Celso Freitas

Celso Freitas

n. 1960 US US

Sou uma pessoa que admira literatura e arte.

n. 1960-03-25, Taubaté SP

Perfil
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Novo tempo

Da minha janela eu vejo a rua
Tão apagada e desfigurada
Dormindo no leito da noite fria
Em meio ao silencio da neve
Açoitada pela ventania

Da minha janela não vejo nada
Nada que o inverno peça desculpas
Nada que o silêncio sinta remorsos
Só vejo as minhas lembranças
Dos meus tempos de criança

Da minha janela eu vejo algo
A noite se despedindo do sol
Árvores secas profetizando
O despontar da primavera
Um novo tempo, uma nova história
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Poemas

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Fé criativa

Fé criativa é ousar pensar o impensável, é ver o invisível , perseguir o impossível, se apropriar daquilo que não é comum ou simples. É superar o insuperável. É desmistificar o mito do impossível, do não posso, do não tem jeito. É dar asas a imaginação no alcance do inalcansável. É voar nas dimensões do coração. É deixar a mente saltar de paraquedas no campo do inimaginável.
É permitir Deus esculpir na tela da sua imaginação aqueles sonhos que sempre te chamam, te convidam, e te desafiam. É aceitar a planta do projeto original que a você foi dado para visualizar e executar. É deixar Deus invadir seu limite com o ilimitado, seu humano com o divino, seu arcaico com o nôvo, sua ingenuidade  com a inteligência. É ser saturado pela essência do material do qual fomos feitos.
Fé criativa é abrir as garrafas do velho vinho incubado no subsolo do seu eu. É degustar o sabor da embriaguês  intuitiva. É se apaixonar pela visão engedrada no coração.Fé criativa não é uma luta cega atrás do milagre. É usar a ousadia dada aqueles que não se conformam, que não se entregam e não desistem. É convidar o milagre para nos acompanhar . E ativar por fé o que ele ja colocou em você. É funcionar como Deus funciona.Fé criativa é orar de tal maneira, até que seu músculo mental se desenvolva na academia do espírito. Orar com fé criativa  é destronar os gigantes de seus domínios. É mandar a dificuldade e os problemas se derreterem diante do fogo do onipotente  Deus.
Fé criativa significa germinar a semente do potencial no solo fértil da visão. Significa  fecundar o óvulo da vida numa explosão infinita de coisas que ainda não foram geradas no útero dos pensadores. Fé criativa é parar de acreditar na besteira de que você é apenas um produto do meio. Mais um coitadinho indefeso. Um joguete manipulado pela mídia. Alguem que nasceu pra ser mais um na multidão! Fé criativa é sair da inércia, da indolência, da mesmice. É ativar a nebulosa de bilhões de neurônios esperando para entrar em fusão com o Espírito de Deus e o seu.
É ter uma santa ousadia de atrevimento. É amar uma idéia sua, mais que legal, fruto de originalidade e esforço. Fé criativa e desintoxicar-se do stress paralizante que corrói e sufoca o brilho de suas idéias. É neutralizar o veneno do sangue-suga que drena sua energia espiritual. É anular a tirania da parasita que te deixa vazio, desconcentrado e sem ação. É deixar pulsar o sangue da invenção naquilo que você acredita e pesquisa. É não aceitar passivamente a alegação de que não ha mais espaço pra recriar, inovar e modificar.
Fé criativa é saltar as barreiras do tempo e do espaço e agarrar como Jacó, o anjo da sua benção. É sacar no banco inesgotável do céu, inspiração para enriquecer o mundo com novas descobertas. Fé criativa é viver o inacreditável, o absurdo, o difícil, o ilógico. É tentar o que não foi tentado, fazer o que não foi feito, abraçar uma causa que não foi sonhada. Fé criativa é chamar a existência o objeto do facínio, do querer, do desejo, da vontade de conseguir algo. É liberar com graça o que existe tapado, escondido, em nosso potencial. É entrar no esconderijo secreto do gênio que Deus te deu e raramente se manifesta. É dizer não a preguiça disfarçada de inteligência e também a rotina engessada e institucionalizada. É fazer calar a boca do tédio enraizado na tradição morta do comportamento automatizado. É deixar de lado a mediocridade assassina que arrasta milhões ao paraíso do comodismo e letargia.
Fé criativa é matar de fome os processos  mentais fossilizados que se recusam a caminhar lado a lado com a intuição observadora. É dar vazão a singularidade e unicidade da arte e beleza. Fé criativa é quebrar o silêncio com algo genuíno, novo, inesperado e surpreendente. É deixar fluir o sangue da divindade inerente e transcendente de cada um de nós.  É colocar ritmo na música da alma, quando esta se encontra em  seu estágio de hibernação. É acender a lâmpada afastando- a da dormência das trevas e ignorância. É reinventar, matutar, rastrear o cheiro da coisa linda que anseia por nascer. É colocar combustível na força que move pessoas sonhadoras e visionárias. Fé criativa é sair do anonimato do comodismo e entrar para a historia daqueles que tem historia para entrar.
Finalmente, fé criativa é você se recusar a morrer vazio, levando para o túmulo contigo a extraordinária riqueza que o grande Deus colocou dentro de voce! Fé criativa  é você ler este texto e começar a se mexer. Botar a caixola pra funcionar e liberar tudo aquilo que esta doidinho pra sair de  dentro de voce!
By Celso de Freitas, em 02/15/2013. Friday 1:17 am, Danbury, Ct.
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ALMA PÓS-MODERNA


 
Vivemos juntos 
Nessa vida abstrata
Na margem, na procura
Chamada pós modernidade
Fabricada pelos homens
De contradições lindas e feias
Aprisionados no caos
Peregrinando na existência 
Entre as cinzas das incógnitas 
Homo Sapiens declarados
Na irracionalidade do anormal
Mascarada de intelecto
Escombros de incertezas
Do micro ao macro cosmo
Privado e globalizado
Utopia desgovernada 
Natureza  gemente
Alma nua sem propósito
Divina imagem ignorada
Absolutos morais rejeitados
Felicidade real desconhecida
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larvas vulcânicas

Escrever coisas que a gente gosta
É dar asas à liberdade
É pairar sobre o ninho
Liberando os ovos incubados
Da imaginação na grafia
É soltar das rédeas a ânsia
Que ópta pelo sofrer
A dor incessante da reflexão   
Fazer acrobacia com o pensamento
Fustigando a fera enjaulada
Não domesticada do potencial
Desatar  águas dormidas
Do subconsciente represado
Vomitando larvas vulcânicas
Numa cratéra de idéias
Numa busca de paixão
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Rústica e sublime

Encontros geométricos
Banho de sol
Sobre o verde admirável
Realeza rústica
No ar quieto e sereno
O cheiro transcendente da chuva
Majestoso e místico
Nessa descida barrenta
Curva graciosa
Evaporação do sublime
Pau e pedra riscada
Cantiga muda da poesia
Enquanto falo cipó contorcido
Calango, besouro e borboleta
Gravidade anestesiada
Invocação  in natura da harmonia
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Coração em chamas

Meu pensamento vôa
Canta e desencanta
Ajunta os cacos no caos
Se embriaga e sai da linha
Se recompõe, se levanta
Sente dor e desatina
Corre atrás do vento
No extremo leste e oeste
Se alegra na inclusão
Da unidade e cumplicidade
E afeta o desafeto
Do homem-menino
Fraqueza-força, pau e pedra
Infinita raridade
A soma da complexidade
O amor complexo da idade
Exaltação a sensibilidade
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Sutileza branca

Aquela ave que avisto ao longe
Singrando a imensidão azulada
Engolfada na brancura sustentável
Da beleza seduzida pela leveza
Na sutileza de movimentos acrobáticos
Transpassando a linha imaginaria
Do horizonte translúcido escondido
Na face solitária do tempo e do espaço
Vai a ave peregrina embebida em sonhos
Vinda dos trópicos temperados
Inalando tranquilamente a brisa quente
Exalando os odores do oceano
Ave branca, linda e solitária
Nem sequer imagina que nas orlas sinuosas
De um ponto distante
Existe alguem sonhando
Em trocar os pés molhados da areia
Por suas asas tão leves e soltas 
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azuis diferentes

Eu posso ver os teus olhos

Com os azuis dos olhares meus

Mas meus mares você não vê

Com os azuis dos olhos teus
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Intuição à la carte

Eu penso poesia
        Intuição à la carte
   Reflexão prisioneira
     Ao desarranjo harmonioso
  Da ação libertadora
Minha asas  mecânicas
     Na fluidez automática do piloto
               Velocidade irracional
      Aplaudindo a estagnação 
  Combustão e loucura  neuronal
     Implodida, recuada
         Vencendo a gravidade
   Minha potência de agir descabida
Planta  desnudada invernal
        Com raízes de sangue suga
   Extração do abstrato
       Sem ar de arrogância
  Sem pretensão de humildade
         Em aguas turvas misteriosas
   Encontros e desencontros
De partículas eternas
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Rua solitária

Essas ruas solitárias esparzidas de neve
Em meio ao frio de um vento indesejável
Afugenta sem remorso os corações
Dos que olham pela janela a noite vazia
Balbuciando palavras secretas
De desejos borbulhantes incontidos
Querendo decifrar os desígnios
Da estação que desfolha as árvores
Açoitando telhados dos que dormem
E arrancam da cama quente a criança
Aninhada no recôndito da mãe
Pra jogar nos braços da manhã fria
Criaturas inocentes a caminho da escola
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abismos inexcrutáveis

Navegando em meus mares
De pensamentos e sonhos verdes
Mesclados de azuis vulneráveis
Embebidos de tons variáveis
De veronese acizentado
Refletindo o dourado cintilante
Esparzido pelo sol magestoso
Nestas águas de cristal líquido
Arte pura de cores mutantes
De pincéis fazendo espumas
Nas ondas enlouquecidas
Orquestrados por ventos sinuosos
Que serpenteiam abismos inexcrutáveis
Guardados a sete chaves
Extração concreta do abstrato
No sacudir das ondas dos neurônios
Disfarçadas em saudades arrastadas
Por brisas eternas do tempo
Do éco fragmentado
Que o passado sufocou
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Comentários (2)

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fernandoarroz

belê

gioliveira

Muito bom! Gostei