Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
assim como Frederika
cerzida ao coração holandes
Filipéia quase se estanca
com seu destino de rês
nem porque Frederika
se ousasse menos urbana
mas que se quisesse alegre
no exercício do drama
porque galões encestados
no seu ombro mais rural
he ditassem um ritmo lento
qual vento em canavial
e Filipéia quer-se rápida
na sua viagem sagaz
que empreende como bolandeira
nos engenhos do nunca mais.
pois mesmo sendo cidades
em contrafortes definidos
Filipéia nunca é Frederika
apesar de todos os indícios
assim partida Filipéia
em Frederika amordaçada
nunca que uma palavra
pesasse mais que um fardo
já quase Filipéia
ainda tão Frederika
o tempo lhe dita ordens
como chefe de polícia
revolvida sua terra
por pés tão passageiros
onde os índios que amanhavam
seu jeito de verdadeira?
é que lhes sobram os suores
dos homens que lhes atiçam
construindo uma história
envoltos em seus ofícios
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.