Lista de Poemas

Realidades

As linhas do caos ameaçam o tempo 
como um rodo, o desequilíbrio dos buracos negros
segura o firmamento,
em vivos fragmentos divide
quem fui de quem serei:
a serpente invisível
entre o espelho e a realidade.

A consciência transparência transpassada 
transcende o olhar que era cego,
e se olha de volta.
A poeira mental sobre a relva,
a água o simples orvalho na pele 
os mundos, vice-versa
de um único verso físico, palpável.

Muralhas de vazio, vácuo frio.
Em um sonho? Arrebatamento?
Esfaceladas imagens de um delírio?
Espuma profética da minha loucura não sei.

Atravessar estas fronteiras do ser e do estar lúcido,
e perguntar-se: é real?

Lá fora, a noite respira, se estende.
Eu só faço poesia.
Lua cheia, árvores — folhas ardentes.
Espáduas que reluzem, corpos que se abrem
entre outros corpos.
Só quero escrever,
mesmo entendendo tão pouco
de mim e dos cosmos.

Deito na margem da noite e sei
que eu também, e meus contos,
pertencem à noite.

Estendo-me esgalho pensamentos 
e vejo, de longe, a brancura furta-cor que respira e pulsa:
estrela dividida,
como a boca da taça de cristal.

A balança, pós-aurora,
volta, pulsa sangue dentro do corpo.
E volto a dormir.

38

Ampulheta do fim

O fim do tempo a hora ainda é à mesma a criatura tal besta que suga ate a morte... figura desconcertante que causa repulso e cheia de códigos com em um sonhos de pesadelos

Vou perdendo a lógica desta realidade talvez a loucura não seja tão ruim assim... parece faltar pouco tempo...

Talvez comece à pinta o que as palavras não consegue mais dizer...

Em cada combinação binária poesia das estrelas destes códigos frios que tento capturar padrões; isso assombra-me...

Os anjos segurando os ventos entre os véus, guerras prontas e no momento exato eles vão soltar os desejos dos homens...

A língua e os olhos podres dentro da cabeça eles ainda vivos...

Não queira-te visto isso...O dom é a minha maldição...

A fumaça e o céu como jornal cinza se dobrando o terror e o tremor o sal da água e o petróleo

O ar solidificado preso no alaranjado nevoa tragando o gosto de maça verde e cheiro de capim-verde recentemente cortado...

E quando o cálice cai, o som ecoa mil eras, um rasgo no véu da existência o tempo sangra pelo chão, escorrendo como tinta espessa nas rachaduras do mundo que resta.

A criatura do futuro, metade máquina, metade sombra, abre os olhos dois buracos vertiginosos e o caos respira por eles...

Os códigos que giram ao redor de sua carne sussurram futuros que não quero decifrar...

O relógio dobra as horas, ampulhetas viram de si mesmas,

a areia sobe ao invés de cair, como se o fim quisesse reescrever o início.

E eu, com as mãos manchadas de visões, tento pintar aquilo que a voz recusa, traços tortos do destino, um murmúrio de astros morrendo, uma constelação que desaba em silêncio.

As nuvens, agora negras e elétricas, carregam o peso de um mundo exausto.

O vento traz o gosto de ferrugem, e as sombras caminham mais rápido do que qualquer criatura viva.

E no centro do caos, entre o último suspiro do homem

e o primeiro grito de algo novo, escuto o próprio universo

respirar fundo antes de ruir.

Talvez o futuro seja apenas isso o instante em que a luz hesita, antes de apagar e nessa hesitação,

O dedo que tomba o cálice... e desgoverna a estrela verde e mancha de um tom amago sobre as águas a sede...

39°50' 98°35' 31°47' 35°13' 66°25' 94°15' 39°55' 116°23'

62

John Vasconcellos

Eu tenho vários sonhos, mas com uma porrada de erros de ortografia

A vida rústica e terno verbal mal conjugado que insiste em amar

E eu sou tão chato mais só me magoaria se fosse um intelectual corrigisse-me de uma forma brutal, um amigo que gosta das mesma músicas que eu; e elogia aquela menina mulher que me faz sofrer só para me não me constranger...

A vida tem tanto disso e daquilo e o tempo de pés velozes, que nem da (tempo) de se importar

E eu digo não me chame para beber, eu bebo pouco e dou muito trabalho, além de com dois copos de vinho já vejo o breu e não pago a conta...

Eu fico aqui em casa hoje's já tenho compromisso éh hoje noite de blues, Beatles, Bob Dylan e variação depois do vinho The Sound of Silence, E sussurra como lâminas as folhas de papel e a caneta desliza nas teclas do computador, e ecoa a mente e embolada, e as letras ficar engarrafadas e a amada violada, então deprê coração no oxímetro grita o som abafado e pulsante

Sempre podemos conhecer pessoas novas, pode vim vamos comer lanches e tomar coca-cola e vinho o leito combinado sem compromisso pacto de leve, sem nó, mas se me apaixonar primeiro falarei que a culpa é sua, morar na minha casa ou na sua?

33

Sufista das estrelas

As vezes caio na faixa de Möbius na curva do 8 a gravidade executa o empuxe sobre a luz e o véu não se rompe como a escada de Penrose não da para fugir disso...

Sou jogado nas eras como sufista amador das estrelas e escapo me comas linhas que transcender o amor nas ramificações em cada salto no tempo...

Singularidade uma dentro de outra...

O universo submerso no submerso do irmão gêmeos de mãos das que não se divide toda amaras entrelaçadas tempos realidades natural a fonte da escolha que da razão a todas elas em uma só da seu veredito do braço único central...

-------------------------------------------------------------------------

Transcender as linhas de ouvir as constelações como sufista das estrelas cintilante e lagrima translucida diamante líquido...

Procuro ela no céu após o vento me acordar e imóvel esplendor velando e eu na inquietude no tempo lento silêncio lição floral mais amargas poesias minhas

A forjada flor que envolve tua imagem

No deserto da alma percorrer o vale extenso e ermos fracos broquel perfurado coração

Virgens vacilantes arranco no êxtase selvagem seu doce amor 

50

Nuvens carroceis de cavalos brancos

Noite de pós chuva as nuvens caminha sobre os telhados como carroceis de cavalos brancos...

O clima de frio em ascensão os pedaços das sombras arrastadas um zumbido crescente que se intensifica não há nada lá movendo nas teias da solidão criamos saudade em lembranças que já se foram os nos olhos ver o brilho do passado através uma lagrima ou de varias...

Ela passou aqui tão rápido ousou me usar nem feriu á solidão tão entranha como razies nas veias eu já desolado queria um "eu te amo" mais o ventos assopra o tempo de asas ligeiras...

E os ventos, sempre eles, levando no sopro fino as promessas que ninguém sustenta…

A noite respira devagar, ferida, como se cada estrela fosse um soluço preso no céu.

Caminho entre restos de silêncios rasgados os passos ecoam como se anunciassem um destino que não muda.

A lua, pálida e distante, abre fendas de luz nas poças ainda frescas da chuva onde meu rosto se desfaz em reflexos partidos.

E no embalo das lembranças, a saudade mastiga o peito com dentes de bruma, recorda o toque que nunca voltou,

a voz que se perdeu no labirinto das horas.

Ela sombra breve atravessou meu mundo como um cometa cansado, queimou pouco, brilhou menos, e ainda assim deixou rastro demais.

Fiquei com o gosto amargo do quase, do que não foi dito,

do “eu te amo” abortado antes de nascer…

E o vento, tão cruel quanto sábio, recolhe cada palavra que tentei salvar, joga tudo no abismo do tempo

e segue, indiferente, com suas asas ligeiras carregando o pouco que restou de nós.

E quando o silêncio repousa pesado demais, parece que até as paredes respiram comigo, num lamento lento, quase humano,

como se a casa inteira sentisse tua ausência.

As sombras se dobram nos cantos, fazem gestos estranhos,

arrastam memórias como correntes antigas.

E eu, nessa vigília sem nome, procuro no escuro algum vestígio teu

um cheiro, um eco, um pedaço de riso esquecido entre as frestas do tempo.

Mas tudo foge tudo evapora tudo se esvai como vapor frio

saindo da boca de quem deseja e não tem.

A madrugada, cúmplice amarga, pinta no céu cicatrizes de açafrão e cinza

E eu sigo, solitário, colhendo restos de sonhos

como quem recolhe folhas mortas de um outono que nunca termina.

Teus passos ainda soam na minha lembrança, tão leves que ferem,

tão rápidos que machucam

E o coração esse velho sobrevivente

bate torto, lento, como relógio cansado que insiste em continuar dizendo ao mundo que ainda há luz em algum canto.

Mas o vento, eterno mensageiro dos perdidos que espalha minhas esperas pelo ar como papéis de poemas rasgados de uma história inacabada

39

Rara lua absinto

A música que seduz-me e a rara lua que flutua nas flautas nos vossos tons

Dai-nos no silêncio da canção supremo amor agora sem som

Alma desnuda afoito o teu beijo que não alcanço...

Tem meta latente e sou eu quem lamente por ti

Se não chegas ate o fim a chagas perdura bem alimentadas

O outono de folhagem avermelhadas e que feliz vão perdendo a cor

Teme a fuga da estação das lembranças que no beijo me perfurou o coração...

Poesia do melodista pródigo cantor das asas feridas canções fruir, em pleno hausto estuar da vida palpitante paixão exausta a fonte da incendiada da língua ressequida do solene ofício de poeta...

No ativo porte desta trama nas linhas emoldurar as mulheres em palavras

O meu peito dói; retalhado e em um sonho insano bebo outra vez do seu doce veneno tivesse-me intoxicado e o ópio se sorvesse até o fim e o abismado absinto aspira o meu dom e entregue a beleza da sua sorte que venderas e eu excesso nos versos...

E no ecos das sombras estivais lanças ao ar a tua dádiva sonora do meu corpo em queda

32

Poeira e o selo das Constelações

Poeira e o selo das Constelações

Desviar da teia do abismo anterior ao verbo, quando o sopro era apenas centelha indizível, ergueu-se a árvore de âmbar em cujas raízes dormiam os nomes da Criação de Deus

Cada folha trazia gravado um ideograma ígneo, um sigilo que a carne jamais decifraria, e no alto de seus ramos resplandecia

o orbe oculto da rosa das esferas

No limiar do desfiladeiro órfico, o luar ar que se foi coroa da minha noite primordial

vertia sobre os vales o licor translúcido que dissolvia fronteiras entre sombra e claridade.

Os rios de prata eram veias da eternidade, onde nadavam peixes de fogo e cristal, e cada onda recitava em segredo o tetragrama que mantém os mundos suspensos.

Eis que os cavalos zodiacais regressaram, suas crinas reluziam como labaredas da geena e nas garras do tártaro e do makaí vir de longe lugar que não irei pois sou escolhido de Deus e sobre a aureola do tempo dos cascos exalava o pó do tempo em círculos cabalísticos que selavam os quatro pontos cardeais.

As estrelas, como sentinelas numéricas, cantavam a aritmética celeste da alvorada, e o espaço, em seu giro hermenêutico,

desvelava o nome oculto que sustenta os sóis.

Então, no ápice da visão, o tempo transfigurou-se em coluna de ouro, e os céus, em silêncio sepulcral, guardaram na eternidade o enigma último: que a luz é também treva, e que todo início é já um retorno o Oráculo do Fim ao inicio quando as sete abóbadas do firmamento se romperem, e os sinos invisíveis soarem no âmago do éter, o tempo se recolherá em si mesmo, como serpente que morde a cauda no abismo.

Do pó cintilante dos mundos extintos erguer-se-á cujos fólios são feitos de vento e cinza, e cujas letras ardem em fogo inextinguível.

Ali estarão escritos os nomes interditos, os segredos que os rios murmuraram nas eras, e cada sílaba será martelo e aurora,

derrubando colunas e erguendo eternidades eis que surgirá o Cedro da noite, envolto em oricalco e silêncio estelar, e dele brotarão raios adamantinos que dissolvem a carne em pura essência e corcéis zodiacais retornarão uma última vez,

mas seus cascos não tocarão a terra correrão sobre o vácuo flamejante, abrindo portais de fogo nos confins do não-ser.

As estrelas cantarão em coro uníssono, não como lampejos dispersos, mas como trombetas de cristal, anunciando que o fim é também gênese, e que a aurora habita no próprio crepúsculo.

Então o selo final será rompido o sol se apagará em claridade secreta, a treva se coroará de ouro, e o oráculo, em seu êxtase abscôndito, proclamará tudo retorna em círculo

43

Aureola da noite

Outrora, nas arcadas do firmamento ignoto, verteu-se o mosto do tempo em ânforas de sombra, e o vento, em súbita arrastou consigo o fulgor mineral das constelações dispersas.

Submerso no âmago dos pomares órficos, o sangue solar cintilava em crisólitas ardentes; o estio, em súbito paroxismo, devorava as nervuras da macieira hipostática.

O céu, em sua liturgia sideral, concedia apenas instantes de clarividência

As raposas ululavam nos meandros glaciais, sob a tessitura espectral dos seixos numinosos

Eis que os cavalos ígneos, em relinchos de eternidade,

transpunham os umbrais da estrebaria verdejante,

abrindo veredas para os campos heterofônicos onde a luz se fazia verbo primordial o tempo órfico e inflexível circundava o espaço em espirais de ouro, e nas órbitas inefáveis da manhã, a melodia abscôndita dos astros se desvelava em cântico inaugural.

E tudo, em combustão mística, feneceu no instante de sua própria origem o feno em labaredas, a noite em ascensão, e o sol, em último clarão, reencarnou na vastidão do ser

Outrora a seiva do outono verteu-se nas videiras esquecidas,

e as folhas, em fulgor crepuscular, recobriram o chão com brasas mansas.

Na colina, um eco de sinos dissolvia-se no vento errante,

o sangue da terra pulsava como cântico em transe nas arcadas do firmamento ignoto, verteu-se o mosto do tempo em ânforas de sombra, e o vento, em súbita, arrastou consigo o fulgor mineral das constelações dispersas.

Submerso no âmago dos pomares órficos, o sangue solar cintilava em crisólitas ardentes; o estio, em súbito paroxismo, devorava as nervuras da macieira hipostática.

O céu, em sua liturgia sideral, concedia apenas instantes de clarividência; as raposas ululavam nos meandros glaciais, sob a tessitura espectral dos seixos numinosos.

Eis que os cavalos ígneos, em relinchos de eternidade, transpunham os umbrais da estrebaria verdejante, abrindo veredas para os campos

O tempo órfico e inflexível circundava o espaço em espirais de ouro, e nas órbitas inefáveis da manhã, a melodia abscôndita dos astros se desvelava em cântico inaugural.

E tudo, em combustão mística, feneceu no instante de sua própria origem: o feno em labaredas, a noite em ascensão,

e o sol, em último clarão,

reencarnou na vastidão do ser e no antanho dos círculos insondáveis, quando o éter ainda palpitava em silêncio de cristal,

o vinho arcano dos céus verteu-se em cálices de sombra, e o fogo oculto gravou seu selo nos ossos do tempo.

Ergueram-se colunas de névoa hierática, pórticos da noite em combustão seráfica onde os astros como lâminas apotropaicas

rasgavam o véu da matéria em arabescos de ouro negro

As águas primevas recitavam cifras abissais, cada seixo guardava o oráculo dos abismos, e no sopro gélido das raposas estelares

ressoava o cântico interdito das constelações eis que os corcéis ígneos das estrelas em relinchos de magma e aurora, atravessaram os umbrais do não-ser, trazendo consigo a música cifrada do nascimento da luz elementar

O tempo, em órbitas cabalísticas, traçava mandalas de fogo sobre o espaço; e nas suas esferas melódicas, a manhã se erguia como hieróglifo ardente de uma verdade jamais pronunciada

Tudo era rito, e tudo era enigma o feno em pira votiva, a treva em clarão litúrgico, o sol em êxtase abscôndito

E quando a eternidade se voltou para si mesma, no instante inefável do retorno, a aurora coroou os mundos ocultos com o selo indecifrável do ser

Suspenso, o firmamento vertia clarões azuis sobre os vales, as estrelas, como lâminas antigas, fendiam o véu da noite

O tempo pássaro invisível permitia que eu tocasse o silêncio e me erguia em claridade.

Nas margens do rio secreto, corriam os cavalos de fogo, ardentes, exalando orvalho em cada relincho sagrado, e o dia nascia das suas crinas como aurora primeira, a luz inaugural rasgava os campos e devolvia-lhes a eternidade

Eis que o vento, em sua órbita translúcida, trazia cânticos remotos de abismos e marés, e tudo fluía em círculo perfeito as nuvens, os feno flamejante, o astro cansado até que o sol, desfazendo-se em ouro

29

Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si Do amor

Da o tom à poesia expor termo dos meus maiores tons calando aos seus menores Si, se empregado do seu prazer se designado aos menor dos seus elemento sua voz o som que me determinada a minha fonte sonora do eu te amo... Ré

Em cada e durante o tempo de duração emite todas frequência do meu corpo junto nas fendas da alma... Lá; A canção sonora do amor medida na medida incalculável do hertz não descreverá em termos físicos se a nota é grave ou aguda, deste amor paixão nem pode ser representada por um símbolo em uma partitura ou letra em uma tablatura...Sol

Este é meu manifesto do amor que pousa na alma como notas musicais no espirito... Dó

O amor em cada alfabeto musical em suas frequências ou conjuntos de frequências em cada conjunto de ondas de emoções mecânicas físicas que propaga ate o coração como no sangue á supurar cada gota de emoção aos neurônios desaguando em prazer em todo percurso e que à alma geme em notas de êxtase... Si, Ré

A alma um orquestra de cada instrumento em uma vasta gama de harmonia complexa a sonoridade mais pura entre nos e o amor de paixão em cada nota o ser vibrar em melodia corporal músculos composto de múltiplos fibra e na sensibilidade do beijo ao ultimo toque indescritível, Fá

Em cada amplitude da sua intensidade e amplificar os efeitos com amor puro sem distorcer a verdade em troca de nada Só amor por amor Dó

Sete passos, sete pulsares,

sete suspiros que entoam o ser

numa escala onde o amor se faz verbo e melodia.

Dó,

do amor que tudo inicia,

tom que colore o silêncio e lhe dá nome,

manifesto que repousa na alma

como nota primeira em partitura divina.

Ré,

resposta do corpo ao toque da tua voz,

emissão contínua da frequência

que vibra entre a pele e o tempo,

onde cada suspiro é um compasso do teu querer.

Mi,

mistério dos sentidos em ressonância,

a alma ecoando em fendas escondidas,

nos poros da emoção —

mi menor, talvez, mas jamais pequeno.

Fá,

fascínio do toque ao último beijo,

fibra que pulsa no compasso exato do prazer,

orquestra viva no corpo apaixonado,

na carne que dança sob a batuta do desejo.

Sol,

solfejo de um amor sem medida,

impossível de traduzir em Hertz,

nota que escapa a qualquer tablatura —

só se entende com o coração.

Lá,

lamento e luz,

canção do sentir mais puro,

onde o som não se ouve, mas se vive,

entre as dobras do espírito enamorado.

Si,

síntese de tudo que pulsa e se cala,

gota de emoção a suar dos poros da alma,

chorando êxtase em forma de harmonia,

num sussurro final: "te amo".

E então, de novo:

Dó,

porque o amor — como a música —

sempre recomeça.

Sempre.

28

Quem sou eu?

Quem sou eu?

Encontro-me cada dia na poesia sou poeira e vento tempo e estrelas

apresso-me em escrever muito para ver se não esqueço de algo...

Mostra os meus defeitos ligeiros e falhos se transparente no que posso...

Eu sou; eu sou poema

Sou poesia

Sou sentimentos a delir derreto nas folhas de papel em cada poema raso a emoção em cada linha e entrelinhas

Sou mistério impossível de explicar sou como à verdade que ninguém que ouvir ou acreditar insolúvel, indomado, inteiro

Sou mistério impossível de explicar sou como à verdade que ninguém que ouvir ou acreditar

Sou sentimentos a delir derreto nas folhas de papel em cada poema raso a emoção em cada linha e entrelinhas

Sou cheio de vazios...

Sou gostas de procura de porquês

Sou cheio de incerteza de perguntas astrologia no brilho da matéria luminosa parece calda e tem respostas no por de cria-las então costuramos na arte das poesias parte disso tudo

Sou a eternidade que já acabou...

Sou à queda do corpo que louva o criador

Sou o estado solido e o espírito de corpo alma que almeja Deus

cultuo de todo o entendimento...

Sou parte de uma metade alma, corpo, espírito... pensamento matéria e energia divina

Fixo o meu eu na extremidade do universo em cada acordo em cada linha firmado flutuar calado...

encontro-me e renovação rotação da decadência e luta...As vezes luto contra mim mesmo fonte de pensamentos para não se igual... reter o que é bom de alguém, mas se original na própria ideia e ideais

Sou a falha e o reconhecimento dela...

Sou solidão e o medo de encontrar outra pior no abismo

Sou tentativas e sempre quero correr o risco...

Sou o ardo do apetite que pimenta traz

Sou a fome do conhecimento mesmo limitado extasiado

Sou á mistura da arte e a falta que ela me faz...

Sou o erro de ortografia e o pouco que preocupo com isso

Sou o gosto de tal correção em segredo... do que importa de quem se importa

Sou o espeto que feri a debochada

Sou o próprio desprezo de quem duvida de mim

Sou músculos rígidos e bruto, e desejo o feminino suave procuro a alma gentil e à pele jovem e os seus encantos, menina mulher...

Sou asas as vezes e no vão do voo dos efeitos da pele madura os seus pensamentos e vivência vastos alimentos da minha mente... e regresso ligeiro antes do compromisso da sede jovem para não ferir a seda jovem regresso como os versos

Sou à escolha do acaso e no caos encontro-me paradoxalmente na ordem de tudo isso

13

Comentários (0)

ShareOn Facebook WhatsApp X
Iniciar sessão para publicar um comentário.

NoComments

Sou cristão da CCB, mais gosto de filosofia e astrologia tenho pensamentos estranho com viagem no tempo sonhos lúcidos poeta louco fingindo se sã kkkkkk tenho sorriso fácil romântico bobo, apaixono fácil e acredito muito nas pessoas sobre o amor, desconfio de conspirações e não dou sorte para o azar, sou caseiro gosto de cozinha e gosto de cinema, rock anos 70 80 90 e música boa MPB osvaldo monte negro, Djavam Lulu Santos, BELCHIOR, Chalei braw Jr, O Rappa, engenheiros do hawaii etc