nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Lista de Poemas
Ainda o amor
alinhavado a cada hora
costuramos nosso tempo
como um abraço profundo
pelo pensamento
os sentidos
transeuntes da vida
eram os pergaminhos
dessa intensa escrita
hoje cabem como herança
dessa lógica infinita
derrame do amor em ondas
nos mares em que milito
costuramos nosso tempo
como um abraço profundo
pelo pensamento
os sentidos
transeuntes da vida
eram os pergaminhos
dessa intensa escrita
hoje cabem como herança
dessa lógica infinita
derrame do amor em ondas
nos mares em que milito
7
Construção II
nos ombros do tempo
como hora urgente
inventamos o amor
adredemente
lapidado nas falas
jogado nos ventos
semeando palavras
pelo pensamento
verbos grávidos da vida
plantados na gente
como hora urgente
inventamos o amor
adredemente
lapidado nas falas
jogado nos ventos
semeando palavras
pelo pensamento
verbos grávidos da vida
plantados na gente
9
Infindos comentos
o infinito
não é só espaço,
assim perene,
é também um tempo
como cabê-lo pouco
nas curvas do pensamento?
alinhá-lo ao possível
é vive-lo urgentemente
não é só espaço,
assim perene,
é também um tempo
como cabê-lo pouco
nas curvas do pensamento?
alinhá-lo ao possível
é vive-lo urgentemente
33
Do amor cogente
tua vida
agora infinito
põe-me na liberdade
de todos teus sentidos
íntimo do espaço
dou-me ao privilégio
de navegar teus encantos
nas praças do cérebro
agora infinito
põe-me na liberdade
de todos teus sentidos
íntimo do espaço
dou-me ao privilégio
de navegar teus encantos
nas praças do cérebro
7
fluxos da vida
minhas vias
são as veias
e a saudade exata
que o sangue lateja
nas praças da alma
a vida
guardada em tudo
espalha teu sorriso
nas ladeiras que subo
o tempo ainda enfeita
as avenidas do mundo
são as veias
e a saudade exata
que o sangue lateja
nas praças da alma
a vida
guardada em tudo
espalha teu sorriso
nas ladeiras que subo
o tempo ainda enfeita
as avenidas do mundo
10
Do amor pulsante
o amor pulsa
mesmo avulso
todas as veias
todos os cursos
navega os olhos
inventa o mundo
na identidade lúdica
do discurso
a lembrança joga o tempo
nos espaços de tudo
mesmo avulso
todas as veias
todos os cursos
navega os olhos
inventa o mundo
na identidade lúdica
do discurso
a lembrança joga o tempo
nos espaços de tudo
11
Da saudade em dizer sucinto
a saudade
é uma pátria movediça
dói nos vincos da alma
ri dos tempos da vida
enche o peito de tanto
desfaz-se em cachoeiras
nos rios cheios dos olhos
numa exata correnteza
a saudade é quase desejo
que o tempo represa
é uma pátria movediça
dói nos vincos da alma
ri dos tempos da vida
enche o peito de tanto
desfaz-se em cachoeiras
nos rios cheios dos olhos
numa exata correnteza
a saudade é quase desejo
que o tempo represa
9
Do amor em larga metragem
não me peçam léguas
carrego infinitos
pousados todos no tempo
no compasso dos sentidos
derrama-los em versos
abraça-los na saudade
jeito de derramar o peito
nas lonjuras em que cabe
o amor é um pássaro do tempo
voando a eternidade
carrego infinitos
pousados todos no tempo
no compasso dos sentidos
derrama-los em versos
abraça-los na saudade
jeito de derramar o peito
nas lonjuras em que cabe
o amor é um pássaro do tempo
voando a eternidade
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Comentários (10)
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É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
Abração !
Honrado
Obrigado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.