O LUTO DA VIDA
Uma das civilizações mais antigas
Onde desenvolveu-se o trabalho
Da criatividade e do planejamento.
Uma civilização de solos férteis!
E nestes solos o Nilo regava os plantios,
Por isso, o historiador grego Heródotoafirmou:
“O Egito é uma dádiva do rio Nilo.”
Um verdadeiro canal de irrigação da população!
Com uma cultura basicamente religiosa
Os egípcios eram politeístas
Vivendo em um oásis em meio ao deserto.
Tão magníficas ficaram estas pirâmides!
Com as marcas deixadas pelos soberanos Faraós
Numa arte decorando túmulos e templos.
Numa dolência lamentosa vou andando,
E nestas praças desertas peço a misericórdia.
Dai-me, ó Senhor, um pedaço de pão
Para que eu acabe com esta fome que corrói pordentro.
Eu miserando nas ruas e tu miserandas no céu.
Imploro pela misericórdia e o perdão,
Só quero mesmo é um pedaço de pão.
Já nem sinto mais este chão!
Os urubus me cercam, torcem por me ver morto
Estendido nas calçadas deste sujo chão
Que não tem sequer um pedacinho de pão.
Ajoelhado neste asfalto, joelhos com sangue,exaustos!
Sou apenas uma criança a ti implorar, Senhor
Dai-me somente um pedaço de pão.
Para eu acordar deste pesadelo medonho
Preciso primeiro refletir a vida,
Deixar de lado a dor sofrida
E fotografar o que é simples,
Pois é na simplicidade que existe a beleza!
Ter um belo olhar para o mundo,
Onde o pequeno pode tornar-se grande,
O escuro tornar-se claro,
O feio tornar-se belo...
O fotógrafo concentra-se bastante,
Tem uma paciência incrível
Para conseguir um bom macro
De um simples lagarto na grama.
Ah, este profissional merecia maisreconhecimento,
Que vive atrás do vento
Procurando algo belíssimo para registrar.
Fotografar também é arte!
Ser fotógrafo realmente é incrível!
Profissional que se dedica ao máximo
Por amar as cores, a luz e os efeitos.
Nãoconsigo falar só de pensar... Eita inverno...
Todoinverno é a mesma coisa na minha casa,
Caium sapo do telhado, um repugnante sapo
Umsapo asco...
Caladocai em cima de mim, um sapo...
Splesh...ouço sapos caindo ao chão.
Temsapo em cima do sofá
Sapoem cima do colchão
Temsapo dentro do copo
Edo copo sapos caem ao chão
Embusca de novos abrigos
Paraa diversão...
Massapos são sapos, não tem discussão.
Sesão bonitos ou não eles caem ao chão...
Saposfrios, frios sapos do verão
Queaparecem no inverno
Evários caem do telhado...
Seráuma chuva de sapos?
Saposmalditos que se espatifam neste chão
Epulam sempre sem uma exata direção...
Mexendocom tudo e todos
Umaverdadeira ilusão.
SaPoS saltitantes, uma só sensação!
Splesh...Opa! Caiu outro sapo ao chão.
Ando,levemente, sob águas rasas
Corroentre morros em plena madrugada
Vejo-medistante de um tempo não presente
Poisa vida – esta envolvente –
trazlembranças ausentes...
Desvio-medo que se faz reluzente
Paramais tarde ouvir o ruído do sol que geme,
Aesperança aqui não mente,
Quantafalta tu me fazes!
Tenhoapenas lembranças de ti, ó doce amada!
Vejoas nuvens que parecem espumas encantadas
Elembro-me de ti, mulher fingida e calada,
Queroapenas te sentir novamente.
Porque te apaixonaste por aquele bando de araras?
Tucriaste asas para voar junto com estes pássaros
Passeando,em plena alvorada,
nolindo céu que te aguarda.
Poronde andas agora? Ó minha amada!
Lembrançasque nem o tempo apaga,
Poisaqui se tratam de lembranças amargas
Quesó destroem cruelmente minha pobre alma.
Ouçoas cores e o som melodioso!
UmEncanto! Uma Beleza! Uma Suavidade!
QueMagnitude! Que Alvura!
Éo som melódico dos pardais.
Eno compasso da melodia
Balançamos galhos da caramboleira,
Numritmo alucinante!
Fantástico!Esplêndido! Brilhante!
Voandoas serras bem distantes
Voampara o infinito em busca de paz,
Cantarolandosempre, esses tais pardais!
Essamistura de sentidos
Encantammeus ouvidos,
Levando-meao paraíso sem fim...
Quemagnitude tem o político!
Numaarte tão eficaz chamada corrupção
Conseguecolocar o povo na palma da mão.
Eo que é brincadeira é sua arte de enganar!
Fazemsempre muitas promessas
Eno final acabam a lucrar.
Como dinheiro do povo
Logoum carro novo irá comprar.
Numamansão a residir,
Sentadosem fazer nada
Comapenas os sacos a coçar...
Estaé uma grande arte
Eé somente o político brasileiro
Queconsegue se superar.
Essetalvez seja o principal artista do circo brasileiro...
Umpalhaço picolé ele não é,
Masem tempo de eleição pega muito no nosso pé,
Oumelhor dizendo, na nossa mão.
Escrever também é arte
Aonde o artista vai desenhando a letra.
Equand o menos seespera
Vai surgindo...
Uma crônica
Um poema
Um ensaio
Um conto
Um romance
Uma novela
Ou o que se imaginar.
É um céu pintado à mão!
É uma casa feita de doces!
E numa imaginação a fluir
Na mão a escrever a ilusão
Em uma simpl es folha depapel em branco.
Os ratos que saem dolixo
Corroem o que já écorrompido,
Perturbam os outros,esses malditos!
Malditos ratos,nossos inimigos!
Escondem-se nosforros das casas,
Debaixo do fogão, noarmário
E até na despensa.
Os ratos que“rateiam” a casa
Podem nos transmitirdoenças!
Cuidado com os ratos!
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