Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
a vida
é discurso
tudo que lhe vive
diz o futuro
sua fala
verbo alado
voa na vontade
aterrisa nos braços
no homem
como colmeia
dá-se coletiva
em todas suas teias
discorre-la no mundo
é comício das ruas e veias
a vida
é discurso
tudo que lhe vive
diz o futuro
sua fala
verbo alado
voa na vontade
aterrisa nos braços
no homem
como colmeia
dá-se coletiva
em todas suas teias
discorre-la no mundo
é comício nas ruas e veias
ainda haverá tempo
de retomar a vida
construção conjunta
da usina coletiva
esquinas da luta
futuro contruído
cada um será todos
da universal tribo
todos serão único
plural indivíduo
a terra viverá humana
hipóteses do infinito
válvula exitencial
do mundano rito
avio a manhã
no vã o dos olhos
restos da madrugada
que já fogem
o tempo
solfejando a vida
voa nos pássaros
o canto do dia
o homem
ainda sonolento
arruma o sonho
pelo pensamento
o mundo, acordando,
avia o seu tempo
analógico
o cérebro transpira
sinapses digitais
postas pela vida
ficção iluminada
de estar ciente
pousa na tela
a razão vivente
a trama coletiva
da humana saga
resta escondida
no alfabeto da alma
o homem anda a história
nos empecilhos que espalha
artefato da vida
trincheira humana
do amor se tenha
veias e tramas
construção exata
das terras da alma
usina coletiva
da humana saga
o amor inventa vias
como decisiva arma
ao homem cabe tê-la
na prontidão de usá-la
analógico
o cérebro transpira
sinapses digitais
algorítmicas
ficção disfarçada
de estar ciente
pasta na tela
a razão de vivente
a trama coletiva
matéria usinada
resta escondida
no alfabeto da alma
o homem anda a história
nos entraves que espalha
náufrago de si
dê-se ao rito
de nadar incólume
contra o infinito
nada humano
revoga a liberdade
de estar combatente
no colo da vontade
às ondas da vida
mares criados
cabe só contê-las
na força dos braços
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.