Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
Há que brandir a arma
do tamanho exato da paz
como se fora instrumento
à contradita de tal
pois em ser armistício
de variada postura
dê-se sempre à vazão
de perambular pelas ruas
é que a paz sempre habita
uma consciência difusa
que nem precisa ser tanta
para ser clara armadura
cravada no peito dos homens
como larga escravatura
que lhe põe horizontes na face
e lhe inventa e testemunha
no rol infante da vida
na lida avante do mundo
como se fora uma flor
com sede de absolutos
como a dizer que ao homem
cabe a certeza de tudo
é que ao homem descabe
qualquer semelhança
ao que se faça por guerra
cerzido a qualquer lembrança
malgrado o jeito de paz
que qualquer luta barganha
é que ao homem se apresta
essa via larguíssima
de inventar as manhãs
a partir de sua vida
como se for a prestação
de uma compra infinita
há que brandir a paz
como essa arma precisa
que pulsa no peito do homem
o tamanho de sua lida
como se fora a razão
de toda sua notícia
estampada pelo mundo
à custa de muita vida.
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.