Nasci em Campinas, SP. Morei em muitos lugares e voltei para mesma cidade para envelhecer. Sou casada e mãe de cachorros e crianças que precisem de colo. Essas poesias foram escritas durante toda a minha vida e em épocas diferentes. Algumas foram publicadas em coletâneas e outras não. Para quem gosta e quer passar u tempo em contato com a literatura, boa leitura :) Se quiserem se corresponder, e-mail: [email protected] (posso demorar para responder, mas sempre respondo). Acessem meu canal no youtube sobre livros: https://www.youtube.com/channel/UCOj_DssoWp0_1HO7VCXgRcA?view_as=subscriber
Se eu sentir sua boca oca roçar o meu seio sem receio sei que anseio por gozar na sua pele molhada colada em mim por suor quero ser sua amada mulher incendiada na sua carne um charme viril meu macho febril quero derreter meus desejos nesse ensejo de safadeza e clareza entre os lençóis sois anzóis para pescar o meu prazer nesse louco entardecer
ANO: 2020
374
A LEBRE E A TARTARUGA
Um dia a tartaruga resolveu contar vantagens dizendo que a lebre não tinha capacidade
A lebre, como de costume, propôs uma corrida sendo que a tartaruga ganhou essa partida
Esse seria o fim da história se não houvesse um problema a realidade da trajetória construir esse poema
A tartariga que, até então, era a vencedora da competição precisou sair correndo algo estava acontecendo
Não era apenas uma corrida fugia para salvar sua vida homens armados se aproximando um animal estavam caçando
Ela teve uma ideia e resolveu se esconder ficando bem quieta para ninguém a perceber
A lebre, se achou a melhor e despreocupada quase levou a pior
Ela esqueceu completamente que aquele tipo de gente estavam com várias armas e que pelo dinheiro eram capaz de matá-la
Graças à sua esperteza com um plano para fugir ela correu para a mata e logo voltou a sorrir
Infelizmente essa é só uma história muitos animaizinhos não conseguem essa vitória
Lutam contra a violência sem chances de rendição sem sobrevivência entram para a lista de extinção
ANO: 1994
568
ELEITORES DE ELITE
Vivem em bolhas longe da verdade não enxergam o outro nem tem humanidade saem em comitiva nos carros do ano não pensam que pessoas morrem por seus planos são hipócritas, egoístas, se mostram além do poder aquisitivo que na realidade têm são sombrios doentios, irreais anormais fantoches sociais
ANO:1993
318
TOLOS
Tolos, tolos, humanos tolos de mente esguia e sonhos altos de pernas longas e passos curtos de luto da vida que vivem
Tolos, tolos, humanos rígidos sem muito tempero pouca sede, desespero palavras que ecoam no vento
Tolos, tolos, humanos embriagados bêbados com todo seu preconceito suas légrimas, seu pudor fracos, egoístas, cheios de rancor
São homens que constroem o mundo tecnológico a selva artificial bomba de desilução
ANO: 1998
310
FANTASIA NO SÍTIO
Foi representada na abertura da I Semana de Letras de São José do Rio Pardo, Brasil.
(No sítio do Pica Pau Amarelo...) Visconde de Sabugosa: Boa noite, senhoras e senhores, estou aqui para...para...para...Ih, esqueci o que ia falar...Que horror!
(Visconde fica parado e pensativo. Entra Emília)
Emília: Olá, Visconde, como vai? Como está a família? Visconde: Oh, bem, obrigado!...Eu tenho família?
(Emília faz cara de surpresa e olha de uma forma confusa para o público)
Visconde: Quem é você, afinal de contas? Emília: Sou eu, a Emília! Visconde, o que está acontecendo? Visconde (a beira do desespero): Eu não sei...eu não sei nada! Eu não sei mais nada!!! (berra)
(Emília dirige-se à platéia indignada)
Emília: Gente, e agora? O Visconde não sabe mais nada! Ele esqueceu tudo! Bem, acho que tenho a solução. Vamos procuraro Tatu Sabe Tudo. Foi ele quem descobriu a pílula falante. Ele tem o livro mágico que fará o Visconde lembrar de de tudo.
(Emília começa a procurar pelo cenário)
Emília: Seu Tatu? Seu Tatu?
(entra o Tatu com um livro na mão e Visconde continua caminhando pelo palco, desorientado)
Tatu: Oi Emília, trouxe o livro que me pediu! Emília: Como eu uso? Tatu: É fácil! Basta ler...Ah, mas tem parte mais difícil. É meio fácil e meio difícil Emília: Qual é a parte difícil? Tatu: Você vai ter que encontrar no mínimo 20 pessoas, humanas, para ajudá-la a entrar no livro. Emília: 20 humanos!? E o que faço depois? Tatu: Você tem que fazer todos repetirem a frase milenar mágica. Emília: E qual é? Tatu? "No fundo, do fundo prpfundo, está a lembrança de todo esse mundo". Emília (repetindo em voz baixa): " No fundo, do fundo, profundo, está a lembrança de todo esse mundo". É fácil! Agora só falta encontrar os humanos. Tatu: Mas não é só isso, não! Esses humanos terão que vê-la como líder. Eles terão que ficar em pé, dar 3 reboladas, 3 pulos e 3 balançadas de cabeça. Faça comigo!
(Os dois ficam no meio do palco e fazerm todos os movimentos)
Emília: Ah, ótimo! Acho que aprendi! Obrigada, Seu Tatu Sabe Tudo. Agora vou procurar esses humanos.
(Seu Tatu sai lentamente) (Emília procura pelas pessoas) (Emília para e, com cara de surpresa, aponta para alguém na platéia)
Emília: Ei, senhor! (aponta alguém na platéia) O senhor de blusa (fala a cor). O senhor é humano?
(Emília conversa e improvisa com a pessoa escolhida) (Emília percebe que está cercada por humanos) (Emília dirige-se à platéia)
Emília: Nossa, quanta gente! Pessoal, preciso da ajuda de vocês! O Visconde (aponta para o Visconde que continua andando desorientado pelo palco) perdeu todas as suas lembranças. O Tatu Sabe Tudo me deu esse livro para poder resgatá-las. Para isso, entretanto, preciso da ajuda de vocês. Preciso que todos repitam comigo bem alto a frase: "No fundo do fundo profundo está a lembrança do mundo". Depois vocês deve dar 3 reboladas, 3 pulinhos e 3 balançadas de cabeça. Pode ser? Então vamos lá. Vamos ensaiar primeiro.
(Emília ensaia com os presentes, improvisando diálogos).
Emília: Vamos lá, agora é para valer: "No fundo do fundo profundo está a lembrança do mundo"
(Todos fazem os gestos e quando o silêncio volta ao normal, ela abraça o Visconde, abre o livro e começa a ler)
Emília (lendo o livro): Houve um tempo em que o tempo se perdeu. Há muitos e muitos anos, conta um livro que os homens falavam a mesma língua. Todos se entendiam e a comunicação era perfeita. Os homens iam para qualquer lugar sem se preocuparem em ser entendidos. Dizem, porém, que alguma coisa aconteceu...
Visconde (interrompendo a leitura): ...ah, me lembrei! É a história de uma torre. Como é o nome? Pastel? Rapunzel? Papel?
Emília: Babel! É a torre de Babel! Visconde: Os homens começaram a construir uma enorme torre com o objetivo de chegarem no céu. Mas, algo deu errado e cada um começou a falar seu próprio idioma. Interessante, desde sempre a Linguística fez-se necessária... Emília: Foi aí que começamos a falar Português? Visconde: Não, Emília, ainda não. Leia mais um pouco. Não consigo me lembrar.
Emília:"...com o orgulho do homem, dividiu a população em línguas: o Latim e o Grego..." Visconde, antes não existia escrita? Visconde: Exato! As línguas não eram escritas como são hoje. Algumas até tinham alguns símbolos, mas não um alfabeto. Interessante, estou me lembrando. Continue... Emília: "O Latim apareceu na Península Ibérica. Foi uma língua muito importante para a civilização contemporânea porque, por meio dela, outros idiomas foram originados." Visconde: E o nosso Português está enraizado nessa língua! Emília: Mas por que em Portugal se fala diferente, Visconde?
Visconde: Porqueno Brasil, apesar de ter sido colonizado pelos portugueses, houve uma mistura de idiomas. Tínhamos, aqui, várias tribos indígenas que falavam sua própria língua. Tivemos, também, os holandeses na Bahia, alemães no sul, os italianos no centro-oeste, enfim, somos uma mistura de idiomas. É, mais ou menos, o que ocorre na Inglaterra e Estados Unidos.
Emília: Ué, por que? Não falam inglês nesses dois países?
Visconde: Mais ou menos. Na Inglaterra o inglês é britânico, visto que esse país compõe a Grã Bretanha. Os ingleses tiveram influência dos povos nórdicos. Aquelas histórias de vickings que você estudava na escola aconteceram lá. Já os americanos tiveram influência dos ingleses, que por sua vez também tiveram suas sinfluências, das línguas indígenas que lá existiam, dos mexicanos, dos europeus em geral e, com isso, depois de toda essa salada, o resultado foi o sotaque que as pessoas têm hoje.
Emília: Ah, entendi!
Visconde: Leia mais um pouco.
Emília: "O importante não é o número de línguas que são faladas, mas sim o fato de que somos seres à procura de comunicação para a compreensão de nós mesmos.
(Emília fecha o livro)
Visconde: Interessante, agora me lembro de tudo. Me lembro até de Monteiro Lobato! Emília: Mas Visconde, existe uma língua certa? Visconde: Não, Emília. Cada idioma tem a sua própria história, sua cultura, suas marcas. Ninguém é melhor que ninguém. Julgar alguém por causa de sua língua seria o mesmo que julgar você inferior à Narizinho porque ela não é boneca. Como já dizia um poeta: "Olhe de novo: não existe branco, amarelo, negro. Somos todos arco-íris".
Emília: Que lindo! Vamos comer bolo na casa da Dona Benta? Visconde: Vamos
(Os dois saem. Emília retorna sozinha, dá uma piscada e agradece)
Emília: Pessoal, obrigada pela ajuda. Agora que o Visconde já se lembrou de tudo, vou brincar com o Rabicó.
(Fecham as cortinas)
ANO: 2005
363
INDIGNAÇÃO
Indignação In digna Indigna Nação O
ANO: 1994
269
BUSCA NUA
Continua nua na contínua busca da procura da lua louca rouca desesperada de fazer amor um grito de horror no ambíguo lamento a pedir sentimento um tormento?
ANO: 2020
485
AMOR EM COR DE ROSA
Num reino distante com trovões e espadas cavalgava em seu cavalo um príncipe encantado seu reino era Loucura e nela se vestia virava fantasia nas noites de luar
Ele veio, cabelo ao vento estava com seu dragão viu o príncipe, um contento, olhos brilharam num momento e somente ansiavam estarem no delírio para fazerem o amor no arco-íris no sonho de Isis deusa da magia da alegria do amor assim saberiam que para tudo o que tinham insuficiente era viver tudo em um dia legitimidade pela eternidade
ANO: 2005
466
GUSTAVO?!
"Oi Gustavo, lembra de mim?" Ele a olhou por trás das lentes embaçadas dos óculos.Examinou minuciosamente a figura daquela linda moça: "Puxa, não sei...acho que...não, não...não pode..." "Há exatos 6 anos?" "Não acredito!Carla, você está linda! Como tem passado? Quanto tempo!" Ela abriu um amplo sorriso. "Bem!" Meio encabulado, puxou uma cadeira para que ela se sentasse. "Quanto tempo! Como me encontrou?" " A Cris foi quem me contou que você havia voltado." "E então, gostou do restaurante? Faz um mês que abri. Ainda está no começo, mas já tem um pouco de movimento. Espere um pouco, vou buscar bebiba para a gente. Você ainda gosta de dry martini?" Ela corou e acenou com a cabeça. Minutos depois ele voltou com duas taças. "Sabe, sinto sua falta." Carla sentiu um arrepio ao ouvir aquilo. "Bom, Gu, me conte sobre a Inglaterra. Como foi ficar tanto tempo longe?" "É estranho. No começo fiquei perdido, mas logo me acostumei. Na verdade, sempre senti falta do Brasil...(um suspiro)...Lembra das festas que costumávamos ir?" Ela riu. "E aquele seu amigo? O Edgar? Você morria de ciúme quando ele aparecia..." "É verdade" - ele riu também - "Aliás, foi no dia em que vocês brigaram que eu me apaixonei." Ela ficou sem graça. Ele a olhou fixamente. "Sabe, você foi a mulher da minha vida. Nunca amei tanto alguém quanto amei você." Ela desviou os olhos. Suas mãos estavam trêmulas. "E agora, tem alguém, algum homem que...?" "Não, Gu! Não, não. Quando você foi embora, me fechei para qualquer tipo de romance. Nunca mais tive ninguém." Ele apertou as mãos de Carla com força. "Por que fui tão estúpido em deixar você sozinha?" "Porque tinha que ser assim. Você precisava ir. Era a sua vida." Enquanto se olhavam, um menino de óculos, entrou correndo: "Mãe, mãe!!!! Posso ir ao parquinho?" Ele olhou espantado. "Não sabia que...não sabi..." Ficou paralisado. A criança insistiu: "Mãe, mamãe..." "Não, Gustavo, não pode não. Vá lá fora com a tia Cris e espere porque já vamos embora." O garoto saiu pulando e o rapaz, assustado, repetiu: "Gustavo?!" "É, é o nome do pai dele." Então tudo ficou claro. "Carla, eu não sabia...não queria...quer dizer, não queria te deixar sozinha e..." "Está tudo bem. Eu não sabia que tinha acontecido. Você partiu e sofri muito com sua ausência. Quando descobri, bem, não tinha como te encontrar...enfim, fiquei feliz. Quer falar com ele?" Foi aí que Gustavo pai e Gustavo filho finalmente se conheceram.
ANO: 1999
306
VOCÊ EM MIM
Fecho os olhos e vejo num instante você num eu em mim constante
Minha cara poetiza Carol Ortiz - quanto tempo.... menina ... até que enfim nos conectamos... seu texto é maravilhosamente contundente... como esta você.... está bem de saúde... está viajando muito.... me visite menina... estava com saudade de você no Escrita . org. vê se faz alguns poemas para nós.... manina já estou com 1.840 textos escritos. fui indicado para compor o pessoal de Poesias para as escolas Br. em outubro do ano passado.... vamos ver o que vai dar. abraços. é bom saber que estas bem... me visite aqui no site... Ademir o poeta. rsrsrsrsrsr. até mais.
ademir domingos zanotelli
Minha cara Poetisa. Carol Ortiz - teus texxtos poéticos , estou sempre a lelos - em lembranaças de Infância. e cheia de incertezas e de amores... cortados em pedaços certos e errados. a infância ainda é de lembranças alegres. mesmos com sonhos não realizados. a não ser é claro quando sofremos violencias intimas. abaços de seu seguidor ademir.
Olá Carol Poetisa... Boa noite, certamente este mundo não é tão banal... mas os anjos de Istambul ...voam em formas de arco-iris na plenitude de teu imaginário poético. felicidades.
Minha Cara e Grande Poetisa.... seus contos e poesias, são deslumbrantes, menina você é demais , me sinto bem pequenino no que tuas mãos escrevem. felicidades. e muitos amores seus versos irão conquistar. abraços e sejas muito feliz.
Adoro suas poesias como adoro seus lábios, minha esposa amada.