
Flávio Gomes da Silva
Canto versos sem me perguntar, sem procurar, sendo o quanto há de ser sem algemas
1968-09-09 Rio de Janeiro
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O DESNUDO
Falar do ser desnudo é insidioso
Não é como um ser normal em seu viver
Conquanto os dois sejam sujeitos a sofrer
Por vezes, o desnudo não é maldoso
Não é como julgar o ser perverso
O desnudo erra, faz careta e não esconde
É enganado nas perguntas que responde
Mas, sabendo o fato, sofre em seu reverso
Seus ossos são iguais aos de qualquer criatura
Entretanto, totalmente decifráveis
Acusam o corpo em mentiras (são instáveis)
Ao serem incitados por sua mente in natura
Os ossos que mantém a mentira: os do rosto
Os que sustentam o olhar em cólera serena
E o ranger de dentes em sintonia plena
Aos desnudos são os ossos do desgosto:
Ossos do ofício.
Não é como um ser normal em seu viver
Conquanto os dois sejam sujeitos a sofrer
Por vezes, o desnudo não é maldoso
Não é como julgar o ser perverso
O desnudo erra, faz careta e não esconde
É enganado nas perguntas que responde
Mas, sabendo o fato, sofre em seu reverso
Seus ossos são iguais aos de qualquer criatura
Entretanto, totalmente decifráveis
Acusam o corpo em mentiras (são instáveis)
Ao serem incitados por sua mente in natura
Os ossos que mantém a mentira: os do rosto
Os que sustentam o olhar em cólera serena
E o ranger de dentes em sintonia plena
Aos desnudos são os ossos do desgosto:
Ossos do ofício.
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