

A poesia de JRUnder
Natural de São Paulo.
Nascido a 07 de março de 1950.
A poesia não é um potro selvagem que possa ser laçado e domado.
Poesia é alma. Alma de passarinho.
Imortalidade
Eu vi que havia fulgor em seu olhar.
Um brilho ímpar que cegava minha razão e acendia meus desejos.
E ouvi mil anjos cantando em sua voz a melodia dos sonhos...
E por que não sonhar?
A que serve o travesseiro se não o abraçarmos nas noites, para afastar a solidão,
A que serve o candeeiro se sua luz não nos redimir da escuridão,
A que serve o amor, se não amarmos com plena e total entrega.
Que a vida reserve para mim o seu sorriso,
Que o tempo dedique a mim a sua eterna companhia,
Que o vento jamais me afaste de seu perfume,
Que a magia da alquimia permita-me transformar toda essa minha paixão em sua total felicidade.
Que sejamos enfim, humanos imortais, caminhando pela vida...
Para você, Lenita
Escritas.org