Celso Freitas

Celso Freitas

n. 1960 US US

Sou uma pessoa que admira literatura e arte.

n. 1960-03-25, Taubaté SP

Perfil
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Novo tempo

Da minha janela eu vejo a rua
Tão apagada e desfigurada
Dormindo no leito da noite fria
Em meio ao silencio da neve
Açoitada pela ventania

Da minha janela não vejo nada
Nada que o inverno peça desculpas
Nada que o silêncio sinta remorsos
Só vejo as minhas lembranças
Dos meus tempos de criança

Da minha janela eu vejo algo
A noite se despedindo do sol
Árvores secas profetizando
O despontar da primavera
Um novo tempo, uma nova história
Ler poema completo

Poemas

68

sonho abstrato

Sonho abstrato é riqueza insana
Fragmentos de idéias
Bagunça organizada
De côres incolores
Que não altera o produto
Da ordem dos fatores

Sonho abstrato
É o pleno ignorar
Do eixo em movimento
Na geometria circular
Com seus simbolos pintados
Que nao conhece o odio
E não sabe o que é amar
132

Inexplicável beleza

Deixa me extravasar
Nessas aguas represadas
Da tua beleza
Dessa inexplicável profundidade
Mistério não explorado
Deixa me contemplar
O que existe de mais lindo
Nesse intrigante sorriso
Felicidade exalada
Declarada
Que me fascina
Me desatina
Deixa me ouvir de novo
Tua voz esvoaçante 
Que o vento arrasta
Som inconfundível
De palavras
Pintadas de emoções
Deixa me sondar
Esse coração feminino
Trancado a sete chaves
Que me consome e me faz engolir
O paladar amargo
A tua ausência
124

Sedução do ser

Pensar poema é algo trancendente
Inspiração da beleza abstratamente
Como se um fogo ascendesse tão repente
Ou em forma de um insigth gradualmente
É um tipo de paixão que mexe com a gente
Você se deixa exilar  em  terra  ausente
Com sintomas fortes que  ninguém  sente
Dando ouvidos a  alma  ao  que  esta latente
É a sedução  do ser de modo diferente
Um escapismo  esporádico imanente
Sentimento se renovando  incansavelmente
Num oásis sem o calor incandecente
Onde os rios descem  caudalosamente
E os ventos te acariciam suavemente
E coisas acontecem supreendentemente
Imagine a lua  sorrindo  para o sol poente
Ao observar a terra inocentemente   
Para escrever sem medo aquilo que sente
116

Tesouros escondidos

O hábito de escrever 
Me deu asas para voar
Pois eu nunca imaginei
Que seria possível ver montanhas
Enriquecidas de rios e vales
E ao mesmo tempo inalar a brisa
Dos quatro pontos cardeais
Seguindo a curiosidade dos ventos
Sobre as múltiplas paisagens
Desvendando seus mistérios
E me embebedar com o panorama
De um oceano infinito e profundo
Que expressa a liberdade
E revela o poder do amor
117

Pensar em ti

Pensar em ti
É viajar no infinito
Ficar perplexo e maravilhado
Com a grandeza do teu poder
Chamar teu amor à lembrança
Continuamente, seguidamente
Me faz digerir,  metabolizar
Tua beleza, Tua essência
Imaginar o quanto Tu me amas
Transcende meu pensamento
Infinitamente esgota meu vocabulário
Facilmente vence minha lógica
Inexplicavelmente me fascina
Até ser vencido
Por uma deliciosa exaustão
132

Amar é sonhar




Queria tanto
Sem hesitação te escrever
Com fascinação te dizer
Que te amar é sonhar
Sonhar é recordar
Recordar é viver
E viver é sofrer
Queria tanto
Parar de  sonhar com você
Parar de viver e sofrer
Tocar o mundo real
Ser naturalmente
Vivendo  feliz
Apesar de mim
283

EXPECTATIVA



A cada dia me emudeço
A  cada minuto me desfaleço
Como um soldado  sentinela
No alto de minha janela
Pra capturar uma poesia
Seja de um triste ou alegre dia
Ou no por do sol escondido
Por um olhar  desapercebido
C
omo um grito de criança
Na voz viva a esperança
Uma brisa discreta que passa
No telhado úmido a fumaça
Mesmo um pássaro  voando
Entre nuvens brancas passando
Vai na esquina uma despedida
Criaturas de paixão nascida
181

FRAGMENTOS


 
Meu pedaço de hoje
Meu fragmento de vida
Derramando sem remorso
Seus minutos de ouro
Nessa vala escorregadiça
Desse sofrer não programado
Que me faz escapar pelo dedos
Todo querer voraz
Toda audácia desvairada
Toda ilusão sentida
212

Folha de Papel

Aquela folha de papel
Texturizada
Tão bem pautada
Abandonada
E atirada ao léu

Aquela folha de papel
Na noite fria
Rua vazia
Na ventania
E atirada ao léu

Aquela folha de papel
Com seu passado
Tão marcado
Amarrotado
E atirado ao léu

Aquela folha de papel
Que eu amassei
Já encontrei
E muito gostei
E atirada ao léu
188

Satisfação

Eu quero mais, eu tenho sede
De urgentemente me submergir
Nessas  aguas oceânicas
Da tua indescritível beleza
Exuberante formosura
A  força vital da existência
A marca magistral do universo
Vida  derramada sem medida
Tu és a infinitude de alegria
A imensidão que tudo abarca
O tudo que preenche a todos
Aquele que cura minhas feridas
E restaura a minha alma
Na matriz  dos seres és a força
No interior do ente a beleza
95

Comentários (2)

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fernandoarroz

belê

gioliveira

Muito bom! Gostei