123megaman

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Sou um jovem adolescente que gosta de matemática e de poesia, minha escola literária favorita é o parnasianismo, eu tento escrever umas poesias, embora eu não ache nenhuma boa .

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O despertar do poeta.


Ó poesia que me consola!
Tu és meu precioso remédio.
Para a doença, que como febre estiola.
A doença sem cura, a doença do meu tédio.

 Ó poesia que me transforma!
Tu és minha máscara, minha solução.
A solução para o meu dilema.
Ver as coisas como elas são.

 Ó poesia que me desperta!
Tu és mentira em que acredito.
De mim mesmo me liberta.
Me faz fingir o que não sinto.

 Ó poesia que me diverte!
Tu revives a minha inteligência.
Pois sou chato, preguiçoso e inerte.
Mas contra os versos, luto com persistência.

 Ó poesia, encruzilhada em que passo.
E indeciso a esperar me ponho.
Numa estrada há a poesia que faço
E na outra a poesia que sonho.
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Poemas

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De falso para falsos.


Estes e estas, desta terra.
Hão de pregar a paz e o amor.
E hão de rir de tudo o que for.
Amor que lhe pareça dor.
E paz que lhe pareça guerra.

Estas vozes, que hoje os acolhem.
Quando o grito de apedrejar ressoa.
Não há lágrimas que os pés molhem.
Nem alma santa que os perdoa.
Terra hostil, que estes olhos roa!


Estes e estas, desta era.
Xingam com lábios de princesa.
Beijam com lábios de megera.
Se exaltam sua beleza ou riqueza.
Triste é o destino que te espera!

Estes estas, dos medos vossos.
Sabem abraçar carinhosamente.
E traem na ausência de remorsos.
Onde há honestos nesta gente?
De falso para falsos, quem mente?

Estes e estas ou mesmo vocês.
Não temam as traições que virão.
Estamos no rés do rés da podridão.
Onde os que não mentem morrerão.
Não há um que não o fez.
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A poesia nunca me deixa.

Há muitas semanas tenho esquecido.
Este impulso me tornar poeta.
Ir caminhando nesta linha reta.
Caminho que é de versos esculpido.
O poema é uma reta,o poeta é o cego.
Não vê, mas sabe até onde vai.
E este saber precioso lhe infla o ego.
Descuidado, tropeça e nas palavras cai.

A dor que me causa este tropeço.
Vicia-me como a um masoquista.
Vou caminhando de verso em verso.
Como caminho de pista em pista.
E de longos a mais longos passos peço.
Inspira-me ! E darei mais um passo.
Dê-me isto ou me devolva a vista.

Que vício incoveniente e nauseante.
Que a um tempo tenho esquecido.
Que achava eu, que havia se perdido.
Volta a mim neste sono agonizante.
Escrevo este canto como uma queixa.
Como quem reclama em uma carta.
Pois o talento sempre me faz falta.
Mesmo assim, a poesia não me deixa.
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Escrevo sobre algo que não sei.

Não sei se meu intelecto,já escassso.
Voltou a esvair-se continuamente.
Ou se meu espírito nada mais sente.
Há algo que me atiça,e este poema faço.

Algo que não sei,mas isso não importa.
Se minha mente não puder me conceber
Alguma poesia,escrevo sobre não saber.
Triste desta poesia que me conforta!

Estes versos que anseiam por sentido.
Esta poesia,a quem tenho ofendido.
Martelam fervorosamente a minha cabeça.

Quando escrevo,me falta desejo.
Mas quando eu quero,nunca vejo.
Uma única poesia que me obedeça!
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A flor .

Não há coisa mais arrogante que esta.
Hipnotiza-me a sua beleza no jardim.
E quando só a morte me resta.
De certo que estará sobre mim.

Como faz a flor, a vida também faz.
Hipnotiza a todos com sua beleza.
Profundamente doce, seu odor trás.
Cores e pétalas a dor e a tristeza.

Mas é ela que te rega, como uma flor.
As flores aproveitam melhor a água.
Mas nós não aproveitamos a dor.
A água da vida, é a lágrima da mágoa.

Mas a vida não é cruel nem clemente.
Triste é apenas a tua chaga.
A vida é sábia, pensa como a gente.
"A melhor flor, resiste a praga."


A vida não busca as flores belas.
Por isto suas águas amargam.
Não busca cores nas pétalas.
Busca as fortes, que não estragam.

Mas como a flor, chegada a tua hora.
A vida ri triunfante sobre tua cova.
Pois vivo é o abutre que o devora.
E o verme que te usa de desova.
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