
Raimundo Bento Sotero
Raimundo Bento Sotero foi um poeta brasileiro cujas obras exploram a musicalidade da linguagem e a riqueza das paisagens do Nordeste. A sua poesia, muitas vezes ligada à cultura popular e às tradições regionais, revela um olhar sensível sobre o cotidiano, a fé e a beleza encontrada nas coisas simples. Com uma escrita que valoriza o ritmo e a sonoridade, Sotero deixou um legado de poemas que celebram a identidade nordestina e a experiência humana com lirismo e autenticidade.
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Separação
Dá-me cedo, Senhor, humilde assento
Ao lado da que foi tão de repente,
Pois desde o dia em que se fez ausente
Que vivo entre um soluço e um Lamento.
Oh! Como dói, meu Deus, o sentimento
De perder quem a vida não consente
Que nem um só instante saia à mente,
Pois se eterniza cá no sofrimento!
Vou assim, por sol quente e noite fria,
Arrastando meu fardo de agonia
Como um doente já de "Sentinela".
Leva-me, Pai, também à tua presença.
A Morte para mim é recompensa:
Melhor morrer a viver longe Dela!
Ao lado da que foi tão de repente,
Pois desde o dia em que se fez ausente
Que vivo entre um soluço e um Lamento.
Oh! Como dói, meu Deus, o sentimento
De perder quem a vida não consente
Que nem um só instante saia à mente,
Pois se eterniza cá no sofrimento!
Vou assim, por sol quente e noite fria,
Arrastando meu fardo de agonia
Como um doente já de "Sentinela".
Leva-me, Pai, também à tua presença.
A Morte para mim é recompensa:
Melhor morrer a viver longe Dela!
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