A minha casa é singela Sem vidraça, sem cortina À noite, à luz da vela De dia, o sol a ilumina
Num velho fogão de lenha Preparo as refeições Ao lado, uma velha penha Confidente dos serões
É muito simples, tudo ali Com cheiro de natureza Na hora de fazer pipi Banheiro, a redondeza
Tomo banho no riacho Que passa quase encostado E, não precisa ser macho Pra ficar todo pelado
Nem preciso de toalha Para meu corpo secar Pois o sol, aqui retalha Nem dá tempo pra secar
De manhã, os passarinhos Trinam temas, sem parar Veja que fazem seus ninhos Ao lado, em qualquer lugar
Violetas e margaridas Crescendo em profusão Ao lado, longas espigas De trigo e de feijão
Minha casa é pobrezinha É como o meu coração Se alguém dela se avizinha Não sai, sem refeição !
São Paulo, 27/10/2013 Armando A. C. Garcia
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Natal - 2013
Natal - 2013
Senhor! Eu O espero novamente neste Natal.
Neste Natal, oremos pela Paz Que haja paz em todos corações Que haja paz em todas as Nações Neste Natal, oremos pela Paz.
A exaltação, os ânimos domina Que seja aplacada, pelo amor Que em vez do grito, seja a flor O pendão a desfraldar, rotina.
O denso véu que cobre consciências Dos nossos governantes. Desperta ! Pra que não hajam, mais divergências E sim, realidade, pura e certa
Seja o progresso moral a meta. Extirpa a ganância do vil metal Que o amor, e a paz neste planeta Sejam sempre o lema principal
Enche de brandura os corações Sejam os irados benevolentes Leva a eles a verdade e as razões Pra que sejam mais condescendentes
Neste Natal, Senhor, esparge a paz Em todos os lares deste planeta Leva um pouco de ventura vivaz Ao morador da casa, e ao da sarjeta
Aurora de paz, nas taperas sem pão A chaga de pobreza é imoral Senhor, desperta o rude coração Daqueles que são a chaga Nacional !
São Paulo, 31/10/2013 (data da criação) Armando A. C. Garcia Feliz Natal e Alvissareiros sucessos de Próspero Ano Novo - 2014 Leia - coletânea com 22 poesias de Natal No meu blog: brisadapoesia.blogspot.com
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Meu Portugal
Meu Portugal
Meu Portugal pequenino Gigante por natureza Tiveste tu, por destino Levar ao mundo a proeza
De descobrir novos mundos Façanha de alto valor Naturalmente oriundo Dum povo navegador
Intrépido e destemido Audacioso e valente Que não se dá por vencido Nem no bote da serpente
Pequeninas caravelas Na imensidade do mar Desfraldaram suas velas Começaram a navegar
Embaladas pela espuma Ou pela procela do mar Não tinham rota alguma No caminho a explorar
Cruzaram ondas sem fim A graça de Deus, deu poder E, este pequeno jardim, Começou a florescer
Foste a glória de um povo E, ainda hoje, tu o és O mundo se agita de novo Quando vê um português.
Cheia de encanto, magia e graça Passava por mim toda a manhã. Perfumando o caminho onde passa Na pureza, de sua fisionomia louçã
Pros meus botões e à mãe natureza, Dizia ...um dia ela vai ser minha. Errei redondamente, que tristeza... Perdi o amor, da linda rainha !
Se alguém perguntar qual foi o erro De tê-la perdido, eu digo: não sei. - Perdi-me na saudade, do desterro
Vivo errante da saudade que amei, No manto da nostalgia, eu enterro A pungente dor, que tanto pranteie !
São Paulo, 27/10/2013 Armando A. C. Garcia
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As mãos do fado
As mãos do fado
Unir meus dias aos teus Meu primeiro pensamento Mas por vontade de Deus Não tive o merecimento
Pensando que t’esqueceria Vi os anos se passarem Lutei, o quanto podia Pra’s saudades, isolarem
Quanto lutei, só eu sei Minha prece não ouvida. -Eu juro, que confiei Ser uma causa perdida
Minha sorte, foi mesquinha Foi cruel e desumana Fazer-te minha rainha, Tal idéia, foi insana
A dor que rala, dispara Desilusão tão sofrida, Que as mãos do fado separa Em derradeira despedida.
Porque desventura tanta Quem ama deva sofrer Nem mesmo, a virgem santa Se condói d’seu padecer.
Não sucumbe tua imagem Em minha imaginação Ela, já fez hospedagem Dentro do meu coração !
São Paulo, 24/10/2013 Armando A. C. Garcia
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Esperança no futuro
Esperança no futuro
No auge do *paroxismo da inocente culpa Que estrangulava seus íntimos segredos Pediu encarecidamente sua **exculpa Pelos dias que trilhou caminhos ledos
Penetrou o mistério das lousas pedras Onde se esconde pelo rutilante brilho Um filão de ouro naquelas rochas negras, Tornando em homem rico o maltrapilho
Brilhou finalmente a sua bela estrela Num clarão eterno de felicidade Que a luz consoladora, teve piedade
Acendendo claridade ao dia escuro Dando esperança ao fraco de que o futuro Regido por Deus, nos afasta da procela !
•Auge;apogeu ** desculpa São Paulo, 27/10/2013 Armando A. C. Garcia
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Trotskistas Brasileños
Trotskistas Brasileños
Que País é este que tolera Atos de selvajaria e os acoita A lei esconde-se atrás da moita Então... o criminoso impera
Incendeia ônibus e caminhões A imprensa os televisiona, A polícia, sem restrições Vira assistente da intentona
Parece que temos um Governo De apedeutas visionários Candidatos ao inferno P’los anseios comunitários
Onde o poder, pelo poder É a prioridade absoluta Seu apreço é combater Levando o povo à luta
Decretos totalitários Dão direito ao invasor Os pobres dos proprietários Perderam o seu valor
Rendem tributo à droga Tiram os símbolos de Deus Da igreja e sinagoga Desacreditando os céus.
Demonstrando complacência E conivência com o crime Deixam os seus comandados Jogarem no mesmo time
São trotskistas formados Na academia do PT Com estudos avançados Pra tomar tudo, de você !
Consentimento calado Do comando da nação No pior, mais delicado Espectro da confusão
A propriedade privada, A lei, não respeita mais Hoje, é página virada O invasor, manda nas tais
Queimam ônibus, caminhões Nas ruas e na estrada E o que acontece aos vilões Absolutamente... nada !
Sem ninguém que os impeça A impunidade é total Tapam o rosto e a cabeça Ninguém os prende, afinal
Pensa bem com teus botões Se algo, não está errado No auge das confusões A policia, quieta ao lado.
Ninguém impede a façanha Deixam botar fogo na lenha A safadeza é tamanha Que nem a lei, deles desdenha
São trotskistas preparados Instruídos pra badernar Em todo país e estados Pro tal regime implantar
Eu avisei, minha gente Que esse pessoal de Cuba, Não vinha curar doente Só, participar da suruba
Meu povo, bom e pacato Não se fie em altruísmo Nada no mundo, é tão ingrato Como esse tal de comunismo
Não se engane minha gente Dão bote igual à serpente A picada mal se sente, O veneno é abrangente
Não fiques de pés balançando Sentado, na tua cadeira Levanta, mostra quem és Que tens a força guerreira !
São Paulo, 29/10/2013 Armando A. C. Garcia
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573
Incoerência do Amor
Incoerência do Amor !
Da poesia, tem o encanto e a graça Nesta existência tão dúbia e confusa Tem magia fascinação e congraça Corações que às vezes o cupido usa Ao extremo de sua natureza humana
Na atração de almas que a seta engana E em louco intento se perdem no fado Mesmo que vivam juntas, lado a lado Inútil a chama quando já não se fundem Se ao prazer e à doçura não se rendem
Está exausta, enfim a ilusão do amor Na taça da utopia... só dissabor Embalde derramam lágrimas sinceras Os olhos das ilusões adulteras Triste clamor no deserto, apenas
Dor e fel. No amor não tem mecenas Para proteger, para resguardar Qualquer ninho de amor a se apagar Pra mantê-lo, leva rosas em profusão Lenimento, que acalma o coração !
São Paulo, 26/10/2013 Armando A. C. Garcia
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Na volúpia do pecado
Na volúpia do pecado
Sua alma amortalhada Nas teias do triste fado Corre sangue na parada Da volúpia do pecado
Não enxergava a verdade Nem via nisso maldade Agora... tem piedade Das coisas da tenra idade
Caminhou sem ver a luz Nas arenas do destino. Perdoa-lhe o Bom Jesus Todo aquele desatino
Cantando o fado levou Sua vida sem velar Nem por amor me casou Junto à pedra do altar
C’ as guitarras trinando Os dias foram passando Com eles os anos a fio Nas cordas do seu desvio
Neste livre pensamento Trina nele, o seu lamento Que envenenar persiste O algo bom, qu’inda existe
Neste louco desatino Carga do próprio destino. Pergunto qual a razão De falta de comiseração
Para quem sofre na vida Dor atroz, da despedida Suspirando nos anais Tormentos tão desiguais
Com sua alma sentida Pelos agrores da partida Num sentimento tão triste Da dor que na alma existe
Num sentimento ignoto Na escala dum terremoto Elevado ao grau maior O estrago; é superior !
Vejam o estrago que faz Nem há amor, nem há paz Se a volúpia exagerada Por bem, não for dominada
E se ainda for capaz Do tombo que o compraz De erguer a fronte à vida Terá a alma evoluída !
Entretanto, se assim não for Pode esperar o pior Será do fado, a vítima A recompensa legítima.
São Paulo, 07/10/2013 Armando A. C. Garcia
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IPTU - 2014 - São Paulo
IPTU - 2014 - São Paulo
IPTU escorchante Que o PT quer impor De escalada galopante Este governo, é o pior
Falam em trinta por cento Comercial, quarenta e cinco Isso é falta de bom senso Para um telhado de zinco
Os senhores vereadores A quem pagamos salário, Não defendem os pavores Do povo, já no calvário
Afinal, não nos atendem Como seria o curial Ao invés disso defendem O erário municipal
De que nos serve afinal O bando de engravatados De caráter abissal Que só nos deixa frustrados
O publicano Municipal Quer abarrotar os cofres Pouco importa, passe mal O povo, com estes chofres
Se perder sua casinha Por falta de pagamento À Prefeitura a aninha Sem qualquer arrependimento
Tem gente que já não dorme Tamanha sua depressão. Em exagero, tão disforme O aumento é campeão
Se confirmado o exagero Tem gente, que não vai comer. Bate forte, o desespero De sua casa, perder.
Para o alcaide Petista, Pouco importa nossa gente Ele manda fazer a lista O povo, que aguente...
É programa planejado Para o povo enfraquecer Deixá-lo aniquilado Pro comunismo crescer
Essa gente que aí está Não tem fé, nem coração Está mais para satã Que pro rei da criação
É o governo do PT, O que, tanto prometia, Bom, que agora o povo vê, Que só mentira dizia.
Nunca, se elevou em tanto O percentual de imposto Nosso povo é um santo Se aceitar o exposto
Tira da boca a comida De muito pobre coitado Será uma vida sofrida Nas costas do eleitorado
É essa a consideração Por quem sufragou seu voto Nessa mísera agremiação Que agora, arranca o escroto
Ó povo que vai pras ruas Faz falta o teu refrego Tens a força duma grua Não fiques nesse sossego
Não esperes complacência De quem não tem comiseração O aumento é congruência Da Câmara, sem oposição
Entre edis e capitão Já tudo foi acertado Causa nojo e aversão O ajuste pactuado !