Nascido a 07 de março de 1950.
Lista de Poemas
Deusa
Que ao habitar os seus dias, o faça de forma amena...
Pois a cada minuto que passa, perco-me em sua graça,
Entrego-me aos caprichos seus...
Deixe-me viver a paixão, estado fluido do amor.
Que em sua forma crescente, torne-se consistente,
Na forma mais doce e suave, como o aroma da flor.
Deixe assim que eu te ame, permita-se ser amada,
Ser para sempre adorada, como deusa sob o véu,
Cuja forma esculturada, de altivez tamanha,
Como o topo de alta montanha, se veja olhando o céu.
Senda
Esta é a minha senda...
Eu escolhi ser assim.
Por ela, percorro sozinho,
Como fosse feita pra mim.
É a mais bela trilha,
Ladeada por campos em flor.
Um lugar assim tão bonito,
Cheio de sol e calor.
Adoro esta paisagem,
Que me encanta o olhar
Quanta felicidade
Sinto ao por ela passar.
Sigo por esta vereda
E todos já sabem por que...
Ela é o caminho,
Que me leva a você.
Partir
E o que afinal é partir?
Levar o corpo para longe...
Andar, viajar, sumir?
Afinal, o que é partir?
Trilhos, estradas, céus...
Seguir um destino ou andar ao léu?
Fugir do ontem e se encontrar no amanhã?
Resolver na fuga o que não se fez no divã?
Ir por algum tempo, prometendo voltar?
Voltar sendo o mesmo e ao mesmo lugar?
Afinal, o que é partir?
Seguir a razão, deixando o coração...
E saber na verdade, que morrer de saudades,
É o valor que se paga, ao sair...
Partir é deixar mas, querendo ficar?
Dar adeus com a mão, mas levar a ilusão,
De que algo ficou, que irá nos guardar,
Na memória de quem, insistir em lembrar...
Ponto de partida (informal)
Talvez isso explique as grandes mudanças que ocorrem com aqueles que viveram a certeza da morte...
Que não veio!
É que daí para a frente, viver passa a ser urgente!
É que daí, passamos a viver a prorrogação da partida.
O placar parou empatado e é preciso continuar a jogar!
Talvez vencer a sorte. Quem sabe ir rumo ao norte onde o fim está de mãos dadas com o começo...
Ou recomeço.
Corrigir erros, olhar o céu e imaginar o infinito.
Olhar o feio e lhe imaginar muito bonito...
Olhar o que não se entende e entender o que somos: Pequenos demais para carregar prepotências e arrogâncias.
Na prorrogação, outra chance...
A última para dar tudo de si e superar a inércia e o desinteresse.
E compreender afinal que vencer é apenas um acaso.
O importante mesmo, é participar...
Escolha amar!
O amor é como um pássaro,
Que pousa no peitoral da janela.
Transformará sua vida sofrida...
E a deixará mais bela.
Um pássaro de mil cores,
Seus dias irá alegrar...
Lhe emprestará longas asas,
Que lhe permitirão voar!
Nas asas dessa emoção,
Nas garras desse desejo,
Nos ventos de uma ilusão,
Nos mares de seus velejos...
O amor é doce remédio,
Que por vezes nos traz a dor,
Amar é total privilégio,
Amar é sol, é calor!
Sofrer deste mal, eu garanto,
Nos mata dentro da vida...
Morrer por amor, que ventura,
Tal loucura, presumida.
Não tenha medo do amor,
Tema sim, a solidão...
Esta destrói a alma
E entristece o coração.
Viva o amor como eterno,
Passe sua vida sonhando!
Pois anos de sofrimento,
Não pagam um só dia, amando!
Frutos da saudade
A saudade é uma árvore
Que nasce em cima do morro
Quem tenta a escalada
Logo grita por socorro...
É um arbusto solitário
Sobre a terra avermelhada,
Lá não chove e a rega
É feita por águas choradas.
Nasce de uma semente,
Formada no coração.
Cresce em poucos momentos,
Sob o céu da solidão.
Qualquer terra, pouco importa,
Se é macia ou se é dura,
A saudade logo gera
Os frutos da amargura.
Somente a volta de quem
Fez nosso rosto molhar,
Pode fazer a saudade,
Murchar, morrer e secar.
A única certeza.
Sou apenas poesia,
Que o vento sopra e balança,
Sou os passos de uma dança,
De uma música sem fim.
Eu sou como o murmúrio,
Da água que jorra da fonte,
Sou o sol, atrás dos montes,
Sou a grama do jardim.
Sou a flor da primavera,
Ou tão só uma quimera,
No direito de sonhar.
Sou o pássaro que canta,
E o filhote que levanta,
Sem a mãe lhe ensinar.
Sou a pedra, paciente...
Sou o abraço envolvente,
Sou o partir e o chegar.
Sou a distância que sofre,
Sou o eco de um sorriso,
Perdido em qualquer lugar.
Sou o perfume, a beleza,
Sou enfim a natureza,
Em cada um, envolvida.
Sou do espaço a grandeza,
E a única certeza,
Que possa existir nessa vida.
À deriva
Deito-me em seu regaço e habito em seus sonhos.
Em sua aura, velejo por águas azuis.
Sou agora parte de você. Estou em você.
Guio-me pela luz dos seus olhos na calmaria deste oceano, onde sopra a brisa do seu respirar e faz inflar-se o velame da minha existência.
O som do quebrar das ondas, mescla-se no pulsar de seu coração.
Estou navegando à deriva.
Não existem rumos, quando o porto nos circunda.
Não existem caminhos, quando o chegar não importa.
Não existe o tempo, quando o relógio emudece, o sol permanece e a lua, apenas espera...
Seu amor aquece, seu carinho aconchega.
O leve tremor de seus lábios... Prenúncio das lavas de uma paixão que queima, teima, persiste, resiste, arrasa e faz renascer...
Milhares de vezes ao dia, milhares de dias por hora.
Quero morrer de outra vida e resurgir em sua alma, em cada noite que se faça, em cada manhã que insista...
Em cada flor que se abra e viva apenas um dia, de tamanha plenitude, de completa harmonia.
Oração do espanto.
Meu Deus! Quantos poetas,
Neste mundo louco e ateu!
Quanta gente escrevendo,
Tanto e como escrevo eu...
Meu Deus! Quantos poemas,
Tão únicos e tão iguais!
Leio e viro a página,
Mas deste lado tem mais!
Meu Deus! Como consigo,
Ter o meu dia de glória?
Olha o tamanho da fila,
Para se entrar na história...
Meu Deus! Nasci atrasado!
Não consigo imaginar...
Com tantos poetas famosos,
Será que sobrou um lugar?
Meu Deus! Se não me ajudar,
Não sei o que vou fazer...
Poesia é minha mania,
Não sei parar de escrever!
Que me perdoem os poetas
Que me perdoem os poetas
Das paixões desenfreadas...
Das noites acaloradas,
Sobre o cetim dos lençóis.
Perdão, menestréis das rimas,
Mas toda paixão que termina,
É o breu, é o vazio, é a sina,
Da luz que não mais ilumina!
Porque a paixão é o incêndio,
De lenhas queimando em brasas.
Mas brasas não são perenes
E em cinzas, são transformadas.
(Nas noites em tempo de inverno,
O aconchego do calor,
Mora no fundo do peito...
É querer de forma constante,
Que faz com que todo instante
Tenha vida secular...)
A louca paixão me perdoe,
Por preferir a paz e a calma,
Que sinto quando carrego,
O amor, dentro da Minh’alma.
Comentários (32)
José Roberto Under
José Roberto Under
Meu caro Poeta JRUnder... muito esclarecedor o texto ... fica até dramático com esta tua visão. ( que a poesia nunca mais me fale ,coisas de sonhos que não quero mais ouvir... ) Boa Noite , foi um prazer em ler tal texto. Ademir.
Meu caro Senhor Poeta... me estranho até agora - não recebo nenhuma visita com opiniões. sobre meus escritos... na parte de enviar comentários. desde 07.24 até a presente data . somente o Senhor com vossa sabedoria me deixou mais aliviado sobre o contexto de ser um verdadeiro poeta. e isto me deixa muito feliz. no mais agradeço suas opiniãos a mim enviadaas. boa noite.
Meu Caro Poeta JRUnder - teus versos ( Sorria ) é de um significado deslumbrante : são como um renascer de um belo anoitecer e um de esplendoroso amanhecer . Nos dá mais alegria para sempre seguir em frente e viver.
Nascido a 07 de março de 1950.
Meu Caro Poeta... teus versejares são divinos... Ela... Ela .... são como lírios plantados aos campos , que estão para um novo nascer. pois teu amor por ela , jamais vais esqueceres.
Meu caro poeta... JRunder - teus versos são muitos reais , como você escreveu - o amor é doado - aceita-o quem o quiser. parabéns. Ademir.
Solidão, liberdade e companhia propria.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Lindos poemas. Com muito sentimento.
De oásis em oásis, sobrevive a poesia. Um achado!
Um tesouro.
Tem algum livro editado com estes poemas?
Bonitos poemas.
Dificil saber qual o mais bonito.
Excelente! Parabéns por tanto sentimento exposto em forma de poesias.
Poemas incríveis, de uma melancolia dosada, amei, parabéns!
Grande amigo, com certeza . Aprende muito com o poeta!
Obrigado Gildo. Estou lendo suas postagens também.
Agradeço. Mesmo!
Parceiro, Seu comentário foi uma injeção de animo, me fez sentir importante. Muito obrigado e volte sempre. Jaime