O LUTO DA VIDA
Numa chuva ventosa
Ando numa dolência
íngreme...
Apreciando a paisagem
tenebrosa,
E os relâmpagos que
surgem temo.
E num temperamento
ineficaz
A chuva geme em uma
dor plangente,
Bate forte no telhado
em paz!
E numa obscuridade
presente...
Ah, chuvas passageiras,
frias e grossas...!
Soluçando nos
telhados,
Chorando ao vento....
Balançando das
árvores os galhos.
E neste som
contagiante
Grito num desespero
grande:
─ Parou a chuva
delirante!
─ Parou a chuva
amante!
Nesta chuva tão
perfumada
Ouço as gotas, sua grandeza,
Sua forma tão límpida
e clara!
E num repúdio tão rejeitado,
Deixo a chuva então
de lado,
Fecho meus olhos
lasso
E ponho-me a dormir.
Conheço tantos poetas do amor!
Que
escrevem canções de amar!
Amam
com apenas um simples olhar
De
ver brotar na terra uma linda flor!
Queria
também amar, mas não há sentimentos
Porque
não sei o que é amar.
Se
eu não me amar como vou amar?
Amar
se não amar a vida
Amar
o sol, amar a lua, amar a brisa...
Hoje
estou afogado no mar dos sonhos
Vendo
o tempo passar sem amar
Por
que AMAR?
Ah,
este sentimento impiedoso, atroz, funéreo
Sinto-me
preso dentro de um cárcere eterno...
Não
consigo ver a luz no fim do túnel...
Está
tudo escuro, um grande mistério!
A
verdade do amar é o silêncio...
Um
amor não correspondido,
Amar
é a mais pura fantasia
Que
só me causa agonia
Queria
apenas uma vez amar e me apegar
Mas
como vou amar se eu não me amar primeiro?
A Batalha do Jenipapo tem sua marca!
Uma das mais sangrentas batalhas pela
independência
já registrada no Brasil, apesar de não ser
abordada em
livros de história. Mas
bem
que
deveria.
Todos nós piauienses queríamos a liberdade, a
igualdade
e sermos, enfim, independentes de Portugal.
E o Estanhado foi decisivo,
pois Fidié aqui acampara
num matagal expr essivo, onde atravessa depois o P arnaíba,
acampando desta vez no Morro das Tabocas, no estado do Maranhão,
e, finalmente, é pego e capturado
consolidando-se, assim, a nossa independência
.
Numa desilusão eterna
Vejo um fim
calamitoso.
Ponho as mãos na
cabeça,
Uma dor contundente
me move.
E num desapego
fraterno
Entre o céu e o
inferno
Canto minhas
melódicas canções
Cheias de trevas, de
mágoas e de dor.
Tudo está prestes a
virá pó.
É como uma corda a
dar um nó,
Um desvario a se
esclarecer,
Um pungente grito de
socorro.
E quem dera neste
juízo final
Seremos julgados ao
lado infernal!
Sob a morte ao fim de
uma vida,
Todas as espécies de
Deus estarão extintas!
Descrevo
o meu gênesis,
O meu começo, o início de tudo.
Introduzo
meus versos repletos de luz!
E
no meu próprio Éden desconhecido
Crio
meu fabuloso jardim, cheio de árvores...
Mas
são árvores do conhecimento, minhas poesias.
Reinvento
palavras, descrevo sentimentos!
Mergulho
num rio sereno,
Mas
com cuidado para não me afogar.
O
conhecimento é vasto e creio em sua infinitude,
Por
isso não mergulho no fundo do rio...
Porque
ainda não aprendi a nadar,
Porque
há sempre algo a se aprender,
Porque
o conhecimento é vasto e infinito!
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