Lista de Poemas
Nuvens de Algodão

Nuvens de Algodão
Vês! Ali, no distante horizonte
Sobre um mar de ondas de perfumes
Um amor que me faz impune
Loucuras que de mim, alguém te conte
Minhas mãos são espumas flutuantes
Que flutuam brancas sobre as ondas
Por mais que tente e as esconda
Sobre ondas elas flutuam neste instante
Sou um torto sopro! É assim que eu sou
Quero viver um amor divino
Mas este mar sobre mim se apossou
Agora sou só nuvens de algodão
Que flutuam distante, sem destino
Levando pra sempre meu coração
Alexandre Montalvan
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Soneto do Amor Proibido

Soneto do Amor Proibido
Diz-me querida que eu te persigo
como o colibri persegue a flor
que não quero sentir o perigo
ao me entregar a este louco amor
Eu bem sei de mim e não consigo
conter o meu lado pecador
este amor que é proibido eu maldigo
enraizado em meu corpo aonde eu for
Porem como evitar o proibido
se os meus olhos só tem olhos pra você
em você eternizo os meus sentidos
Em você encontro toda a emoção
se este meu amor por ti é proibido
Oh Deus! Faça parar meu coração
Alexandre Montalvan
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Um Céu Brilhante

Um Céu Brilhante
Diz-me louco! o que no mundo procuras
é o riso estampado nas redes sociais
a alegria que flui nas caras sadias
ou a dor que se ausente...é só dicotomia?
Logo sorria toda a dor e mascare na face
pois tudo é somente uma loucura saudável
a arte da alegria transcende este impasse
e o depois é apenas o choro do miserável
Ei você!
ai sorrindo com cara de paisagem
não queira ultrapassar um raio de luz
nos estamos aqui só de passagem
e a paisagem é a natureza que produz
Ei você!
quando tudo é somente fantasia
toda esta loucura é devassa alegoria
e nesta fantasia a realidade se perdeu
acho que você esta certo o louco sou eu
Agora brilha a luz em seus olhos
vinda de buracos escuros no céu
você agora é um alvo fácil
para as presas venenosa da cascavel
Agora há somente um riso distante
e eternas gotas de um segredo
neste céu que agora é brilhante
que você toca com a ponta do teu dedo.
Alexandre Montalvan
99
Anjo e um Sorriso

Anjo e um Sorriso
Anjo porque faz tantas promessas
se tem pressa de conhecer todo meu ser
venhas mansa diluída e confessa
que o amor é uma flor a se apreender
Anjo as tuas mãos são como seda
deslizando pelas águas de um lago
és um fogo de poderosas labaredas
és meiguice, és um toque, és um afago
Anjo porque choras por tão pouco
esta noite eu estarei com você
vou falar coisas de amor com um tom rouco
vou te amar com um amor de enlouquecer
Quero ver renascer o teu sorriso
eu preciso aquecer teu coração
nosso amor inconsequente e sem juízo
faz o mundo estremecer nesta união
Alexandre Montalvan
89
Incontrolável Amor

Incontrolável Amor
Irresponsável é esta ternura
cheia de um tesão crescente
nestes beijos eloquentes
de língua lábios e dentes
amando tua figura.
A paixão tencionada e cortante é pura sequela
no desespero desta noite de fogo,
estou louco e mudo, com língua neste jogo;
Toco teus seios no escuro
perco a sensatez que nada me revela.
Deste arrepio agarro as tuas mãos
eu beijo e aspiro teus cabelos
doce minha pretensão de ir mais longe
a minha boca louca em tuas coxas,
úmida, você atende meus apelos.
Carne pele, pelos. Gritante impudor
um mar de ofegantes gemidos
é a fúria em forma de sons permitidos
a avidez da minha boca em teus ouvidos
é a paixão mesclada ao amor.
Sangrando pelos meios escorre o leite da vida
corpos nus em uma imagem não permitida
desconstruídos na lascívia atrevida
despedaçados de prazer e gozo
fruto deste amor... Incontrolável e saboroso!
Alexandre montalvan
86
Soneto do Bem e do Mal
Soneto do Bem e do Mal
No cerne da alma humana, o mal habita,
nasce em mim esta imensa dor factual
e a escuridão imposta é infinita,
caso eu olhe nos olhos deste mal
Porem toda a minha alma explicita
que há amor e ele não é residual
e toda esta força nos habilita
a catrafilar todo este mal
A cada pequena fibra de um tema
nasce a inquietação no meu ser
pode e talvez não seja poema,
não importa, pois me fará renascer
e isto para mim não é nenhum problema
porque um dia o mal, o bem... Há de vencer.
Alexandre Montalvan
89
Olhos do Ator
Olhos do Ator
No clarão azul do silencio,
turva era a sua retina morta.
Salta nuvens que dos céus despencam
sobre este desperto coração
com os soluços da sua artéria aorta.
Indevassável os seus olhos escuros
e a sua córnea fina não esbranquiçada como vidro,
porém estilhaçada, era macia e mansa.
E neste palco repleto de muros
eram suas as lagrimas que encharcavam o chão comovido.
E assim se construía a vida derradeira,
entre o escuro e a luz,
certo que o mundo era coberto de fogueiras
e sombras, archotes e labaredas
e as dores que a tudo isto induz.
E assim começava a peça dramática
com seus lábios e línguas
e os olhos do ator,
escuros como a noite profunda
mas com seu brilho arrasador.
Alexandre Montalvan
85
Voltar a Voar

Voltar a Voar
A vida segue por invernos, entre eu e
desflorada flor. Este ardor segrega o
invisível. E a dor aumenta...
a saudade me corroí, aonde eu for
Toque de mãos, envelhecido este amor
em um olhar silencioso e mudo
a calmaria natural, quem sabe
traz um morno e adocicado calor
No céu escuro há um azul intenso
cai o muro que impede o meu olhar
eu defeso, corpo em movimento, eu penso
estou livre da amarra que me impede de amar
por um momento a dor fica em suspenso
se me crescem as asas eu voltarei a voar.
Alexandre Montalvan
104
Uma Doença Chamada Amar

Uma Doença Chamada Amar
Como eu posso amar um olhar
Uma voz, um sorriso, uma palavra
O que acontece em minha alma
Esta carência profunda, maltrata
Faz me ouvir teu canto
E como por encanto, amar
E sentir cada tua palavra
Como navalha afiada
Cortando minha alma
Despedaçando meu coração
Eu sinto os meus olhos úmidos
Maldita lagrima que teima em rolar
Uma angustia invade o meu corpo,
E tal qual um pássaro morto
Eu emudeço, para ouvir melhor teu cantar
E a cada movimento teu, eu estremeço
E eu sinto tua emoção
Sinto você dançar em meu coração
E minha alma chora tentando tocar você
Mas Deus meu, é pura ilusão
De alguém que se alimenta de emoção
E que de canto em canto
Se arrasta neste recanto...
Para somente
Amar !
Alexandre Montalvan
143
O Tempo
O Tempo
Em um eterno retorno
Vive na alma humana
Com efeito sonoro
Um Tic e TAC...Tic e TAC
Pingos em uma poça de água
Passos em uma calçada
Tiros de uma automática
A morte
A estática
A difícil arte de viver
Onde estão os mortos
Porcos postos em uma funerária
Corpos cheios de feridas
Fétidas e maduras
Como a luz que irradia e se medra
Como um raio cósmico que acalma
Como a carne escura revela
Onde estão as rosas amarelas
As que brilhavam nos jardins como estrelas
Onde estão as que emitiam luzes sonoras
Como as rosas de outrora
Onde se encontram os floreados breves
Que havia tresantontem
De casais dançando sobre folhas
Eras antes de antes de antes
Em quais destinos se encontram teus sorrisos
Que um dia iluminaram a minha vida
E que hoje é o que mais eu preciso
Para aplacar a minha solidão
Onde se encontra o horror profundo
Que por tanto o viver, ganhamos proteção
Sentimentos que aos poucos se enregelaram
E trouxeram o inverno ao nosso coração.
Alexandre Montalvan
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Comentários (2)
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És um poeta magnifico, poesias lindas, parabéns!