Armando A. C. Garcia

Armando A. C. Garcia

n. 1937 BR BR

n. 1937-11-12, São Paulo

Perfil
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Et cetera - 27/08/2026

Entre outras coisas, o restante,

Ficou no silêncio certamente,

Ou ficou de mim equidistante

Ao pensamento transcendente.

 

Nessa legião de coisas escondidas

Envolvidas na percepção sensorial,

Vão dando, de si, vida às nossas vidas

No sentido amplo, consciente e mental !

 

São Paulo, 27/08/2026 (data da criação)

Armando A. C. Garcia –

 

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Biografia
Sou Poeta !

E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !

São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia 

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Poemas

1138

O helicóptero que caiu do céu

O helicóptero que caiu do céu

O helicóptero caiu do céu
Recheado de cocaína
Não era dele, nem era seu
Foi colocada à surdina

O produto que continha
Não era carga do mal
Era pura sacarina
Confundida com a tal

Sabem todos muito bem
Da pura integridade
Que torpeza, fica além,
Muito além... da autoridade

Sacanagem, esse o termo
Já que, indevidamente
O comandante estafermo
Ultrapassou o condizente

Ou será que papai Noel
Fez carregamento indevido
Invés de pegar o farnel
Pegou o duplo sentido

Não se engane minha gente
Tudo, não passa do nada
Falar, contraproducente ...
- Foi só meia tonelada !

São Paulo, 29/11/2013
Armando A. C. Garcia

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741

As marginais e ou o marginal

As marginais e/ou o marginal

As marginais e/ou o marginal
Palco de convulsão e vandalismo
Espetáculo degradante e brutal
Sem um pingo de amor e de civismo

O rancoroso desintegrado da posse
Em agressiva vingança intolerante
Promove barricadas, como se fosse
O dono das marginais, naquele instante

Atravessa ônibus, saqueia os veículos,
Dos reféns d’ato, com a passagem obstruída
O desespero toma conta. São ridículos
Os meios de protestar e sua investida

O cidadão que sustenta toda máquina
Fica à mercê d’ intolerância irracional
O governo em suas atitudes de messalina
Não coíbe a baderna, no radical

Poderia do alto do helicóptero afastar
Com balas de borracha os meliantes,
Bem como pôr a cavalaria a enfretar
E a Rocan, para prendê-los em flagrantes

Suas atitudes fracas, geram forças brutas
Nosso governo, tem os meios, e não os usa
Se o maestro, não sabe usar a batuta
A afinação da orquestra fica confusa

Nessa semelhança, o meliante abusa
Sabendo que a punição não o alcança
Enquanto a população fica reclusa
O crime, a cada dia que passa, avança

Até quando... teremos esta intolerância
Os ladrões recebem todas as benesses,
No quadro dos mensaleiros, a impotência.
E, vê-los-emos em breve, em novas messes !

Estes, denominam-se presos políticos
Aberração ao vernáculo lusitano
Língua pátria, qu’em todos sensos criticos
Apelidá-lo desse termo, é puro engano!

Mas como nós, de engano em engano
Temos sido, constantemente enganados
Na frágil consciência do político insano
No encontro desses vis, entre os humanos

Suas mentes fantasiosas persuadem
Maquiando seu intento, ao eleitor
No disfarce maquiavélico invadem
... Se desprovido de boa-fé, o confessor !

Estes, são os ladrões do alto escalão,
Aqueles, os sem casa, os pés rapado
Aos que tudo falta, por vezes até o pão
Mas o crime, é igualmente tipificado

Surgem, entretanto sérias divergências
Os primeiros, são considerados excrecências
Os segundo serão sempre excelências
Mesmo no palco de tantas pestilências !

Porangaba, 23/11/2013
Armando A. C. Garcia

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530

Pedido a Nossa Senhora dos Prazeres


Pedido a Nossa Senhora dos Prazeres

Pedi a Nossa Senhora dos Prazeres
O prazer de te encontrar. Encontrei.
Por burrice, esqueci de lhe dizer
Que te amava e que sempre amei !

Não posso reclamar da sorte,
Nem tampouco do pedido
Mesmo nas agruras da morte,
Vejo que ele foi atendido

Na verdade eu não pedi
Para tu ficares comigo
Na confiança, esqueci
De o pedir. Eis, meu castigo

São as farpas do destino
Cravadas no coração
Dum pedido libertino
Sem pedir a tua mão

Fugiste mais uma vez
Atropelando a esperança
Pela minha insensatez
Desforro, como vingança

Tem compaixão deste amor
Que te amou a vida inteira
Não o deixes por favor
Esperando em geladeira

Parece castigo do céu
Esta minha solidão
Que resiste ao sonho meu
Desta bendita paixão

Lenimento que acalma
Fulgência do teu olhar
Bálsamo de minha alma,
- Não me deixes a esperar !

São Paulo, 26/10/2013
Armando A. C. Garcia

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505

Esta Criatura o Homem

Esta Criatura o Homem


Este Ser de carne e osso circunscrito

Tem na comunicação, sonora ou visual

A capacidade de comunicar ao infinito

De um ponto a outro, por fala ou sinal

Agarrado ao tempo da imortalidade

Tem alma e pensamento unificado

Em oposição ao corpo, sensibilidade

De discernir a virtude do pecado.

SãoPaulo, 15/10/2013
Armando A. C. Garcia

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Leia - O Homem ! – publicado no meu blog:brisadapoesia em agosto 2011 e na usinadeletras

nodia 18/03/2009 -

O HOMEM !

Esse ser enigmático, pragmático
Irreverente, superficial, herói
Cheio de contradições, problemático

Com reflexos de sabedoria e bondade
Ora temperados de raiva e mau humor
Entrechocam-se, entre a vida e a eternidade

Introspectivo, absorto, pensador
Cientista, inventor, cicerone
Poeta, dramaturgo, escritor

Entre a guerra, e a paz faz amor
È filho, pai, esposo, namorado
É patrão, empregado, ou servidor

Músico, musicista, ou aprendiz
Artista, palhaço, ou professor
Com justiça e amor vive feliz

Um selvagem, homo inteligente
Mercenário, guerreiro, vencedor
Problemático, firme, perseverante

Discreto, audaz, aventureiro
Diplomático, fiel, ou confidente
Delicado, egoísta e cozinheiro

É administrador, advogado
Médico, sacerdote ou pastor
Arquiteto, político e soldado

O homem é esse ser matemático
De permanentes lutas e perigos
Com desempenho veloz e prático

Homem, ente mortal à imagem de Deus
Que descendo ao conflito do Reino escuro;
- Pode estancar a Fé e vedar Jesus

Daquele que clamo Deus; eu só espero
Chegar ao cume, valoroso e firme
E que faça este meu verso bem sincero

Instruindo Fé, levando a esperança
Ao povo humilde, a tal gente, dê alento
- Assim teremos Fé e bem-aventurança !

São Paulo, 18/03/2009
Armando A. C. Garcia


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606

Singelas Trovas

Singelas Trovas 

Tem folhas de laranjeiras
Voando no meu pomar
Moças lindas e solteiras
Nenhuma que me queira amar
-----------------------------------
Pálida rosa amarela
No pé, a erva daninha
Sugou toda seiva dela
Levando o caos à pobrezinha
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A duas quadras da rua
Onde mora o meu amor
O meu coração flutua
Feito disco voador
----------------------------------
Já caminhei pela rua
Carregando imensa dor
Somente as pedras da rua
Ouviram o meu clamor
-----------------------------------
Teu ninho de encantamentos
Que um dia me seduziu
Hoje, é ninho de espinhos
Que meu coração feriu
-----------------------------------
No pungir de meus desejos
E o coração a palpitar
A boca espera teus beijos,
Beijos que tu, não queres dar
-----------------------------------
Só sente tédio na vida
A mente desocupada,
Ao que labuta, a fadiga,
Não deixa pensar em nada
-------------------------------------
Os pensamentos do homem
Perdidos em conjeturas
A sua alma consomem
Em dias de amargura !
-----------------------------------
São Paulo, 26/10/2013
Armando A. C. Garcia

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565

Anomalia !

Anomalia !


Se um dia, essa estrela se apagar
Como será a vida aqui na terra
Sem o calor dos raios a brilhar
Será o fim da planície e da serra

Transformar-se-á em noite, o dia
Congelar-se-ão os rios e mares
E a terra tornar-se-á tão fria
Que as trevas congelarão os ares

Nem as chamas da floresta a crepitar
Poderão de novo o mundo aquecer
Nenhuma força nos poderá salvar
- A única solução plausível é morrer

São Paulo, 12/10/2013
Armando A. C. Garcia

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554

Muralhas de Escuridão

Muralhas de escuridão


Muralhas de escuridão
Na mente das criaturas
Levam outras, e sem razão
Ao caminho das sepulturas

Fruto de desentendimento
Imposto nas agruras do fado
Desespero e sofrimento
Para ambos os dois lados

Ausência de raciocínio
De educação e amor
E carência do domínio
Contra o seu obsessor

Quando infortúnio e desgraça
Batem à porta de alguém
- Se sem fumo, e cachaça
Deixam a ira aquém !

São Paulo, 12/10/2013
Armando A. C. Garcia

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m
715

Fez da casa o baluarte

Fez da casa o baluarte

Há um silêncio profundo
Desde a criação do mundo
O homem com sua arte
Fez da casa o baluarte

Nas cavernas a primeira.
De pau a pique e esteira
Foi arquitetando melhor
Até chegar ao promissor

Sua força sempre usou
Nunca nada lhe faltou
Na senda desse progresso
Alcançou o seu sucesso

Com suas mãos e labor
Intelectual, ou servidor
Reformulando conceitos
Sem perenizar defeitos

Na obra do Criador
Foi pedreiro, agricultor
Conquistador e guerreiro,
Alfaiate, sapateiro

Amante da liberdade
Defensor da integridade.
Desde o início foi assim
Lutou por séculos sem fim

Foi escravizado e liberto
Retrocedeu, não foi certo
Dezoito séculos atrás
Da era que hoje estás

Hamurabi, o rei sábio
De sua boca e seu lábio
Com uma visão apurada
À humanidade devotada

Criou as lei de justiça
Que até hoje, a cobiça
Não as deixa aplicar
No contexto de *acoimar

Aquele tempo, vejam só
Nem Josué em Jericó
Mediante poder Divino
Ao Ser, deu maior destino

O tempo foi-se passando
O homem se aprimorando
Quase tudo evoluiu
Vejo, que a lei, regrediu

Esse rei era tão sábio
Criou com seu alfarrábio
Duzentos e oitenta artigos
Pra punir os inimigos

Da paz e da harmonia
Pra manter a calmaria
De seu reino, de seu povo,
Jogando os ruins no covo

Hoje, tal não acontece
Sofre o povo, se aborrece
O inimigo dá risada
Goza da lei, dá porrada

O povo é crucificado
Morto na rua, no prado
Mata, as vezes que quiser
Nada vai lhe acontecer

Essa lei, que hoje aí está
É mais digna de satã
Que do seu adversário
Mesmo que seja falsário

É situação desonrosa
No bom sentido da prosa
Tropeços, sobre tropeços
Inflação, altos preços

Gente que luta e labuta
Que não vive mais na gruta
Mas que tem de se esconder
Sem lei, para a defender

Construiu prédios e casas,
Voou, como tendo asas
Foi à lua, vai a marte
Vai enfim, a toda parte

Percorrendo o infinito
É tudo muito esquisito
Se não tem dentro de si
Vero amor, só frenesi

Com muita dificuldade.
Muita força de vontade
Vai superando os agrores
Esperando dias melhores

Enquanto estes não chegam
Os bons a Deus se achegam
Como pobres inocentes,
E até parecem doentes

Que o mal não sabem extirpar
Deixando-o campear
No seio da sociedade
Ferem nossa liberdade

Até quando minha gente
Teremos na nossa frente
Um governo desastroso
Que não prende o criminoso

E ainda lhe dá perdão
Saídas com permissão
E o pobre, o que labuta
Vive, igual a prostituta.
* castigar; punir

São Paulo, 25/10/2013
Armando A. C. Garcia

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Algumas das leis do Código de Hamurabi:

- Se alguém enganar a outrem, difamando esta pessoa, e este outrem não puder provar, então aquele que enganou deverá ser condenado à morte.
- Se uma pessoa roubar a propriedade de um templo ou corte, ele será condenado à morte e também aquele que receber o produto do roubo deverá ser igualmente condenado à morte.
- Se uma pessoa roubar o filho menor de outra, o ladrão deverá ser condenado à morte.
- Se uma pessoa arrombar uma casa, deverá ser condenado à morte na parte da frente do local do arrombamento e ser enterrado.
- Se uma pessoa deixar entrar água, e esta alagar as plantações do vizinho, ele deverá pagar 10 gur de cereais por cada 10 gan de terra.
- Se um homem tomar uma mulher como esposa, mas não tiver relações com ela, esta mulher não será considerada esposa deste homem.
- Se um homem adotar uma criança e der seu nome a ela como filho, criando-o, este filho quando crescer não poderá ser reclamado por outra
pessoa.
606

As lágrimas que pranteei

As lágrimas que pranteei

Não queiras dividir comigo
As lágrimas que pranteei
Nem ao maior inimigo,
Como praga, lhas rogarei

Até as estrelas do céu
Que ficam lá no infinito
Ouviram o pranto meu
Só tu, não ouviste meu grito

Dever-me-ias ofertar
Uma vida de carinho
Ou invés de enveredar
Em busca de outro ninho

Impossível acreditar
Que de tal fosses capaz,
Em teu coração abrigar
O amor desse rapaz...

Cada qual diz o que sente
Saudades a gente as tem
Quando o coração consente
Sua alma, diz amém !

Nenhum grito de revolta
Se ouviu do meu coração
Apenas a mágoa solta
Perdida na desilusão

O coração nunca mente
Quando ama de verdade,
A alma não fica ausente
A saudade, é a culpada !

São Paulo, 27/10/2013
Armando A. C. Garcia

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594

Tua força !

Tua força !...

Juntei, Tua força à minha
Com ela, cantei louvores
A Ti, ó Rei destas vinhas
Rei, de todos os Senhores

Sem saber donde provinha
Esta minha vocação;
A Tua força, na minha
Tocou o meu coração

Corri o mundo ligeiro
Levando Tua canção.
Teu amor é o primeiro,
Dentro do meu coração

Meu louvor é permanente
Não tem dízimo, nem cobrança
Só é preciso ser consciente
Ter fé, e ter esperança

Que tem fé e confiança
Na palavra do Senhor
Enche a alma de bonança
E o coração de amor !

Sai distribuindo carinho
Pela humanidade afora
Ensinando que o caminho
Está, na nova aurora

Não cobrar o ensinamento
Da palavra do Senhor
Este, é o merecimento 
De Jesus, o Salvador!

São Paulo, 13/10/2013
Armando A. C. Garcia 

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525

Comentários (1)

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Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....