Lista de Poemas
Sonho fugaz
Navegar em meio as aguas
Nesse mar tranquilo ondulado
Isolado do mundo que só eu
Pensar do meu sonho fugaz
Ouvir das ondas uma voz
Arrastada por caracóis
Entre brisas e lembranças
Com esse cheiro de solidão voraz
Que nas cálidas noites sem lua
Do triste momento o meu anseio
Ser acariciado por tua mão nua
119
Intuição à la carte
Eu penso poesia
Intuição à la carte
Reflexão prisioneira
Ao desarranjo harmonioso
Da ação libertadora
Minha asas mecânicas
Na fluidez automática do piloto
Velocidade irracional
Aplaudindo a estagnação
Combustão e loucura neuronal
Implodida, recuada
Vencendo a gravidade
Minha potência de agir descabida
Planta desnudada invernal
Com raízes de sangue suga
Extração do abstrato
Sem ar de arrogância
Sem pretensão de humildade
Em aguas turvas misteriosas
Encontros e desencontros
De partículas eternas
293
Agua vertical
Essas aguas silentes
Caindo deliciosamente
Impregnando minha noite
Com chuvisco vertical
Na vidraça abstrata
Escondendo a rua mística
De terra molhada
Com cheiro noturno
Na quietude deslumbrante
Que paralisa a presa
E arrebata a alma
São borbulhas passageiras
São nuvens que não se vêem
São aguas que não voltam
347
Vinho incubado
Neste canto da poesia
Eu saco as rolhas
Das garrafas desconhecidas
Do velho vinho incubado
Do subsolo do meu eu
Nesse refugio tão distante
Terra que não é de ninguem
Onde o tempo vive frisado
Eu me isolo desse mundo
E mato o tempo matutando
Nesse auto exilio não programado
Idéias morrem e ressucitam
Sacodem a poeira da cortina
Fazem castelos do inusitado
E celebram a autenticidade
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espinho do tempo
Enquanto o abraço da noite
Sorrateira chega novamente
E passam as horas vorazmente
Eu fito meus olhos nas estrelas
Enquanto cai o orvalho nas flores
Das lembranças tuas os labores
E nas saudades minhas os amores
Do ritmo mecânico das horas
Uma máquina e um coração
Imaginam qual a emoção
No teatro da vida o momento
Que no espinho do tempo a dor
Colhe como recompensa a flor
A sorte da espera um amor
335
Coração em chamas
Meu pensamento vôa
Canta e desencanta
Ajunta os cacos no caos
Ajunta os cacos no caos
Se embriaga e sai da linha
Se recompõe, se levanta
Sente dor e desatina
Corre atrás do vento
No extremo leste e oeste
Se alegra na inclusão
Da unidade e cumplicidade
E afeta o desafeto
Do homem-menino
Fraqueza-força, pau e pedra
Infinita raridade
A soma da complexidade
O amor complexo da idade
Exaltação a sensibilidade
342
Rua Enigmática
Na escuridade da noite
Conversando com a solidão
Que me invade suavemente
Trazendo aquelas saudades
Enquanto o ruído de um carro
Lá fora na rua enigmática
Me ajuda pensar um poema
Recalcada por lembranças
Daquela voz tão meiga
Daquele olhar tão lindo
Cujos momentos se foram
Nos segredos do vento
E eu aqui contando estrelas
Restando apenas o aroma
Das flores que não posso colher
Do amor que não posso viver
120
azuis diferentes
Eu posso ver os teus olhos
Com os azuis dos olhares meus
Mas meus mares você não vê
Com os azuis dos olhos teus
Com os azuis dos olhares meus
Mas meus mares você não vê
Com os azuis dos olhos teus
347
lembranca nostálgica
Me lembro daquela manhã ofuscada de neblina
Mergulhada no cheiro agreste da natureza
Tão cheia de algo místico inexplicável
De ar fresco engolfado de humidade
Caminhos de terra, árvores e burbulhos de águas
Envoltos numa quietude que não era silêncio
Misturado de nostalgia. De saudades
De sol sem brilho. De lugar quase sem gente
Era uma sinfonía de sensacões entrelaçadas
Comtemplando o azul cobalto cintilante
Das asas da libélula no limbo esverdeado
Da pedra polida nas aguas espumantes
A estrada solitária rodeada de topografias
De encontros abruptos de rochedos e barrancos
Mostrando desencontros geométricos graciosos
Entre os vales cortados de águas corrediças
Do silencio quebrado no estatalar do bambuzeiro
Pássaros, insetos e animais soltando a voz
Da brisa suave trazendo lembranças
De um passado que o tempo levou
Mergulhada no cheiro agreste da natureza
Tão cheia de algo místico inexplicável
De ar fresco engolfado de humidade
Caminhos de terra, árvores e burbulhos de águas
Envoltos numa quietude que não era silêncio
Misturado de nostalgia. De saudades
De sol sem brilho. De lugar quase sem gente
Era uma sinfonía de sensacões entrelaçadas
Comtemplando o azul cobalto cintilante
Das asas da libélula no limbo esverdeado
Da pedra polida nas aguas espumantes
A estrada solitária rodeada de topografias
De encontros abruptos de rochedos e barrancos
Mostrando desencontros geométricos graciosos
Entre os vales cortados de águas corrediças
Do silencio quebrado no estatalar do bambuzeiro
Pássaros, insetos e animais soltando a voz
Da brisa suave trazendo lembranças
De um passado que o tempo levou
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Sentimento sufocado
Enquanto aqui dentro
Submerso no aconchego
Dessa madrugada entrelaçada
Em lembranças e saudades
Inusitadamente ouço o barulho
Vindo de uma rua distante
Onde um automóvel velho
Vai dissolvendo seu ruído rouco
Entre os ecos fragmentados
Nas esquinas vazias
Nas recâmaras empoeiradas
De um passado distante
A historia de dois olhares
Que um dia se cruzaram
Num instante de magia
Seguido de uma despedida
Não programada, não terminada
Sem qualquer palavra
Sem um aperto de mãos
Apenas um olhar
Olhar eterno
Olhar sofrido
Olhar perdido
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Comentários (2)
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belê
Muito bom! Gostei