nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Lista de Poemas
Onírica levada
o mundo acorda
no meio do sono
há de deixar-se inteiro
perambular pelo sonho
transeunte da vida
em onírica viagem
o homem consolida
os fatos e as mirangens
sempre cabe pedaços de sonho
nas mãos da realidade
no meio do sono
há de deixar-se inteiro
perambular pelo sonho
transeunte da vida
em onírica viagem
o homem consolida
os fatos e as mirangens
sempre cabe pedaços de sonho
nas mãos da realidade
10
Lembrança I
a saudade
passado renitente
advoga futuros
no presente
redemoinhos de fatos
nos ombros do tempo
exato circunlóquio
de pensamentos
7
Kant(ificando)
Kant divisava
imperativos avulsos
farpas disseminadas
projeção dos discursos
ousava traze-los
na quitanda filosófica
assim como bandeira
tremulando concórdias
a vida
por seu âmago lógico
era só um imperativo
da natureza em seu ócio
imperativos avulsos
farpas disseminadas
projeção dos discursos
ousava traze-los
na quitanda filosófica
assim como bandeira
tremulando concórdias
a vida
por seu âmago lógico
era só um imperativo
da natureza em seu ócio
15
Larguras do espaço
o horizonte
nunca é tanto
que possa esconder
os infinitos que planto
os limites
são um enquanto
nos saltos espalhados
nas profundezas do canto
ao homem cabe a largura
das léguas do que plante
nunca é tanto
que possa esconder
os infinitos que planto
os limites
são um enquanto
nos saltos espalhados
nas profundezas do canto
ao homem cabe a largura
das léguas do que plante
6
Infante velhice
minha infância
foi o paradeiro
onde estive ancião
em jovens medos
a vontade
era o brinquedo
de rumar a vida
como enredo
quando provecto
dei-me ao cedo
em todos os tardes
em que me inscrevo
foi o paradeiro
onde estive ancião
em jovens medos
a vontade
era o brinquedo
de rumar a vida
como enredo
quando provecto
dei-me ao cedo
em todos os tardes
em que me inscrevo
11
Do amor em ondas
o amor
é um mergulho
quando da-se conta
há um mar em tudo
navega-lo
no barco dos fatos
é construi-lo adrede
em cada abraço
tudo que lhe povoa
é o continente dos atos
é um mergulho
quando da-se conta
há um mar em tudo
navega-lo
no barco dos fatos
é construi-lo adrede
em cada abraço
tudo que lhe povoa
é o continente dos atos
21
Galope no raso da tarde
no cavalo
sem rédeas
o menino galopa
as idéias
o vento
abraçando o tempo
espanta o espaço
e o pensamento
a caatinga
bafejando a tarde
encosta no galope
cheia de saudade
sem rédeas
o menino galopa
as idéias
o vento
abraçando o tempo
espanta o espaço
e o pensamento
a caatinga
bafejando a tarde
encosta no galope
cheia de saudade
6
Marítima paisagem
assim calmo
o mar balança
dança na areia
suas ondas
o tempo
refestelado
joga as horas
pelo espaço
o homem
meio à deriva
pensa suas ondas
abraçado à vida
o mar balança
dança na areia
suas ondas
o tempo
refestelado
joga as horas
pelo espaço
o homem
meio à deriva
pensa suas ondas
abraçado à vida
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Comentários (10)
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É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
Abração !
Honrado
Obrigado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.