Lista de Poemas

ANTIGO EGITO

Uma das civilizações mais antigas

Onde desenvolveu-se o trabalho

Da criatividade e do planejamento.

Uma civilização de solos férteis!

 

E nestes solos o Nilo regava os plantios,

Por isso, o historiador grego Heródoto afirmou:

“O Egito é uma dádiva do rio Nilo.”

Um verdadeiro canal de irrigação da população!

 

Com uma cultura basicamente religiosa

Os egípcios eram politeístas

Vivendo em um oásis em meio ao deserto.

Tão magníficas ficaram estas pirâmides!

Com as marcas deixadas pelos soberanos Faraós

Numa arte decorando túmulos e templos.

538

MISERANDO NAS RUAS

Numa dolência lamentosa vou andando,

E nestas praças desertas peço a misericórdia.

Dai-me, ó Senhor, um pedaço de pão

Para que eu acabe com esta fome que corrói por dentro.

 

Eu miserando nas ruas e tu miserandas no céu.

Imploro pela misericórdia e o perdão,

Só quero mesmo é um pedaço de pão.

Já nem sinto mais este chão!

 

Os urubus me cercam, torcem por me ver morto

Estendido nas calçadas deste sujo chão

Que não tem sequer um pedacinho de pão.

Ajoelhado neste asfalto, joelhos com sangue, exaustos!

Sou apenas uma criança a ti implorar, Senhor

Dai-me somente um pedaço de pão.

448

O LUTO DA VIDA

Sob incabíveis procedências
Olho para o infinito,
Não há mais tendências,
D’alma sai um grito aflito.

E nesta imponderável dor
Entre calamidades e horrores,
Desditoso infortúnio de sonhos,
Sinto um lúgubre de responso...

Nesta fúnebre infinita de dor
Meu peito explode, sepulcral.
E neste lôbrego de horror
Fico dentro de um abismo imoral.

Entre as coisas inefáveis da vida
Têm-se também as tristes e sofridas,
As contundentes nostalgias,
Os cantos lutuosos de melancolia.

Com este vestuário tão escuro
E flores brancas nas mãos
Meu corpo sente os efeitos 
Da dor e da solidão.
462

ACAMPAMENTO NO ESTANHADO

A Batalha do Jenipapo tem sua marca!

Uma das mais sangrentas batalhas pela independência

já registrada no Brasil, apesar de não ser abordada em

livros de história. Mas bem que deveria.

Todos nós piauienses queríamos a liberdade, a igualdade

e sermos, enfim, independentes de Portugal.

E o Estanhado foi decisivo,

pois Fidié aqui acampara

num matagal expr essivo, onde atravessa depois o P arnaíba,  

acampando desta vez no  Morro das Tabocas, no estado do Maranhão,

e, finalmente, é pego e capturado

consolidando-se, assim, a nossa independência .

425

A ARTE DE ESCREVER

Escrever também é arte

Aonde o artista vai desenhando a letra.

E quand o menos se espera

Vai surgindo...

Uma crônica

Um poema

Um ensaio

Um conto

Um romance

Uma novela

Ou o que se imaginar.

 

É um céu pintado à mão!

É uma casa feita de doces!

E numa imaginação a fluir

Na mão a escrever a ilusão

Em uma simpl es folha de papel em branco.

410

MEU CANTEIRO

No fundo do quintal

faço minhas plantações.

Planto milho, bananeira e feijão...

Planto pé de acerola e até de mamão...

Sem dúvida, um verdadeiro canteiro!

Aqui as belezas são intensas

que aprendo o lado bom da vida

com esta pura diversão.

 

E neste terreiro tão sombreado

aproveito e faço minhas poesias

com um vento que bate suave meu rosto

fazendo-me respirar a vida.

 

No final, o resultado é uma maravilha!

Quando olho para meu canteiro

vejo que todo o meu esforço valeu a pena,

por isso nunca devemos desistir de nossos ideais.

Este é o meu magnífico jardim

presente no meu belíssimo e sombreado quintal.

419

A LUZ DO SOL

A luz do sol penetra no mar

E vai surgindo várias cores...

É como se tivesse ali um arco-íris

E os peixes saudando suas cores.

 

O sol que ilumina várias manhãs

Sai de trás das montanhas,

Ajuda as plantas num processo

Chamado de fotossíntese.

Além de muitas grandezas

O sol é a mais bela estrela

Deste imenso sistema,

Numa magnitude a buscar

As mais puras alegrias.

391

AMAR, PRA SE AMAR

Conheço tantos poetas do amor!

Que escrevem canções de amar!

Amam com apenas um simples olhar

De ver brotar na terra uma linda flor!

Queria também amar, mas não há sentimentos

Porque não sei o que é amar.

Se eu não me amar como vou amar?

Amar se não amar a vida

Amar o sol, amar a lua, amar a brisa...

Hoje estou afogado no mar dos sonhos

Vendo o tempo passar sem amar

Por que AMAR?

Ah, este sentimento impiedoso, atroz, funéreo

Sinto-me preso dentro de um cárcere eterno...

Não consigo ver a luz no fim do túnel...

Está tudo escuro, um grande mistério!

A verdade do amar é o silêncio...

Um amor não correspondido,

Amar é a mais pura fantasia

Que só me causa agonia

Queria apenas uma vez amar e me apegar

Mas como vou amar se eu não me amar primeiro?

424

OS RATOS QUE CORROEM

Os ratos que saem do lixo

Corroem o que já é corrompido,

Perturbam os outros, esses malditos!

Malditos ratos, nossos inimigos!

 

Escondem-se nos forros das casas,

Debaixo do fogão, no armário

 E até na despensa.

 

Os ratos que “rateiam” a casa

Podem nos transmitir doenças!

Cuidado com os ratos!

464

LEMBRANÇAS AMARGAS

Ando, levemente, sob águas rasas

Corro entre morros em plena madrugada

Vejo-me distante de um tempo não presente

Pois a vida – esta envolvente –

traz lembranças ausentes...

 

Desvio-me do que se faz reluzente

Para mais tarde ouvir o ruído do sol que geme,

A esperança aqui não mente,

Quanta falta tu me fazes!


Tenho apenas lembranças de ti, ó doce amada!

Vejo as nuvens que parecem espumas encantadas

E lembro-me de ti, mulher fingida e calada,

Quero apenas te sentir novamente.

 

Por que te apaixonaste por aquele bando de araras?

Tu criaste asas para voar junto com estes pássaros

Passeando, em plena alvorada,

no lindo céu que te aguarda.

 

Por onde andas agora? Ó minha amada!

Lembranças que nem o tempo apaga,

Pois aqui se tratam de lembranças amargas

Que só destroem cruelmente minha pobre alma.

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Antonio Félix da Silva Neto nasceu no dia 02 de setembro de 1993, numa pequena cidade chamada União, no estado do Piauí, Brasil. Possui vários poemas publicados em concursos literários, dentre os quais de destacam: IX Prêmio Literário Livraria Asabeça (2010); X Concurso Literário Poesias Sem Fronteiras (2014); Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos vol. 108 e 109; Entre outros.
Atualmente, faz um curso de Licenciatura em Filosofia pela Universidade Federal do Piauí (UFPI).