115611191684958607395

115611191684958607395

1937-11-12 São Paulo
310225
0
5


Alguns Poemas

Astronomicamente... desiguais !

Astronomicamente... desiguais !


Astronomicamente desiguais

Salários percebidos por políticos

Ao grupo social, no analítico

A proporção é vilã aos demais


E, no coeficiente majorativo

O deles, não se cansam de aumentar

Ao povo dão migalhas sem falar

Que o aumento deles é superlativo


As avaliações dos representantes

Trazem o ranço putrefato do petróleo

Dos sofismas virulentos, sem óleo

Rangendo na máquina *estuantes


Vinte bilhões que a máquina corroeu

É espantoso minha estimada gente

Que a **cleptocracia siga em frente

E impune, quem mais nos empobreceu


Solução de minguada transparência

Sem recuperação das verbas desviadas

Nas complexas e multifacetadas

Artes de ***concussão e influência


Apoderaram-se de vinte bilhões

É dinheiro de que nem temos noção

O rombo que abalou toda nação

Derrubou na Bolsa o valor das ações


Em consequência grandes acionistas

Dos Estados Unidos, acionam na justiça

A Petrobrás, a responsável da liça

Em razão do golpe dos oportunistas


O escândalo do grande desvio de dinheiro

Levará acionistas estrangeiros a pleitearem

Altas indenizações, as quais se equiparem

À perda sofrida nas ações do petroleiro


Destarte, o valor da Petrobrás com o rombo

Desvalorizou pra a metade seu valor

Face às indenizações, será ainda pior

Se ela aguentar o arrimo do tombo


Roubo não se justifica, nem se explica

A não incriminação desses patifes

Demonstra que fazem parte doutra grife

Que tudo pode e que, nada os implica


Delação premiada! como ficam os delitos?

Proponho aos ladrões que confessem os crimes

Se somos iguais conforme a lei e regime

Confessado o crime... resolve-se os atritos !


Roubo não se justifica, nem se explica

Delação, atitude de Judas premiada

Não deixa de ser lorota de vil piada

D’gente sem honra, por herança abdica !


Dizê-la como uma das ignomínias maiores

da humanidade, apouca-lhe a dimensão

Foi um câncer que corroeu toda a nação

À exceção de nossos governadores


São Paulo, 09/01/2015 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


Visite meu Blog: brisadapoesia.blogspot.com


* que ferve em cachão

** a corrupção nas altas esferas que põe em xeque a democracia

*** extorsão ou peculato exercido por servidor público

Ouçam o clamor do povo

Ouçam o clamor do povo

E, uma corja vil, bajuladora
Aplaude sucessivos ditirambos
A que preside, terrorista, outrora
Cobiça o poder que atinge ambos

Hoje, como eles é comprometida
A desviar a atenção das multidões
E sem que, na arena fosse pedida
Quer fazer plebiscito, gastar milhões

Fingindo não ter entendido a mensagem
Das consecutivas manifestações
Onde o povo reclama da libertinagem
Dos gastos supérfluos e dos mensalões

Quer em vão confundir nosso povo
Que pleiteia mais saúde, educação,
Segurança e real punição, que renovo
Em pedido, que não fique sem solução !

Os comparsas em bando a acodem
Porém, na luta acérrima, pertinaz
Ao inacessível, a poeira sacodem
Pois, duma solução, não são capaz

À exceção do execrável nepotismo,
Sem ética e sem caráter praticado
No horizonte da nação há egoísmo
Faz falta na alvorada o almejado

Tirocínio da alma e sentimento
Que dá luz e, a liberdade descerra
Para ouvir os clamores a contento
E sentir, o valor que ele encerra

A violência tomou conta da nação.
Requer ações concretas do Governo
O povo sofre grande humilhação
Nas mãos dos facínoras é subalterno

Não se diminui a idade penal
Mas o menor tem racionalidade
Pra votar e eleger o poder central
Pode matar, e estuprar à vontade

Nada de mal lhe pode acontecer
Se recolhido, saí sem nódoa na ficha
Sem antecedentes criminais a esclarecer
Por que ela não os relata, nós, se lixa !

O poder inibitório está enfraquecido
É excessivo o número de mortos civis
Parece que o povo foi esquecido
A manchete policial, todos os dias o diz

A legislação criminal está defasada
Capenga, igual à repressão policial
A reforma política, não foi cogitada
O povo quer é liberdade racional

Os índices de crimes são inaceitáveis
Há falta de médicos e remédios, na saúde.
Os gastos no futebol são intoleráveis
E o povo grita de medo do ataúde

Ouçam o clamor do povo e atenda-o
Não façam ouvidos moucos de mercador
Ao criminoso, malfeitor, prendam-no
Segundo a lei da terra e do Criador

A exuberância deste Brasil imenso
Ao mal que o atinge, não pode calar-se
Senhores ! usem todos o bom senso
Não tentem no plebiscito um disfarce !

São Paulo, 04/07/2013
Armando A. C. Garcia

Visite meu blog:http://brisadapoesia.blogspot.com


Irrealidade do real

Na irrealidade do real

A vida ficou mais cara

O que fazer afinal

Se a inflação já dispara

Aumento na gasolina

Na conta d´água e luz

Aumenta a carnificina

- Só o salário reduz.

Estrangulada a economia

Vivemos em sobressaltos

E nesta triste agonia

Sofremos com os assaltos

Do meliante gatuno,

Aos que a lei, nos impõe

Nenhum deles é oportuno

E a nosso querer, se antepõe

Dos obscuros segredos

Às traves que delimitam

O contorno destes medos

Que a saúde debilitam

Angústias inamovíveis

Na existência duvidosa

De convergências possíveis

E ao destino perigosa

Não há razões mais claras

Pra temer a recessão

Deu sinal a *almenara

De estarmos na escuridão

Crescendo o sobressalto

Na real, irrealidade

Que tecem no Planalto

E denotam ambiguidade

Ressuscitada a inflação

É mapa que se apresenta

É grande a desilusão

No quadro da Presidenta

Acentuando a irrealidade

Do nítido, ao mais intenso

No mar da calamidade,

Temor do naufrago é imenso...

A voracidade aos bolsos

Deixando-os logo vazios

E sem que haja reembolso

Chega a dar-nos calafrios!

Preço da carne, impossível

Ao bolso do trabalhador

Pecaminoso, inadmissível

Num plantel que é o maior

Se me ouvísseis neste instante

Iríeis buscar o dinheiro

Que a razão se levante

E o retorne do estrangeiro

Eu sei que é utopia

Maneira de discorrer

Ponto de analogia,

Se seu destino é morrer !

Nenhum Governo se sustenta

Ao peso da iniquidade

Sempre a melhor ferramenta

É prover necessidade.

· São Paulo, 04/07/2015
Armando A. C. Garcia


Visite meu blog:

http://brisadapoesia.blogspot.com

Sou Poeta !

E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !

São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia 

Visite meu blog://http://brisadapoesia.blogspot.com

Quem Gosta

Seguidores