Mornas eram as tardes em que te amava, Entre cálidos beijos com sabor de verão. As brisas leves ao passar anunciavam Esse tempo, marco maior da nossa paixão.
Ah! Horas... Por que tanta pressa em passar? Segundos correndo atrás de segundos... Não sabem dos amores que como o tempo, Transformam os corpos amantes em vultos?
Restou somente em nossas memórias, Um sonho que poderia ser eterno... E como doce lembrança, sobrevive, Ao gélido sopro do amor no inverno.
A saudade é uma árvore Que nasce em cima do morro Quem tenta a escalada Logo grita por socorro...
É um arbusto solitário Sobre a terra avermelhada, Lá não chove e a rega É feita por águas choradas.
Nasce de uma semente, Formada no coração. Cresce em poucos momentos, Sob o céu da solidão.
Qualquer terra, pouco importa, Se é macia ou se é dura, A saudade logo gera Os frutos da amargura.
Somente a volta de quem Fez nosso rosto molhar, Pode fazer a saudade, Murchar, morrer e secar.
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Partir
E o que afinal é partir? Levar o corpo para longe... Andar, viajar, sumir? Afinal, o que é partir?
Trilhos, estradas, céus... Seguir um destino ou andar ao léu? Fugir do ontem e se encontrar no amanhã? Resolver na fuga o que não se fez no divã? Ir por algum tempo, prometendo voltar? Voltar sendo o mesmo e ao mesmo lugar?
Afinal, o que é partir? Seguir a razão, deixando o coração... E saber na verdade, que morrer de saudades, É o valor que se paga, ao sair...
Partir é deixar mas, querendo ficar? Dar adeus com a mão, mas levar a ilusão, De que algo ficou, que irá nos guardar, Na memória de quem, insistir em lembrar...
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Senda
Esta é a minha senda... Eu escolhi ser assim. Por ela, percorro sozinho, Como fosse feita pra mim. É a mais bela trilha, Ladeada por campos em flor. Um lugar assim tão bonito, Cheio de sol e calor. Adoro esta paisagem, Que me encanta o olhar Quanta felicidade Sinto ao por ela passar. Sigo por esta vereda E todos já sabem por que... Ela é o caminho, Que me leva a você.
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A única certeza.
Sou apenas poesia, Que o vento sopra e balança, Sou os passos de uma dança, De uma música sem fim.
Eu sou como o murmúrio, Da água que jorra da fonte, Sou o sol, atrás dos montes, Sou a grama do jardim.
Sou a flor da primavera, Ou tão só uma quimera, No direito de sonhar.
Sou o pássaro que canta, E o filhote que levanta, Sem a mãe lhe ensinar.
Sou a pedra, paciente... Sou o abraço envolvente, Sou o partir e o chegar.
Sou a distância que sofre, Sou o eco de um sorriso, Perdido em qualquer lugar.
Sou o perfume, a beleza, Sou enfim a natureza, Em cada um, envolvida.
Sou do espaço a grandeza, E a única certeza, Que possa existir nessa vida.
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Santa Paciência...
Tenha a “Santa Paciência!" Talvez seja pura inocência Pensar que a tal ocorrência, Possa ser santificada... Paciência é exercício Qual promessa de comício! Mesmo que acreditemos Que possa quiçá ser assim, É comum a tal “santidade” Uma hora chegar a seu fim.
Mas nada de desespero Sempre se pode ajeitar... Se faltar a paciência, Ponha a mão na consciência, Que tudo volta ao lugar. A vida ensina com a idade, Que paciência, na verdade, Tem como nome: Razão! Basta agir com cautela... Deixar de lado a emoção!
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Quero saber
Quero saber do amor, traduza-o por favor, preciso muito entender... Explique nossos sentimentos, quando em tantos momentos em que juntos estamos, simplesmente nos fitamos, sabendo do nosso querer...
Conte-me dos segredos, quando percebemos que os medos, que sentimos são tão iguais. Ou quando nos abraçamos e nos tornamos só um... É nesse compasso em que o tempo, nos une em um sentimento, único, puro, incomum...
Quero saber da paixão, explique ao meu coração, o que ele deve fazer... Quando bate ligeiro e parece que o mundo inteiro, irá ouvi-lo bater. Quando sinto a sua presença, logo depois que a sua ausência, por minutos me fez sofrer.
Quando ao lhe beijar, sinto faltar-me o ar, sinto meu corpo tremer... Ou em seus braços inspiro e me refaço de um longo suspiro, que essa paz me faz desprender. Minha razão adormece e por instantes esquece o mundo que existe lá fora. E vivo esse delírio, de que o amanhã não existe e a vida acontece, agora...
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À deriva
Deito-me em seu regaço e habito em seus sonhos. Em sua aura, velejo por águas azuis. Sou agora parte de você. Estou em você.
Guio-me pela luz dos seus olhos na calmaria deste oceano, onde sopra a brisa do seu respirar e faz inflar-se o velame da minha existência. O som do quebrar das ondas, mescla-se no pulsar de seu coração.
Estou navegando à deriva.
Não existem rumos, quando o porto nos circunda. Não existem caminhos, quando o chegar não importa. Não existe o tempo, quando o relógio emudece, o sol permanece e a lua, apenas espera...
Seu amor aquece, seu carinho aconchega. O leve tremor de seus lábios... Prenúncio das lavas de uma paixão que queima, teima, persiste, resiste, arrasa e faz renascer... Milhares de vezes ao dia, milhares de dias por hora.
Quero morrer de outra vida e resurgir em sua alma, em cada noite que se faça, em cada manhã que insista... Em cada flor que se abra e viva apenas um dia, de tamanha plenitude, de completa harmonia.
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Poesia
Poesia é essência. É uma gôta d’água representando o oceano. Poesia é sutileza. É a palavra contando a história. Poesia é origem. É o esparzir de um ponto azul, formando todo um céu. Poesia é presença. É sentir a existência sem ver o entôrno. Poesia é luz. É o infinito forrado de estrelas. Poesia é amor. É o sintetizar de todas as emoções. Poesia é flor. O poeta tão somente a colhe.
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Recomeço
Quando morrem as expectativas, Morremos nós... E isso explica as grandes mudanças que ocorrem com aqueles que viveram a certeza da morte... Que não veio. É que daí para a frente, viver passa a ser urgente! É que daí, passamos a viver a prorrogação da partida. O placar parou empatado e é preciso continuar... Vencer a sorte, ir rumo ao norte Onde o fim está de mãos dadas com o começo... Ou recomeço. Corrigir erros, olhar o céu e imaginar o infinito. Olhar o feio e lhe imaginar... Muito bonito! Olhar o que não se entende para entender o que somos! Pequenos demais para carregar prepotências e arrogâncias. Na prorrogação, outra chance... A última para dar tudo de si e vencer a inércia e o desinteresse. E entender que vencer é um acaso O importante é participar.
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Abra suas asas
Abra suas asas... Voe! Deixe aqui o que será pó, Voe alto, atreva-se! É preciso que se sinta, A brisa no corpo, A chuva no rosto, A luz no olhar.
É preciso conhecer o que há, Por detrás das montanhas... Ver os cursos dos rios, E o esparzir das águas Quando se formam em cachoeiras.
É preciso conhecer a grandiosidade das matas, As copas das frondosas árvores seculares. É preciso conhecer a vida da fauna E as cores das flores quando chega a primavera.
É urgente sonhar... Porque a melhor parte da vida é feita de sonhos. E estes, estão perto das nuvens, Entre a realidade e a imaginação.
Abra suas asas... Voe! Antes que o tempo, possa atrofia-las...
Meu caro Poeta JRUnder... muito esclarecedor o texto ... fica até dramático com esta tua visão. ( que a poesia nunca mais me fale ,coisas de sonhos que não quero mais ouvir... ) Boa Noite , foi um prazer em ler tal texto. Ademir.
Meu caro Senhor Poeta... me estranho até agora - não recebo nenhuma visita com opiniões. sobre meus escritos... na parte de enviar comentários. desde 07.24 até a presente data . somente o Senhor com vossa sabedoria me deixou mais aliviado sobre o contexto de ser um verdadeiro poeta. e isto me deixa muito feliz. no mais agradeço suas opiniãos a mim enviadaas. boa noite.
Meu Caro Poeta JRUnder - teus versos ( Sorria ) é de um significado deslumbrante : são como um renascer de um belo anoitecer e um de esplendoroso amanhecer . Nos dá mais alegria para sempre seguir em frente e viver.
Meu Caro Poeta... teus versejares são divinos... Ela... Ela .... são como lírios plantados aos campos , que estão para um novo nascer. pois teu amor por ela , jamais vais esqueceres.
Meu caro poeta... JRunder - teus versos são muitos reais , como você escreveu - o amor é doado - aceita-o quem o quiser. parabéns. Ademir.
Solidão, liberdade e companhia propria.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Lindos poemas. Com muito sentimento.
De oásis em oásis, sobrevive a poesia. Um achado!
Um tesouro.
Tem algum livro editado com estes poemas?
Bonitos poemas.
Dificil saber qual o mais bonito.
Excelente! Parabéns por tanto sentimento exposto em forma de poesias.
Poemas incríveis, de uma melancolia dosada, amei, parabéns!
Grande amigo, com certeza . Aprende muito com o poeta!
Obrigado Gildo. Estou lendo suas postagens também.
Agradeço. Mesmo!
Parceiro, Seu comentário foi uma injeção de animo, me fez sentir importante. Muito obrigado e volte sempre. Jaime