Florbela Espanca

Florbela Espanca

Florbela Espanca foi uma poetisa portuguesa cuja obra, profundamente marcada pela paixão, pela dor e pelo sofrimento amoroso, a tornou uma das vozes femininas mais reconhecidas da literatura portuguesa. Sua poesia, intensamente lírica e confessional, explora as angústias do amor não correspondido, a efemeridade da felicidade e a força avassaladora dos sentimentos, utilizando uma linguagem rica em metáforas e em forte expressividade. Apesar de uma vida curta e atormentada, Florbela deixou um legado poético de rara intensidade e beleza, que continua a cativar leitores pela sua honestidade brutal e pela sua capacidade de expressar as mais íntimas dores e anseios da alma humana.

1894-12-08 Vila Viçosa
1930-12-08 Matosinhos
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O que sou eu

O que sou eu, Amor?... Sei lá que sou
Sou tudo e nada, grande e pequenina
Sou a que canta urna ilusão divina
Sou a que chora um mal que acabou.

Eu sei lá, que quimera me beijou
E nunca o soube assim desde menina
Há neste mundo tanta amarga sina
A minha é Não saber nunca quem sou

Esfinge, sonho tonto de desejos
Na tua boca sou urna asa aberta
A palpitar vermelha como os beijos

Andorinha..............a voejar
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