nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Lista de Poemas
Presentes do futuro
assim de tanto
em sua constância
a futuro gasta
a esperança
como se fora um tempo
à distância
na verdade
pousa nas horas
dos presentes que traça
na história
tudo que lhe tange
são os braços, a memória
em sua constância
a futuro gasta
a esperança
como se fora um tempo
à distância
na verdade
pousa nas horas
dos presentes que traça
na história
tudo que lhe tange
são os braços, a memória
8
Lane Pordeus
a saudade
é só um disfarce
de como caber em mim
tua eternidade
dou-me ainda ao tempo,
triste andarilho,
de percorrer em mim
todos os infinitos
que criamos em nós
brincando de limites
é só um disfarce
de como caber em mim
tua eternidade
dou-me ainda ao tempo,
triste andarilho,
de percorrer em mim
todos os infinitos
que criamos em nós
brincando de limites
14
Declaração
A Lane Pordeus
viajava nos teus olhos
as léguas todas de mim
trilhos da minha paz
nas caminhadas em ti
no cofre das emoções
guardei-me inteiro
inventando a vida
nos infinitos do teu jeito
é assim como nadar no tempo
os açudes largos do peito
viajava nos teus olhos
as léguas todas de mim
trilhos da minha paz
nas caminhadas em ti
no cofre das emoções
guardei-me inteiro
inventando a vida
nos infinitos do teu jeito
é assim como nadar no tempo
os açudes largos do peito
8
Ainda a Lane Pordeus
fora da tribo
indígena cósmica
povoas o infinito
em urgente lógica:
ninfas sorriem o tempo
nas eternidades que moram
indígena cósmica
povoas o infinito
em urgente lógica:
ninfas sorriem o tempo
nas eternidades que moram
39
Das tentativas
como um grito
grampeado no espaço
o verso tenta abraçar
a imensidão de teus braços
o verbo
transeunte do enredo
remói a gramática
como um desejo
como se as letras pudessem
inventar o teu jeito
e declamar teu sorriso
nas esquinas do peito
grampeado no espaço
o verso tenta abraçar
a imensidão de teus braços
o verbo
transeunte do enredo
remói a gramática
como um desejo
como se as letras pudessem
inventar o teu jeito
e declamar teu sorriso
nas esquinas do peito
7
Do tempo em medidas
os amanhãs
serão menores
os ontens que trago
são enormes
o tempo de ti
tinha a compostura
de uma hora mágica
que andavamos nas ruas
meu tempo, agora,
é só um pesado jeito
de inventar você
dentro do peito
serão menores
os ontens que trago
são enormes
o tempo de ti
tinha a compostura
de uma hora mágica
que andavamos nas ruas
meu tempo, agora,
é só um pesado jeito
de inventar você
dentro do peito
7
Novamente a Lane Pordeus
as rédeas do meu sonho
habitam teu destino
com as tramas da razão
e a saudade dos sentidos
assim como um barco exato
que navega o infinito
guardando a proporção
de estar sempre contigo
habitam teu destino
com as tramas da razão
e a saudade dos sentidos
assim como um barco exato
que navega o infinito
guardando a proporção
de estar sempre contigo
14
Caminhos
o universo
caminha.
onde?
quantos infinitos
ainda esconde?
embrulhado na vida
como uma afronta
aos palmos de razão
que ainda encontro
caminha.
onde?
quantos infinitos
ainda esconde?
embrulhado na vida
como uma afronta
aos palmos de razão
que ainda encontro
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Comentários (10)
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É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
Abração !
Honrado
Obrigado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.