André Medeiros

André Medeiros

n. 1967 BR BR

n. 1967-10-22

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A Rosa Amarela do deserto.



 

Fui na feira comprar flores pra ela

Ela queria uma rosa do deserto amarela

O feirante não tinha a rara flor

Pra não desagradar a minha bela

Trouxe na sacola todo o deserto pra ela.

 
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Poemas

154

Alguém pra falar de amor.

Quando o silencio se faz escutar

Eu penso.

 

Quando a dor vem visitar

Eu calo.

 

Quando o vazio vem preencher

Eu me sinto melhor

Escrevendo essas linhas pra você.
279

Um pequeno conto.



Dizem que a memória

Queria esquecer

E pediu a Deus

Para apagar uma lembrança

Ele lhe respondeu:

Para isso terás que perdoar o amor

Que para ti não se revelou

E encontrarás, junto a solidão

O esquecimento que me solicitou.
195

O Espelho e o Critério.



 

 

Diante do espelho ponho-me a refletir

Olhando sempre para o alto buscando definir o meu lugar

Mas nunca olho para baixo, para onde piso, de onde vim a caminhar

Tantos outros que não puderam, ou ainda, não chegaram a começar

Mesmo não alcançando tudo que eu pretendia

Não estou tão mal assim para desanimar

Devia ser mais grato e reconhecer por até aqui chegar.

 

Eu pergunto: e agora para onde?

E o espelho me responde:

 

- Teu lugar é onde estás.
186

Pequeno aprendiz dos meus erros.



 

Por que sempre querer ter razão?

Estar sempre certo,

de certo é uma frustação

Que não devia me pertencer

Se aprendo melhor com meus erros

E me vejo assim a crescer.

 

Feito planta regada pelo tempo

Sem impor o que deve ser

Muito menos de ensinar

Mas de sempre aprender.

 
198

A Dor dos outros.



 

A dor não é tua

Nem minha

É dor alheia.

 

Como grão de terra na praia em multidão de areia.

 

Mas fere mesmo á distancia

Pra quem vê sofrer.

 

A dor se torna minha e tua

E de todos

Como ele ensinou que deve ser.

 
222

O Café e o Tempo.





 

Não sei ser príncipe

Nem mais posso ser um super - herói

Mas sei preparar um afetuoso café

Coado em sentimento que se constrói.

 

Quando quebrou o relógio do tempo

Pensei que não ia mais te ver

Sem o tempo como te encontrar?

Como pedir pra te conhecer?

 

Quando não se faz o caminho

O caminho faz você.
203

Votos na pandemia.



Prometo não ser o que não acredito.

Pensar no sonho sem esquecer do pão.

 

As vezes dizer sim

As vezes dizer não

Mas dizer.

 

Ser um parceiro para a dificuldade

E um cumplice no crime de amar.

 

Não ser quem está com você

Mas quem permanece.

 

Por que as vezes ouvir: eu confio em você

É melhor do que eu te amo.
189

Votos de amor na pandemia.



 

Prometo não ser o que não acredito.

 

Pensar no sonho sem esquecer do pão.

 

As vezes dizer sim

As vezes dizer não

Mas dizer.

 

Ser um parceiro para a dificuldade

E um cumplice no crime de amar.

 

Não ser só quem está com você

Mas quem permanece.

 

Por que as vezes ouvir: eu confio em você

É melhor do que eu te amo.

208

O Amor Maduro.




No meu sentimento por ti
Há sempre um dia que recomeça
Sem precisar que sol nasça.
225

Retrato Antigo.



Tão longe quanto uma notícia que não chega

A saudade é um código morse sem pontos

Que não chega ao passado

Nem se encontra no presente.

 

Lembremos. copiosamente.

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Prestes e Silva

Encantada.