catana cerce a executar o ânimo
afagar as mulheres no regresso da lavra
fazer das mãos a festa sonora do sexo
na cultivação do milho
É neste grito rente ao corpo frágil das
folhas que mais em ti me venço e
moro nas grandes batalhas da vida
no extenso vale das nossas angústias
no duelo cíclico das nossas intenções
Oswaldo Osório
Manhã inflor
desertas de folhas
desertas de flores
propositadamente
nem só o sangue mas também a seiva
nem só a criança mas também a pétala
nem só o homem mas também a planta
nem só a carne mas também a lenha
propositadamente
tudo o hamadricida flagelou
a beleza da flor
a inocência da criança
a certeza dos campos
o aconchego duma sombra
mas nos covis a vida continuou
e o apelo à luta redobrou
as héveas murcharam
e com as héveas
a manhã inflor
a terra nua
mas ainda a vida
nos covis continua
Oswaldo Osório
Manhã inflor
desertas de folhas
desertas de flores
propositadamente
nem só o sangue mas também a seiva
nem só a criança mas também a pétala
nem só o homem mas também a planta
nem só a carne mas também a lenha
propositadamente
tudo o hamadricida flagelou
a beleza da flor
a inocência da criança
a certeza dos campos
o aconchego duma sombra
mas nos covis a vida continuou
e o apelo à luta redobrou
as héveas murcharam
e com as héveas
a manhã inflor
a terra nua
mas ainda a vida
nos covis continua
Monteiro Santos
Tudo treme
neste poiso de espanto breve.
apresso a palavra e digo país:
e o teu corpo se despenha vertical
aqui entre as cordas desta febre.
digo espaço e as águas demoram.
de que me servem dedos
no contorno estéril da mão?
Orlando Mendes
História
De celtas, mouros e visigodos.
Descendo e deles herdei todos
Os caracteres fundamentais
E talvez herdasse alguns mais
Da mestiçagem de outras raças
Que fizeram guerras, combatendo
Conquistaram e perderam praças.
Diz a História e não tenho
Do contrario uma prova séria
Em testamento que a revele.
E admito pois que o tamanho,
O rosto, o sangue, a cor da pele,
A fria razão e o instinto,
Adquiri em séculos de Ibéria
Para ser o que penso e sinto
O que mostro e o que oculto,
Excitável carne e uma voz
Memória de um país adulto
Que se não cala por não trair-me
No idioma de meus avós,
Para ser a mão direita firme
Que enche de palavras o papel,
Perpétuo aprendiz que sou eu
De velho oficio sem licença.
Admito. E as datas festejo
E retomo lutas que não venço
E amo nas horas do desejo
Com o mesmo requinte que deu
Origem de mim à Criação
E bebo o vinho e como o pão
Da minha sede e da minha fome.
Admito. E por isso, deponho.
Contudo, nada herdei que dome
A grandeza nova que transmito,
Não apenas sede, fome e sonho
De vinho, de pão ou de infinito,
Desejo, posse e fecundidade
Coragem forjada no segredo
Medo que se chore ou se brade
Guerra de amigo ou de inimigo,
Não própriamente o enredo
Mas esta seiva elementar
De África nos versos que digo
E os homens a saibam cantar.
Orlando Mendes
História
De celtas, mouros e visigodos.
Descendo e deles herdei todos
Os caracteres fundamentais
E talvez herdasse alguns mais
Da mestiçagem de outras raças
Que fizeram guerras, combatendo
Conquistaram e perderam praças.
Diz a História e não tenho
Do contrario uma prova séria
Em testamento que a revele.
E admito pois que o tamanho,
O rosto, o sangue, a cor da pele,
A fria razão e o instinto,
Adquiri em séculos de Ibéria
Para ser o que penso e sinto
O que mostro e o que oculto,
Excitável carne e uma voz
Memória de um país adulto
Que se não cala por não trair-me
No idioma de meus avós,
Para ser a mão direita firme
Que enche de palavras o papel,
Perpétuo aprendiz que sou eu
De velho oficio sem licença.
Admito. E as datas festejo
E retomo lutas que não venço
E amo nas horas do desejo
Com o mesmo requinte que deu
Origem de mim à Criação
E bebo o vinho e como o pão
Da minha sede e da minha fome.
Admito. E por isso, deponho.
Contudo, nada herdei que dome
A grandeza nova que transmito,
Não apenas sede, fome e sonho
De vinho, de pão ou de infinito,
Desejo, posse e fecundidade
Coragem forjada no segredo
Medo que se chore ou se brade
Guerra de amigo ou de inimigo,
Não própriamente o enredo
Mas esta seiva elementar
De África nos versos que digo
E os homens a saibam cantar.
Tomaz Vieira da Cruz
Fruta
dá-me um gomo de laranja
para matar a sede.
Ou, então, será melhor
dar-me um veneno qualquer
porque eu ando perturbado
e o meu sonho anda queimado
por uns olhos de mulher!
- Minha senhora, laranja,
limão, fresquinho, caju,
ananás ou abacate!...
E a quintandeira passou,
saudável, viva, graciosa,
com uma flor desfolhada
no seu sorriso escarlate.
E no ar um som de musica ficou
e um perfume de fruta
que não matou minha sede
Ó agri-doce quitanda
da fruta verde!...
David Mestre
Espera
recordação áspera de monandengue,
mapa de conversas na visitação da lua,
grávida luena sentada no verso da fome.
aqui esqueço África, permaneço
rente ao tiroteio dialecto das mulheres
negras, pasmadas na superfície do medo
que bate oblíquo no quimbo quebrado.
num gabinete da Europa, dois geógrafos
vão assinalar a estranha posição
dum poeta cruzado na esperança morosa
das palavras africanas aguardarem acento.
David Mestre
Espera
recordação áspera de monandengue,
mapa de conversas na visitação da lua,
grávida luena sentada no verso da fome.
aqui esqueço África, permaneço
rente ao tiroteio dialecto das mulheres
negras, pasmadas na superfície do medo
que bate oblíquo no quimbo quebrado.
num gabinete da Europa, dois geógrafos
vão assinalar a estranha posição
dum poeta cruzado na esperança morosa
das palavras africanas aguardarem acento.
Orlando Mendes
Para um fabulário
Por esbatido que seja o horizonte
Declarai que existe uma fronteira
Onde a dor já não possa calar-se
Guardai incontaminada a esperança
Pelo desespero de um e outro lado
Apagai na vossa terra bem amada
Os vestígios de passos paralelos
Deixai envelhecer nos rostos viris
As rugas impregnadas de silêncio
Escutai a noite que o vento possui
Com a sedução das palavras matinais
Escolhei um dia claro e fecundo
De flores abertas, amor consumado
E contai a todas as crianças, contai
Que se fundou o pais das maravilhas.
Orlando Mendes
Para um fabulário
Por esbatido que seja o horizonte
Declarai que existe uma fronteira
Onde a dor já não possa calar-se
Guardai incontaminada a esperança
Pelo desespero de um e outro lado
Apagai na vossa terra bem amada
Os vestígios de passos paralelos
Deixai envelhecer nos rostos viris
As rugas impregnadas de silêncio
Escutai a noite que o vento possui
Com a sedução das palavras matinais
Escolhei um dia claro e fecundo
De flores abertas, amor consumado
E contai a todas as crianças, contai
Que se fundou o pais das maravilhas.
Geraldo Bessa-Victor
Lamento da Maricota
Como passou? Passou bem?"
Mas o senhor José virou a cara,
rudemente, com desdém.
E a pobre Maricota, que passara
mesmo ao lado,
a Maricota ficou
a cismar, a dizer com ar banzado:
-"Aiué, senhor José!
Para quê fazer assim?
Não se recorda de mim?
Pois, então, eu vou ser franca.
Agora tem mulher branca,
a senhora dona Rosa,
a sua mulher casada,
a quem chama "minha esposa";
já não quer saber da preta,
desprezada, abandonada,
a Maricota, coitada!
Agora veste bom fato,
estreia lindo sapato;
não se lembra do passado,
quando usava calça rota
e casaco remendado,
e sapato esburacado
mostrando os dedos do pé...
Aiué, senhor José!
Hoje está forte e contente,
a passear na avenida;
não lembra que esteve doente,
muito mal, quase morrendo,
e lhe dei jula de dendo,
para lhe salvar a vida,
pois nem doutor em Luanda,
nem quimbanda no muceque,
ninguém o curou, ninguém,
senão eu, pobre moleque!
Agora já cheira bem,
com boa perfumaria,
quer de noite quer de dia;
não se recorda, afinal,
da catinga, do chulé,
no tempo em que lhe dizia:
- José, voçê cheira mal,
vá tomar banho, José!
Veio agora de Lisboa,
comprou uma casa grande,
dorme numa cama boa;
nós tínhamos, lá no Dande,
a cubata de capim,
e dormíamos no luando.
Agora tem dona Rosa,
já não se lembra de mim!
Aiué, senhor José,
para quê fazer assim!?...