O Big Bang
O Big Bang
Os físicos dizem que o mundo
Originou-se duma explosão
Se nada havia de fecundo
Quem fez a detonação?
As teorias, apresentadas
Da gênese do universo
Que do ponto zero geradas
Limite ao tempo disperso
A energia concentrada
De um átomo inicial
Densamente comprimida
Inopinadamente a final
Ocorreu grande explosão
Que criou o universo,
Mesmo que seja ilusão,
É isso, que conta seu verso.
O meu, porém, divergente
Crê, obra de ser Superior
Muito, mais inteligente
Criou o mundo e o alvor
Os físicos que me desculpem
Por questionar as teorias
Pode ser, que ambas resultem
Na prancheta de ironias
Se nada existia antes
Como algo se criou
Nada, é nada perante
O algo, que Deus gerou !
Porangaba, 28/08/2013
Armando A. C. Garcia
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Médicos Cubanos
Médicos Cubanos
Ou implantação da Ideologia Comunista ?
Atenção povo brasileiro...
Eles, começaram a chegar
Para as células comunistas
Em nossa Pátria implantar
A medicina importada
Tem o ranço da ideologia
Comuna voraz malvada
Põe fim à democracia
Idéias revolucionárias
Pra enganar o povo doente
Com suas receituárias
Vão plantando a semente
Fruto do mal, da injustiça
De embusteiros desonestos
A espada, é a ponta da liça
Na peleja, sem contestos
Lutemos pela democracia.
Querem excluir os símbolos
Da fé, que deles se distancia
Pelos das foices e dos martelos
Essa gente mentirosa
Quer assim nos enganar
A história, é rigorosa
Vamos contra eles lutar !
Coragem pra defender
Nossa querida liberdade,
Deixaremos de ser um ser
Pra ser do estado em verdade
Se pensam que falo lorota
Vejam bem que o salário
Desses médicos é uma cota
Paga ao país originário
É dinheiro governamental
Eles, são propriedade do estado
Que lhes repassará ao final
Parcela mínima do ajustado
Verdadeiro trabalho escravo
Ou de brigada militar
E o Ministério Público, ignavo
Não irá se manifestar ?
Não se engane minha gente
Escondem atrás do ajuste
O principal e evidente
Motivo ... que é o embuste
Trazer médicos comunistas
Para assim implantar
Quatro mil células ativistas
Pra na malha nos lançar
Engodo, onde perderemos
A nossa personalidade
Passando a ser patrimônio
Do estado, essa, a verdade
Tudo será do estado
Até a própria vontade
Tudo nos será negado
Nesse regime de maldade
Entretanto prós cartolas
Nunca, nada faltará
Seremos pássaros nas gaiolas
Vivendo ao Deus dará...
Fui falar em Deus, pecado
Na deles, tal não existe,
Do comunismo erradicado
Pra eles, Deus inexiste
É uma ideologia política
Em que tudo é do estado
Sem liberdade, sem crítica
Tudo nos é emprestado
É da honra a negação
A remuneração dos doutores
Que a Cuba cabe o quinhão
A eles, restos dos gestores
Proselitismo político
Vêm aqui disseminar
Dum regime tão crítico
Neste mundo sem lugar
Ademais em meu parecer
Seu trabalho infringe a lei
Sem o CRM, clinicar
É exercício ilegal da profissão
Não passam de curandeiros
Mas tudo foi previamente
A favor dos embusteiros
Sancionando a lei 12.842 de 10/06/13
Para assim descriminalizar
Os que ora estão chegando
Por isso eu posso afirmar
Que tudo foi-se adaptando
Estratégia comunista
Que seu cerco está montando
Devagar preparam a lista
Após, estão nos ferrando !
São Paulo, 23/08/2013
Armando A. C. Garcia
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O Perdão
O Perdão
Perdoai-os Pai, não sabem o que fazem
Assim disse Jesus na hora d’agonia
Aos que ódio no coração carregam
Lembrem as palavras de seu último dia
É mais suave buscar a paz do amor
Do que opróbrio injusto carregar
Dilapidando a luz interior
Não deixas a ferida cicatrizar
Vence com compaixão e inteligência
As agruras de teu próprio coração
Percebe que a escolha está no perdão
Assim como Jesus na agonia da cruz
Pediu por aqueles que não tinham luz
Não cultives tu, a intolerância .
São Paulo, 30/08/2013
Armando A. C. Garcia
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O Deus da Redenção
O Deus da Redenção
Senti uma emoção tão forte
Quando te abri meu coração
Que eu descobri noutro norte
Seres o Deus, da Redenção
A Teus pés rendi meu pranto
De felicidade tamanha
E é neles que hoje acalanto
Escalar toda montanha
Como Moisés no Sinai
Esperando as tábuas da lei
De Ti espero ó Pai
Ouvir enfim, salvar-te-ei.
Afastando a iniqüidade
Do perigo me salvaste
Tu, és o Deus da verdade
O caminho me apontaste
Meu louvor e gratidão
Aqui expresso ao mundo
Me prostro em adoração
Num sentimento profundo
A minha glória Senhor
No Teu altar buscarei
Serei tal um lavrador
Tua palavra semearei
Tu, a aurora da existência
Eu, sombra que feneceu,
Mas que de tua experiência
Um gole de água bebeu !
Porangaba, 27/08/2013
Armando A. C. Garcia
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Senhores Políticos
Senhores Políticos
Vós que tendes na mão o destino da nação
Acordai, não durmam no ninho da esperança
A senda é tortuosa e a viagem trabalhosa
Cuidais ver a luz, vossa cegueira em vão
Falta-vos a terra sob os pés e confiança
Para fazer esta nação, mais grandiosa
Irmãos do norte vitimados pela seca
Outros no sul, massacrados futilmente
Caindo ao chão, pela mão da crueldade
O tenebroso véu do mal, corre ceca e meca
E vós, que poderíeis conter essa corrente
Deixais aumentá-la pela impunidade.
O fogo que abrasa, o nordeste dizima
Pela incúria nas obras interminadas
Os canais do velho Chico adormecidos
Aos pés da seca, rio abaixo, rio acima
Fruto de negras ilusões inexplicadas
Mistérios não revelados e conhecidos
O nordeste segue a viagem dos desertos
Na senda tortuosa do árido chão em fogo
Apenas cáctus sobrevivem à cálida seca
Os gados morrem, da fome não são libertos
Inanimados, sem água e alimento, mais logo
Não haverá sequer uma rés no sertão do jeca
Ao invés de ser perdida inutilmente
A esperança desse povo nordestino
Velho conto dos canais do São Francisco,
Fazei correr água no árido chão. Ó gente !
Haverá sombras de arvoredo, novo destino
E de novo o gado voltará ao aprisco !
No sul é preciso acabar com a bandidagem
Que tornou-se um poder paralelo ao estado
Fazendo justiça de verdade e não lorota.
Diz que se condena, pura libertinagem
Sem cumprir a pena, decreto negado
E a impunidade gera novo pecado.
Que do sangue pelas ruas, em vão espalhado
Não fique impune, o que o pranto derramou
Os parentes das vítimas vertem lágrimas
Que o olho humano não se ofusque ao lado
E seja firme para com o degenerado
Pelo seu destempero nas horas *agrimas
Ele não tem a menor comiseração
Com a vítima que teve o azar de com ele cruzar
E expelindo sua raiva, seu ódio e rancor
No seio de sua ignorância indomável
Torna-se bruto capaz de sua mãe matar
Justiça! É o termo certo ao desamor !
Está em vossas mãos o povo fazer-se ouvir
Seu clamor nas ruas bem o demonstrou
Quebre-se a fronte, sem que caia o homem
Tendes a lei em vossas mãos, podeis bulir
A inércia far-vos-á retrato que sobrou
Duma nação que os políticos consomem.
•Ódio; raiva
Porangaba, 18/08/2013
Armando A. C. Garcia
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O último novilúnio
O último novilúnio
Mal o sol debandava em retirada
A lua despontava em novilúnio
No silêncio só uma aragem soprava.
No seu peito profundo infortúnio
No pobre casebre de pau a pique
Onde há mais de cinqüenta anos vivia
Sua companheira teve um chilique
E entrega a alma, a quem o mundo cria
O intenso golpe da separação
Mutilou-lha a esperança de vida
Só angústia em seu pobre coração
Solidão, a cada dia mais sentida
E no lúgubre casebre miserando
Onde de dia entrava a luz do sol
E à noite o luar, o iluminando
É hoje negrume, sem o arrebol
A doce e amada esposa que partiu
Era a intensa luz do sol, era a lua.
A dor lancinante que ele sentiu
Mesmo que viver possa, continua
Não esquece a afeição tão meiga e doce
Dum amor que foi puro contentamento,
Alegria, e mesmo que assim não fosse
Foi um raio de sol no firmamento!
Porangaba, 15/08/2013
Armando A. C. Garcia
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Um raio de esperança
Um raio de esperança
Tangenciou um raio de esperança
De minha alma ao meu coração
Imerso no perfume da bonança
Sufocado co’a queda e a ascensão
Pensamentos e linguagem ansiosos
Salpicos que a chuva enlameou
Como elfos da lua misteriosos
Que em explosão ao céu se elevou
Titãs divinos, destronando céus
Questionando o espírito humano
Crescem as dúvidas à luz dos olhos meus
Ante o indomável poder dominante
Das ocultas forças deste mundo insano
Como o raio, que cai mais adiante !
São Paulo, 07/08/2013
Armando A. C. Garcia
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A Aflição !
A Aflição !
A aflição é uma chaga que conduz
À intemperança, ao desvio da cruz
Domina o sentimento, absorve a luz
É impacto tenebroso a Jesus !
A aflição é a prostração da alma
Que germinando faz perder a calma
O destempero, entre bom senso e razão
Opressão que se infiltra no coração
A ânsia da indefinição do porvir
Na desesperada busca da razão
Fazem na alma, aflorar aflição
Desejos alucinantes no sentir
Que abafam o estreito pensamento
Tortura, pensar no triste momento !
São Paulo, 01/08/2013
Armando A. C. Garcia
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Aos desesperançados
Aos desesperançados
Aos desesperançados e flagelados
Se pudesse, eu diria que na terra
Os bens maiores a serem conquistados
São a luz e a paz que ela encerra
O infortúnio, pudesse desvendar
Para mostrar os enigmas profundos
Que envolve a luz espiritual no lar
No fadário imortal de novos mundos
A vós que padeceis escravizados
Libertai-vos do ódio e do rancor
Pra que um dia sejais abençoados
Por nosso Pai Supremo, o Criador.
Na redenção das almas, o pecado
É a falta espiritual de puro amor
Porangaba, 31/07/2013
Armando A. C. Garcia
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E o ancião chora
E... o ancião chora
Caminhava taciturno o bom velhinho
Do aprisco das ovelhas pra seu lar
Quando ouviu um murmúrio bem baixinho
Dum casal, mais além a se arrular
Recordou da juventude o seu viço
De seu tempo varonil que passou
Hoje, só restou a lembrança disso
O tempo já tudo, tudo aniquilou
No silêncio continuou a caminhada
Pensando em velhos tempos de outrora
Em que era outro, homem que é agora
Quedou-se mudo no meio da estrada
Ponderando como a vida é compilada
E olhando as estrelas, o ancião chora !
São Paulo, 02/08/2013
Armando A. C. Garcia
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