O helicóptero caiu do céu Recheado de cocaína Não era dele, nem era seu Foi colocada à surdina
O produto que continha Não era carga do mal Era pura sacarina Confundida com a tal
Sabem todos muito bem Da pura integridade Que torpeza, fica além, Muito além... da autoridade
Sacanagem, esse o termo Já que, indevidamente O comandante estafermo Ultrapassou o condizente
Ou será que papai Noel Fez carregamento indevido Invés de pegar o farnel Pegou o duplo sentido
Não se engane minha gente Tudo, não passa do nada Falar, contraproducente ... - Foi só meia tonelada !
São Paulo, 29/11/2013 Armando A. C. Garcia
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As marginais e ou o marginal
As marginais e/ou o marginal
As marginais e/ou o marginal Palco de convulsão e vandalismo Espetáculo degradante e brutal Sem um pingo de amor e de civismo
O rancoroso desintegrado da posse Em agressiva vingança intolerante Promove barricadas, como se fosse O dono das marginais, naquele instante
Atravessa ônibus, saqueia os veículos, Dos reféns d’ato, com a passagem obstruída O desespero toma conta. São ridículos Os meios de protestar e sua investida
O cidadão que sustenta toda máquina Fica à mercê d’ intolerância irracional O governo em suas atitudes de messalina Não coíbe a baderna, no radical
Poderia do alto do helicóptero afastar Com balas de borracha os meliantes, Bem como pôr a cavalaria a enfretar E a Rocan, para prendê-los em flagrantes
Suas atitudes fracas, geram forças brutas Nosso governo, tem os meios, e não os usa Se o maestro, não sabe usar a batuta A afinação da orquestra fica confusa
Nessa semelhança, o meliante abusa Sabendo que a punição não o alcança Enquanto a população fica reclusa O crime, a cada dia que passa, avança
Até quando... teremos esta intolerância Os ladrões recebem todas as benesses, No quadro dos mensaleiros, a impotência. E, vê-los-emos em breve, em novas messes !
Estes, denominam-se presos políticos Aberração ao vernáculo lusitano Língua pátria, qu’em todos sensos criticos Apelidá-lo desse termo, é puro engano!
Mas como nós, de engano em engano Temos sido, constantemente enganados Na frágil consciência do político insano No encontro desses vis, entre os humanos
Suas mentes fantasiosas persuadem Maquiando seu intento, ao eleitor No disfarce maquiavélico invadem ... Se desprovido de boa-fé, o confessor !
Estes, são os ladrões do alto escalão, Aqueles, os sem casa, os pés rapado Aos que tudo falta, por vezes até o pão Mas o crime, é igualmente tipificado
Surgem, entretanto sérias divergências Os primeiros, são considerados excrecências Os segundo serão sempre excelências Mesmo no palco de tantas pestilências !
Tem folhas de laranjeiras Voando no meu pomar Moças lindas e solteiras Nenhuma que me queira amar ----------------------------------- Pálida rosa amarela No pé, a erva daninha Sugou toda seiva dela Levando o caos à pobrezinha ----------------------------------- A duas quadras da rua Onde mora o meu amor O meu coração flutua Feito disco voador ---------------------------------- Já caminhei pela rua Carregando imensa dor Somente as pedras da rua Ouviram o meu clamor ----------------------------------- Teu ninho de encantamentos Que um dia me seduziu Hoje, é ninho de espinhos Que meu coração feriu ----------------------------------- No pungir de meus desejos E o coração a palpitar A boca espera teus beijos, Beijos que tu, não queres dar ----------------------------------- Só sente tédio na vida A mente desocupada, Ao que labuta, a fadiga, Não deixa pensar em nada ------------------------------------- Os pensamentos do homem Perdidos em conjeturas A sua alma consomem Em dias de amargura ! ----------------------------------- São Paulo, 26/10/2013 Armando A. C. Garcia
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Anomalia !
Anomalia !
Se um dia, essa estrela se apagar Como será a vida aqui na terra Sem o calor dos raios a brilhar Será o fim da planície e da serra
Transformar-se-á em noite, o dia Congelar-se-ão os rios e mares E a terra tornar-se-á tão fria Que as trevas congelarão os ares
Nem as chamas da floresta a crepitar Poderão de novo o mundo aquecer Nenhuma força nos poderá salvar - A única solução plausível é morrer
São Paulo, 12/10/2013 Armando A. C. Garcia
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Muralhas de Escuridão
Muralhas de escuridão
Muralhas de escuridão Na mente das criaturas Levam outras, e sem razão Ao caminho das sepulturas
Fruto de desentendimento Imposto nas agruras do fado Desespero e sofrimento Para ambos os dois lados
Ausência de raciocínio De educação e amor E carência do domínio Contra o seu obsessor
Quando infortúnio e desgraça Batem à porta de alguém - Se sem fumo, e cachaça Deixam a ira aquém !
São Paulo, 12/10/2013 Armando A. C. Garcia
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715
Fez da casa o baluarte
Fez da casa o baluarte
Há um silêncio profundo Desde a criação do mundo O homem com sua arte Fez da casa o baluarte
Nas cavernas a primeira. De pau a pique e esteira Foi arquitetando melhor Até chegar ao promissor
Sua força sempre usou Nunca nada lhe faltou Na senda desse progresso Alcançou o seu sucesso
Com suas mãos e labor Intelectual, ou servidor Reformulando conceitos Sem perenizar defeitos
Na obra do Criador Foi pedreiro, agricultor Conquistador e guerreiro, Alfaiate, sapateiro
Amante da liberdade Defensor da integridade. Desde o início foi assim Lutou por séculos sem fim
Foi escravizado e liberto Retrocedeu, não foi certo Dezoito séculos atrás Da era que hoje estás
Hamurabi, o rei sábio De sua boca e seu lábio Com uma visão apurada À humanidade devotada
Criou as lei de justiça Que até hoje, a cobiça Não as deixa aplicar No contexto de *acoimar
Aquele tempo, vejam só Nem Josué em Jericó Mediante poder Divino Ao Ser, deu maior destino
O tempo foi-se passando O homem se aprimorando Quase tudo evoluiu Vejo, que a lei, regrediu
Esse rei era tão sábio Criou com seu alfarrábio Duzentos e oitenta artigos Pra punir os inimigos
Da paz e da harmonia Pra manter a calmaria De seu reino, de seu povo, Jogando os ruins no covo
Hoje, tal não acontece Sofre o povo, se aborrece O inimigo dá risada Goza da lei, dá porrada
O povo é crucificado Morto na rua, no prado Mata, as vezes que quiser Nada vai lhe acontecer
Essa lei, que hoje aí está É mais digna de satã Que do seu adversário Mesmo que seja falsário
É situação desonrosa No bom sentido da prosa Tropeços, sobre tropeços Inflação, altos preços
Gente que luta e labuta Que não vive mais na gruta Mas que tem de se esconder Sem lei, para a defender
Construiu prédios e casas, Voou, como tendo asas Foi à lua, vai a marte Vai enfim, a toda parte
Percorrendo o infinito É tudo muito esquisito Se não tem dentro de si Vero amor, só frenesi
Com muita dificuldade. Muita força de vontade Vai superando os agrores Esperando dias melhores
Enquanto estes não chegam Os bons a Deus se achegam Como pobres inocentes, E até parecem doentes
Que o mal não sabem extirpar Deixando-o campear No seio da sociedade Ferem nossa liberdade
Até quando minha gente Teremos na nossa frente Um governo desastroso Que não prende o criminoso
E ainda lhe dá perdão Saídas com permissão E o pobre, o que labuta Vive, igual a prostituta. * castigar; punir
São Paulo, 25/10/2013 Armando A. C. Garcia
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Algumas das leis do Código de Hamurabi:
- Se alguém enganar a outrem, difamando esta pessoa, e este outrem não puder provar, então aquele que enganou deverá ser condenado à morte. - Se uma pessoa roubar a propriedade de um templo ou corte, ele será condenado à morte e também aquele que receber o produto do roubo deverá ser igualmente condenado à morte. - Se uma pessoa roubar o filho menor de outra, o ladrão deverá ser condenado à morte. - Se uma pessoa arrombar uma casa, deverá ser condenado à morte na parte da frente do local do arrombamento e ser enterrado. - Se uma pessoa deixar entrar água, e esta alagar as plantações do vizinho, ele deverá pagar 10 gur de cereais por cada 10 gan de terra. - Se um homem tomar uma mulher como esposa, mas não tiver relações com ela, esta mulher não será considerada esposa deste homem. - Se um homem adotar uma criança e der seu nome a ela como filho, criando-o, este filho quando crescer não poderá ser reclamado por outra pessoa.
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As lágrimas que pranteei
As lágrimas que pranteei
Não queiras dividir comigo As lágrimas que pranteei Nem ao maior inimigo, Como praga, lhas rogarei
Até as estrelas do céu Que ficam lá no infinito Ouviram o pranto meu Só tu, não ouviste meu grito
Dever-me-ias ofertar Uma vida de carinho Ou invés de enveredar Em busca de outro ninho
Impossível acreditar Que de tal fosses capaz, Em teu coração abrigar O amor desse rapaz...
Cada qual diz o que sente Saudades a gente as tem Quando o coração consente Sua alma, diz amém !
Nenhum grito de revolta Se ouviu do meu coração Apenas a mágoa solta Perdida na desilusão
O coração nunca mente Quando ama de verdade, A alma não fica ausente A saudade, é a culpada !
São Paulo, 27/10/2013 Armando A. C. Garcia
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594
Tua força !
Tua força !...
Juntei, Tua força à minha Com ela, cantei louvores A Ti, ó Rei destas vinhas Rei, de todos os Senhores
Sem saber donde provinha Esta minha vocação; A Tua força, na minha Tocou o meu coração
Corri o mundo ligeiro Levando Tua canção. Teu amor é o primeiro, Dentro do meu coração
Meu louvor é permanente Não tem dízimo, nem cobrança Só é preciso ser consciente Ter fé, e ter esperança
Que tem fé e confiança Na palavra do Senhor Enche a alma de bonança E o coração de amor !
Sai distribuindo carinho Pela humanidade afora Ensinando que o caminho Está, na nova aurora
Não cobrar o ensinamento Da palavra do Senhor Este, é o merecimento De Jesus, o Salvador!