

Mauro Mota
Poeta, jornalista e professor brasileiro, Mauro Mota destacou-se pela sua lírica profundamente ligada à identidade e à paisagem do Nordeste. A sua obra explora as riquezas culturais e sociais da região, muitas vezes com um tom de exaltação e um olhar aguçado sobre as suas contradições. A sua poesia é marcada por uma linguagem acessível, mas rica em imagens e musicalidade, refletindo uma forte consciência social e um amor genuíno pela sua terra. Tornou-se uma voz representativa da poesia nordestina no cenário literário brasileiro.
1911-08-16 Nazaré da Mata
1984-11-22 Recife
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Natal
Natal, antes e agora
imutável. Feliz
noite branca sem hora
no pátio da Matriz.
Natal: os mesmos sinos
de repiques iguais.
Brinquedos e meninos,
Natal de outros natais.
A Banda, vozes, passos
da multidão fiel.
Tudo nos seus espaços,
o mundo e o carrossel.
Tudo, menos o andejo
homem que se conclui.
Olho-me, e não me vejo,
não sei para onde fui.
imutável. Feliz
noite branca sem hora
no pátio da Matriz.
Natal: os mesmos sinos
de repiques iguais.
Brinquedos e meninos,
Natal de outros natais.
A Banda, vozes, passos
da multidão fiel.
Tudo nos seus espaços,
o mundo e o carrossel.
Tudo, menos o andejo
homem que se conclui.
Olho-me, e não me vejo,
não sei para onde fui.
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