
Rogério F. P.
Rogério F. P. é um poeta cuja obra se insere no panorama da poesia contemporânea. A sua escrita caracteriza-se por uma profunda reflexão sobre a condição humana, explorando temas como a efemeridade da vida, a busca por sentido e as complexidades das relações interpessoais. A linguagem utilizada é, por vezes, densa e imagética, convidando o leitor a uma imersão na subjetividade e nas inquietações existenciais. O seu percurso literário é marcado por uma voz autoral distinta, que se distancia de modismos passageiros para se concentrar numa exploração íntima e universal dos sentimentos e pensamentos. A poesia de Rogério F. P. é um convite à contemplação e ao questionamento, oferecendo perspetivas únicas sobre a experiência de ser no mundo.
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Oh, mulher triste!
Oh, mulher triste!
Sua tez fúnebre relembra
a palidez das mais altas montanhas
em seu cume. E ao mais álgido
mármore causas inveja.
Sopesa as tristezas infindas provenientes da alma.
E a angústia resultante aplacas com a calma, que
pela vastidão, se percebe embotados nesses olhos de anil.
Oh, mulher de olhos fulgurantes!
Se a morte tivesse consciência
de sua implícita beleza
jamais a levaria nesta noite calma de amantes.
Sua tez fúnebre relembra
a palidez das mais altas montanhas
em seu cume. E ao mais álgido
mármore causas inveja.
Sopesa as tristezas infindas provenientes da alma.
E a angústia resultante aplacas com a calma, que
pela vastidão, se percebe embotados nesses olhos de anil.
Oh, mulher de olhos fulgurantes!
Se a morte tivesse consciência
de sua implícita beleza
jamais a levaria nesta noite calma de amantes.
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