

Jorge Santos (namastibet)
Que fazer, se assombro tudo que faço de medo e a fracasso ...
1961-07-03 Setúbal
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Diário dos imperfeitos

Diário dos imperfeitos
Às vezes preciso tanto de saber
Porque ponho todas as minhas
esperanças nas rosas e ignoro
os malquereres, fazem-me lembrar
O aroma perdido da natureza, a seiva
O desejo de não saber o que quero,
Qual dos caminhos tomo, o coração
Ou o cérebro que não vê, nem tem
Dor odor, imagino milhares na minha
Campa quando não puder mais ver
Nem saber sequer quem as pôs, não
Preciso estar indeciso no que preenche
A divisão da minha alma nem agora,
Nem para sempre, digo quem me dera
Ter a esperança que tinha, líquida
Quanto no parque infantil e criança
Depois demiti-me de ser da terra
Pedaço chão, pedra e encarnei do poeta
O ofício de sonhar um mundo completo
E novo e é nele que ponho esperanças
E dele cuido, como se fosse jardim meu
E todo mundo, mesmo neste imperfeito
Tempo,às vezes preciso mesmo é de
Tempo e de ânimo onde deposite este
Sonho que fiz meu, este é o meu ofício ...
Jorge Santos (02/2017)
http://namastibetpoems.blogspot.com
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namastibet
Finjo compreender os outros
Sobretudo os mortos, minha memória
Tanto faz lembrarem quando for
Se nada fiz de bom a ninguém
Nem a mim tampouco, indiferente
Ao circo, a indiferença é um cinzel
Que me iguala aos outros nos cantos,
Reduz arestas, sobretudo aos mortos
Das campas rasas como estas daqui
chuva é detergente erva não cresce
Finjo entender dos outros sobretudo
A poesia, não faço parte do publico
Fraudulento estragado, não me apraz
Ser enterrado no vão de um buraco
Feito no chão igual aos outros mortos
Aos quais o inútil não destrói, a mim
Me dói tanto que me transforma em
Lívido, eu que era do tom das alvoradas
De total silencio de quando tudo é mudo
Finjo compreender os outros qb
30/setembro/2017
namastibet
Finjo compreender os outros
Sobretudo mortos, minha memória
Tanto faz lembrarem quando for
Se nada fiz de bom a ninguém
Nem a mim tampouco, indiferente
Ao circo, a indiferença é um cinzel
Que me iguala aos outros nos cantos,
Reduz arestas, sobretudo aos mortos
Das campas rasas como estas daqui
chuva é detergente erva não cresce
Finjo entender dos outros sobretudo
A poesia, não faço parte do publico
Fraudulento estragado, não me apraz
Ser enterrado no vão de um buraco
Feito no chão igual aos outros mortos
Aos quais o inútil não destrói, a mim
Me dói tanto que me transforma em
Lívido, eu que era do tom das alvoradas
De total silencio de quando tudo é mudo
Finjo compreender os outros qb
30/setembro/2017
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