Atualmente, faz um curso de Licenciatura em Filosofia pela Universidade Federal do Piauí (UFPI).
Lista de Poemas
ANTIGO EGITO
Uma das civilizações mais antigas
Onde desenvolveu-se o trabalho
Da criatividade e do planejamento.
Uma civilização de solos férteis!
E nestes solos o Nilo regava os plantios,
Por isso, o historiador grego Heródoto
afirmou:
“O Egito é uma dádiva do rio Nilo.”
Um verdadeiro canal de irrigação da população!
Com uma cultura basicamente religiosa
Os egípcios eram politeístas
Vivendo em um oásis em meio ao deserto.
Tão magníficas ficaram estas pirâmides!
Com as marcas deixadas pelos soberanos Faraós
Numa arte decorando túmulos e templos.
MISERANDO NAS RUAS
Numa dolência lamentosa vou andando,
E nestas praças desertas peço a misericórdia.
Dai-me, ó Senhor, um pedaço de pão
Para que eu acabe com esta fome que corrói por
dentro.
Eu miserando nas ruas e tu miserandas no céu.
Imploro pela misericórdia e o perdão,
Só quero mesmo é um pedaço de pão.
Já nem sinto mais este chão!
Os urubus me cercam, torcem por me ver morto
Estendido nas calçadas deste sujo chão
Que não tem sequer um pedacinho de pão.
Ajoelhado neste asfalto, joelhos com sangue,
exaustos!
Sou apenas uma criança a ti implorar, Senhor
Dai-me somente um pedaço de pão.
O LUTO DA VIDA
ACAMPAMENTO NO ESTANHADO
A Batalha do Jenipapo tem sua marca!
Uma das mais sangrentas batalhas pela
independência
já registrada no Brasil, apesar de não ser
abordada em
livros de história. Mas
bem
que
deveria.
Todos nós piauienses queríamos a liberdade, a
igualdade
e sermos, enfim, independentes de Portugal.
E o Estanhado foi decisivo,
pois Fidié aqui acampara
num matagal expr essivo, onde atravessa depois o P arnaíba,
acampando desta vez no Morro das Tabocas, no estado do Maranhão,
e, finalmente, é pego e capturado
consolidando-se, assim, a nossa independência
.
A ARTE DE ESCREVER
Escrever também é arte
Aonde
o artista vai desenhando a letra.
E
quand
o menos
se
espera
Vai surgindo...
Uma crônica
Um poema
Um ensaio
Um conto
Um romance
Uma novela
Ou o que se imaginar.
É um céu pintado à mão!
É uma casa feita de doces!
E numa imaginação a fluir
Na mão a escrever a ilusão
Em uma simpl
es folha de
papel em branco.
MEU CANTEIRO
No fundo do quintal
faço minhas plantações.
Planto milho, bananeira e feijão...
Planto pé de acerola e até de mamão...
Sem dúvida, um verdadeiro canteiro!
Aqui as belezas são intensas
que aprendo o lado bom da vida
com esta pura diversão.
E neste terreiro tão sombreado
aproveito e faço minhas poesias
com um vento que bate suave meu rosto
fazendo-me respirar a vida.
No final, o resultado é uma maravilha!
Quando olho para meu canteiro
vejo que todo o meu esforço valeu a pena,
por isso nunca devemos desistir de nossos
ideais.
Este é o meu magnífico jardim
presente no meu belíssimo e sombreado quintal.
A LUZ DO SOL
A luz do sol penetra no mar
E vai surgindo várias cores...
É como se tivesse ali um arco-íris
E os peixes saudando suas cores.
O sol que ilumina várias manhãs
Sai de trás das montanhas,
Ajuda as plantas num processo
Chamado de fotossíntese.
Além de muitas grandezas
O sol é a mais bela estrela
Deste imenso sistema,
Numa magnitude
a buscar
As mais puras alegrias.
AMAR, PRA SE AMAR
Conheço tantos poetas do amor!
Que
escrevem canções de amar!
Amam
com apenas um simples olhar
De
ver brotar na terra uma linda flor!
Queria
também amar, mas não há sentimentos
Porque
não sei o que é amar.
Se
eu não me amar como vou amar?
Amar
se não amar a vida
Amar
o sol, amar a lua, amar a brisa...
Hoje
estou afogado no mar dos sonhos
Vendo
o tempo passar sem amar
Por
que AMAR?
Ah,
este sentimento impiedoso, atroz, funéreo
Sinto-me
preso dentro de um cárcere eterno...
Não
consigo ver a luz no fim do túnel...
Está
tudo escuro, um grande mistério!
A
verdade do amar é o silêncio...
Um
amor não correspondido,
Amar
é a mais pura fantasia
Que
só me causa agonia
Queria
apenas uma vez amar e me apegar
Mas
como vou amar se eu não me amar primeiro?
OS RATOS QUE CORROEM
Os ratos que saem do
lixo
Corroem o que já é
corrompido,
Perturbam os outros,
esses malditos!
Malditos ratos,
nossos inimigos!
Escondem-se nos
forros das casas,
Debaixo do fogão, no
armário
E até na despensa.
Os ratos que
“rateiam” a casa
Podem nos transmitir
doenças!
Cuidado com os ratos!
LEMBRANÇAS AMARGAS
Ando, levemente, sob águas rasas
Corro
entre morros em plena madrugada
Vejo-me
distante de um tempo não presente
Pois
a vida – esta envolvente –
traz
lembranças ausentes...
Desvio-me
do que se faz reluzente
Para
mais tarde ouvir o ruído do sol que geme,
A
esperança aqui não mente,
Quanta
falta tu me fazes!
Tenho apenas lembranças de ti, ó doce amada!
Vejo
as nuvens que parecem espumas encantadas
E
lembro-me de ti, mulher fingida e calada,
Quero
apenas te sentir novamente.
Por
que te apaixonaste por aquele bando de araras?
Tu
criaste asas para voar junto com estes pássaros
Passeando,
em plena alvorada,
no
lindo céu que te aguarda.
Por
onde andas agora? Ó minha amada!
Lembranças
que nem o tempo apaga,
Pois
aqui se tratam de lembranças amargas
Que
só destroem cruelmente minha pobre alma.
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Atualmente, faz um curso de Licenciatura em Filosofia pela Universidade Federal do Piauí (UFPI).