O LUTO DA VIDA
Ando,levemente, sob águas rasas
Corroentre morros em plena madrugada
Vejo-medistante de um tempo não presente
Poisa vida – esta envolvente –
trazlembranças ausentes...
Desvio-medo que se faz reluzente
Paramais tarde ouvir o ruído do sol que geme,
Aesperança aqui não mente,
Quantafalta tu me fazes!
Tenhoapenas lembranças de ti, ó doce amada!
Vejoas nuvens que parecem espumas encantadas
Elembro-me de ti, mulher fingida e calada,
Queroapenas te sentir novamente.
Porque te apaixonaste por aquele bando de araras?
Tucriaste asas para voar junto com estes pássaros
Passeando,em plena alvorada,
nolindo céu que te aguarda.
Poronde andas agora? Ó minha amada!
Lembrançasque nem o tempo apaga,
Poisaqui se tratam de lembranças amargas
Quesó destroem cruelmente minha pobre alma.
Os ratos que saem dolixo
Corroem o que já écorrompido,
Perturbam os outros,esses malditos!
Malditos ratos,nossos inimigos!
Escondem-se nosforros das casas,
Debaixo do fogão, noarmário
E até na despensa.
Os ratos que“rateiam” a casa
Podem nos transmitirdoenças!
Cuidado com os ratos!
Seus belos traços tão antigos
hoje se encontram ref ormulados .
E seu belo formato me faz lembrar
daquelas grandes igrejas medievais.
Somente nela está guardado
o segredo do Estanhado,
ogrande mistério do proprietário
daantiga fazenda de gado
hoje a ilustre cidade deUnião.
E é somente esta belíssima Matriz
Soba invocação de Nossa Senhora dos Remédios,
que embeleza ainda mais os católicos
quevivem cantandosempre no ritmo...
mas é no ritmo do sino!
Escrever também é arte
Aonde o artista vai desenhando a letra.
Equand o menos seespera
Vai surgindo...
Uma crônica
Um poema
Um ensaio
Um conto
Um romance
Uma novela
Ou o que se imaginar.
É um céu pintado à mão!
É uma casa feita de doces!
E numa imaginação a fluir
Na mão a escrever a ilusão
Em uma simpl es folha depapel em branco.
Numa desilusão eterna
Vejo um fimcalamitoso.
Ponho as mãos nacabeça,
Uma dor contundenteme move.
E num desapegofraterno
Entre o céu e oinferno
Canto minhasmelódicas canções
Cheias de trevas, demágoas e de dor.
Tudo está prestes avirá pó.
É como uma corda adar um nó,
Um desvario a seesclarecer,
Um pungente grito desocorro.
E quem dera nestejuízo final
Seremos julgados aolado infernal!
Sob a morte ao fim deuma vida,
Todas as espécies deDeus estarão extintas!
Descrevoo meu gênesis,
O meu começo, o início de tudo.
Introduzomeus versos repletos de luz!
Eno meu próprio Éden desconhecido
Criomeu fabuloso jardim, cheio de árvores...
Massão árvores do conhecimento, minhas poesias.
Reinventopalavras, descrevo sentimentos!
Mergulhonum rio sereno,
Mascom cuidado para não me afogar.
Oconhecimento é vasto e creio em sua infinitude,
Porisso não mergulho no fundo do rio...
Porqueainda não aprendi a nadar,
Porquehá sempre algo a se aprender,
Porqueo conhecimento é vasto e infinito!
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