Marítima alusão da vida
no convés de mim
singro minhas águas
as que fluem do riso
as que nadam as lágrimas
quase todas resumidas
nas correntezas que lavro
atravessar-me,
nos mares que componho,
é navegar em mim
os barcos que sonho
no convés de mim
singro minhas águas
as que fluem do riso
as que nadam as lágrimas
quase todas resumidas
nas correntezas que lavro
atravessar-me,
nos mares que componho,
é navegar em mim
os barcos que sonho
nem porque tarde
eu traga o coração ao povo
e a garganta finja ser astronave
órbita humana do corpo
e nesse discurso
eu me semeie pela praça
como uma nave desgarrada
à procura de estradas
e assim caminhante
com tal rompante de gente
eu caiba nas ruas do povo
e me abrace naturalmente
a massa
era um coice exato
e grávido, de repente,
o trabalho deu um salto
não que, tão urgente,
forjasse em tal aprumo
e saísse da barriga do dia
para o vão do mundo
mas que se jogasse
no singelo esforço
de trazer a força na mão
e o grito no bolso
eram tantos
e de uma paz tremenda
que roíam as mágoas da vida
agora feitos em moendas
não instrumento mecânico
de bruta consistência
que rasgasse o véu da história
em tão humana moenda
mas que fossem soldados
perfilados nesse mister
de tornarem-se moendas
da classe por que se é
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.