Nasci em Campinas, SP. Morei em muitos lugares e voltei para mesma cidade para envelhecer. Sou casada e mãe de cachorros e crianças que precisem de colo. Essas poesias foram escritas durante toda a minha vida e em épocas diferentes. Algumas foram publicadas em coletâneas e outras não. Para quem gosta e quer passar u tempo em contato com a literatura, boa leitura :) Se quiserem se corresponder, e-mail: [email protected] (posso demorar para responder, mas sempre respondo). Acessem meu canal no youtube sobre livros: https://www.youtube.com/channel/UCOj_DssoWp0_1HO7VCXgRcA?view_as=subscriber
Acordei agora, encharcada de suor e ofegante, depois de um sonho (? - real demais!) bizarro e ligado à raiz de todas as minhas crises de id: O QUE MAIS ASSUSTA NÃO É A IDEIA DE UM FIM, MAS A AUSÊNCIA DELE..
E se somos apenas ecos de existência, num loop infinito pela Eternidade? Não há vida, não há morte, apenas o de novo, de novo, de novo... Tudo sem razão de ser, presos ao caos? Não existe linearidade, nem escapatória, giramos, assim como plsnetas, numa órbita atemporal de um nada...
A primeira coisa que estou fazendo hoje é escrever aqui, pra me lembrar sempre sobre essa rachadura na estrutura da realidade: esse pensamento, praticamente uma intuição, tão familiar, finalmente foi traduzido! O meu desespero não é por terminar, mas sim por continuar pra sempre, num oco exaustivo, sem sentido, vazio...
Fui uma criança que entrava em parafusos quando pensava sobre existir, findar ciclos, morrer e sempre parava nesse mesmo ponto: "e se dançamos, prisioneiros do caos, uma valsa sem fim?" A única palavra p descrever tudo é ANGÚSTIA!!!!
É por isso que Dark é uma das melhores e mais significativas séries já feitas até hoje. Ela repete e traduz todo esse meu desespero desde sempre...
2025
79
Tradutora do Estranho
*TPB- Transtorno de Personalidade Borderline **TEA- Transtorno do Espectro Autista ***neuroatípico- pessoas ditas normais, sem diagnóstico ****neuroatípico- nós, os charmosos esquisitinhos
Pessoas "normais" seguem códigos, dizem o que deve ser dito e me entedia. É tudo previsível, irritantemente suave, sem alma, burocraticamente raso, numa mesmice sem fim... Gosto de quem cabe no DSM, que percebe o mundo de forma crua, sem verniz, sem roteiro, sem filtro Sou tradutora emocional e traduzo, com prazer, os que sentem demais, que vivem no limiar do caos (TPB) ou os que sentem diferente (TEA) Mesmo sem palavras, sou compreendida, amada como tem que ser: Real, sem tutoriais, apenas sendo... Gosto do desafio de mergulhar, profundamente, no outro e me sentir viva, desperta, inteira Não preciso me explicar nem fingir com essas pessoas Sou aceita, livremente aceita! Nos entendemos sem pressa... Pessoas neurotípicas, ditas normais, ensaiam para viver É tudo morno, certo, num palco vazio... Eu, TPB, definitivamente não aprecio o morno: ou é gelo ou é fogo, ou é nada ou é tudo, mas que seja alguma coisa! Meu farol é o neuroatípico Me reconheço nele, somos espelhos, tentamos existir num mundo estranho Ao seu lado posso florescer, posso ser eu, posso transbordar, porque sempre haverá uma ponte, um elo, uma linguagem que só nós falamos e que comunica o mais belo e sensível significado da existência
2025
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Maria-vai-com-as-outras
Bom dia, seu garçom! Hoje estou alegre nada que me desintegre desse sentimento grande emolumento rendimento de novidades, nada de mais, apenas banalidades
Vou ler o jornal no ar fresco, matinal, assim fico culta e oculta na minha rubefação por insatisfação de não ser um ser
Traga-me um copo de ódio, para diluir minhas frustrações, e o pãozinho fresco com notícias de infrações, sou feliz com tanto horror Facebook de sua dor Sinto-me empoderada ao te julgar: ao dizer "queimem demônios!" tenho poder para gozar Já fiz isso tantas vezes que não sei como ou se quero parar Sou juíza da sociedade com um instrumento nas mãos, tenho redes sociais provoco o Juizo Final, afinal, sou dona da "opinião" da imensa e pura razão Não preciso de ciência, nem da consciência de saber o que já sei Sou Rei! afinal, não é questão de vaidade é simples o motivo: sou a dona da verdade!
Maiorias sempre ganham porque sempre têm razão! Maria vai, Maria vem Maria lidera ninguém! Maria copia o que acredita ser genuíno ser seu mas Maria não passa de uma melodia desafinada, falida uma réplica desvalida num palco midiático uma ilusão para si para todos para ninguém Uma fraude! 2020
507
VAMOS FALAR SOBRE FEMINISMO?
Muitas pessoas distorcem o significado deste conceito: “é mimimi”, “mulheres deixaram de ser femininas e perderam lugar na sociedade (como uma dama, eu digo)”, “feminista é uma mulher-macho que não tem higiene, não se cuida, é feia e fedida”. Juro que ouvi cada uma dessas afirmações, mas o que mais incomoda é ver mulheres (de bem, é claro!) defenderem essa postura selvagem, ignorante e misógina: “meninas vestem rosa, meninos vestem azul!” Desconstruindo conceitos, explico pacientemente para todos os machões de plantão: vocês sabem o que é Feminismo? Feminismo vem sendo um movimento que ocorre em fases, e estas fases se articulam. Ele possui etapas, as quais chamarei de “ondas”. Esse movimento é político, social, humanitário, intelectual e facilitador para a igualdade entre as pessoas. A primeira onda, em meados de 1800, foi completamente diferente do que acontece hoje. As propostas de lutas eram outras, a amplitude do movimento era muito inferior e as discussões em pauta eram o que hoje chamaríamos de estereotipadas “lutar para a mulher não pertencer ao marido”. Historicamente, no século XIX, as pessoas pretas não eram consideradas pessoas e, mesmo assim, com um Feminismo Branqueado e etilizado, a escrava Sojoumer Truth, hoje reconhecida como ativista dos direitos da mulher e abolicionista, chamou a atenção da sociedade para problemas como a escravidão, a desumanização e a necessidade de ter uma voz e um espaço: “homem diz que mulher precisa ser ajudada a entrar em carruagem, ser elevada aos céus...Eu não! Eu não sou mulher? Eu arei, plantei e recolhi alimentos e nenhum homem me ajudou. Eu vi meus filhos serem vendidos e não pude reclamar. Chorei sozinha. E eu? Eu não sou mulher?” A segunda onda ocorreu num contexto histórico bélico. O mundo precisava de mão de obra barata e a sociedade, em guerra, precisava sustentar o lar. Mulheres brancas de classe média/alta saíram às ruas a fim de acabar com a opressão feminina: mulher mais pobre precisava de emprego (e não era opção, como muitos propagam). O mundo em guerra requer custo de vida mais caro. A mulher lutava para que pudesse trabalhar em condições salariais idênticas ao homem (lutamos por isso até hoje), à igualdade dentro de casa (dividir afazeres) e assim, juntos, homens e mulheres pudessem criar os filhos dignamente. Foi aqui que mulheres negras levantaram suas vozes e uniram forças: elas conseguiram mostrar que, embora as demandas das mulheres brancas fossem necessárias, ainda não eram suficientes para suprir as necessidades de todas as mulheres. A terceira onda, a qual vivemos até hoje, traz novas questões para serem definidas: diversidade e pluralidade de pensamentos e posicionamentos, procura de uma identidade estável e coerente, questões sobre a separação de gênero e sexo, a própria subjetividade, empoderamento e muitas, mas muitas, outras questões. A luta está longe de acabar. É um movimento mundial, intelectual, político, social, naturalmente organizado e histórico. Não há possibilidades de freá-lo. Percebe-se (eu espero) que é muito mais do que associar feminista à queimadoras de sutiã em praça pública, ou mulheres que não depilam as pernas ou (e esta é a pior) meninas que querem se igualar aos homens. Não queremos nos igualar a nada, queremos um espaço nosso, para podermos ser quem nós quisermos ser. Também queremos reconhecimento intelectual e salários dignos porque, mais uma vez, não queremos ser iguais aos nossos pais, irmãos ou maridos, mas sim porque somos capazes de produzir e construir para a sociedade. Meus caros e, infelizmente, algumas caras, Feminismo não é essa ideia simplista e dicotômica de oposto de machismo. Ser feminista exige estudo, compreensão do mundo, da luta histórica de cada ser humano, exige uma visão panorâmica e aprofundada da natureza humana, exige um posicionamento crítico, muita leitura e sensibilidade para levantar questões incômodas, exige atitude para desconstruir crenças e para juntas buscar uma solução tendo como base a igualdade, a potencialidade humana e a justiça. Nosso lema é lutar para termos voz e, com isso, melhorar a sociedade global. Sou feminista com orgulho! PINHEIROS, R.; MIZAEL, T. (2019). Debates sobre feminismo e Análise do Comportamento (1ª.ed). Fortaleza: Imagine Publicações. SAFFIOTI, H.B. (2004). Gênero, patriarcado e violência. São Paulo: Fundação Perseu Abramo. BRAH, A. & PHOENIX, A. (2004). Ain´t I a woman? Revisiting Intersectionality. Journal of International Woman´s Studies.
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DOCES SONHOS DE UMA GAROTINHA
Ela dormiu como há muito não fazia. Deitou-se levemente sobre as cobertas e encolheu-s num mundo só seu. Era tão bom ficar só e não precisar entender o mundo, sentir que tudo era seu e que nada lhe faltava. Era um vício. Fechou os olhos e sonhou. Como era bom, longe das gritarias e neuroses da vida, sentir um afago, um carinho, um vínculo que nunca antes existiu. Virou-se de lado. Estava entrando na zona proibida. Viu uma realidade que nunca tinha visto: pessoas lhe falavam coisas, um abraço apertado, uma imensidão de sentimentos bons preenchendo o vazio do dia a dia. Sentiu-se querida e superou seus medos. São tão egoístas as pessoas! Tudo bem, continuou sonhando. Agora entregava-se às sensações. Via-se distante de tudo o que sempre foi. Todo aquele sentimento de que estava sendo a mais, atrapalhando as outras existências, foi embora. Perdeu, por um instante, a mania de ferir-se. Perdeu o jeito de se machucar. Andou, de novo, por essa terra mágica e encontrou uma garotinha brincando, calada, sufocada pela mentira. Ficou distante, observando. Então sentou-se e pensou: será que estava sendo injusta em sentir tudo o que sentia? Seria ingratidão? Um medo a invadiu, medo de ir além. Era, no momento, uma traidora, insana. Uma lágrima percorreu seu rosto. Calou-se como era de costume. Tinha medo de magoar as pessoas. Então acordou e levantou-se, Tudo estava igual a antes: confusão, caos. Até quando iria continuar? Talvez até que a loucura ou o egoísmo absoluto chegasse. Teria solução?...Não, não pense besteiras, minha garotinha, não perca o único vínculo com a lucidez... Então saiu, aos saltos desnorteados, cantando uma canção.
1998
310
SEGUNDA OPÇÃO
Nunca sonhamos o que é verdade e enquanto o mundo e a imensidão das coisas tomam conta das horas, é possível sentir dor mesmo quando estamos amando O egoísmo mostra a verdadeira face, às vezes nos humilha, às vezes nos abate Somos sempre a segunda opção da vida e o que mais etraga as folhas amargas do mundo, é nunca saber dizer
1999
367
HAMSTER WHEEL
pay your rent pay your bills give me a cent give me chills be polite drive safe don´t disturb drive me crazy sleep well take a pill go to hell and, please, fill the blanks for banks for kill and I said "no, I don´t care" it´s not fair i want to play in the breeze kiss my baby and eat cheese i´m just a rat walking on mats living a simple life in the wildlife without your silly rules fools I´m happy because rats are never snappy
2020
437
HOMO SAPIENS
Almost a ghost ape wears tie Almost a ghost weak a spy Thinks like god broad a huge soul lost in a world of pain no gain no history to complain sorrounded by fears and tears a gold being like a human being just a small sin cultural unmoral Almost a human weird sometimes aliens sometimes sapiens...
384
SHARDS - WHEN I PAINTED MYSELF
I am the chaos looking for connection envolved in a random story full of dreams, perspectives, verbs, words fragmented objects immersed in existence
332
ESCRITOS
Vou por arame farpado nas farpas do meu pensamento cansei de pensar nas coisas que ocorrem nesse momento cercarei meus sonhos passados com restos de sentimento e assim plantar a semente da espera do crescimento ...esse é o futuro, imprevisível e inseguro e nostalgicamente insensível factível
Minha cara poetiza Carol Ortiz - quanto tempo.... menina ... até que enfim nos conectamos... seu texto é maravilhosamente contundente... como esta você.... está bem de saúde... está viajando muito.... me visite menina... estava com saudade de você no Escrita . org. vê se faz alguns poemas para nós.... manina já estou com 1.840 textos escritos. fui indicado para compor o pessoal de Poesias para as escolas Br. em outubro do ano passado.... vamos ver o que vai dar. abraços. é bom saber que estas bem... me visite aqui no site... Ademir o poeta. rsrsrsrsrsr. até mais.
ademir domingos zanotelli
Minha cara Poetisa. Carol Ortiz - teus texxtos poéticos , estou sempre a lelos - em lembranaças de Infância. e cheia de incertezas e de amores... cortados em pedaços certos e errados. a infância ainda é de lembranças alegres. mesmos com sonhos não realizados. a não ser é claro quando sofremos violencias intimas. abaços de seu seguidor ademir.
Olá Carol Poetisa... Boa noite, certamente este mundo não é tão banal... mas os anjos de Istambul ...voam em formas de arco-iris na plenitude de teu imaginário poético. felicidades.
Minha Cara e Grande Poetisa.... seus contos e poesias, são deslumbrantes, menina você é demais , me sinto bem pequenino no que tuas mãos escrevem. felicidades. e muitos amores seus versos irão conquistar. abraços e sejas muito feliz.
Adoro suas poesias como adoro seus lábios, minha esposa amada.