
Flávio Gomes da Silva
Canto versos sem me perguntar, sem procurar, sendo o quanto há de ser sem algemas
1968-09-09 Rio de Janeiro
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NÃO ME BASTA A TERRA O CALOR
Não me basta a Terra o calor
As águas ao céu elevar-se
Às nuvens, e então despencar-se
Trazendo a mim o frescor
Não me basta a luz clarear
O dia, que à noite dormiu
Nem a noite, do sol que partiu
Se a luz dela a mim não chegar
Não me basta a boca dizer:
Esqueça esse amor, é melhor!
Pois em meu coração é maior
Essa falta que só faz doer
Mas, se a vida a mim me propor
Que o frescor e a luz venham dela
A minha amada, luzente flor bela
Transbordante serei de amor
As águas ao céu elevar-se
Às nuvens, e então despencar-se
Trazendo a mim o frescor
Não me basta a luz clarear
O dia, que à noite dormiu
Nem a noite, do sol que partiu
Se a luz dela a mim não chegar
Não me basta a boca dizer:
Esqueça esse amor, é melhor!
Pois em meu coração é maior
Essa falta que só faz doer
Mas, se a vida a mim me propor
Que o frescor e a luz venham dela
A minha amada, luzente flor bela
Transbordante serei de amor
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