Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
de sabe-los em mim
assim tão profundamente
possa a vida transigir
tudo aquilo a que não se consente
é que vivê-los é tanto
mesmo assim distante
que a razão dispara
quando o coração descansa
é que o amor encanta
as lonjuras de quem ama
rasuro minha angústia
com o riso ininterrupto
de quem convive farto
com os cheiros do futuro
nado nas manhãs
em que lágrimas baldias
tecem um desejo de tange-las
montando alegrias
é que viver é um formulário
preenchido a cada dia
remetido aos ombros do tempo
com o gosto que se vivia.
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.