O LUTO DA VIDA
Para eu acordar deste pesadelo medonho
Preciso primeiro refletir a vida,
Deixar de lado a dor sofrida
E fotografar o que é simples,
Pois é na simplicidade que existe a beleza!
Ter um belo olhar para o mundo,
Onde o pequeno pode tornar-se grande,
O escuro tornar-se claro,
O feio tornar-se belo...
O fotógrafo concentra-se bastante,
Tem uma paciência incrível
Para conseguir um bom macro
De um simples lagarto na grama.
Ah, este profissional merecia maisreconhecimento,
Que vive atrás do vento
Procurando algo belíssimo para registrar.
Fotografar também é arte!
Ser fotógrafo realmente é incrível!
Profissional que se dedica ao máximo
Por amar as cores, a luz e os efeitos.
Todos nós que dizemoscristãos
Somos canibais deCristo
Por sua ordemexpressa,
Pois somente assimnos salvaremos.
Foi Jesus quem disse:
“Comei minha carne ebebei do meu sangue”.
O pensamento de JesusCristo
Para seus grandesfieis...
Somente assim seremossalvos!
Conheçotantos poetas do amor!
Queescrevem canções de amar!
Amamcom apenas um simples olhar
Dever brotar na terra uma linda flor!
Queriatambém amar, mas não há sentimentos
Porquenão sei o que é amar.
Seeu não me amar como vou amar?
Amarse não amar a vida
Amaro sol, amar a lua, amar a brisa...
Hojeestou afogado no mar dos sonhos
Vendoo tempo passar sem amar
Porque AMAR?
Ah,este sentimento impiedoso, atroz, funéreo
Sinto-mepreso dentro de um cárcere eterno...
Nãoconsigo ver a luz no fim do túnel...
Estátudo escuro, um grande mistério!
Averdade do amar é o silêncio...
Umamor não correspondido,
Amaré a mais pura fantasia
Quesó me causa agonia
Queriaapenas uma vez amar e me apegar
Mascomo vou amar se eu não me amar primeiro?
A Batalha do Jenipapo tem sua marca!
Uma das mais sangrentas batalhas pelaindependência
já registrada no Brasil, apesar de não serabordada em
livros de história. Mas bemque deveria.
Todos nós piauienses queríamos a liberdade, aigualdade
e sermos, enfim, independentes de Portugal.
E o Estanhado foi decisivo,
pois Fidié aqui acampara
num matagal expr essivo, ondeatravessa depois o P arnaíba,
acampando desta vez no Morro das Tabocas, no estadodo Maranhão,
e, finalmente, é pego e capturado
consolidando-se, assim, a nossa independência .
No fundo do quintal
faço minhas plantações.
Planto milho, bananeira e feijão...
Planto pé de acerola e até de mamão...
Sem dúvida, um verdadeiro canteiro!
Aqui as belezas são intensas
que aprendo o lado bom da vida
com esta pura diversão.
E neste terreiro tão sombreado
aproveito e faço minhas poesias
com um vento que bate suave meu rosto
fazendo-me respirar a vida.
No final, o resultado é uma maravilha!
Quando olho para meu canteiro
vejo que todo o meu esforço valeu a pena,
por isso nunca devemos desistir de nossosideais.
Este é o meu magnífico jardim
presente no meu belíssimo e sombreado quintal.
Nãoconsigo falar só de pensar... Eita inverno...
Todoinverno é a mesma coisa na minha casa,
Caium sapo do telhado, um repugnante sapo
Umsapo asco...
Caladocai em cima de mim, um sapo...
Splesh...ouço sapos caindo ao chão.
Temsapo em cima do sofá
Sapoem cima do colchão
Temsapo dentro do copo
Edo copo sapos caem ao chão
Embusca de novos abrigos
Paraa diversão...
Massapos são sapos, não tem discussão.
Sesão bonitos ou não eles caem ao chão...
Saposfrios, frios sapos do verão
Queaparecem no inverno
Evários caem do telhado...
Seráuma chuva de sapos?
Saposmalditos que se espatifam neste chão
Epulam sempre sem uma exata direção...
Mexendocom tudo e todos
Umaverdadeira ilusão.
SaPoS saltitantes, uma só sensação!
Splesh...Opa! Caiu outro sapo ao chão.
Quemagnitude tem o político!
Numaarte tão eficaz chamada corrupção
Conseguecolocar o povo na palma da mão.
Eo que é brincadeira é sua arte de enganar!
Fazemsempre muitas promessas
Eno final acabam a lucrar.
Como dinheiro do povo
Logoum carro novo irá comprar.
Numamansão a residir,
Sentadosem fazer nada
Comapenas os sacos a coçar...
Estaé uma grande arte
Eé somente o político brasileiro
Queconsegue se superar.
Essetalvez seja o principal artista do circo brasileiro...
Umpalhaço picolé ele não é,
Masem tempo de eleição pega muito no nosso pé,
Oumelhor dizendo, na nossa mão.
Numa chuva ventosa
Ando numa dolênciaíngreme...
Apreciando a paisagemtenebrosa,
E os relâmpagos quesurgem temo.
E num temperamentoineficaz
A chuva geme em umador plangente,
Bate forte no telhadoem paz!
E numa obscuridadepresente...
Ah, chuvas passageiras,frias e grossas...!
Soluçando nostelhados,
Chorando ao vento....
Balançando dasárvores os galhos.
E neste somcontagiante
Grito num desesperogrande:
─ Parou a chuvadelirante!
─ Parou a chuvaamante!
Nesta chuva tãoperfumada
Ouço as gotas, sua grandeza,
Sua forma tão límpidae clara!
E num repúdio tãorejeitado,
Deixo a chuva entãode lado,
Fecho meus olhoslasso
E ponho-me a dormir.
Não acredito emcartas de amor.
Que conhecimento elaspodem nos dar?
Nada. Absolutamentenada.
Pra quê insistir emescrever cartas de amor?
Cartas sentimentais emais nada,
Apenas o ladoemocional é a priori.
Nunca escrevi cartasde amor,
Mas já recebi umacartinha.
Qual a criança quenunca recebeu?
Talvez a criança dehoje em dia
Pois agora as redessociais dominam tudo.
Mas quando eu recebiaquela primeira cartinha
Eu, todavia, só tinhaapenas nove anos
E nem sabia o quesignificava o amor...
Inda hoje ficoboiando quando se fala em amar.
As cartas de amor nãotrazem informações precisas,
Elas recaem nasubjetividade, isto é, em emoções...
Somos parasitas denossos próprios sentimentos
Que só nos deixammais lesados,
Muito mais fora domundo real em que vivemos.
Às vezes temos atécomportamentos estúpidos!
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