Abade de Jazente

Abade de Jazente

O Abade de Jazente foi um poeta português do século XVIII, cujas obras refletem o contexto do Arcadismo em Portugal. A sua poesia, frequentemente satírica e crítica, aborda temas sociais e morais, utilizando a ironia e a alegoria para comentar a sociedade da sua época. A sua escrita destaca-se pela clareza, pela fluidez do verso e pela agudeza de observação, contribuindo para a renovação da poesia portuguesa com um tom mais crítico e engajado.

1719-05-06 Amarante
1789-11-20 Lisboa, Portugal
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Amor é um arder que se não sente

Amor é um arder que se não sente;
É febre, que no peito faz secura;
É febre, que no peito faz secura;
É mal, que as forças tira de repente.

É fogo, que consome ocultamente;
É dor, que mortifica a Criatura;
É ânsia, a mais cruel e a mais impura;
É frágua, que devora o fogo ardente.

É um triste penar entre lamentos;
É um não acabar sempre penando;
É um andar metido em mil tormentos.

É suspiros lançar de quando em quando;
É quem me causa eternos sentimentos.
É quem me mata e vida me está dando.

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