Nasci em Campinas, SP. Morei em muitos lugares e voltei para mesma cidade para envelhecer. Sou casada e mãe de cachorros e crianças que precisem de colo. Essas poesias foram escritas durante toda a minha vida e em épocas diferentes. Algumas foram publicadas em coletâneas e outras não. Para quem gosta e quer passar u tempo em contato com a literatura, boa leitura :) Se quiserem se corresponder, e-mail: [email protected] (posso demorar para responder, mas sempre respondo). Acessem meu canal no youtube sobre livros: https://www.youtube.com/channel/UCOj_DssoWp0_1HO7VCXgRcA?view_as=subscriber
Sou sonhadora, disso eu sei não me interessa o passado onde um dia eu pisei ser totalmente hoje com todos os minutos o passado me levou até lembranças de Netuno estamos quase na lua aproveite a energia pura nos meus sentimentos estou nua sou poeta...eu acho
ANO: 1994
332
GUSTAVO?!
"Oi Gustavo, lembra de mim?" Ele a olhou por trás das lentes embaçadas dos óculos.Examinou minuciosamente a figura daquela linda moça: "Puxa, não sei...acho que...não, não...não pode..." "Há exatos 6 anos?" "Não acredito!Carla, você está linda! Como tem passado? Quanto tempo!" Ela abriu um amplo sorriso. "Bem!" Meio encabulado, puxou uma cadeira para que ela se sentasse. "Quanto tempo! Como me encontrou?" " A Cris foi quem me contou que você havia voltado." "E então, gostou do restaurante? Faz um mês que abri. Ainda está no começo, mas já tem um pouco de movimento. Espere um pouco, vou buscar bebiba para a gente. Você ainda gosta de dry martini?" Ela corou e acenou com a cabeça. Minutos depois ele voltou com duas taças. "Sabe, sinto sua falta." Carla sentiu um arrepio ao ouvir aquilo. "Bom, Gu, me conte sobre a Inglaterra. Como foi ficar tanto tempo longe?" "É estranho. No começo fiquei perdido, mas logo me acostumei. Na verdade, sempre senti falta do Brasil...(um suspiro)...Lembra das festas que costumávamos ir?" Ela riu. "E aquele seu amigo? O Edgar? Você morria de ciúme quando ele aparecia..." "É verdade" - ele riu também - "Aliás, foi no dia em que vocês brigaram que eu me apaixonei." Ela ficou sem graça. Ele a olhou fixamente. "Sabe, você foi a mulher da minha vida. Nunca amei tanto alguém quanto amei você." Ela desviou os olhos. Suas mãos estavam trêmulas. "E agora, tem alguém, algum homem que...?" "Não, Gu! Não, não. Quando você foi embora, me fechei para qualquer tipo de romance. Nunca mais tive ninguém." Ele apertou as mãos de Carla com força. "Por que fui tão estúpido em deixar você sozinha?" "Porque tinha que ser assim. Você precisava ir. Era a sua vida." Enquanto se olhavam, um menino de óculos, entrou correndo: "Mãe, mãe!!!! Posso ir ao parquinho?" Ele olhou espantado. "Não sabia que...não sabi..." Ficou paralisado. A criança insistiu: "Mãe, mamãe..." "Não, Gustavo, não pode não. Vá lá fora com a tia Cris e espere porque já vamos embora." O garoto saiu pulando e o rapaz, assustado, repetiu: "Gustavo?!" "É, é o nome do pai dele." Então tudo ficou claro. "Carla, eu não sabia...não queria...quer dizer, não queria te deixar sozinha e..." "Está tudo bem. Eu não sabia que tinha acontecido. Você partiu e sofri muito com sua ausência. Quando descobri, bem, não tinha como te encontrar...enfim, fiquei feliz. Quer falar com ele?" Foi aí que Gustavo pai e Gustavo filho finalmente se conheceram.
ANO: 1999
302
FANTASIA NO SÍTIO
Foi representada na abertura da I Semana de Letras de São José do Rio Pardo, Brasil.
(No sítio do Pica Pau Amarelo...) Visconde de Sabugosa: Boa noite, senhoras e senhores, estou aqui para...para...para...Ih, esqueci o que ia falar...Que horror!
(Visconde fica parado e pensativo. Entra Emília)
Emília: Olá, Visconde, como vai? Como está a família? Visconde: Oh, bem, obrigado!...Eu tenho família?
(Emília faz cara de surpresa e olha de uma forma confusa para o público)
Visconde: Quem é você, afinal de contas? Emília: Sou eu, a Emília! Visconde, o que está acontecendo? Visconde (a beira do desespero): Eu não sei...eu não sei nada! Eu não sei mais nada!!! (berra)
(Emília dirige-se à platéia indignada)
Emília: Gente, e agora? O Visconde não sabe mais nada! Ele esqueceu tudo! Bem, acho que tenho a solução. Vamos procuraro Tatu Sabe Tudo. Foi ele quem descobriu a pílula falante. Ele tem o livro mágico que fará o Visconde lembrar de de tudo.
(Emília começa a procurar pelo cenário)
Emília: Seu Tatu? Seu Tatu?
(entra o Tatu com um livro na mão e Visconde continua caminhando pelo palco, desorientado)
Tatu: Oi Emília, trouxe o livro que me pediu! Emília: Como eu uso? Tatu: É fácil! Basta ler...Ah, mas tem parte mais difícil. É meio fácil e meio difícil Emília: Qual é a parte difícil? Tatu: Você vai ter que encontrar no mínimo 20 pessoas, humanas, para ajudá-la a entrar no livro. Emília: 20 humanos!? E o que faço depois? Tatu: Você tem que fazer todos repetirem a frase milenar mágica. Emília: E qual é? Tatu? "No fundo, do fundo prpfundo, está a lembrança de todo esse mundo". Emília (repetindo em voz baixa): " No fundo, do fundo, profundo, está a lembrança de todo esse mundo". É fácil! Agora só falta encontrar os humanos. Tatu: Mas não é só isso, não! Esses humanos terão que vê-la como líder. Eles terão que ficar em pé, dar 3 reboladas, 3 pulos e 3 balançadas de cabeça. Faça comigo!
(Os dois ficam no meio do palco e fazerm todos os movimentos)
Emília: Ah, ótimo! Acho que aprendi! Obrigada, Seu Tatu Sabe Tudo. Agora vou procurar esses humanos.
(Seu Tatu sai lentamente) (Emília procura pelas pessoas) (Emília para e, com cara de surpresa, aponta para alguém na platéia)
Emília: Ei, senhor! (aponta alguém na platéia) O senhor de blusa (fala a cor). O senhor é humano?
(Emília conversa e improvisa com a pessoa escolhida) (Emília percebe que está cercada por humanos) (Emília dirige-se à platéia)
Emília: Nossa, quanta gente! Pessoal, preciso da ajuda de vocês! O Visconde (aponta para o Visconde que continua andando desorientado pelo palco) perdeu todas as suas lembranças. O Tatu Sabe Tudo me deu esse livro para poder resgatá-las. Para isso, entretanto, preciso da ajuda de vocês. Preciso que todos repitam comigo bem alto a frase: "No fundo do fundo profundo está a lembrança do mundo". Depois vocês deve dar 3 reboladas, 3 pulinhos e 3 balançadas de cabeça. Pode ser? Então vamos lá. Vamos ensaiar primeiro.
(Emília ensaia com os presentes, improvisando diálogos).
Emília: Vamos lá, agora é para valer: "No fundo do fundo profundo está a lembrança do mundo"
(Todos fazem os gestos e quando o silêncio volta ao normal, ela abraça o Visconde, abre o livro e começa a ler)
Emília (lendo o livro): Houve um tempo em que o tempo se perdeu. Há muitos e muitos anos, conta um livro que os homens falavam a mesma língua. Todos se entendiam e a comunicação era perfeita. Os homens iam para qualquer lugar sem se preocuparem em ser entendidos. Dizem, porém, que alguma coisa aconteceu...
Visconde (interrompendo a leitura): ...ah, me lembrei! É a história de uma torre. Como é o nome? Pastel? Rapunzel? Papel?
Emília: Babel! É a torre de Babel! Visconde: Os homens começaram a construir uma enorme torre com o objetivo de chegarem no céu. Mas, algo deu errado e cada um começou a falar seu próprio idioma. Interessante, desde sempre a Linguística fez-se necessária... Emília: Foi aí que começamos a falar Português? Visconde: Não, Emília, ainda não. Leia mais um pouco. Não consigo me lembrar.
Emília:"...com o orgulho do homem, dividiu a população em línguas: o Latim e o Grego..." Visconde, antes não existia escrita? Visconde: Exato! As línguas não eram escritas como são hoje. Algumas até tinham alguns símbolos, mas não um alfabeto. Interessante, estou me lembrando. Continue... Emília: "O Latim apareceu na Península Ibérica. Foi uma língua muito importante para a civilização contemporânea porque, por meio dela, outros idiomas foram originados." Visconde: E o nosso Português está enraizado nessa língua! Emília: Mas por que em Portugal se fala diferente, Visconde?
Visconde: Porqueno Brasil, apesar de ter sido colonizado pelos portugueses, houve uma mistura de idiomas. Tínhamos, aqui, várias tribos indígenas que falavam sua própria língua. Tivemos, também, os holandeses na Bahia, alemães no sul, os italianos no centro-oeste, enfim, somos uma mistura de idiomas. É, mais ou menos, o que ocorre na Inglaterra e Estados Unidos.
Emília: Ué, por que? Não falam inglês nesses dois países?
Visconde: Mais ou menos. Na Inglaterra o inglês é britânico, visto que esse país compõe a Grã Bretanha. Os ingleses tiveram influência dos povos nórdicos. Aquelas histórias de vickings que você estudava na escola aconteceram lá. Já os americanos tiveram influência dos ingleses, que por sua vez também tiveram suas sinfluências, das línguas indígenas que lá existiam, dos mexicanos, dos europeus em geral e, com isso, depois de toda essa salada, o resultado foi o sotaque que as pessoas têm hoje.
Emília: Ah, entendi!
Visconde: Leia mais um pouco.
Emília: "O importante não é o número de línguas que são faladas, mas sim o fato de que somos seres à procura de comunicação para a compreensão de nós mesmos.
(Emília fecha o livro)
Visconde: Interessante, agora me lembro de tudo. Me lembro até de Monteiro Lobato! Emília: Mas Visconde, existe uma língua certa? Visconde: Não, Emília. Cada idioma tem a sua própria história, sua cultura, suas marcas. Ninguém é melhor que ninguém. Julgar alguém por causa de sua língua seria o mesmo que julgar você inferior à Narizinho porque ela não é boneca. Como já dizia um poeta: "Olhe de novo: não existe branco, amarelo, negro. Somos todos arco-íris".
Emília: Que lindo! Vamos comer bolo na casa da Dona Benta? Visconde: Vamos
(Os dois saem. Emília retorna sozinha, dá uma piscada e agradece)
Emília: Pessoal, obrigada pela ajuda. Agora que o Visconde já se lembrou de tudo, vou brincar com o Rabicó.
(Fecham as cortinas)
ANO: 2005
358
E ELE?
"E ele?" "Não se preocupe!...Viveu o suficiente para viver o necessário"
ANO: 1998
323
ELA, ELE, TU - DESFECHO DE UM POLIAMOR COMUM
Ela foi sincera quando o beijou Ele foi sincero quando a olhou Ela foi sincera quando lhe falou Que amava muito e de tanto muito Todosn eram o seu amor
Ele foi sincero quando te olhou Ela foi sincera quando te beijou Ele foi sincero quando te tocou Impulso além do mágico Lhe pegou nos braços Lhe fez amor
Eles foram sinceros quando se tocaram Vira que tinham tudo e não tinham nada Entregaram-se aos teus braços tão calmamente E adormeceram embebidos na libido ardente
Ele está mentindo quando diz "amor" Ela está mentindo quando acreditou Ele está mentindo se não lhe falou Ela está mentindo se só lhe calou (com um beijo de filme pornô)
Estão mentindo e por isso estão felizes e felizes vão viver até o tédio os enlouquecer
ANO: 2002
324
CRISE NO PAÍS DAS MARAVILHAS
Chapeuzinho Vermelho na floresta estava e os doces na cesta à vovó entregava e o lobo, guloso, os doces roubava e o caçador esperto, com sua espingarva atirava
Ah, como a vida era feliz! Enquanto a crise não abalava o país até as historinhas econômicas ficaram e a imaginação está custando caro
Chapeuzinho Vermelho n cidade andava e a cesta da vovó vazia estava e o lobo, coitado, no zoológico ficara e o caçador, infeliz, vendera a espingarda
Ah, como pode? Como isso aconteceu? Chapeuzinho é infeliz E o lobo enlouqueceu
Chapeuzinho, coitada, foi à Praça da Sé Assaltaram a infeliz Levaram seu chapéu E deixaram a menina Sozinha e a pé
E a vovó, que tristeza! Sem a cesta ficou Ignorada pela sua idade Num asilo se internou
O lobo que no zoológico permanecera alguns meses acabou virando pele de casaco de burgueses
O caçador vendeu a arma e precisou trabalhar acabou se matando pois tinha contas a pagar
Ah, como a vida muda! No país das maravilhas a realidade já é madura!
ANO: 1993
382
LÍRIOS NA PRIMAVERA - DE LÍRIOS
Começa o dia Como há muito tempo havia a magia da alegria do dom de aprender a amar Sentir na pele seu toque seus beijos, seus sonhos, tão forte tão cheios de sorte e querer neles me enrolar e vivenciar a cada amanhecer sua voz ao meu lado, me esquecer envolvendo até me enlouquecer e te acariciar tudo isso e mais até mergulhar no gosto saudável do prazer e sentir sua respiração alterar seus ais de loucura que me procura seu suor tão quente tão fervente tua cara depravada tarada seu jeito ofegante tão marcante e enfim o êxtase o ápice da magia todo aquele misto de delícia e agonia chegamos, finalmente, ao auge e te vejo homem ao meu lado tão feliz, realizado e então me realizo também me sentindo mulher só sua e de mais ninguém
ANO: 1998
296
TORMENTA
Quem sou eu além de um louco a procura do temporal pra içar velas e navegar na insensatez da sanidade? ...será vaidade?...
ANO: 2002
304
MEMÓRIAS
Sã Paulo, 7 de maio de 1980
Querido Rodrigo, A viagem foi bem. Um pouco cansativa, mas bem. Essa primeira semana foi empolgante. Após tantos anos, mudei a rotina. Nem acredito que passei tanto tempo de minha vida fazendo a mesma coisa. Você foi um amor em me mandar para cá. Embora sinta saudade de todos, estou muito bem aqui. Minha rotina ainda não está definida. Estou um pouco perdida, mas espero logo me acostumar. A única coisa que me incomoda é a falta do meu filho. Diga-lhe que o amo muito e logo irei revê-lo. Mando-lhe um abraço e agradeço mais uma vez.
Carinhosamente, Luísa
_______________________________________________________________________________________________ São Paulo, 10 de abril de 1981.
Querido Rodrigo, Faz quase um ano que aqui estou e sinto falta de você. À noite, quando a insônia vem, fico me lembrando de quando o conheci. Você veio se sentar à minha mesa e deixou meu ex-noivo exasperado! Queria tanto conversar mais com você naquele momento! Mas, enfim, tive que partir. No dia seguinte você me ligou e saimos: fomos ver borboletas. Deixei o Roberto imediatamente! Éramos tão felizes! Lembra-se do nosso primeiro beijo? Eu estava morrendo de medo. Foi tão engraçado! Um ano depois estávamos casados e dois anos após nascia nosso filho. Ele era tão lindo! Parecia tanto você! À propósito, como ele está? Sinto sua falta. Você foi muito generoso em me mandar para cá. Sei que precisava descansar e eu ando tão esquecida! Cuide bem do nosso garoto
Carinhosamente, Luísa
_________________________________________________________________________________________________ São Paulo, 28 de junho de 1981.
Querido Rodrigo, A rotina está cada vez mais difícil e vazia. Faz mais de um ano que estou aqui e ainda sonho com você. Quando você e nosso menino virão me visitar? É difícil conter as lágrimas enquanto escrevo. Ando tão esquecida ultimamente! Cuidam de mim, mas ninguém me responde quando peço para te chamarem. Espero que também sinta saudade e que esteja cuidando do nosso anjinho.
Carinhosamente, Luísa
_________________________________________________________________________________________________ São Paulo, 12 de agosto de 1981.
Querido Rodrigo, Que falta você me faz! Não vejo a hora de encontrá-lo. Semana que vem será dia de visitas e, finalmente, vou te encontrar. Estou ansiosa. Tão ansiosa como aquelas tardes em que corríamos até o riacho para molharmos os pés e falarmos sobre banalidades. Ah, meu querido! Até lá.
Aquele dia ela acordou cedo, tomou banho e se perfumou. Olhou no espelho e arrumou seus cabelos grisalhos tentando aparentar mais jovem. Vestiu-se. Estava usando seu melhor vestido. Calçou seus sapatinhos de crochê e juntou-se ao grupo, enquanto assoviava uma canção de Carlos Galhardo: "Eu sonhei que tu estavas tão linda..." Então, sentou-se para esperar. O dia estava começando e, aos poucos, o pátio ficou cheio de visitas. Ela estava lá, quieta e pensativa. Onde estaria ele? Por que o atraso? E seu filho? A tarde já chegava e ela ainda estava lá, parada, observando as crianças brincarem. Como lhe traziam lembranças do filho! Já estava escurecendo quando as pessoas começaram a se retirar. Ia fazer frio aquela noite. Estavam no outono. A noite já estava alta quando uma enfermeira se aproximou daquela pobre e mirrada senhora: "Vamos entrar, dona Luísa? Está muito frio aqui fora!" Foi quando ela tirou de dentro do bolso do vestido as cartas que nunca foram enviadas e, entre elas, uma foto em branco e preto de uma jovem bonita, grávida, sorridente, ao lado de um rapaz. Ficou olhando e lembrando de um tempo de imensa felicidade. Rodrigo era o marido que toda mulher deveria ter. Estavam tão felizes e apaixonados. Um enfermeiro se aproximou: "Está na hora de dormir." Então ela foi, tristonha e quieta, deitar-se. Do corredor vazio e comprido, ouvia-se conversa entre funcionários: "Dona Luísa espera o marido e o filho todos anos. É triste. Ambos morreram em um acidente de carro." "Nossa!" Nisso, outro paciente chamou por elas. Então voltaaram à rotina e mais um dia se passou sem anormalidades naquela casa de repouso.
ANO: 1999
321
DESPEDIDA
Olhando essa janela embaçada Penso no que já aconteceu Vivemos um romance de cinema Mas vi você chegar e dar adeus Hoje, solitário nesse quarto Fumo um cigarro pra esquecer Entregue nessa dor dessas feridas Me perco em lembranças de viver Ao seu lado Tudo é um paraíso Mas fecho os olhos, Tranco os sonhos De um mundo esquecido Fácil é chegar Difícil é dar adeus Escrevo cartas Sem destino certo E escuto o que o silêncio quer dizer Mas passo horas nesse mar deserto Só pra tentar te rever E ao seu lado Tudo é um paraíso Mas fecho os olhos, Tranco os sonhos De um mundo esquecido Fácil de chegar Difícil de despedir Entreguei a minha vida Doei os meus sonhos E quis estar ao seu lado Mas não consegui
Minha cara poetiza Carol Ortiz - quanto tempo.... menina ... até que enfim nos conectamos... seu texto é maravilhosamente contundente... como esta você.... está bem de saúde... está viajando muito.... me visite menina... estava com saudade de você no Escrita . org. vê se faz alguns poemas para nós.... manina já estou com 1.840 textos escritos. fui indicado para compor o pessoal de Poesias para as escolas Br. em outubro do ano passado.... vamos ver o que vai dar. abraços. é bom saber que estas bem... me visite aqui no site... Ademir o poeta. rsrsrsrsrsr. até mais.
ademir domingos zanotelli
Minha cara Poetisa. Carol Ortiz - teus texxtos poéticos , estou sempre a lelos - em lembranaças de Infância. e cheia de incertezas e de amores... cortados em pedaços certos e errados. a infância ainda é de lembranças alegres. mesmos com sonhos não realizados. a não ser é claro quando sofremos violencias intimas. abaços de seu seguidor ademir.
Olá Carol Poetisa... Boa noite, certamente este mundo não é tão banal... mas os anjos de Istambul ...voam em formas de arco-iris na plenitude de teu imaginário poético. felicidades.
Minha Cara e Grande Poetisa.... seus contos e poesias, são deslumbrantes, menina você é demais , me sinto bem pequenino no que tuas mãos escrevem. felicidades. e muitos amores seus versos irão conquistar. abraços e sejas muito feliz.
Adoro suas poesias como adoro seus lábios, minha esposa amada.