ale_nogueira

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A gênese de uma grande vitória

Quando tudo parecia para sempre perdido;
Quando todos os sonhos haviam naufragado
No poço da desesperança de um dia odioso e sofrido,
Uma nova história surgiu para um homem injustiçado.

Quando a covardia mais feroz
Vinha para devorar a liberdade de amar;
Quando qualquer alegria já se tornava sem voz,
Um caminho surgiu para uma vida tirada do seu lar.

Deus já havia preparado um destino glorioso,
E fez de José em terra pagã um ser tão vitorioso
Para salvar até mesmo quem quis impedi-lo de viver!

O perdão então brotou das profundezas da dor,
Trazendo uma alvorada de esperança e amor
Para um povo destinado como seara a florescer.
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Poemas

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A gênese de uma grande vitória

Quando tudo parecia para sempre perdido;
Quando todos os sonhos haviam naufragado
No poço da desesperança de um dia odioso e sofrido,
Uma nova história surgiu para um homem injustiçado.

Quando a covardia mais feroz
Vinha para devorar a liberdade de amar;
Quando qualquer alegria já se tornava sem voz,
Um caminho surgiu para uma vida tirada do seu lar.

Deus já havia preparado um destino glorioso,
E fez de José em terra pagã um ser tão vitorioso
Para salvar até mesmo quem quis impedi-lo de viver!

O perdão então brotou das profundezas da dor,
Trazendo uma alvorada de esperança e amor
Para um povo destinado como seara a florescer.
179

O desejo pela luz da verdade

O que fazer quando o brilho
De nossas almas é de nós roubado
E quando o nosso coração é angustiado
Pelo engano armando o seu empecilho?

O que fazer quando os horizontes da leadade
São obscurecidos pela vileza
De quem ainda amamos na pureza
De um ato de perdão e de sinceridade?

Contra mim, a morte se vestiu de vida;
Contra mim, a feiúra se adornou de beleza.
Hoje só anseio viver na transparência da verdade!

E é desse cristal que contemplo a luz que trepida
Como um fogo que, na sua implacável pureza,
Incinera as trevas temerosas de toda sagacidade.
162

No país da confusão

Vivemos num país que exilou
O seu povo da verdade para privilegiar
Os porcos do poder buscando ostentar
A sua suntuosa miséria que beneficiou
A bandidagem feliz que da prisão escapou
Para voltar a trazer grande pavor
Numa população perdida no dissabor
De uma vida de carências e sem sentido
E de uma "justiça" cega à qualquer pedido
De ajuda a um cidadão no auge de sua dor.

Vivemos num país onde os valores
Estão invertidos para confundir
A cabeça das crianças que só querem aplaudir
Quem ostenta no crime os seus horrores
E uma horda de seres corruptores
Que só querem a esperança silenciar
Numa nação sem porvir para sonhar.
Na política e na cultura, a confusão de babel
Armou o seu circo de maneira cruel,
Arruinando as chances dessa situação mudar.

Vivemos num país, cujas distracões e euforias
Anestesiam o senso moral da população
Que a deixa perdida na sua depravação.
Tantas formas de produzir letargias
Fazem com que haja falsas alegrias
Que nunca trazem a tão sonhada liberdade
Na vida de quem só preza pela iniquidade
Por ser mais fácil angariar ascensão social
E por ser como qualquer político desleal:
Crescendo como parasitas nas trevas da impunidade.
225

Amores evanescentes

Na intensidade e na ardência da uma paixão,
Está presente um desejo sujeito a efemeridade,
Um desejo que atinge em cheio o coração
Ferido pelo afã de viver um amor de verdade.

Tão logo se processa o enfraquecimento
De um elo sem quase haver lealdade e respeito,
O ódio manifesta um total desalento
Nos corações enregelados pelo despeito.

Todas as promessas de uma co-existência
Adornada por uma imorredoura aventurança,
Vão então ao fim quando o amor perde consistência.

Nessa era de relações sem confiança,
O amor se torna perecível, fugaz e sem cadência,
Embora muitos ainda alimentem colorida esperança.
142

Possibilidades

Poderia em átimos de segundo tecer mudanças,
Dessas que marcariam para sempre a minha história...
E assim, semearia as flores noturnas das lembranças
E a consciência sobre uma consequência peremptória.

Poderia cair rapidamente nas encruzilhadas do engano
Através de uma decisão terrivelmente precipitada;
Em seguida, sentiria o remorso mais profano
Como quem se envergonha de sua vida desvairada.

Poderia viver de profundas mágoas em vez de perdoar;
Poderia então resolver com gesto de altivez não abraçar
Aquele que eu deveria plantar sementes de amor.

Poderia optar pela morte e não pela plenitude da vida,
Acreditando que toda a minha dor sentida
Também pudesse ser aniquilada sem qualquer temor.
95

Heróis da fé

Em meio aos mais extremos perigos,
Houve missionários de Deus corajosos...
Homens de zelo e de reverência revestidos
Por desafios sublimes e rigorosos.

As suas melhores obras ficaram eternizadas
Para testemunhar a força do amor
Do único que, para as criaturas amadas,
Propiciou a todos redenção, fé e destemor.

Tantas ciladas, trapaças, vilezas e perseguições
Não puderam impedir o sincero fervor
Dos profetas incansáveis em boas ações.

Estes viram vitórias e descobertas de valor,
Até que o anuncio das mais inefáveis revelações
Fossem proclamadas com todo heroísmo e louvor.
142

Um dia a mais para recordar

Não há um dia que não sinta saudades,
Saudades desses grandes momentos,
Desses dias de transbordante alegria
Que passei com meus amigos;
E nos tempos mais remotos
Com os meus entes queridos
Que já não existem mais...

Em horas a fio, impulsionados
Por um nevoeiro de sonhos fugazes,
Aproveitávamos a plenitude dos dias;
Também conversavamos
Sobre o sentido de nossas vidas
E do quanto foi maravilhoso
Saborear o doce sussurro
Dos mais singelos instantes...

Degustar o cálice das ótimas lembranças
É ser consciente de que na vida
Houve momentos gloriosos e (con)vivências
Perfeitamente inesquecíveis, inspiradoras...
É ser consciente de que a vida
Também é constituída de momentos
Sublimes e de grandes expectativas...

Os mares enriquecem
De inspiração os poetas
E as estrelas cintilam
Para nos fazer sorrir e devanear...
Mas é tão breve as alegrias da vida!
É tão breve quanto
Uma longa viagem sem destino...

Como tem sido
Breve os momentos de inspiração
E também Breves e raros
Os momentos em que estamos próximos
De pessoas verdadeiramente autênticas
E incrivelmente cordiais, sinceras!

Tudo some, tudo morre,
Tudo o que existe um dia se esvai...
Eu vejo o fim de tudo,
Vejo o fim dos momentos
Que prolongaram-se em demásia...

Eu vejo o fim das alegrias
E das tristezas...
Vejo, sobretudo, o fim
Das tempestades
E das calmarias...
E também um prazo
Para os ressentimentos
Quando temos coragem
Para enfrentá-los...
(Sim, até mesmo todo esse
Ódio pode envelhecer e agonizar!)

A prosperidade e a miséria
Também estão à mercê
Das mudanças implacáveis
Que foram ocasionadas pelo tempo,
O tempo que tudo consome e expira!
 
Uma chama incerta,
Assim é o tempo
Que nos foi dado para viver
Sobre a face dessa terra
Povoada de amarguras repentinas 
E voluptuosidades efêmeras.

O que sobra mesmo são os resquícios
Dos fragmentos vividos
E uma doce melancolia
Que embala as nossas noites
Ao sabor de uma canção
Consideravelmente intempestiva
E de melodias confortávelmente
Misteriosas e saudosistas...

Ao semear dias inesquecíveis,
Colhi um mosaíco de lembranças,
Vagarosas lembranças
Que encantam e adornam a vida
De experiências que edificam!
 
Tais experiências ainda eu quero que perdurem 
No recanto mais secreto do meu coração.
Mas elas só irão prevalecer em mim
Enquanto eu for irradiado e animado
Por uma força íntima,
Uma força misteriosa e secreta que me traz à vida
E tem até hoje me feito continuamente caminhar...
Enfim, dentro de mim reina
Uma motivação que insiste, até esse momento,
Em trazer à tona reminiscências alegres,
Reminiscências que me ensinam
Que na vastidão de meu ser
Elas devem permanecer!
130

Nostalgia

Há lembranças marcantes e remotas
Que produzem ecos no mais abissal do ser,
Ecos que fazem uma alma nostálgica reviver
Enquanto expressa as mais inusitadas anedotas.

Há experiências intensas que não esperamos
Mais dar cores e vida às suas fragrâncias inebriantes;
A não ser que em devaneios melancólicos e sussurrantes
Redescobrimos os arcaícos valores do que silenciamos.

Reacendo pela fantasia tudo o que foi por mim semeado,
Assim reencontro o tênue cintilar daqueles tempos idos,
Ressoando boas lembranças para o meu ser apaixonado.

Todos os momentos foram por mim colhidos,
Tal como uma colheita de flores do que jaz guardado
Pela memória a fazer despertar dias adormecidos.
104

Tempo de paz

Como é libertador esse silêncio
Governado pela majestosa claridade
Da paz reinante e ostentada
Por homens contra a discórdia mobilizados!

Ao ouvirmos uma doce e suave harmonia
Entoada de uma incógnita
-A mesma, emanada das profundezas do amor!-
Ficamos entusiasmados
E profundamente apascentados
Enquanto contemplamos
O inaudito recém-providenciado...

Há instantes em que sentimos no íntimo
Uma serenidade que ameniza
Os turbilhões de nossos dramas mais secretos,
E assim agradecemos o despertar
De uma nova vida!

Ouvir serenamente
O cântico dos pássaros em revoada
E também a beleza das canções suaves
Executados nos momentos de soturna quietude;
E, por fim, os ruídos
Melodiosos do misterioso oceano
Resvalando suas ondas
Contra os rochedos
Aparentemente inquebrantáveis:
É o que nos dá grandes esperanças
De que é chegado o tempo
Para se entusiasmar
Diante de momentos excelsos de paz,
Um bem tão precioso e delicado
Que somente um cenário próspero
Pode tão bem proporcionar...

Para onde foram as dores dos oprimidos,
O riso estúpido e malévolo dos tiranos
E todas as desavenças dos seres humanos
Impulsionados pela ganância e pelo orgulho?

Para onde foram os gemidos
Sem fim dos enfermos
Em cantos degradantes desamparados?
Assim como o rangido fervilhante
Das grandes metrópoles
Convulsionadas pelas labutas
E que oprimem, como ervas daninhas,
As entranhas feridas de seus decrépitos?

Viver no íntimo, com profundo ânimo,
Os efeitos doces e preciosos da paz,
Consola-nos espiritualmente
Dos hediondos abalos,
Especialmente os mesmos que até hoje
Povoaram a nossa existência incerta.

Viver no íntimo as melodias da paz,
Numa sensação magnífica
De estar em paz consigo mesmo,
Consola-nos das calamidades
Que se aninharam
No interior dessa doentia
E deformada sociedade!

Em dia silencioso, sem fúria e tormento,
Contemplo a luz do dia
Afugentando as trevas
Com seus raios resplandecentes;
Por um tempo indefinido tudo se calou...
Enquanto isso, a natureza exuberante sorriu
Ao trazer a esperança desperta:
Uma esperança simbolizada
Pelo arco-íris exuberante
De um novo tempo para o ser...

Em dia silencioso, sem ameaças e desolações,
Contemplo o mistério se revelar
Com uma canção que apazígou os conflitos;
É Deus anunciando, com sinais miraculosos,
O fim de colossal tempestade
Ao fazer renascer na alma
Uma aura de paz
Proveniente de sua solicitude;
Uma profunda paz
Imbuída de alegria, exultação e plenitude...
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Oración de Alabanza

¡Yo te alabo, excelso redentor, fortaleza de mi vida!
¡Yo te alabo, estrella de la mañana, rey de la equidad!
Tú eres hoy y para siempre serás la luz que prodiga
¡La esperanza para un ardiente sueño de libertad!

Todo lo que existe, lleva tu esplendor;
Todo lo que existe, surge a través de tus ordenanzas
Que de la nada produce bellas creaciones con amor
Y en nuestras almas una lluvia de bienaventuranzas.

Quiero que tú seas todos los días mi guía,
Quiero que tú me enseñas a tener lecciones de sabiduría
Para refulgir en mi ser tu gracia preciosa.

Quiero que tú seas, cuando yo viniere a desfallecer,
Una firme fundación que siempre me has de fortalecer,
¡Sembrando en mi ser tu verdad maravillosa!
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