Denso abismo

Denso abismo



Fanatismo é ilusão, é denso abismo
Que a luz da verdade de trevas cobre
E a razão sepulta despotismo
Da bendita equidade do rico ao pobre


Em copos desiguais que o satisfaça
O rico consome a mais que a sua parte
Ao pobre cabe o resíduo de uma taça
Tão pouco valem os louros da sua arte


Ao pobre desfeito o alento que anseia
Mergulha em religiões de mil promessas
E do falso fanatismo não receia


Da penúria cruel e da desventura
Quer afastar-se delas, bem de pressa
Caindo por vezes no conto da amargura!


São Paulo, 01/01/2013
Armando A. C. Garcia -

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