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Oi, tudo bom? Escrevo a pouco tempo, mas tenho me esforçado, você consegue sentir? Brincadeira, como sentir isso?

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30 de Novembro

Você com os olhos vermelhos
Mãos que cheiram a sangue
Porque você está se coçando?
Você está tremendo por dentro
Está ansioso?
Não faça isso com seu rosto!
Que tipo de pessoa horrível é você!
Não! Não faça isso!
Seus pés deixam as pegadas
Cada gota que você deixa
Seu cabelo está horrível hoje
Você tomou banho?
Não! Aqui, me dê sua mão!
Seus olhos, estão vermelhos
Seu nariz escorre
O que é isso em seu rosto?
Por quê você está sorrindo?
Não, não faça isso! Pare!
Olhe como você deixou esse lugar!
É melhor pegar um pano e secar tudo isso!
Agora!
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Poemas

55

21 de Outubro

Perdido nos meus sonhos
Nuvens negras cobrem todo meu céu
Nuvens cercam meu horizonte
Sinto o ar úmido
A tempestade se aproxima
Toda a construção da natureza que me cerca
Será modificada
O vento soprara forte em folhas
Moverá terras e espalhará a vida
A lama será a puberdade dessa terra
Crescerá para ser outra

Céu azul, seu sol é forte
Me queima a pele
Fortalece essa terra
Sinto falta de suas nuvens
Me traz sede
Céu escuro, céu sem nuvens
Vejo suas estrelas
Toda a paixão de suas águas me varreu
Me fez pensar que não sou mais seu

Céu nublado, não é o mesmo
Suas nuvens voltaram, mas não voltaram
São pálidas como eu
Eu quero sua beleza singular
Suas águas de novo a me banhar
Seu suor a me afogar
Fortaleça o solo em que piso
Torne o instável, faça seu artifício
Eu quero seu desafio
Me faça sofrer, me faça querer
Eu desejo lutar contra sua tempestade
Para meu rosto brilhar
Ao sua palidez mostrar

Ser o sobrevivente
De toda sua fúria e constituição
Me alimente de seus sobreviventes
Deixe a vida brotar de seu humor
Vou devorar seus sobreviventes
E ser o único ao final de seus desafios
163

20 de Outubro

Você nasceu do aço
A muralha a qual quero escalar
O refúgio onde todo meu povo pode morar
Onde meu rebanho pode se criar
Ao seu lado meu reinado será próspero
Você, muralha imponente
Que afasta meus inimigos
E que protege apenas a mim
Lhe sirvo e prometo te manter
Sempre imponente
A mais alta barreira que reina nesse mundo

Dama de aço
Que esconde e protege meus tesouros
Minhas colinas e grutas
Cercada pelas águas e a fúria
Das planícies e as florestas
Cresce imponente
Meus inimigos tremam a sua presença
Me curvo a sua realeza e onisciência

Meus castelos e colheitas
Sob seus cuidados
Estou livre das preocupações mundanas
Meus planos serão perfeitos
Se você estiver a me guardar
Rogo a ti em pensamento
Seja imponente
Onisciente do meu ser
Não há segredos entre nós
Vossa realeza
Minha Dama de Aço
134

19 de Outubro

Tudo é branco
Estou cercado por essas paredes pálidas
Elas são tão claras
Eu não me vejo nelas
Em meus contornos vejo apenas o branco
Ele me sufoca
Esse cubo me aperta
Eu não vejo saída
Me aperta, me sufoca muito
Estou ficando sem fôlego
Eu vejo esse preto
Sem fundo, sem fim
Ele me atrai
Eu posso me espremer até ele
Sentir e não sentir
O nada que ele contém
A irrealidade que é
Me entrego a todo o negro?
Me sufoco em todo esse branco?
Eu não sei, me ajudem a sair
Deixa eu ser
De todo preto e branco que me faz
Me encontro morto e sem cores
Vou ir ao além
Nascer sem o sentimento de ser esse refém
De todo esse preto e branco
Que um dia me fez
165

18 de Outubro

Estava escuro
Paredes púrpuras iluminadas pela lua
Testemunhavam a presença
Parecia dançar ao vento
Tua ceda suave hipnotiza
Sob a mesa
A taça escarlate me aguardava
Dirigia suas mãos pálidas a este pecado
O erguia e estendia em minha direção
Olhar que me empala
A lança a qual me ajoelhava
Erguia meus lábios em sua direção
Sentia a dor em meus joelhos
Meus pés descalços e sujos
Provava de seu líbido
Me tornava imperecível
Me sangra e prova
O sabor de nosso suor
Se ajoelha e abraça
Se despi, me agarra
Me arranha e fere
Eu tremo e gozo cada momento
Provo teu seio
Me entrego a todo meu desejo
O líbido é nosso regente
Banhados no vinho de nossas veias
Sentimentos um ao outro
Sem o medo de ir ao além
157

17 de Outubro

Estou em sua busca
Etérea e suave santidade
Me beija e derreta
Exalamos calor
Odor exaltado
Onde eu moro
Você descansa
Sentada em minha cama
Conjura malícia
Evoca minha vida
Me sacrifica
Me deixe viver
A cada segundo com você

Me provoca fadiga
Me reerga para outra partida
Irei te sufocar
Seguir em teu encalço
Drenar suas fantasias
Fazer viver
O que você quer ser

Ressuscitar de nosso sepulcro
Viver a luz do nosso dia
Seremos sagrados e amados
Em nossos toques de ternura
Nos reconheceremos
"Você é única", "o ser que me completa"
Felizes até o cair da noite
Onde nosso carinho fraterno
Se transforma em carnal
145

16 de Outubro

Sua alma tóxica é refugiu
Envenena meus olhos
Toque fervente, abrasivo
Me derrete como o sol nos domingos
Deixo-me ser corrompido
Destrua minha pele, meus sentidos
Deixe-se ser o que cobiço
Pura toxina viciante
De toque arrepiante
Ser de outro mundo inumano
Me leve ao espaço
Deite-me em teu colo
Seja a morte de minha carne
Floresça minha alma
Eleve meus sentidos ao seu extraordinário
Acaricie meus cabelos
Absolva tudo em mim

Abandone com clareza
Seja parte de minha tristeza
Angustia amarga que me corroi
Eu preciso deixar de ser
Me leve com você
Meus sentidos precisam ter
Você ao meu lado
E não ser
Esse ser
"Corrompido"
"Desgastado"
"Amargo"

Me encha de alegria
Seja a colheita que me guia
Inverno pós inverno
Me faça morrer e viver a cada nuance de tua voz
Me interpreta e seja você a cada instante
Seja a árvore do qual desejo o fruto
Seja livre em sua floresta de ideias
Que nossa prole seja bela
157

15 de Outubro [Pensamento]

O que você busca? Os sentimentos são simples, enfeites da ideologia os complicam, todos tem um objetivo claro como a mais pura água em suas mentes, nós poluímos essa água de muitas formas, irei falar sobre a palavra "amor", primeiro com seu significado no dicionario, podemos resumir em apenas "Sentimento afetivo", a palavra "afeição" é ter "estima", ter "estima" é ter "apreço", que significa "admiração" e "consideração", você, em suas buscas afetivas procura admiração e consideração?
Nos modelos ocidentais o "ter" é maior que o "ser", "ter" é "ser", "ser" é "ter", não misturando as ideologias, mas, não importa qual dos dois você busque, "ter" ou "ser", você está em uma "busca", a busca por "si", o ser o qual você deve "amar", "estimar", "apreciar", "admirar" e "considerar" em sua "busca" para "ter" o seu "ser", "único".
Quando considero meus sentimentos, me equivoco constantemente, não sei qual caminho devo seguir, o que meu "ser" deve "ter" para conseguir o meu "amor"?
Minha "busca" é confusa, os caminhos que "admiro" e "considero" são "opostos", qual dele devo "seguir" ou "abandonar"?
Eu "quero ser" muito mais , mas acabo em "nada".
169

14 de Outubro

Observando um lixão,
Procurando bom material,
Imaginando belas formas,
As quais você quer dar forma.
No lixão você encontra,
Uma semente a brotar,
Tem a certeza,
Uma grande árvore frutífera será!
Vai embora,
Deixa a semente se desenvolver,
Um dia sua fruta,
Doce irá ser.
Todos vão provar,
De seu sabor gozar,
Levarão suas sementes,
Todas irão brotar,
E encontrar seu doce lar.
162

13 de Outubro

O vazio é completo somente com a ausência
Sentimentos são comprados
Ser o caos para criar o ser
A paz para procriar o ser
A morte apaga o meu caráter
Com meu corpo de carne e osso
Me assemelho ao bovino e seu esterco

Esperança, esperança
Deixei viver, a cada momento em meu ser
Cria um mundo só pra mim
Cheio de flores, árvores e gado
Predadores nefastos e poucos amantes ao meu lado
Deixe criar novamente
Seu mundo de arte caótica
Atraente e sensual, em sua morte e vida
Remova minha moralidade
Para puro novamente ser
Para amar somente meus protegidos
E escalpo a meus inimigos

Criar minha família
Procriar meu ser
Enquanto crio o meu ser
Meus filhos irão ser
Puros e selvagens
149

12 de Outubro

Se esconde ao meu lado
Transforma meus passos
Me contra com suas cordas
Atrapalha-me com seus estrepes
Espalha seus perfumes
Me enxerca com suas substâncias
As águas são o caminho ao horizonte
Pleno o toque que sente
Não finge ser dormente
Sensibilidade empática ao meu ser
Me deixe viver
Sorriso atraente
Alma do doente

Abraça e beija sua mãe
Subjugada será sua ação
Não ceda ao sermão
Lute com facas, lanças, óleo e fogo
Em seu caminho solitário
Ao templo tão esperado
Refrescante será as águas que lhe aguardam
146

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