Bárbara bela
do Norte estrela,
que o meu destino
sabes guiar,
de ti ausente,
triste, somente
as horas passo
a suspirar.
Isto é castigo
que Amor me dá.
Por entre as penhas
de incultas brenhas
cansa-me a vista
de te buscar;
porém não vejo
mais que o desejo,
sem esperança
de te encontrar.
Isto é castigo
que Amor me dá.
Eu bem queria
a noite e o dia
sempre contigo
poder passar;
mas orgulhosa
sorte invejosa
desta fortuna
me quer privar.
Isto é castigo
que Amor me dá.
Tu, entre os braços,
ternos abraços
da filha amada
podes gozar.
Priva-me a estrela
de ti e dela,
busca dois modos
de me matar.
Isto é castigo
que Amor me dá.
In: LAPA, M. Rodrigues. Vida e obra de Alvarenga Peixoto. Rio de Janeiro: INL, 1960
Comentários (5)
Hoje, me veio a memória,esse poema! Recitei em um teatro, no Grupo Escolar Cônego José Maria, em Três Pontas, MG. A idade, não me lembro,8 ou 9 anos. Lembrava dos primeiros versos e queria relembrar dele inteiro. Fiquei feliz de acha_lo aqui.. lindo!!!
Minha mãe com mais de 70, ai da sabe receitar
Então quis o destino ...
Lindo poema que escolhi para decorar e recitar no grupo em que estudava aos 7 anos. Tempo que valorizavam a literatura e os poemas. Amava Olavo Bilac. Hoje aos 62 anos, lembrei desse poema e aqui estou relembrando esse dia, esse tempo que fica na lembrança e saudade. Bons ensinamentos tínhamos no passado.. A educação é o princípio de tudo. Obrigada.
Aprendi também no Grupo Escolar em São Sebastião do Paraíso-MG. Nunca mais me esqueci. Minas sendo Minas Gerais.