Mornas eram as tardes em que te amava, Entre cálidos beijos com sabor de verão. As brisas leves ao passar anunciavam Esse tempo, marco maior da nossa paixão.
Ah! Horas... Por que tanta pressa em passar? Segundos correndo atrás de segundos... Não sabem dos amores que como o tempo, Transformam os corpos amantes em vultos?
Restou somente em nossas memórias, Um sonho que poderia ser eterno... E como doce lembrança, sobrevive, Ao gélido sopro do amor no inverno.
Como invejo o tempo... Ele nunca envelhece! Eu o conheci ainda criança... Toda uma vida de esperanças, Todo um futuro à minha espera.
Passamos tantos momentos juntos, Fomos amigos, companheiros... Caminhamos lado a lado. Sempre a passos ligeiros.
Tempos saudosos de infância, Tempos de juventude. Tempos de amor, que saudades... Como o tempo nos ilude!
A vida passa no tempo E no tempo ela termina. E a deixamos assim... Como o dobrar de uma esquina.
E tudo o que conhecemos, No apagar dessa luz, Fica gravado no tempo E apenas no tempo, reluz...
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Nos perdemos.
Nos perdemos... Em algum momento, em algum ponto de nossas vidas. Um fato ou diversos fatores... Não sei. Em algum lugar do passado, nossas juras ficaram esquecidas.
E continuamos a viver, tão pertos e tão distantes. Talvez sequer tenhamos percebido, ou talvez não mais importasse. Quem sabe fomos nos desconhecendo, ou até nos descobrindo. Acabamos por deixar assim, para que tudo se acomodasse.
E ficamos isolados, mesmo estando lado a lado. E ficamos amargurados, mesmo fingindo tanta alegria. E ficamos sem objetivos comuns, sem um futuro a dois. E ficamos reféns da solidão e da nostalgia.
Não basta a paixão. Não basta a afeição, não basta a admiração. Não basta o companheirismo... É preciso o amor.
E este pode ser sólido e forte como uma rocha. Mas, ignorado, ferido, ele irá se proteger. E continuará a ser imenso, mesmo que triste... Continuará a ser eterno, mesmo que não se deixe ver.
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A única certeza.
Sou apenas poesia, Que o vento sopra e balança, Sou os passos de uma dança, De uma música sem fim.
Eu sou como o murmúrio, Da água que jorra da fonte, Sou o sol, atrás dos montes, Sou a grama do jardim.
Sou a flor da primavera, Ou tão só uma quimera, No direito de sonhar.
Sou o pássaro que canta, E o filhote que levanta, Sem a mãe lhe ensinar.
Sou a pedra, paciente... Sou o abraço envolvente, Sou o partir e o chegar.
Sou a distância que sofre, Sou o eco de um sorriso, Perdido em qualquer lugar.
Sou o perfume, a beleza, Sou enfim a natureza, Em cada um, envolvida.
Sou do espaço a grandeza, E a única certeza, Que possa existir nessa vida.
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Por vezes...
Por vezes, sinto sede... Sede de poesia. Um desejo enorme de adentrar Nas virgens matas da inspiração, E desbravar as palavras. Falar de sonhos, ambições, anseios, desejos...
Por vezes sinto necessidade... De ser puro, verdadeiro, real. Adentrar nos corações e desbravar segredos. Saber do amor. Saber dos enganos. Conhecer a profundidade das solidões. Por vezes quero falar às almas...
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Escolha amar!
O amor é como um pássaro, Que pousa no peitoral da janela. Transformará sua vida sofrida... E a deixará mais bela.
Um pássaro de mil cores, Seus dias irá alegrar... Lhe emprestará longas asas, Que lhe permitirão voar!
Nas asas dessa emoção, Nas garras desse desejo, Nos ventos de uma ilusão, Nos mares de seus velejos...
O amor é doce remédio, Que por vezes nos traz a dor, Amar é total privilégio, Amar é sol, é calor!
Sofrer deste mal, eu garanto, Nos mata dentro da vida... Morrer por amor, que ventura, Tal loucura, presumida.
Não tenha medo do amor, Tema sim, a solidão... Esta destrói a alma E entristece o coração.
Viva o amor como eterno, Passe sua vida sonhando! Pois anos de sofrimento, Não pagam um só dia, amando!
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Ponto de partida (informal)
Quando morrem as expectativas, morremos nós... Talvez isso explique as grandes mudanças que ocorrem com aqueles que viveram a certeza da morte...
Que não veio!
É que daí para a frente, viver passa a ser urgente! É que daí, passamos a viver a prorrogação da partida. O placar parou empatado e é preciso continuar a jogar!
Talvez vencer a sorte. Quem sabe ir rumo ao norte onde o fim está de mãos dadas com o começo...
Ou recomeço.
Corrigir erros, olhar o céu e imaginar o infinito. Olhar o feio e lhe imaginar muito bonito... Olhar o que não se entende e entender o que somos: Pequenos demais para carregar prepotências e arrogâncias.
Na prorrogação, outra chance...
A última para dar tudo de si e superar a inércia e o desinteresse. E compreender afinal que vencer é apenas um acaso.
O importante mesmo, é participar...
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Senda
Esta é a minha senda... Eu escolhi ser assim. Por ela, percorro sozinho, Como fosse feita pra mim. É a mais bela trilha, Ladeada por campos em flor. Um lugar assim tão bonito, Cheio de sol e calor. Adoro esta paisagem, Que me encanta o olhar Quanta felicidade Sinto ao por ela passar. Sigo por esta vereda E todos já sabem por que... Ela é o caminho, Que me leva a você.
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Partir
E o que afinal é partir? Levar o corpo para longe... Andar, viajar, sumir? Afinal, o que é partir?
Trilhos, estradas, céus... Seguir um destino ou andar ao léu? Fugir do ontem e se encontrar no amanhã? Resolver na fuga o que não se fez no divã? Ir por algum tempo, prometendo voltar? Voltar sendo o mesmo e ao mesmo lugar?
Afinal, o que é partir? Seguir a razão, deixando o coração... E saber na verdade, que morrer de saudades, É o valor que se paga, ao sair...
Partir é deixar mas, querendo ficar? Dar adeus com a mão, mas levar a ilusão, De que algo ficou, que irá nos guardar, Na memória de quem, insistir em lembrar...
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Oração do espanto.
Meu Deus! Quantos poetas, Neste mundo louco e ateu! Quanta gente escrevendo, Tanto e como escrevo eu...
Meu Deus! Quantos poemas, Tão únicos e tão iguais! Leio e viro a página, Mas deste lado tem mais!
Meu Deus! Como consigo, Ter o meu dia de glória? Olha o tamanho da fila, Para se entrar na história...
Meu Deus! Nasci atrasado! Não consigo imaginar... Com tantos poetas famosos, Será que sobrou um lugar?
Meu Deus! Se não me ajudar, Não sei o que vou fazer... Poesia é minha mania, Não sei parar de escrever!
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Que me perdoem os poetas
Que me perdoem os poetas Das paixões desenfreadas... Das noites acaloradas, Sobre o cetim dos lençóis.
Perdão, menestréis das rimas, Mas toda paixão que termina, É o breu, é o vazio, é a sina, Da luz que não mais ilumina! Porque a paixão é o incêndio, De lenhas queimando em brasas. Mas brasas não são perenes E em cinzas, são transformadas.
(Nas noites em tempo de inverno, O aconchego do calor, Mora no fundo do peito... É querer de forma constante, Que faz com que todo instante Tenha vida secular...)
A louca paixão me perdoe, Por preferir a paz e a calma, Que sinto quando carrego, O amor, dentro da Minh’alma.
Meu caro Poeta JRUnder... muito esclarecedor o texto ... fica até dramático com esta tua visão. ( que a poesia nunca mais me fale ,coisas de sonhos que não quero mais ouvir... ) Boa Noite , foi um prazer em ler tal texto. Ademir.
Meu caro Senhor Poeta... me estranho até agora - não recebo nenhuma visita com opiniões. sobre meus escritos... na parte de enviar comentários. desde 07.24 até a presente data . somente o Senhor com vossa sabedoria me deixou mais aliviado sobre o contexto de ser um verdadeiro poeta. e isto me deixa muito feliz. no mais agradeço suas opiniãos a mim enviadaas. boa noite.
Meu Caro Poeta JRUnder - teus versos ( Sorria ) é de um significado deslumbrante : são como um renascer de um belo anoitecer e um de esplendoroso amanhecer . Nos dá mais alegria para sempre seguir em frente e viver.
Meu Caro Poeta... teus versejares são divinos... Ela... Ela .... são como lírios plantados aos campos , que estão para um novo nascer. pois teu amor por ela , jamais vais esqueceres.
Meu caro poeta... JRunder - teus versos são muitos reais , como você escreveu - o amor é doado - aceita-o quem o quiser. parabéns. Ademir.
Solidão, liberdade e companhia propria.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Lindos poemas. Com muito sentimento.
De oásis em oásis, sobrevive a poesia. Um achado!
Um tesouro.
Tem algum livro editado com estes poemas?
Bonitos poemas.
Dificil saber qual o mais bonito.
Excelente! Parabéns por tanto sentimento exposto em forma de poesias.
Poemas incríveis, de uma melancolia dosada, amei, parabéns!
Grande amigo, com certeza . Aprende muito com o poeta!
Obrigado Gildo. Estou lendo suas postagens também.
Agradeço. Mesmo!
Parceiro, Seu comentário foi uma injeção de animo, me fez sentir importante. Muito obrigado e volte sempre. Jaime