Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
nem porque tarde
eu traga o coração ao povo
e a garganta finja ser astronave
órbita humana do corpo
e nesse discurso
eu me semeie pela praça
como uma nave desgarrada
à procura de estradas
e assim caminhante
com tal rompante de gente
eu caiba nas ruas do povo
e me abrace naturalmente
a massa
era um coice exato
e grávido, de repente,
o trabalho deu um salto
não que, tão urgente,
forjasse em tal aprumo
e saísse da barriga do dia
para o vão do mundo
mas que se jogasse
no singelo esforço
de trazer a força na mão
e o grito no bolso
eram tantos
e de uma paz tremenda
que roíam as mágoas da vida
agora feitos em moendas
não instrumento mecânico
de bruta consistência
que rasgasse o véu da história
em tão humana moenda
mas que fossem soldados
perfilados nesse mister
de tornarem-se moendas
da classe por que se é
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.