Das rasuras oníricas da vontade
O sonho é só um jeito de navegar o mundo dentro do peito mesmo profética a vontade de sonhar manifesta os descuidos que guarda em sua gesta. adredemente, sem a prática, o sonho sempre é tarde é que a gente esquece, às vezes, de entorná-lo pela vontade.
Pequena digressão militante
seja do povo e da revolução o cartório preventivo da nação é que a história sempre tramita entre os gritos do povo a esperança, a luta e a vida.
Das certezas em torno do futuro
na luta e na madrugada, a esperança é apenas uma certeza adiada as ansiedades do tempo só alargam sua estrada é que os verbos que a tangem habitarão sempre nossa fala
Dos eflúvios recorrentes da luta
de novo o tempo será do povo ainda que as horas perdurem baldias pela memória nada que tanja a vida engravida sem a história ao homem cabe apenas fazê-la apesar das demoras.
Das correntes e medidas do amor
ao amor dê-se a vazão das cachoeiras que inventam o coração e dê-se como mar nas ondas em que se cometa como se fora um barco navegando impune sua gesta. o amor é sempre ávido em tudo a que se presta.
Dos rumos do verso em mares intensos
poemas são verbos à deriva esperando navegantes que os devolvam à vida ao poeta simplesmente resta apontar os verbos àquilo que se sente e nos mares das palavras pescá-los de repente.
Ao Cavaleiro da Esperança
Camarada Prestes, a esperança ainda cavalga os corcéis que o povo tange e inventa pela alma dos seus mergulhos entornada pelos tempos a rebelião é o estopim dos futuros e dos ventos cavaleiro, ainda da esperança, o povo amanhece tua lembrança.
Das andaduras do ecológico drama
A mata declara o cheiro da vida pela alma o índio nos ombros da mata inventa os futuros pelas tabas o sistema adredemente prolata a morte sistêmica dos sonhos, dos futuros e das almas. resta fundar, sistematicamente, o povoamento das praças
Das andanças ainda oníricas do tempo
na garupa do sonho sitiado pela vida o homem adormece todas as feridas nada do que lhe é bastante o é em tal medida que não se farte dos infinitos que alinhava em sua lida sonhar é só ordenar os futuros que se tem em vista
dos males em trânsito
o mal é só um bem que teima em não sê-lo fora só um mal não poderia cabê-lo na estreiteza do gesto de fazê-lo o bem é só um jeito de contê-lo.
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.