Poemas neste tema
Sociedade e Mundo
Renato Russo
Baader-Meinhof Blues
A violência é tão fascinante
E nossas vidas são tão normais
E você passa de noite e sempre vê
Apartamentos acesos
Tudo parece ser tão real
Mas você viu esse filme também
Andando nas ruas
Pensei que podia ouvir
Alguém me chamando
Dizendo meu nome
Já estou cheio de me sentir vazio
Meu corpo é quente e estou sentindo frio
Todo mundo sabe e ninguém quer mais saber
Afinal, amar ao próximo é tão demodé
Essa justiça desfinada
É tão humana e tão errada
Nós assistimos televisão também
Qual é a diferença ?
Não estatize meus sentimentos
Prá seu governo
O meu estado é independente
E nossas vidas são tão normais
E você passa de noite e sempre vê
Apartamentos acesos
Tudo parece ser tão real
Mas você viu esse filme também
Andando nas ruas
Pensei que podia ouvir
Alguém me chamando
Dizendo meu nome
Já estou cheio de me sentir vazio
Meu corpo é quente e estou sentindo frio
Todo mundo sabe e ninguém quer mais saber
Afinal, amar ao próximo é tão demodé
Essa justiça desfinada
É tão humana e tão errada
Nós assistimos televisão também
Qual é a diferença ?
Não estatize meus sentimentos
Prá seu governo
O meu estado é independente
1 209
Renato Russo
Baader-Meinhof Blues
A violência é tão fascinante
E nossas vidas são tão normais
E você passa de noite e sempre vê
Apartamentos acesos
Tudo parece ser tão real
Mas você viu esse filme também
Andando nas ruas
Pensei que podia ouvir
Alguém me chamando
Dizendo meu nome
Já estou cheio de me sentir vazio
Meu corpo é quente e estou sentindo frio
Todo mundo sabe e ninguém quer mais saber
Afinal, amar ao próximo é tão demodé
Essa justiça desfinada
É tão humana e tão errada
Nós assistimos televisão também
Qual é a diferença ?
Não estatize meus sentimentos
Prá seu governo
O meu estado é independente
E nossas vidas são tão normais
E você passa de noite e sempre vê
Apartamentos acesos
Tudo parece ser tão real
Mas você viu esse filme também
Andando nas ruas
Pensei que podia ouvir
Alguém me chamando
Dizendo meu nome
Já estou cheio de me sentir vazio
Meu corpo é quente e estou sentindo frio
Todo mundo sabe e ninguém quer mais saber
Afinal, amar ao próximo é tão demodé
Essa justiça desfinada
É tão humana e tão errada
Nós assistimos televisão também
Qual é a diferença ?
Não estatize meus sentimentos
Prá seu governo
O meu estado é independente
1 209
João Augusto Sampaio
Guerra é guerra?
Leio Fernando Pessoa à beira-mar.
Um helicóptero da FAB incomoda-me dando um rasante sobre a praia sem qualquer motivo.
(Vingança por estar a serviço no Reveillon?)
.....................................................................................................................
Memórias de há dez anos são remexidas instantaneamente no fundo do baú da memória:
Cena dos helicópteros de Apocalypse Now,
Cavalgada das Valquírias ao fundo.
O garotão da Califórnia dispara mais um foguete contra os kongs magros.
Fogo, cheiro de carne humana queimada pelo napalm,
E o comandante cow boy desce na praia e proclama:
"Adoro este cheiro de vitória!".
O recrutinha havaiano surfa nas ondas dos kongs já queimados.
Transponho a cena para minha praia e lembro-me de um político baiano que também adora lutar com adversários desiguais,
Mais fracos sempre...
Chama-se a isso atualmente na Bahia de coragem.
Coragem.
Agir com o coração?
Castro Alves revira-se no túmulo no anno do seu sesquicentenário de nascimento.
Um helicóptero da FAB incomoda-me dando um rasante sobre a praia sem qualquer motivo.
(Vingança por estar a serviço no Reveillon?)
.....................................................................................................................
Memórias de há dez anos são remexidas instantaneamente no fundo do baú da memória:
Cena dos helicópteros de Apocalypse Now,
Cavalgada das Valquírias ao fundo.
O garotão da Califórnia dispara mais um foguete contra os kongs magros.
Fogo, cheiro de carne humana queimada pelo napalm,
E o comandante cow boy desce na praia e proclama:
"Adoro este cheiro de vitória!".
O recrutinha havaiano surfa nas ondas dos kongs já queimados.
Transponho a cena para minha praia e lembro-me de um político baiano que também adora lutar com adversários desiguais,
Mais fracos sempre...
Chama-se a isso atualmente na Bahia de coragem.
Coragem.
Agir com o coração?
Castro Alves revira-se no túmulo no anno do seu sesquicentenário de nascimento.
841
Ruy Pereira e Alvim
Despertar
Sonhei com barcos
e velas
navegando no meu quarto.
Em cada vela a promessa
de novos sonhos
no mar...
e velas
navegando no meu quarto.
Em cada vela a promessa
de novos sonhos
no mar...
1 056
Ana Júlia Monteiro Macedo Sança
Napoleon Fillet Mignon
Que lá do alto da tua Torre
vejo-te como um mapa nas minhas mãos
E no Arco do Triunfo
a chama sempre acesa
embalando calmamente
o teu soldado desconhecido
Adormecido...
Et moi, je suis ici
Mon doux PARIS
De mon SOUVENIR.
vejo-te como um mapa nas minhas mãos
E no Arco do Triunfo
a chama sempre acesa
embalando calmamente
o teu soldado desconhecido
Adormecido...
Et moi, je suis ici
Mon doux PARIS
De mon SOUVENIR.
1 025
Ruy Pereira e Alvim
Cada esperança é uma estrela
Com um gesto
ou um risco
muda a geografia
muda o leito do rio
e o destino é cisco
que flutua
nas águas represadas.
Não grito nem resisto.
Minha voz cansada
flutua no ar,
abafada
pela multidão
solidária
que me devolve a solidão
das noites sem destino.
No meu universo de exilados
cada esperança é uma estrela
solitária
que precede os três Reis Magos.
ou um risco
muda a geografia
muda o leito do rio
e o destino é cisco
que flutua
nas águas represadas.
Não grito nem resisto.
Minha voz cansada
flutua no ar,
abafada
pela multidão
solidária
que me devolve a solidão
das noites sem destino.
No meu universo de exilados
cada esperança é uma estrela
solitária
que precede os três Reis Magos.
891
Ruy Pereira e Alvim
Manifesto 3 - Contra o Número
Qualquer lugar
é destino
para quem não quer ficar.
Eu vou
porque estou cansado de esperar
nesta indiferença.
Alquimia de esperança
que vem da fé
que me conforma
e que adoça e amansa
a alma do guerreiro
dividida
entre a renúncia e a lança!...
Vou, porque não suporto
o hálito podre que exala
do respirar colectivo da Cidade
e do sonho frustrado
que a embala.
Vou, porque tudo é vulgaridade.
Vou, porque se eu protestar
será contra a Humanidade.
E ela é número
e ela é erro
em quantidade...
Ela é maioria
ela é a "Cidade"!...
em sua soberana fantasia.
E eu não suporto o desterro
de ser vivo em minoria...
Eu vou porque não quero ser número
à esquerda ou à direita
deste silencioso túmulo
colectivo, uniforme, inseguro.
De ferro frio, como o aço
da lança que eu não uso...
é destino
para quem não quer ficar.
Eu vou
porque estou cansado de esperar
nesta indiferença.
Alquimia de esperança
que vem da fé
que me conforma
e que adoça e amansa
a alma do guerreiro
dividida
entre a renúncia e a lança!...
Vou, porque não suporto
o hálito podre que exala
do respirar colectivo da Cidade
e do sonho frustrado
que a embala.
Vou, porque tudo é vulgaridade.
Vou, porque se eu protestar
será contra a Humanidade.
E ela é número
e ela é erro
em quantidade...
Ela é maioria
ela é a "Cidade"!...
em sua soberana fantasia.
E eu não suporto o desterro
de ser vivo em minoria...
Eu vou porque não quero ser número
à esquerda ou à direita
deste silencioso túmulo
colectivo, uniforme, inseguro.
De ferro frio, como o aço
da lança que eu não uso...
936
Ruy Pereira e Alvim
Manifesto 3 - Contra o Número
Qualquer lugar
é destino
para quem não quer ficar.
Eu vou
porque estou cansado de esperar
nesta indiferença.
Alquimia de esperança
que vem da fé
que me conforma
e que adoça e amansa
a alma do guerreiro
dividida
entre a renúncia e a lança!...
Vou, porque não suporto
o hálito podre que exala
do respirar colectivo da Cidade
e do sonho frustrado
que a embala.
Vou, porque tudo é vulgaridade.
Vou, porque se eu protestar
será contra a Humanidade.
E ela é número
e ela é erro
em quantidade...
Ela é maioria
ela é a "Cidade"!...
em sua soberana fantasia.
E eu não suporto o desterro
de ser vivo em minoria...
Eu vou porque não quero ser número
à esquerda ou à direita
deste silencioso túmulo
colectivo, uniforme, inseguro.
De ferro frio, como o aço
da lança que eu não uso...
é destino
para quem não quer ficar.
Eu vou
porque estou cansado de esperar
nesta indiferença.
Alquimia de esperança
que vem da fé
que me conforma
e que adoça e amansa
a alma do guerreiro
dividida
entre a renúncia e a lança!...
Vou, porque não suporto
o hálito podre que exala
do respirar colectivo da Cidade
e do sonho frustrado
que a embala.
Vou, porque tudo é vulgaridade.
Vou, porque se eu protestar
será contra a Humanidade.
E ela é número
e ela é erro
em quantidade...
Ela é maioria
ela é a "Cidade"!...
em sua soberana fantasia.
E eu não suporto o desterro
de ser vivo em minoria...
Eu vou porque não quero ser número
à esquerda ou à direita
deste silencioso túmulo
colectivo, uniforme, inseguro.
De ferro frio, como o aço
da lança que eu não uso...
936
Ruy Pereira e Alvim
Manifesto 3 - Contra o Número
Qualquer lugar
é destino
para quem não quer ficar.
Eu vou
porque estou cansado de esperar
nesta indiferença.
Alquimia de esperança
que vem da fé
que me conforma
e que adoça e amansa
a alma do guerreiro
dividida
entre a renúncia e a lança!...
Vou, porque não suporto
o hálito podre que exala
do respirar colectivo da Cidade
e do sonho frustrado
que a embala.
Vou, porque tudo é vulgaridade.
Vou, porque se eu protestar
será contra a Humanidade.
E ela é número
e ela é erro
em quantidade...
Ela é maioria
ela é a "Cidade"!...
em sua soberana fantasia.
E eu não suporto o desterro
de ser vivo em minoria...
Eu vou porque não quero ser número
à esquerda ou à direita
deste silencioso túmulo
colectivo, uniforme, inseguro.
De ferro frio, como o aço
da lança que eu não uso...
é destino
para quem não quer ficar.
Eu vou
porque estou cansado de esperar
nesta indiferença.
Alquimia de esperança
que vem da fé
que me conforma
e que adoça e amansa
a alma do guerreiro
dividida
entre a renúncia e a lança!...
Vou, porque não suporto
o hálito podre que exala
do respirar colectivo da Cidade
e do sonho frustrado
que a embala.
Vou, porque tudo é vulgaridade.
Vou, porque se eu protestar
será contra a Humanidade.
E ela é número
e ela é erro
em quantidade...
Ela é maioria
ela é a "Cidade"!...
em sua soberana fantasia.
E eu não suporto o desterro
de ser vivo em minoria...
Eu vou porque não quero ser número
à esquerda ou à direita
deste silencioso túmulo
colectivo, uniforme, inseguro.
De ferro frio, como o aço
da lança que eu não uso...
936
Ruy Pereira e Alvim
Manifesto 3 - Contra o Número
Qualquer lugar
é destino
para quem não quer ficar.
Eu vou
porque estou cansado de esperar
nesta indiferença.
Alquimia de esperança
que vem da fé
que me conforma
e que adoça e amansa
a alma do guerreiro
dividida
entre a renúncia e a lança!...
Vou, porque não suporto
o hálito podre que exala
do respirar colectivo da Cidade
e do sonho frustrado
que a embala.
Vou, porque tudo é vulgaridade.
Vou, porque se eu protestar
será contra a Humanidade.
E ela é número
e ela é erro
em quantidade...
Ela é maioria
ela é a "Cidade"!...
em sua soberana fantasia.
E eu não suporto o desterro
de ser vivo em minoria...
Eu vou porque não quero ser número
à esquerda ou à direita
deste silencioso túmulo
colectivo, uniforme, inseguro.
De ferro frio, como o aço
da lança que eu não uso...
é destino
para quem não quer ficar.
Eu vou
porque estou cansado de esperar
nesta indiferença.
Alquimia de esperança
que vem da fé
que me conforma
e que adoça e amansa
a alma do guerreiro
dividida
entre a renúncia e a lança!...
Vou, porque não suporto
o hálito podre que exala
do respirar colectivo da Cidade
e do sonho frustrado
que a embala.
Vou, porque tudo é vulgaridade.
Vou, porque se eu protestar
será contra a Humanidade.
E ela é número
e ela é erro
em quantidade...
Ela é maioria
ela é a "Cidade"!...
em sua soberana fantasia.
E eu não suporto o desterro
de ser vivo em minoria...
Eu vou porque não quero ser número
à esquerda ou à direita
deste silencioso túmulo
colectivo, uniforme, inseguro.
De ferro frio, como o aço
da lança que eu não uso...
936
Ruy Pereira e Alvim
Acto de Contrição
Não tenho direito à prece,
nem mereço o teu perdão;
Nada fiz para morrer
de farda e arma na mão...
Perdi horas em conversa
passei dias a pensar
em arremedos de guerra,
perdi a vontade imersa
no desejo de lutar...
Troquei os sonhos por tiros
que não dei nem deixei dar!...
Gastei pedações de vida,
e fiz com eles as flores
de renúncia e omissão...
Perdi a terra e o mar,
fiquei sem voz pra cantar
a minha libertação!...
nem mereço o teu perdão;
Nada fiz para morrer
de farda e arma na mão...
Perdi horas em conversa
passei dias a pensar
em arremedos de guerra,
perdi a vontade imersa
no desejo de lutar...
Troquei os sonhos por tiros
que não dei nem deixei dar!...
Gastei pedações de vida,
e fiz com eles as flores
de renúncia e omissão...
Perdi a terra e o mar,
fiquei sem voz pra cantar
a minha libertação!...
1 044
Ruy Pereira e Alvim
Acto de Contrição
Não tenho direito à prece,
nem mereço o teu perdão;
Nada fiz para morrer
de farda e arma na mão...
Perdi horas em conversa
passei dias a pensar
em arremedos de guerra,
perdi a vontade imersa
no desejo de lutar...
Troquei os sonhos por tiros
que não dei nem deixei dar!...
Gastei pedações de vida,
e fiz com eles as flores
de renúncia e omissão...
Perdi a terra e o mar,
fiquei sem voz pra cantar
a minha libertação!...
nem mereço o teu perdão;
Nada fiz para morrer
de farda e arma na mão...
Perdi horas em conversa
passei dias a pensar
em arremedos de guerra,
perdi a vontade imersa
no desejo de lutar...
Troquei os sonhos por tiros
que não dei nem deixei dar!...
Gastei pedações de vida,
e fiz com eles as flores
de renúncia e omissão...
Perdi a terra e o mar,
fiquei sem voz pra cantar
a minha libertação!...
1 044
Ruy Pereira e Alvim
Acto de Contrição
Não tenho direito à prece,
nem mereço o teu perdão;
Nada fiz para morrer
de farda e arma na mão...
Perdi horas em conversa
passei dias a pensar
em arremedos de guerra,
perdi a vontade imersa
no desejo de lutar...
Troquei os sonhos por tiros
que não dei nem deixei dar!...
Gastei pedações de vida,
e fiz com eles as flores
de renúncia e omissão...
Perdi a terra e o mar,
fiquei sem voz pra cantar
a minha libertação!...
nem mereço o teu perdão;
Nada fiz para morrer
de farda e arma na mão...
Perdi horas em conversa
passei dias a pensar
em arremedos de guerra,
perdi a vontade imersa
no desejo de lutar...
Troquei os sonhos por tiros
que não dei nem deixei dar!...
Gastei pedações de vida,
e fiz com eles as flores
de renúncia e omissão...
Perdi a terra e o mar,
fiquei sem voz pra cantar
a minha libertação!...
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Renato Russo
Soldados
Nossas meninas estão longe daqui
Não temos com quem chorar e nem prá onde ir
Se lembra quando era só brincadeira
Fingir ser soldado a tarde inteira ?
Mas agora a coragem que temos no coração
Parece medo da morte mas não era então
Tenho medo de lhe dizer o que eu quero tanto
Tenho medo e eu sei porquê:
Estamos esperando
Quem é o inimigo ?
Quem é você ?
Nos defendemos tanto tanto sem saber
Porque lutar
Nossas meninas estão longe daqui
E de repente eu vi você cair
Não sei armar o que eu senti
Não sei dizer que vi você ali
Quem vai saber o que você sentiu ?
Quem vai saber o que você pensou ?
Quem vai dizer agora o que eu não fiz ?
Como explicar prá você o que eu quis ?
Somos soldados
Pedindo esmola
E a gente não queria lutar
Não temos com quem chorar e nem prá onde ir
Se lembra quando era só brincadeira
Fingir ser soldado a tarde inteira ?
Mas agora a coragem que temos no coração
Parece medo da morte mas não era então
Tenho medo de lhe dizer o que eu quero tanto
Tenho medo e eu sei porquê:
Estamos esperando
Quem é o inimigo ?
Quem é você ?
Nos defendemos tanto tanto sem saber
Porque lutar
Nossas meninas estão longe daqui
E de repente eu vi você cair
Não sei armar o que eu senti
Não sei dizer que vi você ali
Quem vai saber o que você sentiu ?
Quem vai saber o que você pensou ?
Quem vai dizer agora o que eu não fiz ?
Como explicar prá você o que eu quis ?
Somos soldados
Pedindo esmola
E a gente não queria lutar
1 289
Sá Júnior
Momento Inefável
Leio numa biblioteca pública.
Pessoas riem alegres.
Um mapa do mundo
geografiza-me no presente da vida.
(Distantes de nós mesmos!)
O momento é mágico
e as horas indecisas.
Imerso em palavras,
meu corpo evapora vontades nas sílabas,
meus olhos enfurecem-se nos sons dos vocábulos.
Leio.
Amo em demasia
essa ação descontínua.
A corda rompe do lado forte.
A bomba por mais que se queira jamais explode!
Leio.
A vida prolonga-se em cenas suaves.
Palavras constroem ações.
Sóis rompem regras e regulamentos
e outros tantos astros danificam irremediavelmente todas as leis.
Leio.
As sugestões das palavras
não me enganam pantomimicamente.
Insuflam em mim a mais natural e poderosa emoção.
Leio,
bebendo soluços e lágrimas.
A luz entra nitidamente pelas janelas...
As pessoas pensam, falam e ouvem com atenção.
Pessoas riem alegres.
Um mapa do mundo
geografiza-me no presente da vida.
(Distantes de nós mesmos!)
O momento é mágico
e as horas indecisas.
Imerso em palavras,
meu corpo evapora vontades nas sílabas,
meus olhos enfurecem-se nos sons dos vocábulos.
Leio.
Amo em demasia
essa ação descontínua.
A corda rompe do lado forte.
A bomba por mais que se queira jamais explode!
Leio.
A vida prolonga-se em cenas suaves.
Palavras constroem ações.
Sóis rompem regras e regulamentos
e outros tantos astros danificam irremediavelmente todas as leis.
Leio.
As sugestões das palavras
não me enganam pantomimicamente.
Insuflam em mim a mais natural e poderosa emoção.
Leio,
bebendo soluços e lágrimas.
A luz entra nitidamente pelas janelas...
As pessoas pensam, falam e ouvem com atenção.
1 491
Sá Júnior
Momento Inefável
Leio numa biblioteca pública.
Pessoas riem alegres.
Um mapa do mundo
geografiza-me no presente da vida.
(Distantes de nós mesmos!)
O momento é mágico
e as horas indecisas.
Imerso em palavras,
meu corpo evapora vontades nas sílabas,
meus olhos enfurecem-se nos sons dos vocábulos.
Leio.
Amo em demasia
essa ação descontínua.
A corda rompe do lado forte.
A bomba por mais que se queira jamais explode!
Leio.
A vida prolonga-se em cenas suaves.
Palavras constroem ações.
Sóis rompem regras e regulamentos
e outros tantos astros danificam irremediavelmente todas as leis.
Leio.
As sugestões das palavras
não me enganam pantomimicamente.
Insuflam em mim a mais natural e poderosa emoção.
Leio,
bebendo soluços e lágrimas.
A luz entra nitidamente pelas janelas...
As pessoas pensam, falam e ouvem com atenção.
Pessoas riem alegres.
Um mapa do mundo
geografiza-me no presente da vida.
(Distantes de nós mesmos!)
O momento é mágico
e as horas indecisas.
Imerso em palavras,
meu corpo evapora vontades nas sílabas,
meus olhos enfurecem-se nos sons dos vocábulos.
Leio.
Amo em demasia
essa ação descontínua.
A corda rompe do lado forte.
A bomba por mais que se queira jamais explode!
Leio.
A vida prolonga-se em cenas suaves.
Palavras constroem ações.
Sóis rompem regras e regulamentos
e outros tantos astros danificam irremediavelmente todas as leis.
Leio.
As sugestões das palavras
não me enganam pantomimicamente.
Insuflam em mim a mais natural e poderosa emoção.
Leio,
bebendo soluços e lágrimas.
A luz entra nitidamente pelas janelas...
As pessoas pensam, falam e ouvem com atenção.
1 491
João Augusto Sampaio
Ilhota Verde Oportunista
Lá em Jaguarari, sertão da Bahia, tem um pração que cabe todo o povo dentro.
Uma pedra no centro, algumas algarobas
Tudo mais é secura e pó.
Miracolo!
Uma moitinha de grama verde
Só podia ser prumode do vazamento do cano d’água.
Água aqui não cai do céu, em Jaguarari.
Uma pedra no centro, algumas algarobas
Tudo mais é secura e pó.
Miracolo!
Uma moitinha de grama verde
Só podia ser prumode do vazamento do cano d’água.
Água aqui não cai do céu, em Jaguarari.
910
João Augusto Sampaio
Ilhota Verde Oportunista
Lá em Jaguarari, sertão da Bahia, tem um pração que cabe todo o povo dentro.
Uma pedra no centro, algumas algarobas
Tudo mais é secura e pó.
Miracolo!
Uma moitinha de grama verde
Só podia ser prumode do vazamento do cano d’água.
Água aqui não cai do céu, em Jaguarari.
Uma pedra no centro, algumas algarobas
Tudo mais é secura e pó.
Miracolo!
Uma moitinha de grama verde
Só podia ser prumode do vazamento do cano d’água.
Água aqui não cai do céu, em Jaguarari.
910
Renato Russo
1ordm de Julho
Eu vejo que aprendi o quanto te ensinei
E nos teus braços que ele vai saber
Não há porque voltar
Não penso em te seguir
Não quero mais a tua insensatez
O que fazes sem pensar aprendeste do olhar
E das palavras que guardei pra ti
Não penso em me vingar
Não sou assim
A tua insegurança era por mim
Não basta o compromisso
Vale mais o coração
Já que nào me entendes, não me julgues, não me tente
O que sabes fazer agora
Veio tudo de nossas horas
Eu não minto, eu não sou assim
Ninguém sabia e ninguém viu
Que eu estava a teu lado então
Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Sou minha mãe e milha filha, minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e nào de quem quiser
Sou Deus, tua Deusa, meu amor
Alguma coisa aconteceu
Do ventre nasce um novo coração
Baby, baby, baby, baby
O que fazes por sonhar
É o mundo que virá pra ti e para mim
Vamos juntos descobrir o mundo juntos baby
Quero aprender com teu pequeno grande coração
Meu amor, meu amor
Baby
E nos teus braços que ele vai saber
Não há porque voltar
Não penso em te seguir
Não quero mais a tua insensatez
O que fazes sem pensar aprendeste do olhar
E das palavras que guardei pra ti
Não penso em me vingar
Não sou assim
A tua insegurança era por mim
Não basta o compromisso
Vale mais o coração
Já que nào me entendes, não me julgues, não me tente
O que sabes fazer agora
Veio tudo de nossas horas
Eu não minto, eu não sou assim
Ninguém sabia e ninguém viu
Que eu estava a teu lado então
Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Sou minha mãe e milha filha, minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e nào de quem quiser
Sou Deus, tua Deusa, meu amor
Alguma coisa aconteceu
Do ventre nasce um novo coração
Baby, baby, baby, baby
O que fazes por sonhar
É o mundo que virá pra ti e para mim
Vamos juntos descobrir o mundo juntos baby
Quero aprender com teu pequeno grande coração
Meu amor, meu amor
Baby
1 115
Renato Russo
Música De Trabalho
Sem trabalho eu não sou nada
Não tenho dignidade
Não sinto o meu valor
Não tenho identidade
Mas o que eu tenho é só um emprego
E um salário miserável
Eu tenho o meu ofício
Que me cansa de verdade
Tem gente que não tem nada
E outros que têm mais do que precisam
Tem gente que não quer saber de trabalhar
Mas quando chega o fim do dia
Eu só penso em descansar
E voltar pra casa, pros teus braços
Quem sabe esquecer um pouco
Todo o meu cansaço
Nossa vida não é boa
E nem podemos reclamar
Sei que existe injustiça
Eu sei o que acontece
Tenho medo da polícia
Eu sei o que acontece
Se você não segue as ordens
Se você não obedece
E não suporta o sofrimento
Está destinado à miséria
Mas isso eu não aceito
Eu sei o que acontece
E quando chega o fim do dia
Eu só penso em descansar
E voltar pra casa, pros teus braços
Quem sabe esquecer um pouco
Do pouco que não temos
Quem sabe esquecer um pouco
De tudo que não sabemos
Não tenho dignidade
Não sinto o meu valor
Não tenho identidade
Mas o que eu tenho é só um emprego
E um salário miserável
Eu tenho o meu ofício
Que me cansa de verdade
Tem gente que não tem nada
E outros que têm mais do que precisam
Tem gente que não quer saber de trabalhar
Mas quando chega o fim do dia
Eu só penso em descansar
E voltar pra casa, pros teus braços
Quem sabe esquecer um pouco
Todo o meu cansaço
Nossa vida não é boa
E nem podemos reclamar
Sei que existe injustiça
Eu sei o que acontece
Tenho medo da polícia
Eu sei o que acontece
Se você não segue as ordens
Se você não obedece
E não suporta o sofrimento
Está destinado à miséria
Mas isso eu não aceito
Eu sei o que acontece
E quando chega o fim do dia
Eu só penso em descansar
E voltar pra casa, pros teus braços
Quem sabe esquecer um pouco
Do pouco que não temos
Quem sabe esquecer um pouco
De tudo que não sabemos
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Renato Russo
Música De Trabalho
Sem trabalho eu não sou nada
Não tenho dignidade
Não sinto o meu valor
Não tenho identidade
Mas o que eu tenho é só um emprego
E um salário miserável
Eu tenho o meu ofício
Que me cansa de verdade
Tem gente que não tem nada
E outros que têm mais do que precisam
Tem gente que não quer saber de trabalhar
Mas quando chega o fim do dia
Eu só penso em descansar
E voltar pra casa, pros teus braços
Quem sabe esquecer um pouco
Todo o meu cansaço
Nossa vida não é boa
E nem podemos reclamar
Sei que existe injustiça
Eu sei o que acontece
Tenho medo da polícia
Eu sei o que acontece
Se você não segue as ordens
Se você não obedece
E não suporta o sofrimento
Está destinado à miséria
Mas isso eu não aceito
Eu sei o que acontece
E quando chega o fim do dia
Eu só penso em descansar
E voltar pra casa, pros teus braços
Quem sabe esquecer um pouco
Do pouco que não temos
Quem sabe esquecer um pouco
De tudo que não sabemos
Não tenho dignidade
Não sinto o meu valor
Não tenho identidade
Mas o que eu tenho é só um emprego
E um salário miserável
Eu tenho o meu ofício
Que me cansa de verdade
Tem gente que não tem nada
E outros que têm mais do que precisam
Tem gente que não quer saber de trabalhar
Mas quando chega o fim do dia
Eu só penso em descansar
E voltar pra casa, pros teus braços
Quem sabe esquecer um pouco
Todo o meu cansaço
Nossa vida não é boa
E nem podemos reclamar
Sei que existe injustiça
Eu sei o que acontece
Tenho medo da polícia
Eu sei o que acontece
Se você não segue as ordens
Se você não obedece
E não suporta o sofrimento
Está destinado à miséria
Mas isso eu não aceito
Eu sei o que acontece
E quando chega o fim do dia
Eu só penso em descansar
E voltar pra casa, pros teus braços
Quem sabe esquecer um pouco
Do pouco que não temos
Quem sabe esquecer um pouco
De tudo que não sabemos
2 410
Renato Russo
Música De Trabalho
Sem trabalho eu não sou nada
Não tenho dignidade
Não sinto o meu valor
Não tenho identidade
Mas o que eu tenho é só um emprego
E um salário miserável
Eu tenho o meu ofício
Que me cansa de verdade
Tem gente que não tem nada
E outros que têm mais do que precisam
Tem gente que não quer saber de trabalhar
Mas quando chega o fim do dia
Eu só penso em descansar
E voltar pra casa, pros teus braços
Quem sabe esquecer um pouco
Todo o meu cansaço
Nossa vida não é boa
E nem podemos reclamar
Sei que existe injustiça
Eu sei o que acontece
Tenho medo da polícia
Eu sei o que acontece
Se você não segue as ordens
Se você não obedece
E não suporta o sofrimento
Está destinado à miséria
Mas isso eu não aceito
Eu sei o que acontece
E quando chega o fim do dia
Eu só penso em descansar
E voltar pra casa, pros teus braços
Quem sabe esquecer um pouco
Do pouco que não temos
Quem sabe esquecer um pouco
De tudo que não sabemos
Não tenho dignidade
Não sinto o meu valor
Não tenho identidade
Mas o que eu tenho é só um emprego
E um salário miserável
Eu tenho o meu ofício
Que me cansa de verdade
Tem gente que não tem nada
E outros que têm mais do que precisam
Tem gente que não quer saber de trabalhar
Mas quando chega o fim do dia
Eu só penso em descansar
E voltar pra casa, pros teus braços
Quem sabe esquecer um pouco
Todo o meu cansaço
Nossa vida não é boa
E nem podemos reclamar
Sei que existe injustiça
Eu sei o que acontece
Tenho medo da polícia
Eu sei o que acontece
Se você não segue as ordens
Se você não obedece
E não suporta o sofrimento
Está destinado à miséria
Mas isso eu não aceito
Eu sei o que acontece
E quando chega o fim do dia
Eu só penso em descansar
E voltar pra casa, pros teus braços
Quem sabe esquecer um pouco
Do pouco que não temos
Quem sabe esquecer um pouco
De tudo que não sabemos
2 410
Renato Russo
Música De Trabalho
Sem trabalho eu não sou nada
Não tenho dignidade
Não sinto o meu valor
Não tenho identidade
Mas o que eu tenho é só um emprego
E um salário miserável
Eu tenho o meu ofício
Que me cansa de verdade
Tem gente que não tem nada
E outros que têm mais do que precisam
Tem gente que não quer saber de trabalhar
Mas quando chega o fim do dia
Eu só penso em descansar
E voltar pra casa, pros teus braços
Quem sabe esquecer um pouco
Todo o meu cansaço
Nossa vida não é boa
E nem podemos reclamar
Sei que existe injustiça
Eu sei o que acontece
Tenho medo da polícia
Eu sei o que acontece
Se você não segue as ordens
Se você não obedece
E não suporta o sofrimento
Está destinado à miséria
Mas isso eu não aceito
Eu sei o que acontece
E quando chega o fim do dia
Eu só penso em descansar
E voltar pra casa, pros teus braços
Quem sabe esquecer um pouco
Do pouco que não temos
Quem sabe esquecer um pouco
De tudo que não sabemos
Não tenho dignidade
Não sinto o meu valor
Não tenho identidade
Mas o que eu tenho é só um emprego
E um salário miserável
Eu tenho o meu ofício
Que me cansa de verdade
Tem gente que não tem nada
E outros que têm mais do que precisam
Tem gente que não quer saber de trabalhar
Mas quando chega o fim do dia
Eu só penso em descansar
E voltar pra casa, pros teus braços
Quem sabe esquecer um pouco
Todo o meu cansaço
Nossa vida não é boa
E nem podemos reclamar
Sei que existe injustiça
Eu sei o que acontece
Tenho medo da polícia
Eu sei o que acontece
Se você não segue as ordens
Se você não obedece
E não suporta o sofrimento
Está destinado à miséria
Mas isso eu não aceito
Eu sei o que acontece
E quando chega o fim do dia
Eu só penso em descansar
E voltar pra casa, pros teus braços
Quem sabe esquecer um pouco
Do pouco que não temos
Quem sabe esquecer um pouco
De tudo que não sabemos
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