O LUTO DA VIDA
Ando, levemente, sob águas rasas
Corro
entre morros em plena madrugada
Vejo-me
distante de um tempo não presente
Pois
a vida – esta envolvente –
traz
lembranças ausentes...
Desvio-me
do que se faz reluzente
Para
mais tarde ouvir o ruído do sol que geme,
A
esperança aqui não mente,
Quanta
falta tu me fazes!
Tenho apenas lembranças de ti, ó doce amada!
Vejo
as nuvens que parecem espumas encantadas
E
lembro-me de ti, mulher fingida e calada,
Quero
apenas te sentir novamente.
Por
que te apaixonaste por aquele bando de araras?
Tu
criaste asas para voar junto com estes pássaros
Passeando,
em plena alvorada,
no
lindo céu que te aguarda.
Por
onde andas agora? Ó minha amada!
Lembranças
que nem o tempo apaga,
Pois
aqui se tratam de lembranças amargas
Que
só destroem cruelmente minha pobre alma.
Numa sublime
admiração
Fico a contemplar o
céu.
Uma pureza em mãos,
Borboletas de papel.
Que imaginação incrível!
Fico a me perguntar:
O que foi isto?
Um clarão surgia do
mar.
Borboletas de papel
Surgem do céu
Atrás das púrpuras
rosas do Cairo...
E voam entre os
jardins de mel
Entre as flores da
vida.
Surgem entre as mais
queridas flores
As borboletas de
papel.
Escrever também é arte
Aonde
o artista vai desenhando a letra.
E
quand
o menos
se
espera
Vai surgindo...
Uma crônica
Um poema
Um ensaio
Um conto
Um romance
Uma novela
Ou o que se imaginar.
É um céu pintado à mão!
É uma casa feita de doces!
E numa imaginação a fluir
Na mão a escrever a ilusão
Em uma simpl
es folha de
papel em branco.
Do
coração surgem risos
Como
um rio d’água límpida.
Aquele
que sente a alegria
N’alma
com risadas sem espinhos.
O
velho palhaço, de sonhar, anda sorrindo.
Ele
também ri com o público
Sob
os aplausos da imensa plateia,
Na
maior monotonia que existe em si.
Há
tantos palhaços tristonhos!
Que
fazem brotar da dor a alegria
Lapidando
pedras preciosas.
Oh
palhaço velho! Tão lascivo!
Além-mar
vão seus pensamentos
Voando
pelo tempo e pairando nas nuvens.
Que
magnitude tem o político!
Numa
arte tão eficaz chamada corrupção
Consegue
colocar o povo na palma da mão.
E
o que é brincadeira é sua arte de enganar!
Fazem
sempre muitas promessas
E
no final acabam a lucrar.
Com
o dinheiro do povo
Logo
um carro novo irá comprar.
Numa
mansão a residir,
Sentado
sem fazer nada
Com
apenas os sacos a coçar...
Esta
é uma grande arte
E
é somente o político brasileiro
Que
consegue se superar.
Esse
talvez seja o principal artista do circo brasileiro...
Um
palhaço picolé ele não é,
Mas
em tempo de eleição pega muito no nosso pé,
Ou
melhor dizendo, na nossa mão.
Ouço
as cores e o som melodioso!
Um
Encanto! Uma Beleza! Uma Suavidade!
Que
Magnitude! Que Alvura!
É
o som melódico dos pardais.
E
no compasso da melodia
Balançam
os galhos da caramboleira,
Num
ritmo alucinante!
Fantástico!
Esplêndido! Brilhante!
Voando
as serras bem distantes
Voam
para o infinito em busca de paz,
Cantarolando
sempre, esses tais pardais!
Essa
mistura de sentidos
Encantam
meus ouvidos,
Levando-me
ao paraíso sem fim...
A luz do sol penetra no mar
E vai surgindo várias cores...
É como se tivesse ali um arco-íris
E os peixes saudando suas cores.
O sol que ilumina várias manhãs
Sai de trás das montanhas,
Ajuda as plantas num processo
Chamado de fotossíntese.
Além de muitas grandezas
O sol é a mais bela estrela
Deste imenso sistema,
Numa magnitude
a buscar
As mais puras alegrias.
Não
consigo falar só de pensar... Eita inverno...
Todo
inverno é a mesma coisa na minha casa,
Cai
um sapo do telhado, um repugnante sapo
Um
sapo asco...
Calado
cai em cima de mim, um sapo...
Splesh...
ouço sapos caindo ao chão.
Tem
sapo em cima do sofá
Sapo
em cima do colchão
Tem
sapo dentro do copo
E
do copo sapos caem ao chão
Em
busca de novos abrigos
Para
a diversão...
Mas
sapos são sapos, não tem discussão.
Se
são bonitos ou não eles caem ao chão...
Sapos
frios, frios sapos do verão
Que
aparecem no inverno
E
vários caem do telhado...
Será
uma chuva de sapos?
Sapos
malditos que se espatifam neste chão
E
pulam sempre sem uma exata direção...
Mexendo
com tudo e todos
Uma
verdadeira ilusão.
SaPoS
saltitantes, uma só sensação!
Splesh...
Opa! Caiu outro sapo ao chão.
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