Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
a vida
dá-se em tanto
quanto militar-se
nos seus rumos
nas ruas de si
nas veias do mundo
ministra-la no tempo
é deixar-se em tudo
militar a razão
nos ombros do futuro
identifique-se
tudo de si
é parte do infinito
deixar-se tanto
é estar coletivo
viver-se no outro
como esconderijo
razão militante
íntima e construída
dar-se elo de tanto
é o todo da vida
nas minhas marés
(a)mar é tanto
ondas que trago
como oceano
armando praias
varandas humanas
das águas do tempo
areias e sanhas
assim despejado
nas veias do mundo
rebento companheiro
as ondas de tudo
palco da vida
coxia de tudo
o homem a(u)tua
cada futuro
dado ao texto
quanto álibi
constrói em si
cada palavra
as que lhe ditam
as que lavra
o tempo
platéia inata
escreve no a(u)tor
suas palavras
o poem(t)a
em sua fala
não é pose do poet(m)a
nas palavras
antes e discurso
que o verbo instala
quando a vida pesa
no vão da alma
nas letras de si
desgovernados
o poet(m)a da-se verbo
incontrolável
a estrofe é apenas modo
de arruma-los
a manhã
ainda nem se achava
perdida, confusa,
no vão da madrugada
o tempo
desgovernado
confundia o menino
com o sono guardado
abrindo a porta
ébrio da madrugada
o pai atravessa o tempo
jaguatirica nos braços
no jovem se acendia
a mata urbana montada
arquivo de tanto
o tempo perambula
larga o passado
nas veias do futuro
a saudade
no tempo disfarçado
mascara de si
cada passado
o futuro
ainda consternado
assume sua marca
no vão do palco
a saudade dirige a cena
platéia de si no ato
África
arma a tática
dar-se estratégica
pela alma
punho da matéria
larga fala
de quem se habita
orbe originária
o mundo
urde sua plástica
tecendo a vida
africana saga
a África é tanto
humana e futura vaga
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.