Newton de Freitas

Newton de Freitas foi um poeta brasileiro cuja obra se destacou pela exploração de temas existenciais e sociais, refletindo as complexidades do indivíduo perante o mundo. Sua poesia é marcada por uma linguagem acessível, mas carregada de profundidade, explorando o cotidiano e as relações humanas com sensibilidade e um toque de melancolia. Com uma escrita que transita entre o lírico e o reflexivo, Freitas abordou a efemeridade da vida, a busca por sentido e a crítica a injustiças sociais. Sua contribuição para a literatura brasileira reside na capacidade de traduzir sentimentos universais em versos que dialogam diretamente com o leitor, consolidando-se como uma voz importante na poesia contemporânea.

Vitória
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Amo a Luz

Deixa! que a luz invada o meu quarto todinho.
Deixai! Nem que a chuva inunde este campo em redor;
Nem que o vento frio açoite o meu corpo cansado;
Nem que a luz me beije demoradamente.

Eu amo a luz que é ósculo de Deus;
A luz, que é ciência e liberdade!

Sorrio à noite quando um raio de luar
Vem enfeitar o meu sono,
intruso que salta pela minha janela
Porque sabe, talvez, que eu tenho a alma grande
E adoro as ilusões abençoadas.

Quando eu estiver morrendo, direi como Goethe
"Mais luz", e os que me assistirem hão de abrir as janelas
Senão eu os amaldiçoarei no derradeiro instante.

Mas quem sabe como será o meu momento final?
Quem sabe se haverá sol na minha última hora?

Deixai que a luz invada o meu quarto todinho;
A luz que é o beijo de Deus a tocar-me nos olhos,
A luz que traz a poesia para os meus sonhos,

Deixai que a luz espante esta minha tristeza.

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