Lista de Poemas
Feitiços
Dizem que os antigos feiticeiros
Detinham poderes cercados de magia
Dizem entre lendas mitos e lugarejos
Dominavam a arte do disfarce e fantasia
Mas não é assim que eu me lembro...
Eu vi um homem solitário no cavo da cordilheira
Preso no tempo nas sombras dos grandes cavaleiros
Ao contrário do que pregavam vivia à sua maneira
Seus dedos grafavam o alfabeto das estrelas e seus mistérios
Nos tempos modernos eles ainda caminham com suas varinhas
O cavo das cordilheiras foi substituído pelos beirais de concreto
Mas no abecedário da noite continuam uns escrevendo poesias
Canções ou redesenhando o mármore do mundo com seus martelos
No fundo o que eu penso...
Eles vivem nas sombras quietos mas são sim cercados de magia
Sobrevivem no tempo por dominarem a arte do disfarce e da fantasia
Deus abençoe as lendas que mantém acesas as verdades
Carlos Correa
Detinham poderes cercados de magia
Dizem entre lendas mitos e lugarejos
Dominavam a arte do disfarce e fantasia
Mas não é assim que eu me lembro...
Eu vi um homem solitário no cavo da cordilheira
Preso no tempo nas sombras dos grandes cavaleiros
Ao contrário do que pregavam vivia à sua maneira
Seus dedos grafavam o alfabeto das estrelas e seus mistérios
Nos tempos modernos eles ainda caminham com suas varinhas
O cavo das cordilheiras foi substituído pelos beirais de concreto
Mas no abecedário da noite continuam uns escrevendo poesias
Canções ou redesenhando o mármore do mundo com seus martelos
No fundo o que eu penso...
Eles vivem nas sombras quietos mas são sim cercados de magia
Sobrevivem no tempo por dominarem a arte do disfarce e da fantasia
Deus abençoe as lendas que mantém acesas as verdades
Carlos Correa
142
Em algum lugar da noite
Caminho devagar me insinuo à noite
Por minha janela o ar frio da madrugada
Impregna meus tecidos até que eu a escute
Olho às estrelas parece que cada uma está apagada
Presto então atenção e percebo as luzes
Que piscam sozinhas espalhadas pela cidade
São tantas as fontes que tudo isso nos seduz
De repente pretendemos brilhar mais que a verdade
Fato é que a luz das estrelas está ali nos guiando
Elas mesmas já se foram mas suas mensagens
Continuam a nos inspirar continuam nos impregnando
De sentimentos e a maioria pensa que é tudo uma bobagem
Fecho meus olhos e apago as luzes da cidade
Direciono meu olhar ao Alto e lá estão todas elas
As palavras enfim ganham vida sua própria liberdade
Se tonam versos contos que entram pela minha janela
... e adormecem em algum lugar da noite...
Deus abençoe a madrugada
Carlos Correa
Por minha janela o ar frio da madrugada
Impregna meus tecidos até que eu a escute
Olho às estrelas parece que cada uma está apagada
Presto então atenção e percebo as luzes
Que piscam sozinhas espalhadas pela cidade
São tantas as fontes que tudo isso nos seduz
De repente pretendemos brilhar mais que a verdade
Fato é que a luz das estrelas está ali nos guiando
Elas mesmas já se foram mas suas mensagens
Continuam a nos inspirar continuam nos impregnando
De sentimentos e a maioria pensa que é tudo uma bobagem
Fecho meus olhos e apago as luzes da cidade
Direciono meu olhar ao Alto e lá estão todas elas
As palavras enfim ganham vida sua própria liberdade
Se tonam versos contos que entram pela minha janela
... e adormecem em algum lugar da noite...
Deus abençoe a madrugada
Carlos Correa
133
Vórtice
Eu estava meio distraído
Sentado na mesa daquele bar
A guitarra preenchia meu ouvido
Não sei se queria estar em outro lugar
Vi quando entrou trazendo a tempestade
Molhando tudo ao redor como um furacão
Que sopra sonhos girando com sensualidade
Seus cabelos fazendo de seus olhos minha prisão
E foi exatamente no olho do vórtice que senti paz
Sendo de imediato tragado quando o funil tocou
Meu solo preferido tornando-me parte voraz
De um fluxo febril de desejos e deleite que me invadiu
Dizem hoje por aí que foi naquele bar esfumaçado
Com perfume de whiskey que um cara desapareceu
Ninguém lembra ninguém sabe ao certo que aconteceu
Juram ter visto de mãos dadas uma tempestade e um tornado
...por aí...
Deus abençoe as forças da natureza
Carlos Correa
Sentado na mesa daquele bar
A guitarra preenchia meu ouvido
Não sei se queria estar em outro lugar
Vi quando entrou trazendo a tempestade
Molhando tudo ao redor como um furacão
Que sopra sonhos girando com sensualidade
Seus cabelos fazendo de seus olhos minha prisão
E foi exatamente no olho do vórtice que senti paz
Sendo de imediato tragado quando o funil tocou
Meu solo preferido tornando-me parte voraz
De um fluxo febril de desejos e deleite que me invadiu
Dizem hoje por aí que foi naquele bar esfumaçado
Com perfume de whiskey que um cara desapareceu
Ninguém lembra ninguém sabe ao certo que aconteceu
Juram ter visto de mãos dadas uma tempestade e um tornado
...por aí...
Deus abençoe as forças da natureza
Carlos Correa
150
um lugar chamado Xanadu
Dizem que o silêncio é ausência do som
De uma palavra ou mesmo de um verso
Pra mim é somente a falta de algo bom
Os sonhos que desaparecem do universo
Às vezes eu sinto espíritos apoiados no corrimão
Silenciosos sem desejos mas também sem temor
Percebo sua frieza seus olhares sem qualquer direção
Vejo canetas violões pincéis sonhos jogados no corredor
Corro então na direção de um lugar que carinhosamente
Batizei de Xanadu ali quebro regras reaprendo a sonhar
Faço desaparecer o silêncio procuro um caminho diferente
Deixo que a canção corra em minhas veias me chame de lar
Dentro de minha escuridão subo as escadas
Deslizando meus dedos sobre o corrimão
Quem sabe eu possa levar durante a madrugada
Uma faísca ao menos aqueles sem qualquer direção
Deus abençoe os que nos inspiram
Carlos Correa
De uma palavra ou mesmo de um verso
Pra mim é somente a falta de algo bom
Os sonhos que desaparecem do universo
Às vezes eu sinto espíritos apoiados no corrimão
Silenciosos sem desejos mas também sem temor
Percebo sua frieza seus olhares sem qualquer direção
Vejo canetas violões pincéis sonhos jogados no corredor
Corro então na direção de um lugar que carinhosamente
Batizei de Xanadu ali quebro regras reaprendo a sonhar
Faço desaparecer o silêncio procuro um caminho diferente
Deixo que a canção corra em minhas veias me chame de lar
Dentro de minha escuridão subo as escadas
Deslizando meus dedos sobre o corrimão
Quem sabe eu possa levar durante a madrugada
Uma faísca ao menos aqueles sem qualquer direção
Deus abençoe os que nos inspiram
Carlos Correa
149
Dias chuvosos
Quando eu me sinto solitário
Naqueles momentos tempestuosos
Quando tudo que quero vem ao contrário
E meus olhos seguem por um caminho chuvoso
Eu sento à frente de meu teclado
E penso o quão errado eu posso estar
Meus dedos trazem versos ao digitar
Pra mim são notas cânticos apaixonados
Faz parte de minha loucura ou seria de minha saudade
Fazer deste teclado de letras e símbolos meu dó ré mi
E se hoje eu não escrevo uma carta de amor ou felicidade
Ao menos que possa ouvir em seu coração a canção que fiz pra ti
Deus proteja minha loucura ou saudade
Carlos Correa
Naqueles momentos tempestuosos
Quando tudo que quero vem ao contrário
E meus olhos seguem por um caminho chuvoso
Eu sento à frente de meu teclado
E penso o quão errado eu posso estar
Meus dedos trazem versos ao digitar
Pra mim são notas cânticos apaixonados
Faz parte de minha loucura ou seria de minha saudade
Fazer deste teclado de letras e símbolos meu dó ré mi
E se hoje eu não escrevo uma carta de amor ou felicidade
Ao menos que possa ouvir em seu coração a canção que fiz pra ti
Deus proteja minha loucura ou saudade
Carlos Correa
137
Novos dias
Já é tarde deveria estar indo embora
Fiquei aqui capturado por meus pensamentos
Um boa noite seria a melhor opção agora
Não consegui ir me explique por favor este sentimento
Tenho dado mais valor às noites do que no passado
Talvez esteja com receio de perde-la em algum momento
O mundo dos sonhos hoje parece me um lugar mais desabitado
Me agarro a noite como se não soubesse que o sol chega com o vento
Já é tarde mesmo deveria estar indo deitar
Estou ficando velho como minhas melodias
Mas se elas puderam viver em mim e no luar
Quem sabe possa também te encontrar outro dia
E começar tudo de novo...
Obrigado Senhor pelas oportunidades
Carlos Correa
Fiquei aqui capturado por meus pensamentos
Um boa noite seria a melhor opção agora
Não consegui ir me explique por favor este sentimento
Tenho dado mais valor às noites do que no passado
Talvez esteja com receio de perde-la em algum momento
O mundo dos sonhos hoje parece me um lugar mais desabitado
Me agarro a noite como se não soubesse que o sol chega com o vento
Já é tarde mesmo deveria estar indo deitar
Estou ficando velho como minhas melodias
Mas se elas puderam viver em mim e no luar
Quem sabe possa também te encontrar outro dia
E começar tudo de novo...
Obrigado Senhor pelas oportunidades
Carlos Correa
141
Mil balões
Não importa o que deseje o que aconteça
A noite sempre será um lugar escuro de se estar
Pode ser assustador você pode até perder a cabeça
Mas a gente se acostuma mesmo sem uma luz a te guiar
Você não pertence a esse lugar faz parte do sol da manhã
E toda vez que sinto sua presença perdida em seus pesadelos
Tento através de minha única força a prece que me acompanha
Fazer com que desperte e volte a seu refúgio iluminado seu castelo
Talvez se pergunte como alguém que julga ter a prece ao seu lado
Possa caminhar na noite como pode acreditar ter um amor profundo
Talvez se pergunte se realmente me importo se não estou errado
Digo apenas meu coração só reconhece o seu seja qual for o mundo
Sou um prisioneiro da noite e sei que os anjos virão um dia
Mas para isso terei que chamar seus nomes suas letras suas canções
E ainda não estou pronto só quero hoje te ver sorrir ah o que daria
Para que seu coração fosse leve e pudesse flutuar como mil balões
Deus abençoe a prece que nos mantem
Carlos Correa
A noite sempre será um lugar escuro de se estar
Pode ser assustador você pode até perder a cabeça
Mas a gente se acostuma mesmo sem uma luz a te guiar
Você não pertence a esse lugar faz parte do sol da manhã
E toda vez que sinto sua presença perdida em seus pesadelos
Tento através de minha única força a prece que me acompanha
Fazer com que desperte e volte a seu refúgio iluminado seu castelo
Talvez se pergunte como alguém que julga ter a prece ao seu lado
Possa caminhar na noite como pode acreditar ter um amor profundo
Talvez se pergunte se realmente me importo se não estou errado
Digo apenas meu coração só reconhece o seu seja qual for o mundo
Sou um prisioneiro da noite e sei que os anjos virão um dia
Mas para isso terei que chamar seus nomes suas letras suas canções
E ainda não estou pronto só quero hoje te ver sorrir ah o que daria
Para que seu coração fosse leve e pudesse flutuar como mil balões
Deus abençoe a prece que nos mantem
Carlos Correa
164
Uma velha canção de primavera
Era um sonho claro que era
E isso não importava naquele
Momento quase primavera
Tudo que queria estava nele
A caneta voltou a ser uma guitarra
A poesia saiu da linha e pulou no microfone
O som do violino vinha da cigarra
E os girassóis balançavam seus saxofones
Vi as nuvens aglomerando mas não era tempestade
Os cravos paqueravam todas aquelas dançarinas
Margaridas sensuais que comemoravam sua liberdade
As azaleias se despediam delicadas como bailarinas
Em meio a toda aquela algazarra de sons e fantasia
Reparei numa flor de pétalas tão macias quanto vistosas
Tocava uma velha canção que falava de uma garota que partia
Guardei-a num refrão despertei então no perfume daquela rosa
Era um sonho claro que era...
Deus abençoe os portais
Carlos Correa
E isso não importava naquele
Momento quase primavera
Tudo que queria estava nele
A caneta voltou a ser uma guitarra
A poesia saiu da linha e pulou no microfone
O som do violino vinha da cigarra
E os girassóis balançavam seus saxofones
Vi as nuvens aglomerando mas não era tempestade
Os cravos paqueravam todas aquelas dançarinas
Margaridas sensuais que comemoravam sua liberdade
As azaleias se despediam delicadas como bailarinas
Em meio a toda aquela algazarra de sons e fantasia
Reparei numa flor de pétalas tão macias quanto vistosas
Tocava uma velha canção que falava de uma garota que partia
Guardei-a num refrão despertei então no perfume daquela rosa
Era um sonho claro que era...
Deus abençoe os portais
Carlos Correa
162
Ainda é tempo
Chega um determinado momento
A gente começa a cansar mas não deveria
Algumas coisas que provocavam seu pensamento
Hoje trazem apenas suspiros mas sei não poderia
Parece que alguns segredos foram revelados tarde demais
Achei que bastaria sonhar e que tudo logo aconteceria
Esqueci que o tempo não ensina ele não é professor jamais
Nós temos a obrigação de aprender com os erros a cada dia
O tempo aguarda inalterado que deixemos de lado os gestos de criança
O problema é que isso acontece parece quando já temos o gosto de fel
E a gente suspira talvez com intuito de trazer algum sopro de esperança
Uma doce ilusão de que possa ainda trazer de volta o suave sabor do mel
A gente começa a cansar mas não deveria...
Deus abençoe os que mantém os sonhos vivos
Carlos Correa
A gente começa a cansar mas não deveria
Algumas coisas que provocavam seu pensamento
Hoje trazem apenas suspiros mas sei não poderia
Parece que alguns segredos foram revelados tarde demais
Achei que bastaria sonhar e que tudo logo aconteceria
Esqueci que o tempo não ensina ele não é professor jamais
Nós temos a obrigação de aprender com os erros a cada dia
O tempo aguarda inalterado que deixemos de lado os gestos de criança
O problema é que isso acontece parece quando já temos o gosto de fel
E a gente suspira talvez com intuito de trazer algum sopro de esperança
Uma doce ilusão de que possa ainda trazer de volta o suave sabor do mel
A gente começa a cansar mas não deveria...
Deus abençoe os que mantém os sonhos vivos
Carlos Correa
176
Silhuetas
Durante o dia caminhamos pelas avenidas
Cada um de nós com sua própria companhia
Nossas sombras que nos seguem na correria
Salientes em algum lugar da noite ficam escondidas
Quem sabe procurem suas saudades seus telhados
Pessoas da noite que suspiram que ouvem que compõem
Sentido diferente tem esse mundo que existe do outro lado
Bares esfumaçados sonhos fugitivos aleluias e desordens
Se ao cair do dia nos são acorrentadas na noite ganham asas
Fico a pensar se algumas coisas que narramos seriam suas aventuras
Talvez um passo um desatino mas sei quando ela retorna exausta pra casa
Perfume de maresia aquele prurido nos dedos meu mundo minha loucura
Deus abençoe o escuro de meu canto
Carlos Correa
Cada um de nós com sua própria companhia
Nossas sombras que nos seguem na correria
Salientes em algum lugar da noite ficam escondidas
Quem sabe procurem suas saudades seus telhados
Pessoas da noite que suspiram que ouvem que compõem
Sentido diferente tem esse mundo que existe do outro lado
Bares esfumaçados sonhos fugitivos aleluias e desordens
Se ao cair do dia nos são acorrentadas na noite ganham asas
Fico a pensar se algumas coisas que narramos seriam suas aventuras
Talvez um passo um desatino mas sei quando ela retorna exausta pra casa
Perfume de maresia aquele prurido nos dedos meu mundo minha loucura
Deus abençoe o escuro de meu canto
Carlos Correa
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