Lista de Poemas
Doce buscar!
A vida não tem replay, não tem receita,
É toda vez nova vez;
Sem uma técnica, teoria que possa fim-dar.
Por causa disso, crie sua própria filosofia, teoria,
Pro agora, pra esse teu salutar...
Com toda arte que for,
Com todo amor, amando a cada sopro, ventania
aceitando-se inclusive no errar..
Não existe uma solução fresquinha para nossas vidas,
Nada se encontra já dada;
É uma infindável conquista,
Que só eu mesmo posso, como posso!
É toda vez nova vez;
Sem uma técnica, teoria que possa fim-dar.
Por causa disso, crie sua própria filosofia, teoria,
Pro agora, pra esse teu salutar...
Com toda arte que for,
Com todo amor, amando a cada sopro, ventania
aceitando-se inclusive no errar..
Não existe uma solução fresquinha para nossas vidas,
Nada se encontra já dada;
É uma infindável conquista,
Que só eu mesmo posso, como posso!
312
Na altivez do que amortece..
Eu vou descer dessa perdição
Quero desconjurar essa visão
Essa adoração já desgastada do tempo
Envelhecida, proibida de nova perspectivação...
Vou seguir a onda desse mar
Um cigano me indicou seguir
À ventania desse ar
Disse lendo minha mão...
Vou criar a onda
Que eu mesmo vou surfar
Até fim-dá
No sentido que deságua esse mar...
Quero desconjurar essa visão
Essa adoração já desgastada do tempo
Envelhecida, proibida de nova perspectivação...
Vou seguir a onda desse mar
Um cigano me indicou seguir
À ventania desse ar
Disse lendo minha mão...
Vou criar a onda
Que eu mesmo vou surfar
Até fim-dá
No sentido que deságua esse mar...
345
Sobre o cântico dos grilos.
Não são grilos que gritam antes de você dormir,
Eles não podem ter culpa de você querer ouvi-los,
Pois os grilos não podem ser culpados do seu inquietante ouvido,
Adaptando-se ao "teu silencio".
Eis que não é viável o descanso,
Ou quem sabe em insistência seja.
Eles não podem ter culpa de você querer ouvi-los,
Pois os grilos não podem ser culpados do seu inquietante ouvido,
Adaptando-se ao "teu silencio".
Eis que não é viável o descanso,
Ou quem sabe em insistência seja.
370
Eu sou!
Sou tão pouco como nada.
Assim como um sumo total.
Sou ao mesmo tempo que nada tudo.
Sou em todas as medidas e dimensões o tudo e o nada.
Assim como um sumo total.
Sou ao mesmo tempo que nada tudo.
Sou em todas as medidas e dimensões o tudo e o nada.
453
Movimento. Arte.
Em mim mesmo há um enorme monumento,
A saber, o amor à vida;
A paixão, ao simples e complexo fato
De que em tudo há ação, movimentação, resistência, tensão.
A arte está em tudo, e fora propriamente de tudo,
Não está em lugar nenhum e surge destoando,
Des-sendo o que um dia houve-se a ilusão de ser.
A saber, o amor à vida;
A paixão, ao simples e complexo fato
De que em tudo há ação, movimentação, resistência, tensão.
A arte está em tudo, e fora propriamente de tudo,
Não está em lugar nenhum e surge destoando,
Des-sendo o que um dia houve-se a ilusão de ser.
364
Aos sentidos!
Tudo é belo nesta vida nêga,
Até mesmo o medonho desconhecido,
Grotesco em seu estampido.
Diremos então que é honra conhecer,
Despeça-se e finde sua hora, se poderes,
Ou tudo é certo se fazer;
Arque com a responsabilidade da escolha que fizeres.
Até mesmo o medonho desconhecido,
Grotesco em seu estampido.
Diremos então que é honra conhecer,
Despeça-se e finde sua hora, se poderes,
Ou tudo é certo se fazer;
Arque com a responsabilidade da escolha que fizeres.
390
Aos enganadores!
Eis um aviso aos bestiais pregadores da verdade
E pois, por este aspecto particular, negadores da vida;
Vós são dissimulados, mentirosos e no menor insulto enganadores.
Pois ao que se diz respeito a nossa condição humana não há verdade
Nem mentira que seja válida para todos,
Vós também sois enganados e negado a vida e sua dança ventosa,
Uma épica rigidez de coração,
Estes foram mal adestrados,
Tendo em vista que poderiam ter um melhor adestramento.
E pois, por este aspecto particular, negadores da vida;
Vós são dissimulados, mentirosos e no menor insulto enganadores.
Pois ao que se diz respeito a nossa condição humana não há verdade
Nem mentira que seja válida para todos,
Vós também sois enganados e negado a vida e sua dança ventosa,
Uma épica rigidez de coração,
Estes foram mal adestrados,
Tendo em vista que poderiam ter um melhor adestramento.
576
Minha pia virou bordel
Minha pia de rosto virou bordel,
Lá eu lavo minhas louça suja
E também minhas mãos enterreada do meu verde mato,
É onde lavo minha roupa, desgraçada!
Como é difícil de lavar
E com toda força tento tirar o grude que fica das minhas An-Danças por este mundo.
É também o mesmo lugar onde arquiteto minha barba,
É uma raridade não me cortar.
É, a cada novo dia mais um hobby pra essa pia...
Mas eu é que tô dando fé agora do tanto de coisa que eu fazia lá,
E pra essa agonia não acabar,
Ponho uma musica do Chico pra essa tal tristeza não me embrutar..
Lá eu lavo minhas louça suja
E também minhas mãos enterreada do meu verde mato,
É onde lavo minha roupa, desgraçada!
Como é difícil de lavar
E com toda força tento tirar o grude que fica das minhas An-Danças por este mundo.
É também o mesmo lugar onde arquiteto minha barba,
É uma raridade não me cortar.
É, a cada novo dia mais um hobby pra essa pia...
Mas eu é que tô dando fé agora do tanto de coisa que eu fazia lá,
E pra essa agonia não acabar,
Ponho uma musica do Chico pra essa tal tristeza não me embrutar..
305
De um impulso.
Eu sou um astro,
Uma hora eu nasço
Outra eu me ponho!
Sou um tigre que com um sopapo
Desmorona a estrutura
E depois relaxo.
Sou a partida e a estrada
O caminho e a encruzilhada
Sou o tudo e sou o nada.
Sou aquele que morre e nasce a todo instante,
Sou o equilíbrio inconstante.
Uma ventania obnubilante.
Uma hora eu nasço
Outra eu me ponho!
Sou um tigre que com um sopapo
Desmorona a estrutura
E depois relaxo.
Sou a partida e a estrada
O caminho e a encruzilhada
Sou o tudo e sou o nada.
Sou aquele que morre e nasce a todo instante,
Sou o equilíbrio inconstante.
Uma ventania obnubilante.
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