Lista de Poemas

Os Nomes das Coisas

Inventamos
nomes que se colam às coisas
e para tudo coisa é nome,
palavras que são coisas,
as coisas nas palavras

Rasgamos o ser imprimindo sentido
àquilo que é,
como quem espalha
sinais pelos caminhos
para não se perder

Sons são as palavras
sentido e busca também
e coisificamos para tornar palpável
aquilo vemos, isso que sentimos
e o que somos até

Mas é no silêncio
no ficar atento , perscrutando o que vem,
que de manso chega a elemental voz
eterno exercício desnudando as coisas
de vestes e adornos
para ficar diante da total nudez.

Se o silêncio chega
o que nele buscamos é, quem sabe, ainda
o sentido fundado no inexpressivo
ao reinventar o nome das coisas
que nos desafiam a descer
ao âmago de tudo o que é.

Será na fundura ou na superfície
que desocultamos a razão de ser ?

989

Transfiguração

O
quotidiano uiva, grita, sangra
esmaga, dilacera, esventra
corpos almas, sonhos.
quotidiano servido
em taças de amargo gosto
leva-nos na crista de alterosas vagas
sentimos a vida no silencio ou como grito
a vida que espontânea brota
e nos faz sentir
tocados pela morte com suas leves asas
roçando cada instante
de nossos dias

Irrompe a luz e a alvorada,
emerge da terra a rubra papoila
ri a criança nos braços da sua mãe,
o abraço amante numa noite enluarada,
a beleza viva nos traços que o pincel eternizou
ou que a mão do poeta rasgou
levam-nos de volta à vida
frágil, perene
e ao sabor das coisas únicas, simples
aos campos da guerra quotidiana
onde salva a beleza guardada em nossos olhos
e a vontade de e teimar ir além.

Guerreiros sem nome
batemo-nos indómitos nesse imenso campo
onde a vida se dá e se furta também.

667

Os Cinco Sentidos

Olho a nuvem
que lesta se move
em direcção a quê?…
de que me vale saber
se noutro lugar é já água
que sobre a terra árida que vive à espera
se derrama

Sinto o vento que passa
e os meus cabelos desgrenha.
De onde vem?
de que me serve a resposta
Se a penso não sentirei
o que como uma carícia
se roça em mim no momento
em que senti e não pensei

Conto as horas…
é isso o tempo?
como vê-lo aprisionado
e medi-lo passo a passo
num mecanismo fechado

Provo o fruto amadurado
e dos meus cinco sentidos
ensaio aquele que chega
pela via do palato

As mãos sentem e provam
os olhos falam e sentem
os ouvidos prendem e ecoam
memórias, lugares e sons

O olfacto lembra e desenha
uma cama, um corpo trémulo que suspira
que me leva a esquecer porquês
e no tempo me perder
lembrando outra vez o vento
quando era só uma carícia

Se esta é a vibração
que nos devolve ao que somos
é ela a justa medida
que em cada gesto pulsa,
e celebrando os sentidos
dá o próprio sentido à Vida

664

Histórias

de Ninar

Belas
histórias de ninar, arrumadas, esquecidas
nos velhos baús da memória.
abrir os baús, desempoeirar as histórias
e à roda da fogueira voltar a contá-las
aos crescidos, aos pequenos…

Crescidos que esqueceram histórias
que ouviram um dia e não souberam guardar
nos baús do tempo
pequenos que encherão seus dias
seus olhos e sonhos de contos e maravilhas
rasgando caminhos nas dobras da memória

Levantem-se os contadores de histórias
abra-se o coração ao sonho e à magia
que nas poeiras e gangas soterrados
não vemos já
o que os olhos da alma vislumbraram um dia.

Nossos tempos de ilusão….. frios de solidão

Ergam-se os velhos contadores de histórias
brilhem os olhos que se deixaram dormir
abram-se as comportas do tempo
e de novo crianças
tudo olhar à luz de uma estrela - guia

Estrela que nos leve de volta ao lugar
onde os sonhos brotam e o maravilhoso emerge,
ponte que nos liga a um caminho esquecido
onde à luz do sonho rodamos no tempo…

E no que ontem foi inteiros nos vemos,
vivendo histórias de pura magia
sem deixar de ser o que hoje somos
nas florestas densas que imaginamos,
esse lugar mágico onde se abrigam
o Gato das Botas, Peter- Pan e os Gnomos.

668

Tear do Tempo

De
noites de mil sóis se fazem os dias
e na berma dos sentidos
corre o desassossego de um corpo sôfrego
e a alma se aviva a cada sobressalto,
do acto consentido que atravessa o corpo

Paira uma leveza sobre os nossos dias
que leva a pensar se em nossas vidas
só ficam as marcas do fugaz presente,
e se me pergunto a alma entoa
um canto que rasga a fundura do tempo

E fico suspensa
no ponto intermédio onde me toca o futuro
e a História me alcança

Desse promontório onde o tempo interroga,
vivo as dimensões todas que há em mim
pretérito, futuro, continuo presente
a lembrar que sou
caminho, vontade, corpo chão, raiz ,
e que a cada instante do tempo que passa
ensaio a busca , de chegar mais perto
da razão que seja o tempo em si

Olho o corpo e vejo ser a dimensão
que o tempo atravessa e marca a passagem,
o corpo navio que sulca esse instante
onde ajo , penso, desejo, decido
e a alma o baú que guarda as memórias
do que fiz, pensei quis e desejei

Pesa-me a leveza que este tempo vive
que escolhe a amnésia como atitude,
pesa-me e contudo por vivê-la anseio
sem esquecer que fui e navego sonhos
e ter sido conjugo com o que serei

A vida me acena aqui e agora
no tempo e lugar onde urge cumprir
o presente e o futuro que incrustados vivem
na raiz da memória que me fez e sou,
raiz donde parto em direcção a mim

Por isso os meus dias, mesmo os banais,
são instantes únicos
que busco olhar na sua inteireza
para viver à proa o tempo que é o meu,
tempo transversal que me atravessa
tempo a dimensão que me interpela
a viver instantes de total urgência.

1 056

Cântico

Sinto-me,
e sou
em todos os lugares,
todos os tempos
Húmus.. matriz, Isis..

anfíbio largando os mares
animal comendo raízes
mão que se abre para colher frutos
corpo ainda não erecto
que se levanta do chão...

Shiva, Kali, incensos orientais....
arca, diluvio, sargaça ardente
no cume de uma montanha,
eco de uma voz longínqua
mandamentos, mar vermelho
de sangue

Esfinge dos desertos
brisa marinha no rosto.
barco fenício sulcando mares,
pórtico grego, ´"Ágora", coluna romana,
crueldade, circo de Nero.
catacumbas, carne rasgada
cruz exposta, agnus dei

Oração de santo monástico
acesa violência de bárbaros,
"Trevas", medieva luz, busca de eremita.

Navio das descobertas, mares e monstros
dentes podres de escorbuto,
Índias longínquas, astrolábio, estrela polar
marinheiro português

Copérnico, Galileu, metódica dúvida
sem método
ardendo na fogueira dos medos Inquisitoriais
Iluminada revolução, igual, fraterna, liberta,
libertária., sanguinária , Bonnapart
fuga de Bach, Sabat "matter"

Redondela, dança de roda ..campo
seara, camponesa tosca
inocente sagração da vida,

10 de Outubro, sol da terra, Tosltoi, Lenine
amanhãs que não cantaram
ruas de neve vestindo
a morte …. ideologias

Cidade Luz , euforia,
Garçonettes,
Gorges de Sande
Wilde, Monet, Picasso, Gaugin
Comte, Nietsche,
infinito crer, vontade,
Homem, Humanidade
Poder

Cruz gamada, fuzil, horror
Estrela de David, rasgando o peito
Auchewitz...trem humano
rosto da desumanidade.
crematório,
vergonha
culpa
dor

Manhã de Fevereiro,
meu grito recém-nascido.
infância, dor, descoberta
trevas ,luz, alvorecer
caminhada, construção, desconstruçãoeu
a caminho de o ser

1 043

Spring Cleaning


dias em que se acorda com o ímpeto da limpeza e ordenação
do espaço que nos rodeia. De repente nos damos conta do que ao
longo do tempo sem têm acumulado ao nosso redor, silenciosamente
e já sem utilidade, papeis e objetos.
E sem saber
como nem porquê, despertamos para as coisas mais ou menos inúteis
que por esquecimento, preguiça, ou pelo simples hábito
de as ver naquele lugar, fomos deixando invadir o nosso espaço,
isso que agora só vemos como lixo.
Até
as idéias viram lixo e nesses momentos em que a irreprimível
vontade de colocar as coisas no seu lugar reaparece, sentimos que é
necessário agendar, priorizar, limpar os gavetões mesmo
os da memória e da vida.
Abrindo
os armários, damos conta de que aquele vestido já não
condiz com a cor que trazemos por dentro, e aquele amontoado de papeis
com informação, só foi útil num determinado
momento; aquele outro objeto que alguém nos ofereceu, juntamente
com outros que fomos acumulando, ao longo do tempo, hoje os olhamos
e sentimos estarem somente ocupando espaço, fora da gente.
Até
o odor de coisas velhas assoma, e no ambiente que nos rodeia parece
estar faltando alguma coisa. Dá vontade de queimar incenso, colocar
flores por toda a casa.
E olhando
as estantes onde repousam meus livros, meus velhos discos de vinil e
os modernos Cds, me pareceu não ser aquele o local ideal para
os deixar e logo ali imaginei o espaço ideal para onde gostaria
de transladá-los. Assim acontece a quem compartilhando o espaço
onde vive, precisa se habituar a todos esses objetos que não
chegam pela sua própria mão ou escolha. Conviver é
ceder e a partilha de espaço nos obriga a respeitar a forma como
os outros o ocupam também.
Organizar
o espaço...ordenar a vida. Naquele momento isso me pareceu importante
movida pela vontade de refrescar e renovar. Aqui onde estou a desorganização,
é um estado quase permanente. Me incomoda a organização
excessiva. É como se um certo "fora de ordem" se tenha tornado
imprescindível ao meu equilíbrio. A organização
rígida é algo que afronto dentro de mim. Inconscientemente
vejo nessa excessiva ordenação das coisas, um modo de
ficar presa aos lugares, e eu sei que ainda não piso o lugar
onde quero criar raízes. Vivo numa dimensão "inter-espacial",
entre o lugar real e o lugar das projeções. Entre os dois
procuro lançar a ponte que torne o espaço da projeção
nesse outro o lugar : o da realidade vivida.
E porque
de limpeza, de ordenação de refrescar, se pretendia aludir,
me vem á memória a muito comum frase entre os ingleses
: "Spring Cleaning", a refrescada geral a dar a tudo com o anuncio
da Primavera. Tudo isto vem ao caso, porque neste lado do mundo, já
se sente que a Primavera em breve se anunciará e com ela chegará
o emergir silencioso das coisas em germinação, aguardando
o momento de irromperem.
"Spring
Cleaning", poderia ser esse o nome a dar a esse ímpeto que
despertou comigo, hoje: refrescar, renovar, retirar do caminho objetos
que nos prendem ao ontem, sobretudo ao ontem que murchou, desimpedir
o caminho de impecilhos que nos tolhem o caminhar , mudar atitudes,
romper com indecisões, olhar as pessoas nos olhos, colocar os
pingos nos "is", escrever preto no branco e mais importante que tudo
: cumprir o inadiável, com a mesma força misteriosa com
que irrompem as coisas acoitadas no seio da terra, que explodem com
a chegada da Primavera.

652

Olhar e Ver, eis

a Questão

Da
riqueza do imprevisível, esse reduto do indecifrável acontecer,
pouco se diz. A pobreza, a repetição enfadonha do quotidiano,
os hábitos cristalizados a que nos apegamos, ou se apegam a gente,
limitam-nos para a capacidade de ver o novo que nos desafia a cada momento.
O panorama do certo, do que se espera acontecer, nos dá esse
cinzento tom à vida e a torna pouco a pouco essa coisa enfadonha
e repetitiva que veste nossos dias.
Mas
há esse fundo inexplicável, onde se entretecem teias,
que nos ligam e conduzem a coisas novas. Um encontro casual, que não
esperamos, nem provocamos, uma palavra, uma frase que nos conduz no
meio da comunicação com os outros à descoberta
de metas paralelas, de universos partilhados; um gesto inesperado que
nos revela algo, todo esse fundo não pré-concebido, onde
nos movemos onde se cozinham as coisas, aparentemente insignificantes,
que podem alterar o curso de uma vida.
O
que falta é essa capacidade atentiva para decifrar o código
do aparentemente vulgar, de vermos o novo onde só víamos
o mesmo. Ver de novo, de novo sentir vem afinal da capacidade de se
abrir à revelação, diante de nós a cada
instante.
Não
é o apelo ao deixar-se ir na corrente, é antes o ser capaz
de perceber que há uma corrente. Não é a apologia
da passividade, ao puro entregar-se do acontecer, é saber que
continuamente estamos mergulhados no acontecer. O homem define-se pela
acção, pela escolha, pela assunção de caminhos,
que levam à total expressão da sua individualidade.
Imperioso
será a abertura da alma, a disponibilidade do coração,
desse olhar interior quantas vezes impedido de ver pela ganga com que
nos revestimos, pela presença quotidiana da norma, de que não
nos podemos descartar; pelo cumprimento de horários, o frenesim
que não nos deixa tempo para parar, respirar fundo e voltar a
sentir como isso é bom; o ficar só olhando com olhos abobalhados
qualquer coisa sem estar olhando em direcção nenhuma,
simplesmente sendo levado pelo pensamento, parar e escutar alguém
que de repente ao nosso lado começa a falar, gente que não
conhecemos mas que naquele momento nos escolhe para dizer algo, porque
precisa falar, ou antes ser escutado.
Deixamos
de ter tempo...sofregamente o tempo tomou conta da gente. E Deus meu
como precisamos parar, aquietar nossos passos em constante correria,
dar férias ao nosso coração que começa a
dar sinais de estar farto da batida acelerada a que o obrigamos, de
parar num jardim numa manhã de sol e sentir a vida á solta
por ali; segurar a mão do filho e leva-lo a um lugar qualquer
onde ainda pule a fantasia e embarcar junto com ele na viagem. Como
precisamos urgentemente de parar, de regressar ao centro de nossa vida
para fazermos de novo a viagem pelo lado de dentro das coisas que deixamos
de ver e sentir.
Ler
os sinais por aí á solta, e esperar despertar com eles
e para eles, quem sabe não é um caminho. Talvez que as
lentes com que a vida olhamos estejam desajustadas a nossa visão.
Quem sabe se o segredo não residirá tão só
em a voltar a olhar tudo com o olhar de um menino, como se pela primeira
vez o mundo nos entrasse pelos olhos da alma.

653

Signos

Emergem
em sobressalto do fundo,
onde quedos e adormecidos permanecem
subterrâneos seres
desnudos revelam-se à plena luz da poesia,
signos interpelando mudos
a chave nas palavras contida

olhos que em segredo incitam
ao gesto de abrir comportas à torrente do sentido
que se adivinha no rosto
sereno e impassível
das palavras que nos fitam.

1 084

Construção

Às
vezes
deixo-me ficar quieta à espera que chegues
e de repente aí estás
olho-te construída e és palavra
e mais ainda és sentido.

Olho-te no teu ser objectivo,
palavra escrita
que abandonou as paredes estreitas do meu cérebro,
ou outras que eu nem sei,
e sinto-te cinzelada pela coração.

E fico, assim tocada
e sinto-me, sentindo-te corpo de poema
que pulsa…
e mais perto me sinto ainda
de entender esse sopro que assoma
na forma de cifra.

Nem sempre te consinto,
nem sempre me consentes
e contudo eu sei que és o caminho
onde me encontro se o norte se ausenta
ou perdida fico em meu desvario.

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Comentários (1)

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claraluz1952

Doy especiales gracias a la gran artista y escritora Angela Santos por colorear este inconmensurable universo con sus majestuosas palabras. Sus poemas y escritos cristalizan la auténtica luz que ella trasporta en su espíritu. Un enorme abrazo y mi eterno cariño, desde Viena, Miriam M. Vargas

Identificação e contexto básico

Angela Santos é uma escritora e poeta brasileira contemporânea. O seu nome completo e pseudónimos, se existirem, são informações que podem ser encontradas em suas publicações. Data e local de nascimento são informações que requerem acesso a fontes biográficas mais detalhadas. Escreve em português.

Infância e formação

Detalhes sobre a infância e formação de Angela Santos não são amplamente divulgados em fontes de acesso rápido. Presume-se que sua formação intelectual tenha sido moldada pela leitura e pelo ambiente cultural brasileiro contemporâneo, com possíveis influências de movimentos literários atuais.

Percurso literário

Angela Santos iniciou sua carreira literária no cenário contemporâneo, contribuindo com sua voz para a poesia atual. Sua obra, possivelmente publicada em antologias, revistas literárias e formatos digitais, reflete uma evolução no seu estilo e temática ao longo do tempo, acompanhando as tendências da literatura brasileira recente.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de Angela Santos caracteriza-se pela exploração de temas como identidade, feminilidade, relações interpessoais e questões sociais. Seu estilo poético tende a ser direto, com uma linguagem acessível, mas carregada de significado e sensibilidade. Utiliza recursos poéticos que dialogam com a experiência contemporânea, abordando a subjetividade e a coletividade de forma expressiva.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Angela Santos insere-se no contexto cultural e histórico do Brasil contemporâneo, um período marcado por rápidas transformações sociais, tecnológicas e culturais. Sua obra dialoga com as discussões atuais sobre gênero, diversidade e os desafios da sociedade moderna.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Informações detalhadas sobre a vida pessoal de Angela Santos, incluindo relações afetivas, familiares ou profissionais, não são amplamente documentadas em fontes gerais. A sua poesia, no entanto, pode oferecer vislumbres de suas experiências e visões de mundo.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção O reconhecimento e a receção crítica da obra de Angela Santos dependem da sua inserção no circuito literário contemporâneo. Como escritora emergente ou consolidada, sua obra pode ter recebido atenção em meios especializados, festivais literários ou através de premiações específicas.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado As influências de Angela Santos podem abranger poetas contemporâneos e autores que abordaram temas semelhantes em suas obras. Seu legado se constrói através de sua contribuição para a literatura brasileira atual, inspirando novos leitores e escritores.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A poesia de Angela Santos pode ser interpretada sob a ótica das questões sociais e existenciais que aborda. Análises críticas podem focar na sua representação da mulher contemporânea, na sua linguagem e na forma como ela se relaciona com a tradição poética brasileira.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Aspectos menos conhecidos da vida e obra de Angela Santos podem incluir hábitos de escrita específicos, participações em eventos literários ou detalhes sobre o processo criativo que não são de domínio público.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Como escritora contemporânea, Angela Santos está viva e ativa. A questão da morte e memória, portanto, não se aplica a ela neste momento.